Regras 20-20-20 e 90-90-90: minimizando o dano das telas

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Está cada vez mais difícil reduzir o tempo de uso de telas na infância. Apesar das orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria (vide post anterior), as aulas virtuais e o isolamento social tornaram praticamente impossíveis cumprir a meta de poucas horas de uso diário dos dispositivos eletrônicos.

Desta forma, vamos inevitavelmente precisar de alguma forma de controle de danos.

Riscos associados a muito tempo de tela

No post anterior foram descritas algumas situações decorrentes do uso excessivo dos dispositivos eletrônicos. Aqui vamos focar naqueles que podemos minimizar assumindo algumas medidas: danos oculares como a síndrome da fadiga ocular, miopia e danos posturais.

Questões posturais

Ao usar um dispositivo digital por períodos prolongados, é comum começar a se inclinar para dentro, contornar as costas e os ombros, inclinar a cabeça para trás e projetar o queixo para frente. Essa postura antinatural e não saudável provoca contraturas e dores, mais comumente na cabeça, nos ombros e pescoço.

Sentar de forma correta, com a tela na altura dos olhos, coluna encostada na cadeira, pés elevados, além de fazer paradas estratégicas para alongar são uma boa forma de evitar essas dores.

Síndrome da visão de computador ou fadiga ocular

Condição causada pelo tempo de exposição às telas, tem como sintomas: visão flutuante/turva, olhos cansados, olhos secos, olhos vermelhos e dor de cabeça, podendo estar associada a dores do pescoço, costas e ombros.

Ela pode ser provocada pela luz azul, de alta energia, que embora tenha como principal fonte a luz natural, também é emitida em grande quantidade pelas telas dos dispositivos eletrônicos. Esse comprimento de onda curto e de alta energia se dispersa mais facilmente que outras luzes visíveis, gerando desta forma um “ruído” sem foco que reduz o contras e contribui para a fadiga ocular.

Miopia

Os pesquisadores acreditam que o aumento do tempo de tela entre as crianças é um fator de risco significativo para o desenvolvimento e progressão de miopia. 

A título de curiosidade, em adultos o tempo de telas também aumenta o risco de degeneração macular, uma doença causadora de perda visual que pode surgir sobretudo em idosos.

Regra 20-20-20

Apesar de existirem poucas pesquisas científicas que testem a eficácia da regra 20-20-20, tanto a American Optometric Association, quanto a American Academy of Ophthalmology, dois dos mais respeitados órgãos ligados à oftalmologia nos Estados Unidos, a recomendam como uma maneira de reduzir o cansaço visual.

A regra foi desenvolvida pelo optometrista californiano Jeffrey Anshel e estabelece que a cada 20 minutos passados ​​olhando para uma tela, a pessoa deve desviar o olhar para algo a aproximadamente seis metros (20 pés) de distância e fixar a visão por 20 segundos.

Regra 90-90-90

A criança deve se sentar com os cotovelos, quadris e joelhos apoiados em um ângulo de 90 graus.

A altura da mesa deve estar no mesmo nível do cotovelo. Para crianças pequenas, pode ser necessário aumentar a altura da cadeira para obter a postura sentada ideal. Um apoio para os pés ou banquinho deve ser fornecido se os pés da criança estiverem balançando no ar e não apoiados no chão.

Colocando em prática

Formas de colocar em prática as regras…

  • Agendar um despertador para disparar a cada 20 minutos e/ou utilizar outros marcadores de tempo, como o intervalo de uma aula ou o fim de um vídeo/programa de TV
  • Utilizar aplicativos como o ProtectYourVision e eyeCare, que fazem a contagem do tempo
  • Estabelecer uma árvore, um poste de luz do outro lado da rua, um prédio vizinho ou outro objeto como distância (>6 metros)
  • Na impossibilidade de encontrar um objeto distante, orientar a fechar os olhos por 20 segundos a cada 20 minutos
  • A aproveitar a pausa para levantar, caminhar e alongar o corpo: o tempo necessário para seguir a regra 20-20-20 também é um bom momento para sentar e alinhar a cabeça, o pescoço e os ombros. Mover a cabeça lentamente para a direita e esquerda e para cima e para baixo pode aliviar os músculos tensos e reduzir a fadiga. 
ALONGAMENTOS

Outras medidas

  • Estabeleça horários “sem telas”
  • Agende exames oftalmológicos anualmente
  • Levante para andar periodicamente
  • Utilize colírios de lágrimas artificiais caso o olho fique seco, vermelho e/ou com ardência
  • Utilize óculos de luz polarizada (óculos com proteção UV, que filtram mais de 90% da luz nociva) ou filtros para tela do computador para minimizar o dano da exposição prolongada

OBS: Em ambientes internos podem ser usados óculos específicos com lentes amarelas. Eles dão conforto quem utiliza dispositivos digitais por longos períodos.

Óculos com lentes ‘Blue Protection’ –
Fonte: Mercado Livre
Filtro para tela de computador – Fonte: Mercado Livre

Recomendações sobre uso de telas e internet

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Em 2016 a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou o primeiro documento sobre Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital. Motivados pelo sucesso do documento, em fevereiro de 2020 a SBP aproveitou a data que comemora o Dia da Internet Segura (9 de fevereiro) para lançar um novo manual. Nele constam as últimas recomendações sobre uso de telas e internet na infância e adolescência.

O Manual de Orientação do Grupo de Trabalho Saúde na Era Digital da SBP encontra-se disponível no site da sociedade, clicando aqui.

Alguns dados

De acordo com a pesquisa TIC KIDS ONLINE – Brasil realizada com 2964 famílias em 2018, 86% das crianças e adolescentes brasileiros entrevistados entre 9 e 17 anos estavam conectados a algum dispositivo eletrônico.

Em 93% dos casos o aparelho usado foi o celular, com compartilhamento de mensagens instantâneas (80% sexo feminino e 75% sexo masculino), uso de redes sociais (70% sexo feminino e 64% sexo masculino), fotos e vídeos (53% sexo feminino 44% sexo masculino), jogos online (39% sexo feminino e 71% sexo masculino) e off-line (56% sexo feminino e 65% sexo masculino). 83% usaram também para assistir a vídeos, filmes, programas ou séries na Internet. Da amostra, 82% tinham perfil em redes sociais.

25% das famílias entrevistadas afirmaram não ter conseguido controlar o tempo de uso, mesmo tentando passar menos tempo na Internet.

Desenvolvimento cerebral e mental

Os primeiros 1000 dias são importantes para o desenvolvimento cerebral e mental de qualquer criança. São diferentes estruturas e regiões cerebrais que amadurecem, como os circuitos sensoriais responsáveis pelo prazer/apego, tato/aconchego (holding/attachment), visão, sons, olfato.

Desta forma, o olhar e a presença da mãe/pai/família é vital como fonte natural dos estímulos, não podendo ser substituídos por telas e tecnologias.

É importante ainda considerar que o tempo de maturação do córtex pré-frontal, responsável pelas funções cognitivas e executivas, pelo controle dos impulsos, julgamento, resolução de problemas, atenção, inibição, memória, tomada de decisões é assíncrono em relação ao sistema límbico, que é responsável pelas emoções. Este descompasso entre o córtex pré-frontal e o sistema límbico é intensificado no início da puberdade entre os 10-12 anos até os anos seguintes, em torno de 25-30 anos. 

Daí os comportamentos típicos dos adolescentes, não só de curiosidade e impulsividade, mas também quando arriscam seus próprios limites, inclusive durante a participação nos jogos de videogames, desafios virtuais, selfies em locais extremos ou nas redes sociais. As gratificações por pontos ou “likes” recebidas por estes comportamentos nos jogos ou redes perpassam pelos mecanismos de recompensa e da produção do neurotransmissor dopamina.

Muitos comportamentos se tornam impulsivos e automáticos aliviando episódios recentes de tédio, estresse ou depressão. Assim, algo que começou como uma distração na tela ou simples experimentação do objeto de consumo, como um jogo de videogame, estimulado pelas indústrias de entretenimento, passa a ser uma solução rápida para desaparecerem sentimentos perturbadores e emoções difíceis com as quais as crianças e adolescentes ainda não aprenderam a lidar.

A dependência dos jogos, inclusive com teor violento, mas que trazem desafios e recompensas, impede que enfrentem os problemas que contribuíram com este estresse tóxico e a liberação do cortisol, criando um ciclo vicioso de ansiedade e depressão.

Principais problemas médicos e alertas de saúde

Pesquisas médicas e evidências científicas vão se acumulando sobre o acesso às novas tecnologias. Elas descrevem não somente os benefícios da aceleração das informações e notícias em quase tempo real, mas também os prejuízos à saúde e efeitos de longo prazo quando ocorre o uso precoce, excessivo e prolongado durante a infância.

O prejuízo está além dos riscos de conteúdo, contato e condutas na segurança e privacidade. Estão associados também aos problemas que surgem na convivência familiar, no aprendizado e no desempenho escolar. 

De acordo com a SBP, o atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem é frequente em bebês que ficam passivamente expostos às telas, por períodos prolongados e problemas de sono são cada vez mais frequentes e associados aos transtornos mentais precoces em crianças e adolescentes.

A faixa de onda de luz azul presente na maioria das telas contribui para o bloqueio da melatonina e para a prevalência cada vez maior das dificuldades de dormir e manter uma boa qualidade de sono à noite na fase de sono profundo, com aumento de pesadelos e terrores noturnos. Ao acordar, aumento da sonolência diurna, problemas de memória e concentração durante o aprendizado com diminuição do rendimento escolar e a associação com sintomas dos transtornos do déficit de atenção e hiperatividade.

No manual da SBP estão listadas as principais alterações de comportamento e de saúde encontradas na literatura científica como problemas associados ao uso precoce e excessivo das tecnologias de informação.

Segue lista:

– Dependência Digital e Uso Problemático das Mídias Interativas

– Problemas de saúde mental: irritabilidade, ansiedade e depressão

– Transtornos do déficit de atenção e hiperatividade

– Transtornos do sono

– Transtornos de alimentação: sobrepeso/obesidade e anorexia/bulimia

– Sedentarismo e falta da prática de exercícios

– Bullying e cyberbullying

– Transtornos da imagem corporal e da auto-estima

– Riscos da sexualidade, nudez, sexting, sextorsão, abuso sexual, estupro virtual

– Comportamentos auto-lesivos, indução e riscos de suicídio

– Aumento da violência, abusos e fatalidades

– Problemas visuais, miopia e síndrome visual do computador

– Problemas auditivos e PAIR (Perda Auditiva Induzida pelo Ruído)

– Transtornos posturais e músculo-esqueléticos

– Uso de nicotina, vaping, bebidas alcoólicas, maconha, anabolizantes e outras drogas

Orientações para os pais

Seguem as orientações descritas no manual da SBP:

Evitar a exposição de crianças menores de 2 anos às telas, sem necessidade (nem passivamente!)

– Crianças com idades entre 2 e 5 anos: limitar o tempo de telas ao máximo de 1 hora/dia, sempre com supervisão

– Crianças com idades entre 6 e 10 anos: limitar o tempo de telas ao máximo de 2 horas/dia, sempre com supervisão

– Adolescentes com idades entre 11 e 18 anos, limitar o tempo de telas e jogos de videogames a 2-3 horas/dia, e nunca deixar “virar a noite” jogando

– Não permitir que as crianças e adolescentes fiquem isolados nos quartos com televisão, computador, tablet, celular, smartphones ou com uso de webcam; estimular o uso nos locais comuns da casa

– Para todas as idades: nada de telas durante as refeições e desconectar uma hora antes de dormir

Oferecer alternativas com atividades esportivas, exercícios ao ar livre ou em contato direto com a natureza, sempre com supervisão

– Nunca postar fotos de crianças e adolescentes em redes sociais públicas, por quaisquer motivos

– Criar regras saudáveis para o uso de equipamentos e aplicativos digitais, além das regras de segurança, senhas e filtros apropriados para toda família, incluindo momentos de desconexão e mais convivência familiar

– Encontros com desconhecidos online ou off-line devem ser evitados. Saber com quem e onde seu filho está, e o que está jogando ou sobre conteúdos de risco transmitidos (mensagens, vídeos ou webcam), é responsabilidade legal dos pais/cuidadores

– Estimular a mediação parental das famílias e a alfabetização digital nas escolas com regras éticas de convivência e respeito em todas as idades e situações culturais, para o uso seguro e saudável das tecnologias

– Conteúdos ou vídeos com teor de violência, abusos, exploração sexual, nudez, pornografia ou produções inadequadas e danosas ao desenvolvimento cerebral e mental de crianças e adolescentes, postados por cyber criminosos, devem ser denunciados e retirados pelas empresas de entretenimento ou publicidade responsáveis

– Identificar, avaliar e diagnosticar o uso inadequado precoce, excessivo, prolongado, problemático ou tóxico de crianças e adolescentes para tratamento e intervenções imediatas e prevenção da epidemia de transtornos físicos, mentais e comportamentais associados ao uso problemático e à dependência digital

#MenosTelas #MaisSaúde #MaisCuidados #MaisAfeto #MaisRespeitoaosDireitos

Calendário do advento

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A palavra advento vem do latim “ad-venio”, que quer dizer “vir, chegar”. 

Para os ocidentais, cristãos, advento é o tempo de preparação para o Natal e se inicia quatro domingos antes dessa data.

O período do advento visa a reflexão sobre a fé, meditação, oração, conversação e prática da caridade. E por esse motivo, ele é uma bela oportunidade a ser aproveitada em família.

Calendário do Advento

Uma atividade muito legal para fazer com as crianças é o calendário do advento. Nessa atividade, em que cada dia do mês de dezembro, do dia 1 ao dia 24, as crianças vão fazendo atividades surpresas escondidas em envelopes numerados, embrulhos, sacolas, caixinhas, palitos, pregadores…

O calendário pode ser comprado (em lojas ou por exemplo no Elo7) ou confeccionado com cartões, envelopes, caixinhas, conforme alguns exemplos abaixo. Dentro de cada objeto numerado fica uma atividade para ser aberta e realizada naquele dia.

Exemplos de atividades

Seguem algumas atividades encontradas na internet:

Nossas atividades

Seguem as atividades que usamos na nossa casa:

Modelo em branco

Segue modelo em branco para usar à vontade:

COVID-19: sobre transmissão, prevenção e uso de máscaras

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Sobre a via de transmissão

O Sars-CoV2 é um vírus que se dispersa preferencialmente por gotículas de saliva. Essas gotículas podem normalmente atingir pessoas até 1-2 metros de distância, contaminando pessoas e superfícies.

A transmissão por aerossol (partículas menores eliminadas pela boca, como nuvens de vapor contendo vírus) pode também acontecer. O aerossol é capaz de ficar suspenso no ar por até em torno de 3 horas (ou mais segundo alguns autores) contaminando o ambiente. Embora isso ainda seja foco de discussão, segundo a maioria dos estudos, essa via não é muito importante no caso do Sars-CoV2. Ela deve ser preocupação principalmente dos ambientes hospitalares, onde o uso de nebulização, cateter de oxigênio, máscaras e respiradores fazem geração de grande quantidade de aerossol no ambiente.

Sobre quem transmite

A transmissão pode ser feita através de pessoas sintomáticas (com sintomas da doença), assintomáticas (aquelas que se contaminaram mas nunca apresentaram sintomas), oligossintomáticas (aquelas com sintomas brandos que às vezes sequer suspeitam estar doentes), ou pré-sintomáticas (aquelas cujos sintomas ainda vão surgir, mas já transmitem a doença). Atualmente acredita-se que assintomáticos e oligossintomáticos (como as crianças) tenham baixa capacidade de transmissão, diferente do que se pensava no início da pandemia. A maior taxa de transmissão parece se dar pelos sintomáticos e pré-sintomáticos.

Foi a preocupação com a transmissão pelos pré-sintomáticos que levou os órgãos governamentais a incentivar as medidas de prevenção, sobretudo distanciamento social e uso de máscaras.

Sobre a prevenção

Distanciamento social: previne a transmissão das gotículas que possam passar pela máscara ou daqueles sem máscara. Como foi dito, embora haja relato de gotículas que atinjam distâncias maiores, a grande maioria delas alcança distâncias de até 1-2 metros, sendo esse o distanciamento mínimo recomendado para prevenir a transmissão.

Lavagem de mãos: método preferencial para higiene das mãos. Lavar sempre ao chegar em casa da rua, antes e após uso do banheiro, antes de se alimentar ou levar mãos ao rosto, após manusear material que possa estar contaminado, após tocar a máscara, após coçar ou assoar o nariz. Ensaboar e friccionar as mãos corretamente por pelo menos 15 segundos.

7 passos da lavagem das mãos

Álcool 70%: substitui a lavagem das mãos quando ela não está disponível. Deve ser usado na forma de gel. A forma líquida pode ser usada em superfícies, devendo ser evitada para uso nas mãos por provocar ressecamento e fissuras na pele (que poderiam servir de porta de entrada para microorganismos).

Atenção: jamais fabricar álcool gel caseiro devido ao risco de acidentes, incêndios, queimaduras e irritação da pele e mucosas.

Uso de máscaras: não é mais importante que o distanciamento e a lavagem das mãos (ou uso de álcool) – ela de forma alguma substitui as outras medidas. A máscara bloqueia a passagem de gotículas de maior tamanho, servindo como um auxiliar na prevenção da transmissão por gotículas.

Atenção: máscaras de proteção devem ser usadas por aqueles que sabem manuseá-la. Pessoas com algum distúrbio motor e menores de 2 anos NÃO devem utilizar máscaras sob risco de obstrução da via aérea e sufocamento.

Sobre as máscaras

As máscaras N95 e PFF2 são de uso exclusivo por profissionais de saúde. Elas possuem um elemento filtrante que bloqueia a passagem do aerossol gerado pelos procedimentos médicos/hospitalares. Para a população geral com fins de prevenção a máscara indicada é a cirúrgica ou a de tecido. Elas devem ser trocadas sempre que ficarem sujas, úmidas, ou a cada 2-3 horas.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), somente a partir dos 12 anos de idade a criança tem capacidade plena de compreender todas as instruções para uso da máscara. Desta forma, abaixo dessa faixa etária, todas as crianças necessitarão de orientação e monitorização constante.

Recomendações gerais (fonte – SBP):

  • Adquirir máscaras de acordo com o tamanho do rosto da criança e certificar que está confortável
  • Após cada uso, lavar com água e sabão abundantes e/ou deixar de molho em solução de água sanitária (1 colher de sopa para 500ml de água) por 30 minutos
  • Após a secagem, passar ferro quente, de ambos os lados, armazenando em saco plástico limpo
  • Lembrar que as crianças vão aprender mais facilmente com a repetição e com ensinamentos e exemplos fornecidos de forma alegre e natural
  • Incentivar o uso em ambientes em que encontrem outras pessoas a menos de 2 metros de distância (supermercados, farmácias, serviços médicos, ou qualquer ambiente fora de casa ou onde possa haver aglomeração de pessoas)
  • Caso a máscara caia no chão durante o uso, ela deverá ser substituída por outra limpa, imediatamente

Pesquisadores da Universidade de Cambridge testaram uma ampla gama de materiais domésticos para máscaras caseiras. Eles mediram qual porcentagem os materiais poderiam capturar e os compararam com a máscara cirúrgica mais comum. Não surpreendentemente, a máscara cirúrgica apresentou melhor desempenho, no entanto todos os materiais caseiros conseguiram capturar 50% das partículas virais ou mais (com exceção do lenço em 49%).

Eficácia dos materiais das máscaras caseiras

Os cientistas também testaram partículas do tamanho de vírus em versões de duas camadas do pano de prato, fronha e tecidos 100% algodão. No geral, as camadas duplas não ajudaram muito. A fronha de dupla camada capturou 1% a mais de partículas e a camisa de dupla camada capturou apenas 2% a mais de partículas. No entanto, a camada extra de pano de prato aumentou o desempenho em 14%. Esse impulso tornou o pano de prato tão eficaz quanto a máscara cirúrgica.

Eficácia das camadas duplas das máscaras caseiras

Foi avaliado pelo estudo a respirabilidade da máscara. Porque o conforto não é apenas um luxo, ele influenciará em quanto tempo a pessoa consegue usar a máscara. Eles compararam os tecidos com a respirabilidade da máscara cirúrgica e o resultado está abaixo.

Respirabilidade das máscaras

Conclusão: com base na captura de partículas e respirabilidade, os pesquisadores concluíram que camisetas de algodão e fronhas são as melhores opções para máscaras caseiras. Dobrar as camadas de material da sua máscara aumenta a eficácia da filtragem, mas torna a máscara muito mais difícil de respirar.

Sobre a forma correta de espirrar

As gotículas que normalmente atingem distâncias de 1-2 metros são capazes de atingir distâncias muito maiores com a tosse e os espirros. Já surgiram estudos mostrando contaminação superfícies até 8 metros de distância com um espirro. Com algumas simples orientações, no entanto, pode-se minimizar essa via de contaminação.

Essas orientações devem ser repassadas às crianças, que devem ser orientadas a tossir e espirrar em um lenço de papel ou no braço e cotovelo, nunca nas mãos.

Como tossir ou espirrar corretamente
Como tossir ou espirrar corretamente

COVID-19: tratamento dos casos leves

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Conforme dito no post anterior, a grande maioria dos jovens e crianças evoluem com quadros assintomáticos e leves da COVID-19. O que é possível fazer nesses casos?

Os sintomas mais frequentes são: febre, tosse, fadiga. Outros menos frequentes são: dor de garganta, dor de cabeça, respiração encurtada, calafrios, dor muscular ou articular, diarreia, enjoo e conjuntivite. Perda de olfato também já foi descrita como uma queixa muito frequente, bem como diminuição ou perda do paladar. 

Medidas gerais

Repouso, hidratação oral, alimentação adequada, isolamento domiciliar por 14 dias.

Presença de fatores de risco para gripe (influenza): procurar atendimento médico para avaliar início de oseltamivir (Tamiflu). São fatores de risco: gestantes, idosos, obesos, crianças menores de 5 anos (sobretudo menores de 2 anos), asmáticos, portadores de doenças crônicas e que diminuem imunidade (por ex. diabetes, doença renal, hepática, pulmonar, cardíaca, hematológica, neurológica).

Febre

Permitido usar antitérmicos, como dipirona e paracetamol. Ibuprofeno já teve seu uso também liberado.

Tosse

Mais ou menos metade dos casos de tosse na COVID-19 é seca, enquanto a outra metade é produtiva, ou seja, com secreção. Principalmente nos asmáticos ela costuma vir acompanhada da descompensação da doença, sendo indicado o uso do broncodilatador para alívio. Ele deve ser prescrito por um médico, normalmente na forma de nebulização ou spray (‘bombinha’).

A tosse é um mecanismo de defesa para eliminar secreções e corpos estranhos das vias aéreas. Xaropes não são indicados para seu tratamento, além de não demonstrarem eficácia, possuem efeitos colaterais, como arritimias e alucinações. São indicados para seu alívio: hidratação oral, umidificação e lavagem nasal. Adultos podem usar codeína, sobretudo à noite, para alívio do reflexo da tosse, desde que com prescrição médica.

Principais recomendações: beber água, evitar ambientes secos, lavar narinas com soro (líquido, spray ou aerossol).

Dores

A dor de garganta costuma ser leve e pastilhas podem ser usadas para seu alívio. Os mesmos antitérmicos usados na febre podem ser usados para alívio da dor na garganta, na cabeça ou na barriga.

Diarréia

Nenhuma medida além da hidratação oral normalmente é necessária. O quadro costuma ser passageiro e não persiste por muitos dias. Antiespasmódicos podem ser usados pontualmente se necessários para alívio da cólica. Probióticos também podem ser utilizados, embora não sejam normalmente necessários.

Amosmia

Perda do olfato tem se mostrado uma alteração relativamente comum e é sinal de bom prognóstico: indica menor risco de evoluir com gravidade. Em geral resolve espontaneamente em dias ou até meses, mas há casos descritos de sintomas persistindo por mais tempo. Na fase aguda pode ser usado corticoide oral e tópico, com orientação médica.

Sinais de alarme

Persistência da febre (mais de 72h segundo OMS, mas principalmente quando por mais de 7 dias), falta de ar, extremidades muito frias, arroxeadas, turvação visual, tonteira ao levantar, chiado no peito.

Particularidades da COVID-19

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De acordo com a OMS, 80% das pessoas acometidas pela COVID-19 é assintomática ou apresenta poucos sintomas, 15% precisam de hospitalização e 5% necessitam de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Entre os que apresentam sintomas, os mais frequentes são: febre, tosse e fadiga. Outros menos frequentes são: dor de garganta, dor de cabeça, respiração encurtada, calafrios, dor muscular ou articular, diarreia, enjoo e conjuntivite. Perda de olfato também já foi descrita como uma queixa muito frequente, bem como diminuição ou perda do paladar. 

Jovens e crianças, quando apresentam sintomas, são sintomas brandos, sem febre. A doença pode se manifestar somente como dor de cabeça, com diarréia ou como dor de garganta com calafrios, por exemplo. A apresentação varia de pessoa para pessoa.

A definição de doença com indicação de internação

A definição de casos suspeitos de COVID-19 na fase em que o Brasil se encontra, chamada de “fase de transmissão comunitária”, baseia-se na presença de quadro gripal. Isso quer dizer: febre somada a pelo menos um sintoma respiratório (dor de garganta, tosse ou dificuldade respiratória) além de queixa de dor (de cabeça, no corpo ou articular).*

Os quadros com indicação de internação hospitalar seriam aqueles que, além do quadro gripal, apresentam Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Ou seja, manifestam-se com algum sinal de gravidade clínica. Em outras palavras, cursam com presença de falta de ar (dispneia), oxigenação baixa, aumento da frequência respiratória, redução da pressão arterial (hipotensão) e piora de alguma doença crônica preexistente (ex: doença cardiovascular, diabetes, asma). Esses são os mesmos sinais de alarme que usamos como critério de gravidade para outras infecções em nosso dia a dia. 

* Importante: (1) idosos não precisam ter febre; (2) pessoas com imunidade baixa (portadores de leucemias, linfomas, HIV, doenças autoimunes, transplantados, indivíduos que foram submetidas à quimioterapia nos últimos 30 dias e aqueles que usam doses elevadas de corticoides ou outros imunossupressores sistêmicos) precisam de apenas um critério (febre ou dor ou sintoma respiratório) para fechar como síndrome gripal.

Fases da COVID-19

O que se sabe atualmente, é que o vírus traz um quadro inicial com sintomas respiratórios, febre e dor, chamado de fase de resposta viral (fase I). Depois de alguns dias, normalmente com a persistência da tosse e da febre, o paciente pode evoluir para a fase pulmonar (fase II), que cursa com pneumonia, identificada preferencialmente na tomografia computadorizada. Algumas pessoas nessa fase apresentam baixa oxigenação (hipoxemia), com necessidade de oxigênio (O2) suplementar (cateter nasal, máscara de O2 ou até mesmo intubação com uso de ‘respirador’ nas situações mais graves). Neste momento, podem surgir também algumas alterações inflamatórias não exclusivamente pulmonares. Pequenos vasos podem inflamar (vasculite) e micro trombos podem surgir em alguns órgãos. Há pessoas que ainda evoluem para hiper inflamação (fase III), que seria uma super estimulação do sistema imunológico com liberação de grandes quantidades de substâncias inflamatórias no organismo (citocinas).  É como se o corpo entrasse em “guerra”, uma “tempestade” de citocinas e, nessa ocasião, situações ainda mais graves podem ocorrer.

O comportamento pulmonar da doença tem sido estudado em todo o mundo. Não se sabe ainda exatamente o porquê, mas é possível encontrar pacientes (principalmente com mais de uma semana de doença) que apresentam extenso acometimento dos pulmões com exames mostrando hipoxemia sem que o paciente relate falta de ar. É o que está sendo chamada de ‘hipoxemia silenciosa’. O paciente não se sente ofegante e faz suas atividades cotidianas, sem apresentar grandes queixas respiratórias. A falta de ar nesses casos surge apenas quando a saturação baixa a um nível extremamente baixo. 

Como minimizar o problema

Diferente da gripe e das pneumonias bacterianas, na COVID-19 os sinais de gravidade descritos na SRAG (falta de ar, aumento da frequência respiratória etc.) não estarão obrigatoriamente presentes na fase pulmonar da doença.

Protocolos da OMS e Ministério da Saúde incluem atualmente recomendação de maior vigilância para os casos de persistência da febre por mais de 72 horas e retorno da mesma após estar há 48 horas sem febre. Mas a grande recomendação é para os casos de persistência dos sintomas (febre, tosse, cansaço, dor no corpo, prostração excessivos) por mais de 7 dias. Essas pessoas com sintomas persistentes devem ser orientados a procurar atendimento médico, ter a oxigenação mensurada por oximetria de pulso e coletar exames de sangue para avaliar sinais laboratoriais indicativos de gravidade.

Algumas referências

OMS

Ministério da Saúde: definição de caso e notificação

Ministério da Saúde: protocolo de manejo clínico

Ministério da Saúde: fluxograma de teleatendimento

Epidemiology and clinical features of COVID-19: A review of current literature

Baseline Characteristics and Outcomes of 1591 Patients Infected With SARS-CoV-2 Admitted to ICUs of the Lombardy Region, Italy

COVID-19 pneumonia: different respiratory treatment for different
phenotypes?

The Infection That’s Silently Killing Coronavirus Patients

Corantes, conservantes, agrotóxicos, plásticos e seus malefícios

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O que uma lata de milho, uma caixa de leite, um pacote de gelatina infantil e um copo plástico têm em comum? Todos contém substâncias químicas maléficas à saúde infantil.

Nas últimas décadas a quantidade de química adicionada aos alimentos disparou. Utilizamos embalagem plástica para guardar os alimentos, adicionamos química aos alimentos para eles serem conservados, parecerem mais bonitos, cheirarem melhor…

Pensando nessa questão, as sociedades de pediatria chamam atenção para os prejuízos causados pelo alto consumo dessas substâncias desde a infância.

Vejamos quais malefícios elas poderiam causar.

Corantes artificiais

Podem aumentar os sintomas das crianças com déficit de atenção e hiperatividade. Podem também causar alergias em crianças com predisposição. Estão presentes em biscoitos, bolos industrializados, sorvetes, gelatinas, algumas bebidas…

Nitratos e Nitritos

Podem interferir na função da tireóide e na oxigenação dos tecidos, além de aumentar alguns tipos de câncer. São usado como conservantes nos alimentos, sobretudos processados e carnes.

Atrazina

Herbicida usado nos cultivos de alimentos como milho, pode causar disfunção nos hormônios sexuais, podendo estar associada a infertilidade, tumores da mama e puberdade atrasada.

Perclorato

Presente em agrotóxicos, podem contaminar também a produção do leite. Altera a absorção de iodo pelo organismo, podendo levar a disfunção na tireóide.

Ftalatos

Estudos têm mostrado que essas substâncias presentes em alguns tipos de plásticos podem levar à morte precoce de algumas de nossas células, alterações hormonais, infertilidade, diabetes, obesidade e outros malefícios mais…

PBA

Substâncias como o bisfenol são encontradas em latas de alimentos em conserva, garrafas, embalagens plásticas, utensílios de cozinha, recibos de papel… Praticamente todas as latas de alimentos vendidas no Basil possuem bisfenol no seu revestimento interno.

Substâncias como o Bisfenol A (BPA) podem interferir na puberdade e fertilidade, podem aumentar a gordura corporal e causar problemas no sistema imunológico e neurológico, além de já terem sido associados a alguns tipos de câncer, hiperatividade, infertilidade e outros.

No Brasil  a ANVISA proibiu importação de mamadeiras que contenham PBA. Mas não de chupetas, pratos, copos e outros utensílios já proibidos em outros países.

Sim, existem utensílios ditos PBA-Free, mas como já coloquei em post anterior (veja aqui ) utensílios “garantidamente” PBA-Free não existem.

Aqui em casa, pensando na saúde, treinamos desde cedo as crianças a usar utensílios de vidro e aço inoxidável. Quão cedo? A partir dos dois/três anos funcionou para nós, mas certamente vai depender da criança, poderia ser antes ou depois…

E mais. Tem plástico em casa e deseja descartar? Jogue no lixo comum. A reciclagem desse tipo de material por outro lago, pode ser um risco, pois o processo de reciclagem libera ainda mais bisfenol no ambiente, contaminando lençóis freáticos.

Cadeirinhas para carro

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cadeirinha Chicco Key Fit
Chicco Key Fit

No Brasil, o trânsito é a principal causa de morte acidental de crianças e adolescentes com idade de zero a 14 anos, chegando a quase 40% do total de mortes. Milhares de crianças são anualmente hospitalizadas em decorrência dos acidentes de trânsito.

Segundo estudo americano, 1 em cada 4 pais já levaram seus filhos no carro sem a devida segurança, usando desculpas como “fui a um lugar perto” ou “estava com pressa”.

No entanto, cerca de 60% dos acidentes ocorrem próximos à residência do acidentado.

Segurar a criança no colo sem cinto não a protege de acidentes. Em um acidente a 50km/h, uma criança de 10kg passa a ter o equivalente a 500kg ao ser lançada para frente com a freada brusca. Ou seja, você jamais será capaz de segurá-la.

A cadeirinha é o único meio seguro de transportar uma criança no carro.

Recentemente o Proteste anunciou a primeira cadeirinha para bebê aprovada com louvor em todos os testes realizados: a cadeirinha Cosco Moove.

Tipos de assento

cadeirinhas

(1) BEBÊ-CONFORTO: para uso do nascimento até cerca de 1 ano de idade ou limite de peso do fabricante (9-13Kg). O ideal é usar até o limite de peso permitido. Como usar:

  • Virado para trás: essa é a forma correta de usar sempre, de costas para o painel do veículo.
  • Com cinto de três pontas e preferencialmente no meio do banco de trás: confere maior proteção maior em caso de colisão lateral. Como a maioria dos carros não tem cinto de três pontas no centro, fica recomendada a colocação no lado contrário ao banco do motorista (atrás do passageiro).
  • Travel system: alguns modelos de bebê-conforto podem ser usados tanto no carro quanto acoplados no carrinho do bebê, o que pode ser muito útil por exemplo quando o bebê está dormindo.
  • Base: presente em alguns modelos, é boa por uma questão de praticidade. Fica fixada no assento com cinto de segurança, permanecendo o tempo todo no veículo. O bebê-conforto pode ser desencaixado com facilidade e retirado do carro sem precisar manusear o cinto.
  • Cuidado com roupas grossas ou acolchoadas: se o cinto for ajustado com elas, deixará um espaço extra e as consequências, em caso de colisão, podem ser dramáticas de acordo com testes realizados nos EUA. Se necessário coloque uma manta sobre a cadeirinha e o cinto.
  • Bem ajustado: cinto justo ao corpo (veja abaixo teste da pinça) e com clipe peitoral na altura correta (e não na altura da barriga). teste

(2) CADEIRINHA/POLTRONA: para uso até 18-36Kg, dependendo do fabricante. Muitas são as opções disponíveis no mercado. Há modelos que reclinam o encosto e alguns são “reversíveis”, podendo ser usados de costas para o painel ou de frente quando a criança for maior. Alguns vêm com redutores que possibilitam o uso por bebês recém-nascidos. Como usar:

  • Virado pra trás o máximo de tempo possível: até o limite de peso de cada modelo. A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Academia Americana de Pediatria é de que ela permaneça virada para trás até os 2 anos ou até o limite de peso da cadeira. A criança virada para trás tem 75% menos chance de morte ou lesões graves em caso de acidentes.
  • Cuidado com roupas grossas ou acolchoadas: vale o mesmo conceito usado no bebê-conforto. Se necessário, coloque uma manta sobre a cadeirinha e o cinto.
  • Bem ajustado: algumas cadeirinhas não têm o clipe peitoral. Nesse caso, eles devem ser adquiridos separadamente. São imprescindíveis porque mantém o cinto bem ajustado e impedem que a criança tire o braço de dentro do cinto.
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    Clipe peitoral – Comprar em: MercadoLivre

(3)  ASSENTO DE ELEVAÇÃO (“BOOSTER”): para uso a partir de 4 anos ou 18 kg e até 7,5 anos ou 36kg. Não deve ser usado se a criança tem menos de 1,15m devido à altura do cinto. Alguns modelos com encosto contam com ajuste do cinto e permitem uso a partir de 1,0m de altura. Assento que eleva a altura da criança de forma que ela utilize o cinto do próprio carro.

O uso do booster reduz 45% o risco de lesões graves quando comparado ao uso do cinto sem booster. Estudos mostram que o risco de lesão em crianças com idades entre 4-12 anos é maior que o das crianças menores. Elas têm maior risco de lesão abdominal pelo cinto de segurança, lesões da coluna vertebral e da face. A provável causa é a menor preocupação dos pais com o uso adequado da cadeirinha. Fica recomendado o uso do booster pelo máximo de tempo permitido pelo fabricante.

Como usar:

  •  Com cinto de 3 pontos: não usar com cinto abdominal. No assento do meio, com cinto abdominal, não deve ser usado booster.
  • Bem ajustado: para um uso seguro o cinto não pode ser posicionado sobre o pescoço nem sobre o abdome, mas sim na parte central dos ombros e sobre o quadril. Quando a criança é pequena o cinto pode acabar ficando posicionado sobre o pescoço e, para tornar mais confortável, a criança acaba puxando o cinto pra baixo do braço. Uma cadeirinha/poltrona ou um booster com encosto e guia posicionador do cinto podem resolver o problema. O uso correto do equipamento é imprescindível para a segurança da criança.uso-correto-do-cinto
  • Cuidado com roupas grossas ou acolchoadas: segue a mesma recomendação do bebê-conforto e cadeirinha.
  • Preferencialmente com encosto: vários modelos vêm com um encosto que é removível, mas ao remover o encosto eles perdem a proteção para colisão lateral. Perceba nesse vídeo a diferença entre colisão com e sem encosto:
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Vídeo: Youtube

(4) Sem assento: a partir de 7,5 ou 8 anos, no momento em que atingir 1,45m de altura, a criança já pode usar o cinto sem a necessidade de booster.

Legislação Brasileira

A Lei das cadeirinhas obriga ao uso no carro desde o ano de 2010.cadeirinha

OBS: o valor atual da multa é R$293,47.

Peculiaridades:

  • A partir de 10 anos de idade a criança pode se sentar no banco da frente do carro.
  • Se houver mais de três crianças abaixo de 10 anos no carro, a mais alta pode ir no banco da frente com o dispositivo de retenção adequado (cadeirinha ou booster, conforme for recomendado).
  • O mesmo se aplica a carros que não tenham banco traseiro ou em que não seja possível instalar cadeirinhas.

Classificação Internacional

Como nem todas as crianças tem o mesmo biotipo, os padrões internacionais de classificação dividem as crianças por peso:

  • classe 0, para bebês de 0 a 10 kg (até 9 meses)
  • classe 0+, para crianças até 13 kg (até 12 meses)
  • classe 1, para crianças de 11 a 18 kg (de 1 a 3 anos)
  • classe 2, para crianças de 15 a 25 kg (de 2,5 a 5 anos)
  • classe 3, para crianças de 22 a 36 kg, (de 4 a 7,5 anos)

Nos modelos importados e na maioria dos nacionais essa classificação vem escrita na cadeirinha, facilitando a escolha por um modelo adequado ao biotipo da criança.

Sistemas de engate Isofix e Latch

isofix-e-latchSão padrões semelhantes de fixação, mais fáceis de instalar que o cinto do carro, reduzindo a chance do uso incorreto. Prometem reduzir os traumas associados a acidentes. As cadeirinhas com esses sistema custam, no entanto, pelo menos duas vezes mais que as que usam o cinto do carro para fixação.

Enquanto o Latch é um sistema americano que usa cintas ou faixas, o Isofix é um novo padrão de fixação inicialmente europeu, que está sendo adotado por fabricantes de veículos em vários países. No Brasil de acordo com a Resolução 518 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) os projetos de novos veículos deverão vir obrigatoriamente com o sistema de Isofix a partir de 2018. Veículos importados poderão usar o sistema Latch.

Ambos podem ser complementados com uma fixação adicional superior com função anti-rotação (Top Tether).

Observação: Estudos americanos e europeus não demonstram benefício do Isofix no caso de impacto frontal. Isso porque, em caso de acidente, parte da energia é absorvida pelo cinto, que tem suas fibras levemente distendidas. O Isofix é mais rígido e o impacto é mais transmitido para o assento e a criança. Seu benefício seria maior no caso do impacto lateral (nesse quesito o Isofix parece ser ainda superior ao Latch). Veja estudos aqui e aqui.

Modelos Nacionais

O INMETRO é um instituto federal responsável por fiscalizar a segurança das cadeirinhas. Ele confere um selo para aquelas que são aprovadas nos testes, no entanto testes de colisão lateral não fazem parte da avaliação deste órgão.

A Proteste é uma organização civil sem fins lucrativos que representa a maior organização de defesa do consumidor da América Latina. Ela realiza testes independentes praticamente anuais de algumas cadeirinhas com selo do INMETRO. Avalia quesitos como manual de instruções, facilidade de instalação, teste de colisão frontal e lateral.

No primeiro teste realizado em  2011 a Proteste avaliou o bebê-conforto em diferentes marcas de carro popular, procurando saber se havia uma marca mais compatível com cada veículo. Observou-se que há realmente uma maior compatibilidade com uma marca, sem no entanto invalidar as outras no quesito de segurança. A única excessão foi o Ford Ka, que se mostrou incompatível com quase todos os modelos na época da análise.

De 2012 a 2015 vários testes foram realizados com modelos de bebê-conforto e cadeirinhas. Boosters nunca foram avaliados.

Algumas marcas foram avaliadas mais de uma vez. É o caso do Chicco Key Fit, que manteve sua boa avaliação em 2015. Marcas conhecidas, como a Peg Perego foram avaliadas negativamente em todos os testes. Os bebês conforto Burigotto Turing Evolution e Lenox Caracol foram mal avaliados em 2016 porque permitiram contato da cabeça do bebê com a porta do carro.

Os testes de colisão lateral raramente foram bons, com exceção, pela primeira vez, do Prime Baby Journey e do Cosco Moove. A Cosco Moove é a primeira cadeirinha 5 estrelas da América Latina, com ótimo desempenho nos testes de impacto frontal e lateral. 

Em 2013 foi avaliada a cadeirinha de 9 a 18 Kg Britax Roemer Duo Pluss TT com Isofix. Ela não consta na tabela porque não está presente no mercado brasileiro. Ela apresentou resultado superior às demais e foi testada para demonstrar a eficiência do sistema Isofix, que visa melhorar não só a performance dos testes de colisão frontal, como também nos de colisão lateral.

Todas as cadeirinhas avaliadas de 0-18Kg, 0-25Kg tiveram desempenho ruim nos testes de impacto frontal, inclusive a muito usada Burigotto Matrix Evolution, Safety 1st e Cosco. Segundo os testes, elas permitiram grande deslocamento da cabeçada criança.

Em 2018 a Proteste realizou alguns testes e reprovou mais algumas cadeirinhas no mercado. Segue a lista de aprovadas, da melhor para a pior nota: Chicco Key Fit, Burigotto Touring Evolution, Cosco Auto Evolve, Burigotto Multipla.

Em dezembro de 2019 foram avaliadas novamente 10 marcas pelo Proteste e os modelos Cosco Bliss e Styll Baby foram mal avaliados no teste de impacto lateral. Eles permitiram um forte contato da cabeça com a porta ao lado ou na alta carga no peito da criança. O modelo Styll Baby também foi mal no teste frontal. Veja publicação com vídeo explicativo aqui

No teste de impacto lateral, os modelos que se saíram melhor foram os das marcas Chicco, Infanti, Burigotto, Nania e Maxi Cosi. Mesmo assim, eles permitiram o impacto da cabeça do bebê com a porta do veículo, embora ainda em nível aceitável.

Já no teste de impacto frontal, os modelos da Burigotto, Chicco, Nania e Infanti tiveram desempenho classificado como “muito bom” pela Proteste, sem um deslocamento muito grande da cadeirinha e nem esforço exagerado sobre o boneco.

Em relação à instalação, as únicas marcas classificadas como fáceis de usar foram Chicco e Maxi Cozi.

Em relação ao custo-benefício, o bebê-conforto da Burigotto se destacou como a escolha certa por ter uma boa avaliação de segurança em relação ao custo.

site do Proteste mantém uma lista atualizada das cadeirinhas avaliadas e aprovadas – consulte antes de comprar! 

Modelos Importados

O órgão americano responsável por testar as cadeirinhas é o NHTSA (National Highway Traffic Administration). Veja no site da NHTSA a lista de modelos avaliados e considerados seguros para uso. Todos os listados foram considerados seguros (as estrelinhas da tabela se referem à facilidade do uso).

Vale lembrar que as cadeirinhas americanas usam o sistema Latch e foram testadas com essa fixação no carro, em testes de colisão frontal e lateral. No entanto a tabela pode servir como guia para quem for fixar a cadeirinha com o cinto do carro.

Modelos preferidos pelos europeus podem ser vistos em: Made For Mums (0-9Kg), Made For Mums (>9Kg), Independent. Mas nem todos possuem sistema de fixação Isofix.

Alguns modelos vêm com um “pé” para apoio no chão do carro e pode ser usado com a cadeirinha fica voltada pra frente ou para trás. Como por exemplo o modelo abaixo.

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Maxi Cosi 2Way Pearl – Vídeo: Youtube

Para quem quiser usar o Isofix

No Brasil todos os carros de projetos novos lançados a partir de 2018 estão saindo com Isofix de fábrica. A partir de 2020 a previsão é de que todos os modelos de carros nacionais deverão oferecer o recurso. Em uma busca rápida na internet é possível encontrar modelos com custo variado, no entanto não há testes disponíveis no momento para um comparativo sobre custo-benefício.

Links

Leia aqui sobre o Booster Mifold Grab-and-Go, o booster compacto para usar em viagens no exterior em crianças a partir de 4 anos. Aprovado pelo FDA e órgãos europeus.

Seguem as últimas recomendações do Proteste

Modelos prontos e vetores gratuitos para Chalkboard

festas

Seguindo o post de tutorial de chalkboard, seguem modelos e vetores para facilitar a confecção no PicsArt.

Modelos de Chalkboard

São chalkboard prontos para completar com os dados no PicsArt, seguindo as instruções do post anterior para uso do aplicativo.

Vetores para Chalkboard

Seguem da mesma forma alguns dos melhores vetores (ícones, imagens sem fundo, recortadas) para enfeitar seu chalkboard. Você poderá encontrar novos vetores no Google, procurando como .png ou vector ou icon (exemplo: cake png, cake vector ou cake icon para encontrar um vetor de bolo) ou simplesmente fazer download da imagem em sites como KissPNG, IconFinderPixabay.

OBS1: algumas imagens infelizmente estão pouco visíveis porque o fundo do blog é branco.

OBS2: é possível recortar a imagem e utilizar somente uma parte dela.