Repelentes e proteção contra mosquitos: o que precisamos saber

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“Os insetos são como agulhas infectadas ameaçando populações, afetando a vida das pessoas em diversos aspectos: pessoais, sociais ou econômicos. Na falta de vacinas para muitas dessas doenças, o uso de repelentes é uma alternativa importante.” Walter Leal, brasileiro pesquisador da University of California.

Mais de um milhão de pessoas morrem anualmente de doenças transmitidas pelos mosquitos, como malária, dengue e febre amarela. Doenças transmitidas por mosquitos causam mais mortes do que as guerras e ainda podem afetar a qualidade de vida, como no caso das dores crônicas causadas pela chikungunya e nas sequelas neurológicas dos bebês acometidos pela zika durante a gestação.

Como funcionam os repelentes

Os mosquitos usam as antenas para sentir o cheiro e saber onde as coisas estão. Nós transpiramos e atraímos os mosquitos através das substâncias que eliminamos na pele. Os repelentes agem interferindo no funcionamento dos receptores das antenas dos mosquitos, de forma que eles fiquem sem saber para onde ir.

Uma das dificuldades no desenvolvimento dos repelentes está no fato de nosso corpo eliminar mais de 340 substâncias químicas diferentes e até hoje não se saber qual ou quais exatamente atraem os insetos. Isso sem falar que existem mais de 2500 espécies diferentes de mosquitos, que podem ser atraídos por odores diferentes.

Estudos atuais sobre eficácia dos repelentes

Atualmente se sabe que a eficácia dos repelente em afastar os mosquitos pode variar de acordo com a espécie do inseto avaliada e o tipo de repelente usado.

Um estudo africano de 2009 sugeriu que a potência e a duração o efeito da icaridina contra o Aedes aegypti seria superior ao DEET. Desde então os produtos vêm sendo indicados para uso na infância, já que a icaridina parece ser menos tóxica que o DEET e tem cosmética mais agradável ao uso.

Uma revisão de literatura interessante foi publicada em 2013 mostrando como o Aedes aegypti é particularmente mais difícil de repelir que as outras espécies de Aedes. Nesse levantamento, o DEET em concentrações acima de 20% se mostrou particularmente mais eficaz contra o Aedes aegypti que a icaridina e o IR3535.

Quanto às espécies Culex (pernilongo comum ou muriçoca) e Anopheles (transmissor da malária), a revisão de 2013 especialmente mostrou que todos os repelentes foram igualmente eficazes, variando apenas no tempo de proteção (4-10 horas).

Um último estudo, de 2017, comparou 11 tipos de repelentes contra o Aedes aegypt. A vela de citronella, por exemplo, se mostrou completamente ineficaz em afastar esses mosquitos: ela na verdade inclusive atraiu mais insetos para as pessoas que estavam próximas a ela. A vitamina B1, o óleo de citronela, os braceletes com mecanismo sônico e aqueles braceletes que eliminam odores (ex: da Johnson) se mostraram completamente ineficazes. Os repelentes a base de DEET e PMD (óleo de eucalipto-limão) foram aqueles que se mostraram mais eficazes, reduzindo em até 60% a atração dos mosquitos. Esse estudo não avaliou a icaridina.

OBS: há muitos outros estudos confirmando a ineficácia da citronella em em afastar qualquer tipo de mosquito.

Outros tipos de repelentes

Existem repelentes espirais, de tomada e de pastilhas que eliminam piretróides, substâncias repelentes de mosquito. Particularmente aqueles em espiral têm sido questionados quanto aos riscos de incêndio e malefícios à saúde, não sendo recomendados para uso frequente dentro dos quartos.

Quanto às pastilhas e os repelentes elétricos (difusores de tomada), estudos já mostraram resistência do Aedes aegpti aos piretróides usados nesses produtos. Desta forma, os repelentes de tomada não são adequados para proteger da dengue, zika, chicungunya e febre amarela.

O já citado estudo de 2017 confirmou, no entanto, a eficácia contra o Aedes aegypti dos repelentes que eliminam metofluthrin (OFF! clip-on, ainda não disponível para venda no Brasil). Eles reduziram até 80% o número de picadas. São repelentes para carregar próximo ao corpo que funcionam com bateria e refil. Assisti a alguns vídeos de usuários explicando que os produtos apenas funcionam se a pessoa ficar parada, não sendo eficazes em uma caminhada, por exemplo.

Roupas tratadas e impregnadas com permetrina, deltametrina ou icaridina já foram estudadas e podem ser usadas em qualquer idade sobretudo associadas ao uso dos repelentes, podendo aumentar a eficácia da proteção para até 100% segundo alguns estudos. Há também telas mosquiteiras para berço e carrinho impregnadas com permetrina.

Encontrei produtos interessantes na internet, como os abaixo. Há modelos para adultos e até para bebês, como a calça da foto abaixo.

Comprar em: Mercado Livre
Comprar em: Mercado Livre

Tempo de proteção

A Proteste realizou testes em 2015 avaliando as marcas brasileiras quanto à proteção contra o Aedes aegypti. Quanto ao tempo de proteção, os resultados foram todos inferiores aos da embalagem, como mostrado abaixo:

O pior resultado no quesito “proteção” entre os produtos infantis foi o da Turma da Mônica, cuja compra é desaconselhada porque não traz no rótulo a concentração do ativo IR3535.

Alguns repelentes como Super Repelex e Xô Inseto foram eficazes somente contra o moquito comum (Culex, pernilongo, muriçoca) e não o Aedes aegypti.

O Exposis foi aquele que apresentou melhor desempenho, embora ainda muito inferior às 10 horas prometidas no rótulo.

Uma crítica: os testes foram feitos inserindo o antebraço de voluntários em gaiolas com mosquitos. O braço era retirado e recolocado de 30/30min na mesma gaiola. É possível que os mosquitos tenham saturado suas antenas de repelente e  isso tenha diminuído o tempo de proteção dos produtos. Na realidade o que acontece é que estamos em constante movimento e não ficamos em contato com os mesmo mosquitos por muitas horas.

Recomendações por idade no Brasil

Menores de 6 meses: não podem usar repelentes. Manter somente medidas mecânicas de proteção, como tela mosquiteira nas janelas, protetores de carrinho, berço, roupas protetoras e etc.

A partir de 6 meses: liberados os repelentes a base de IR3535 (ex: Johnson’s Baby), icaridina 20% (Exposis Kids). Os outros repelentes não foram estudados nessa faixa etária e por isso não estão liberados.

A partir de 2 anos: liberados repelentes a base de DEET (várias marcas disponíveis), óleo de eucalipto-limão (formulações repelentes prontas Corymbia citriodora) e icaridina 25% (Expolis Extreme).

OBS: o óleo essencial de eucalipto-limão não deve ser usado puro na pele e não confere proteção duradoura, não sendo equivalente aos extratos prontos. Não encontrei formulações prontas nas farmácias brasileiras mas elas são comuns em alguns países, em concentrações que variam de 25-40%.

Gestantes: liberados repelentes a base de icaridina, IR3535 e DEET pela ANVISA. O mesmo vale para o CDC, que liberou o uso dos repelentes nas gestantes baseados nos últimos estudos que avaliaram a segurança dessas substâncias.

Variações ao redor do mundo

As recomendações variam de país para outro, considerando principalmente a frequência das doenças transmitidas pelos mosquitos e os estudos já realizados na região. Como estamos em uma área onde as doenças transmitidas pelos mosquitos são extremamente frequentes e têm um enorme impacto em vários aspectos, há um tendência atual de flexibilizar algumas recomendações.

Por exemplo, a Academia Americana de Pediatria permite o uso de produtos com até 30% de DEET em maiores de dois anos; a Sociedade Canadense preconiza uso de produtos com até 10% de DEET em crianças de seis meses a 12 anos e autores franceses sugerem concentrações de até 30% para crianças entre 30 meses e 12 anos.

No Brasil, a maioria dos produtos destinados a crianças e adultos contém DEET <10%. A maior concentração de DEET é encontrada no Super Repelex adulto (11-14%).

Revisão australiana de 2016 considerou seguro o uso de icaridina de DEET em crianças a partir de 3 meses. Australianos liberam o óleo de eucalipto-limão a partir de 1 ano de idade, enquanto americanos apenas a partir de 3 anos de idade. Por ser considerado natural, o óleo acaba sendo preferido por muitas pessoas, no entanto ele tem um potencial de causar alergias superior às outras substâncias.

Como usar os repelentes e outros meios de proteção

  • Usar quantidade suficiente para cobrir a pele exposta: a ação de um repelente limita-se a uma área de quatro centímetros (aplicar na bochecha, não protege o nariz, por exemplo)
  • Evitar reaplicações frequentes (DEET deve ser usado no máximo 3 vezes ao dia)
  • Lavar o local em que foi aplicado repelente com água e sabão ao final da exposição a mosquitos, para evitar reações adversas
  • O repelente seve ser sempre o último produto a ser aplicado na pele: ao colocar protetor solar, esperar sua absorção completa (20min) e colocar o repelente por cima
  • Não colocar por baixo das roupas (é ineficaz), mas sim por cima
  • Evitar o contato com olhos, boca e narinas
  • Evitar usar spray próximo aos alimentos e do rosto: borrife nas mãos e use as mãos para aplicar na face
  • Não utilizar sobre pele lesionada ou irritada
  • Manter os repelentes fora do alcance de crianças
  • Caso suspeitar de reação adversa ou intoxicação, lavar a área exposta e, se necessário, procurar serviço médico levando consigo a embalagem do repelente
  • No caso de exposição prolongada, utilizar roupas tratadas com repelente

Recomendações especiais para proteção contra malária:

  • Aplicar repelente nas partes expostas do corpo entre o anoitecer e a hora de dormir
  • Dormir em leito com tela tratada com permetrina

Para proteção contra zika, dengue, chikungunya:

  • Aplicar o repelente nas partes expostas do corpo entre o amanhecer e o anoitecer
  • Proteger o ambiente usado durante o dia com telas
  • Usar vestimentas e meias que mantenham a maior área corporal coberta

E mais: combater criadouros do mosquito.

Alergias e efeitos adversos

Reações alérgicas podem acontecer (coceiras e placas vermelhas principalmente), mas são tratáveis e cessam à medida que a criança deixa de se expor ao produto.

Todas os marcas apresentam risco de reações adversas, sobretudo nas primeiras 24 horas.

Antes de iniciar o uso, é recomendado que se faça o teste em uma pequena parte do corpo.

Sobre o DEET: irritação cutânea e ocular podem raramente acontecer. Embora ainda mais rara, encefalite é descrita com uso abusivo, prolongado e excessivo. A toxicidade é mais grave no caso de ingestão. Menos de 50 casos graves de intoxicação por DEET foram descritos até hoje no mundo e nenhum deixou sequela. Vários estudos defendem inclusive o uso de DEET em concentrações até 30% em crianças pequenas.

Sobra a icaridina: menos estudos existem a respeito mas as principais reações são de pele.

Por fim, cabe reforçar que os produtos naturais não são necessariamente mais seguros. Também são relatadas irritações cutâneas e oculares com seu uso. Como já mencionado, o risco de alergia do óleo de eucalipto-limão é inclusive maior que o DEET e icaridina.

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Santiago e arredores com crianças: roteiro de viagem no outono

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O Chile é um país incrível. Sua natureza mesclada com o senso de coletivo e a noção de cidadania do seu povo me cativaram. Fomos há 10 anos sem filhos e voltamos agora muito mais impressionados. Santiago é inspiradora, totalmente segura e kidsfriendly. E Cajon del Maipo é um lugar de paisagens apaixonantes.

Uma viagem para Santiago pode ter passeios diferentes dependendo da época do ano. No outono há a colheita das uvas e muitas folhas amarelas no chão. A colheita de uvas geralmente é de março até início de abril. No inverno é possível curtir a neve e esquiar. A temporada de ski varia de ano a ano e deve ser consultada, mas em geral vai de julho ao início de setembro. Na primavera as montanhas ainda têm neve, deixando a paisagem linda com o clima mais ameno. No verão é possível ir até o litoral e curtir as praias próximas da região (como a Playa Canelo).

Sobretudo fora do inverno, quando as estradas ficam mais seguras, é possível conhecer a região de Cajon del Maipo, na base da Cordilheira dos Andes. Além das vinícolas de Santiago, é possível conhecer os vinhedos na região de Casablanca, que ficam carregadas de uvas em março e abril, quando acontece a festa da Vendimia – a colheita das uvas.

Nossa viagem foi no outono, no mês de abril, e as crianças estavam com 4 e 7 anos.

Dia 1: Compras

Chegada e descanso no hotel. Compras para o café da manhã. Ficamos hospedados no bairro da Providencia – bairro residencial de classe média alta, bem central, com bons hotéis, porém longe do comércio e metrô. Bom para quem está alugando carro (nosso caso) ou quem vai usar somente Uber ou transfer durante a viagem.

Opção: eu teria feito o Shopping Costaneira nesse dia se não estivéssemos tão cansados. Há um supermercado no térreo do shopping e restaurantes bons, além do elevador com vista panorâmica e das lojas. Eu também teria preferido ficar hospedada no bairro Lastarria, charmoso, próximo ao metrô e ao comércio.

Dia 2: Zoo e Cerro

Passeio no Zoologico Nacional e funicular. O zoo é na base do Cerro (morro) San Cristobal, onde se pode subir com funicular (um tipo de bondinho que sai da estação Pio Nono)

Entramos direto pelo zoo. Adoramos o zoo e as criaças curtiram muito. Ele é uma subida, o que pode ser cansativo para quem estiver com crianças muito pequenas. No alto há um ponto de parada do funicular e de lá seguimos para o cerro.

Opção: o funicular não segue direto até o topo, ele para no meio do caminho na entrada superior do zoo. Desta forma, é possível pegar o funicular e descer na entrada superior, fazendo o passeio de cima pra baixo. Pode-se visitar o topo do cerro e na volta descer no zoo.

O Cerro San Cristobal é onde fica localizado o santuário e a estátua da Imaculada Conceição e é um local com linda vista das cordilheiras. Em abril era outono e não vimos neve nas cordilheiras vistas de Santiago – a visão era como abaixo, no verão. Na primavera ainda pode haver um pouco de neve, é a época do degelo.

Zoo: terça a domingo de 10 a 18h. Ideal entrar até 13h. 

Funicular: terça a domingo das 10h às 20h. Segunda das 13h às 20h. 

Dia 3: Cajon del Maipo

Cajon del Maipo com Termas Colinas e Embalse el Yeso – passeio fechado com a empresa Destino Chile. O passeio costuma custar 35.000 CLP (pesos chilenos) a 45.000 CLP por pessoa para o Embalse. Pagamos 50.000 CLP por adulto e 20.000 CLP por criança para ir ao Embalse com Termas Colinas no mesmo dia.

Cajon de Maipo é uma região na base da Cordilheira dos Andes com paisagens naturais incríveis. É possível chegar de carro em 1h-1:30 até a cidade de San Jose del Maipo, mas a partir daí deve-se seguir por mais algumas horas (2h-2:30 até as termas e/ou 1h-1:30 até o Embalse) e o caminho é por perigosas estradas de terra – estreitas na beira das montanhas. Por esse motivo o passeio não é muito recomendável no inverno, quando as estradas estão cobertas de neve. Sobretudo as estradas para o Embalse.

O passeio começou bem cedo e as crianças foram dormindo na van. O guia parou na cidade de San Jose del Maipo para que as pessoas tomassem um café e/ou comprassem lanches.

Fomos direto para as termas, com águas aquecidas que brotam da terra em temperaturas que variam de 37 a 63 graus. São distribuídas em sete piscinas: as localizadas na parte mais elevada são mais quentes e elas vão resfriando até a mais baixa. Quando fomos a mais quente escaldava a pele, ninguém conseguiu entrar. A mais baixa já estava bem quente e só ficamos nela.

Não tem wifi na região e a estrutura do local é mínima: banheiros e vestiários simples e limpos. Já fomos de biquini e sunga e optamos por retirar a roupa na beira da piscina e entrar de vez. O vento era frio e pensei que as crianças não fossem entrar. Mas fizemos tanta propaganda e estávamos tão animados que acho que a idéia colou…

Preciso dizer que é desconfortável tirar a roupa no vento frio e entrar na água quente, dá uma sensação de queimação na pele. O marido mergulhou de vez, mas eu e as crianças entramos bem aos poucos. As crianças reclamaram um pouquinho na hora de entrar, mas amaram depois.

Foi tanta curtição nas piscinas que adoramos. O visual é incrível, havia neve perene no topo das montanhas. As crianças brincaram com a lama que se forma em algumas partes das piscinas e mergulharam muito. É uma experiência única mesmo. Eu achei imperdível, mas não recomendaria no inverno e nem com crianças muito pequenas.

A pior parte foi sair da água… No outono em Santiago fazia 15 graus, mas na base da Cordilheira estava fazendo 5 graus. Levamos toalhas (NÃO HÁ PARA ALUGUEL NO LOCAL), então secamos as crianças na beira da piscina e as vestimos ali mesmo. O banho ficou para o hotel – impossível dar banho naquele frio. Fizemos isso tudo enquanto estávamos batendo os dentes e depois saímos correndo pro vestiário pra nos trocar. Complicadinho, mas nada que tirasse o brilho da experiência.

Depois disso, fizemos um piquenique incluído no passeio. Fomos servidos com tábua de frios, pães, azeitonas, amendoim e vinho. Como estávamos com as crianças levamos uma macarronada em um pote de isopor, além de bebidas e os lanches. Depois do almoço, seguimos para o Embalse.

O Embalse é uma represa de onde vem a água que abastece Santiago. É de um azul lindo e mesmo no outono as montanhas estavam com neve perene nos picos. É uma parada rápida, mas que rende lindas fotos.

Daí mesmo após alguns minutos retornamos para o hotel, com as crianças dormindo na van.

Dia 4: ParqueMet e Centro

Ida ao Parque Metropolitano (ParqueMet). Era fim de semana e enquanto ficamos em uma enorme fila para compra dos ingressos do teleférico, as crianças ficaram brincando em um playground bem bacana na entrada do parque.

Subimos de teleférico e descemos na primeira parada para visitar a praça Gabriela Mistral. Em uma curta descida por escadas chegamos a esse parquinho imperdível para os pequenos.

Opção: esse passeio pode ser feito no mesmo dia que o zoo. Pode-se começar pelo teleférico do ParqueMet, descer na primeira parada e curtir a praça, depois pegar novamente o teleférico até o topo do Cerro San Cristobal. Após curtir o visual do Cerro, pode-se descer de funicular até a base entrar no Zoo. Atentar para o fato de que o funicular não para na entrada superior do Zoo na descida. É necessário descer e pagar novamente para subir. Outra desvantagem é deixar o carro do outro lado do cerro (no Parque Met) e ter que ir buscar depois.

Depois do ParqueMet fomos passear no centro. Fizemos apenas uma caminhada para fotos.

Plaza de Armas, Paseo Ahumada (calçadão com muitas lojas e, se tiver sorte, algumas apresentações de artistas de rua – como na foto abaixo), Palacio La Moneda (cede do governo; é possível entrar gratuitamente e visitar o pátio interno), Catedral Metropolitanaquarteirão Paris-Londres (encontro das rua Paris com a rua Londres, cheio de casarões charmosos).

Fomos ao Mercado Central, mas não recomendo. Achei feio, os restaurantes caros e não vi nada imperdível. Os restaurantes do topo do Shopping Costanera têm restaurantes com os mesmos preços em local muito mais convidativo.

Terminamos a noite no Shopping Costanera: subimos no elevador que leva ao topo, o Sky Costanera, maior prédio da América Latina. Passeio caro, mas com vista linda no final do dia. Recomendo uma parada na loja Casa&Ideias. Seguimos para o jantar. As crianças curtiram ver o aquário na entrada do restaurante Costamia – lindo de ver.

Parque Metropolitano: 8h30 às 19h. Entrada e teleférico na rua Pedro de Valdivia.

Dia 5: Vinhedo e Viña del Mar

Acordamos tarde e fomos ao restaurante-vinícola House Casa del Vinho (vide post do Viajando com Pimpolhos). Essa vinícola é bem pequena, o restaurante é bem charmoso, tem um menu de poucos pratos, mas tem prato infantil, parquinho e o ambiente e a comida são deliciosos. Almoçamos em paz ao lado das uvas enquanto as crianças brincavam. Era Páscoa e escondemos os ovinhos no meio da vinícola. Tinha uvas ainda nos pés, foi inesquecível. Site: House Casa Del Vino. Endereço: Ruta 68, em Casablanca.

Daí seguimos para Vina del Mar. Passamos por muitas vinícolas no caminho, na região de Casablanca. Quem dispuser de mais tempo vai apreciar visitar a região.

Em Viña del Mar apenas caminhamos na praia – há muitos  brinquedões em toda a orla. Fomos a três e as crianças queriam ter ido a mais. Como surpreendidos por um peixe-boi nadando na beira do mar e as crianças se molharam bastante pra vê-lo mais de perto. Foi outro momento inesquecível.

Os leões marinhos gostam de descansar em uma área de pedras na praia do bairro de Reñaca – ponto turístico da região. Fomos até lá, basta seguir a orla, mas havia poucos animais e nas pedras mais afastadas.

Outro pontos, que não visitamos, são: relógio de flores, Museu Fonck (com fósseis dos Andes e Ilha de Páscoa, além de uma estátua moai original no jardim), Museu Artequin.

Valparaíso é uma região com menos estrutura turística e não visitamos nesse viagem.

Dia 6: Parque Bicentenário

Parque Bicentenário com almoço no restaurante Mestizo. O Parque Bicentenário é uma área verde enorme, com algumas aves e um playground bem legal para as crianças. O Mestizo é um restaurante super bem recomendado. Não é barato, mas dá vista para o parque e tem comida excelente.
À noite fomos novamente ao shopping, sem as crianças, e caminhamos na rua Pio Nono no bairro de Bellavista, repleto de bares e restaurantes – perto do nosso hotel em Providencia.

Dia 7: Museus

Era segunda-feira e todos os museus estavam fechados. Retornamos para casa, tristes por não termos conseguido ir a nenhum, mas muito felizes de termos visto Santiago com um olhar diferente e deixando gostinho de quero mais.

Quando voltarmos (e voltaremos) queremos muito conhecer:

Museu Interativo Mirador: atividades interativas para as crianças aprenderem noções de eletromagnetismo, luz, mecânica e robótica, por exemplo. Me parece um conceito semelhante ao Museu Catavento de São Paulo.

Museu de História Natural: conta a história da civilizações antigas como o povo Rapa Nui da Ilha de Páscoa e do Império Inca e têm animais empalhados, dinossauros e ossos da baleia azul.

Museu Artequin em Santiago e Viña del Mar: réplicas de obras de arte para as crianças poderem tocar – achei incrível!

Museu de Arte Precolombino: esculturas, vasos, utensílios, múmias dos povos pré-colombianos da América. Passeio bastante elogiado também.

La Chascona: casa de Pablo Neruda, no bairro da Providencia, perto do zoo.

Vinícolas

O outono é justamente a melhor época para visitar as vinícolas, antes da colheita das uvas – a Vendimia, que acontece no final de março ou início de abril. No inverno as plantas estão sem folhas e a paisagem não fica tão impressionante.

Em Santiago há excelentes vinícolas para serem visitadas por conta própria, como a Concha y Toro e Undurraga. O Nós no Chile tem uma excelente matéria que explica as diferenças e com chegar em cada uma delas. A vinícola Aquitania, por exemplo, é bem próxima ao centro de Santiago, sendo possível acessar de metrô e um curto percurso de taxi. Fica na região do Vale do Maipo, na base da Cordilheira dos Andes e tem um visual incrível.

O Vale de Casablanca é uma região a menos de 80Km de Santiago, acessível de carro. Veja vinícolas lindas da região no Destino Chile.

O Vale do Colchagua é uma região a 150Km de Santiago, repleta de vinhedos, sendo possível visitar de carro, pernoitando alguns dias. Veja opções de vinícolas no Destino Chile.

Vale Nevado

Nessa época do ano, a vista do Cajon del Maipo, com neve nos picos da cordilheira, o embalse e as termas, me pareceu muito mais impressionante. Mas no inverno e na primavera, quando ainda há neve, uma subida no vale é um passeio imperdível, sem dúvida.

Criança com sapato de salto: pode?

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Minha filha adora se fantasiar de princesa e existem uns sapatos lindos da Disney® que acendem. Ela viu e pediu. Mas sei que se comprar ela vai querer usar o tempo todo e eles têm um problema: todos desse tipo têm saltos. Por que a Disney® tinha que fazer sapatos de princesas para crianças pequenas tão atraentes e com saltos?

Porque os saltos fazem mal

Como foi falado em post anterior, o desenvolvimento ideal dos pés acontece no ambiente descalço. É pisando no chão irregular que o cérebro é estimulado das mais diversas formas e que a criança aprende a se equilibrar, desenvolvendo uma marcha adequada.

Crianças nascem com os pés mais arredondados que os adultos, mais estreitos no calcanhar e largos na frente. Também nascem mais flexíveis: os pés infantis têm mais cartilagem para que eles possam crescer junto com a criança. Vão calcificando e se tornando mais duros progressivamente até os 18 anos mais ou menos.

O salto diminui a base de sustentação do corpo e por isso o problema mais comum com o uso dos saltos é o desequilíbrio levando à entorse do pé.

Algumas lesões podem inclusive ser mais graves, com acometimento dos ligamentos e necessidade de tratamento cirúrgico.

Saltos elevam o calcanhar com encurtamento do tendão de Aquiles, esmagam os dedos dos pés forçando a uma posição dobrada e encurtam os músculos das panturrilhas. Além disso, desalinham o quadril e coluna e impõem uma maior pressão nos joelhos.

Como consequência, deformidades permanentes e dores crônicas nos pés, tornozelos, panturrilhas, joelhos, quadril e coluna podem ser ocasionados pelo uso regular de saltos.

A fadiga muscular pode levar à diminuição da força na perna e da amplitude de movimentos normais dos pés. Pode alterar a postura e levar à hiperlordose (aumento da curvatura) lombar e cervical. A atrofia da panturrilha pode não ser reversível e a criança pode se tornar um adulto com dor ao alongar a panturrilha e que só anda confortavelmente na ponta dos pés.

Por todos esses motivos a recomendação é liberar o uso de saltos somente após os 12 anos de idade ou após o término do estirão de crescimento. E o salto recomendado, mesmo que para uso eventual, seria de no máximo 2 centímetros. Sem exagero nenhum, esse seria o salto recomendado para qualquer pessoa, inclusive adultos.

E agora?

E agora cabe a nós decidir o que é apropriado para nossos filhos. E saúde tem que vir primeiro na lista de prioridades.

O sapato é só para uma brincadeira? Lindo, purpurinado, que acende, da princesa favorita? Ou vai ser o preferido, aquele que a criança vai querer usar sempre?

Por aqui foi vetado.

Então… Disney®… Dá pra fazer o sapato sem salto para nossas pequenas?

Disney com crianças: roteiro de viagem

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Segue meu planejamento de viagem à Disney com crianças com idéias para que você possa organizar o seu próprio roteiro. Quais restaurantes nos parques têm arroz para as crianças? Quais Fast Pass agendar?

Esse roteiro foi feito para agradar minha filha 5 e meu filho de 7 anos. Não é o meu caso, mas quem dispuser de mais dias poderá intercalar melhor os parques com dias livres. Coloquei minhas opções de Fast Pass (o “fura filas”da Disney) e abaixo as outras opções interessantes para quem estiver com filhos menores ou mesmo para um quarto Fast Pass.

Foi acrescentada também lista especialmente feita na tentativa de melhorar a alimentação das nossas crianças nos parques. Alguns restaurantes permitem reserva, no entanto na maioria dos casos é possível fazer reserva na véspera ou até no mesmo dia, pelo aplicativo My Disney Experience. Excessões são os concorridos Cinderella’s Royal Table (só mediante reserva por telefone) e o Be Our Guest (da Bela e a Fera, que tem que ser reservado com alguma antecedência pelo aplicativo). Tirando esses e aqueles com personagens nas refeições, é possível inclusive entrar no restaurante sem reserva, de acordo com a disponibilidade do dia.

Veja aqui post anterior com as dicas para a organização da viagem, incluindo algumas dicas de locais pra visitar nos dias livres. Meus preferidos são os restaurantes Boma e Saana no hotel Disney Animal Lodge, com vista para savana, e os restaurantes com personagens dentro de outros resorts Disney.

Segue planilha para ajudar a agendar os Fast Pass encontrada no grupo de facebook Coisas de Orlando – aliás recomendo muito o CDO para tirar todas as dúvidas (melhor grupo da Disney, sem dúvidas).

Dia 1: Chegada

Check in no hotel – Disney Art of Animation. Considerar ida ao mercado e tarde/noite no Disney Springs caso o vôo chegue de manhã. Uma outra opção é usar o serviço de entregas para compras de mercado (café da manhã e lanches): Garden Grocer (pedidos com 36h de antecedência) ou Orlando Grocery Express (24h antes).

Dia 2: Magic Kingdom

  • Chegar cedo ao parque. Se for possível, chegar 15min antes para assistir o show de abertura.
  • Pegar buttons – broches gratuitos disponíveis na barraquinha à esquerda na entrada do parque. Há buttons de aniversariante e primeiro visitante, por exemplo. Use e você receberá muitos cumprimentos ao longo do dia.
  • Foto com Mickey (esse aqui mexe os olhos e até fala português).
  • Foto na Main Street.
  • Seguir pelo castelo até a Fantasyland. Entrar na fila do Under the Sea, Ariel, Dumbo, Barnstormer e outros. Foto com as princesas.
  • Brunch no Be Our Guest (veja abaixo) – comprar bebida com souvenir (copo com rosa).
  • Assistir parada das 15h e seguir para o Tomorrowland.
  • Refeição no Cosmic Ray’s.
  • Fast Pass (FP): dois para foto com Rapunzel no fim da manhã, Seven Dwarfs no fim da tarde, Buzz Lightyear logo após e dois para o Space Mountain na sequência. Após usar o primeiro, pegar o quarto FP, que pode ser o Speedway ou o Mickey.
  • Outras opções de FP: Peter Pan (maior fila do parque depois do Seven Dwarfs, mas bem infantil e não agrada tanto adultos e crianças maiores).
  • Pegar fila no Laugth Floor e outros brinquedos do Tomorrowland.
  • Foto com lanterna da Rapunzel (perto da torre da princesa) à noite após o pôr-do-sol.
  • Sorvete na pia do Mickey no Ice Cream Parlor.
  • Jantar no Tony’s.

OBS: é possível utilizar o Fast Pass de outros membros do grupo. O nome da pessoa aparece sim ao passar o cartão ou Magic Band (pulseira que funciona como ingresso e Fast Pass) mas isso não é um problema. Além disso, quando se está com criança menor, pode-se usufruir do Rider Switch. Nós reservamos dois Fast Pass para meu marido ir como filho maior no Space Mountain. Na entrada da fila explicamos que estamos com minha filha menor, que não pode ir ao brinquedo e solicitamos o Rider Switch (na verdade basta mostrar a criança e pedir). Assim eu ganho dois papéis que me dão direito de retornar acompanhada para a fila do Fast Pass alguns minutos depois, quando meu marido e filho sairem. O filho ainda vai mais uma vez, me acompanhando, e eu só gastei dois Fast Pass.

Dia 3: Magic Kingdom

  • Ir direto para o Adventureland. Entrar na fila do Jungle Cruise.
  • FP à tarde: Pirates of Caribean, Big Thunder Mountain (a partir de 102cm) e Haunted Mansion.
  • Outras opções de FP: Jungle Cruise (bem infantil) e Splash Mountain (fechado no inverno).
  • Almoço no Columbia Harbour (opção: reservar Jungle Navigation).
  • Bibidi Bobidi Boutique e Cinderella’s Royal Table.
  • Assistir Show noturno Happily Ever After e Once Upon a Time (projeções no castelo, culminando com fogos de artifício – checar horário, normalmente 1-2h antes do fechamento do parque – o Once Upon a Time só acontece alguns dias da semana, normalmente 2as, 4as e sábados).

Reservas:

  • Bibidi Bobidi Boutique: é um verdadeiro salão de beleza de princesas. Há vários pacotes de embelezamento, para a criança ser maquiada como uma princesa, dentro do castelo, pelas “fadas madrinhas”. O custo é elevado, podendo ou não incluir a fantasia. Para mim o melhor custo-benefício foi o Crown Package, que não inclui a fantasia. Para meninos há duas opções. O Knight Package, que inclui um penteado com gel, espada e escudo e o Pirates League, com pintura facial, tapa-olho e bandana de pirata. Reservas por telefone apenas e com muita antecedência. As reservas iniciam com 6 meses de antecedência.
  • Be Our Guest: sem sombra de dúvidas, é parada obrigatória. É o restaurante dentro do castelo da Fera e a única forma de entrar no castelo. É um restaurante que não é barato, mas reserve nem que seja para pedir somente a sobremesa (fiz isso sem qualquer vergonha). As reservas de restaurantes como esse devem ser feitas com antecedência pelo My Disney Experience, mas se não conseguir não desanime que na véspera e no dia algumas vagas de última hora aparecem devido à desistência (que só é possível gratuitamente até a véspera da reserva). A Fera normalmente aparece para fotos no jantar. ($$)
  • Cinderella’s Royal Table: restaurante dentro do castelo, reservado e pago com muita antecedência por telefone ou no site da Disney em inglês. É um pacote fechado, com valor fixo (U$75,00 o adulto, U$45,00 a criança). OBS: até 180 dias antes já é permitida a reserva. ($$$)

OBS: A Disney tem um número de telefone para reservas com atendimento em português: +1 407 939-4357 ou +1 407 934-7639. Ainda é uma ligação internacional, mas ela pode ser feita gratuitamente com o aplicativo para celular do Google Hangouts. Veja como aqui.

Onde comprar frutas: no Liberty Square Market (carrocinha em frente ao Riverboat) e no Prince Eric’s Village Market (em frente Under the Sea).

Gulodices: cachorro-quente da Casey’s Corner; waffle da Sleepy hollow; sorvetes, pipoca e Turkey Leg (coxa de peru defumada) nas carrocinhas.

Dia 4: Hollywood Studios

  • Reservar jedi training logo ao chegar (no Indiana Jones Adventure Outpost, entre o Indiana Jones Epic Stunt Spectacular! e o 50’s Prime Time Café). Trata-se de experiência interativa em que a criança com no mínimo 4 anos participa de um treinamento jedi. Recomendado ter algum grau de desinibição para imitar as outras crianças, tendo em vista que as instruções são em inglês.
  • FP: Star Tours (simulador/a partir de 102cm) no fim da manhã, Toy Story (o mais cheio e o preferido das crianças) logo após almoço e Tower of Terror no fim do dia (elevador que despenca/a partir de 102cm).
  • Outras opções de FP: Indiana Jones (show com efeitos especiais), Disney Jr (apresentação de fantoches com Jake e os Piratas, Princesinha Sofia, Mickey), Frozen Sing-Along Celebration e a montanha-russa do Aerosmith (a partir de 122cm).
  • Pegar quarto FP para show da Bela e a Fera ou Aerosmith.
  • Atenção: Torre do Terror e Aerosmith têm single rider (single rider = fila rápida em que as pessoas são alocadas “sozinhas” nos assentos que sobrarem, sem garantia de ficar perto do amigos ou familiares).
  • Almoço no Sci-Fi. Quem tiver interesse pode reservar almoço ou jantar em um dos restaurantes que dá direito a um lugar especial no Fantasmic.  É o Fantasmic Dinner Package – já usufrui do benefício e recomendo muito. Veja como aqui.
  • Show Frozen Sing-Along Celebration (9:30 – 19:30 de 1/1h).
  • Show Star Wars – A Galaxy Far, Far Away (11:30 – 17:30 de 1/1h).
  • Beauty and the Beast Live on Stage (11h, 13h, 14h, 16h, 17h – todos podem variar).
  • Foto com personagens do Star Wars no Launch Bay Theater e com Olaf no Celebrity Spotlight.
  • Considerar entrar na fila para tirar foto com o Mickey feiticeiro (aqui e no Epcot a fila para fotos com Mickey é menor do que no Magic Kingdom).
  • Show Fantasmic 19h.
  • Show Star Wars – A Galactic Spectacular 20h.
  • OBS: os horários dos shows variam e em algumas épocas eles podem praticamente se sobrepor (com 30min de intervalo entre eles não dá tempo de sair de um para o outro).

Onde comprar frutas: no Anaheim produce (no caminho pra Torre do Terror).

Dia 5: Epcot

  • Chegar cedo e ir direto para o Soarin (simulador de vôo de asa delta). Seguir para o Test Track (experiência em alta velocidade com carro de corrida). São as maiores filas do parque.
  • Fazer pela manhã a parte inicial do parque, o Future World, e seguir à tarde para os pavilhões dos países no World Showcase.
  • Almoço no Sunshine Seasons.
  • FP: Character Spot (foto com Mickey, Pluto e outros) no fim da manhã, Mission Space logo após almoçoFrozen Ever After na sequência.
  • Outras opções de FP: Soarin, Test Track. Optamos por ir de single rider no Test Track.
  • Pegar o fantoche de palito (stick puppet), para colorir no primeiro pavilhão (de papel, do ursinho Duffy). Alguns funcionários estarão disponíveis em pontos de cada pavilhão (Fun Stops), em uma mesa com lápis e canetinhas. Eles colocam um carimbo no verso do fantoche e fazem um desenho característico daquele país. É gratuito e as crianças vão curtir completar a sua coleção de carimbos. Os maiores podem preferir os passaportes de mentirinha, que são vendidos na entrada do parque.
  • Atentar para as apresentações de músicas típicas e acrobacias – programação disponível na entrada do parque.
  • Entrar na pirâmide do México. Conhecer as ostras com pérolas (à venda) no Japão. Tomar sorvete na Itália.
  • Sair cedo pelo Boardwalk e ir ao Disney Springs (antigo Downtown Disney) para compras. Visitar a loja do Lego, jantar no Rainforest Cafe ou T-Rex (restaurante temático de dinossauros). O show noturno é uma opção, mas ele não é nada infantil e não é imperdível na opinião da maioria.
  • OBS: o Boardwalk é um calçadão entre alguns resorts do complexo Disney, com bons restaurantes, artistas de rua e vista noturna para o show. Pode-se ir caminhando ou de barcos (gratuito) que saem entre o pavilhão da França e Inglaterra. Quem dispuser de um dia livre pode usar esse dia para ir no Disney Springs.

Onde comprar frutas: The Land Cart (na entrada do restaurante Sunshine Seasons).

Dia 6: Animal Kingdom

  • Chegar 1h antes do parque abrir. Assim que abrir, ir direto para Pandora e entrar na fila do Na’vi River Journey (passeio na floresta bioluminescente). Seguir direto para o Kilimanjaro Safari (para ver os animais). Seguir para o show do Rei Leão.
  • OBS: a fila das atrações do Avatar são atualmente as maiores da Disney e podem ultrapassar quatro horas em alta temporada. Conseguir um FP para o Flight of Passage só tem sido possível para hóspedes de hotéis Disney porque eles se esgotam logo. Mas muitas pessoas têm relatado conseguir o FP para o Na’vi River com 30 dias de antecedência. E só é possível pegar o FP para um deles. O parque tem aberto antes do horário exclusivamente para já formar a fila das atrações de Pandora. Se não conseguir chegar cedo, acompanhe o tempo de espera no aplicativo. Pude observar que à tarde e noite as filas são geralmente menores do que no período da manhã.
  • FP: dois para o Expedition Everest (a partir de 112cm) logo antes do almoço, Nemo, Avatar Flight of Passage (simulador 3D a partir de 112cm) logo antes do jantar, dois para o Primeval Whirl.
  • Outras opções de FP: Kali River Rapids (a partir de 97cm/ fechado no inverno), Kilimanjaro Safari. OBS: Everest tem single rider.
  • Almoço no Yak Yeti.
  • Playground de areia do Dinoland com escavação de “fósseis”. Fila no Dinosaur.
  • Jantar no Satu’li Canteen. Vamos retornar à noite para ver o visual noturno dessa área do parque e aproveitar o Fast Pass.
  • Swotu Wayä Na’vi Drum Ceremony (apresentação musical 9:30-21:30, de 1/1h).
  • Show noturno River’s of Light antes do fechamento do parque.

Imperdível para a tarde:

  • Musical do Nemo: 11, 12, 13, 15 e 16h (pode variar)
  • Musical do Rei Leão: 11-18h de 1/1h

Onde comprar frutas: quiosque do Harambe Market em frente ao Killimanjaro.

Dia 7: Livre

  • Café da manhã no Boma.
  • Optamos por fazer uma mudança um hotel nos arredores da Universal nesse dia.
  • Orlando Vineland Premium Outlets.

Dia 8: Universal Studios

  • Levar muda de roupa e/ou roupa de banho (playgrounds com água).
  • Entrar pelo Island of Adventure, fazer área do Harry Potter, pegar o trem expresso de Hogwarts e seguir para o Universal Studios. Seguir para o Despicable Me (Minions).
  • Café com personagens: o Superstar Character Breakfast, com os Minions, Dora Aventureira, Diego e Bob Esponja foi suspenso esse ano, não sei se definitivamente ou não. Mas ainda há opções nos restaurantes dos resorts, abertos ao público geral. Exemplo: café com Minions e cia aos domingos no Islands Dining Room do Loews Royal Pacific Resort, jantar nas sextas-feiras no Trattoria del Porto do Portofino Resort, jantar aos sábados no The Kitchen do Hard Rock. Confira e faça reservas pelo OpenTable.
  • Pegar mapa com horário dos personagens para fotos (Homem-aranha, Capitão América, Shrek, Simpsons, Transformers, Minions e outros).
  • As atrações mais cheias são: Despicable Me e Hollywood Rip Ride Rockit (montanha-russa).

Dia 9: Universal Islands of Adventure

  • Levar muda de roupa e/ou roupa de banho (playgrounds com água).
  • Entrar pela Universal Studios e pegar trem para Island od Adventure (a experiência é diferente em cada sentido do trem).
  • Começar o dia cedo dentro do parque. Ele é maior, tem mais atrações que o Universal Studios e fecha mais cedo. As primeiras horas da manhã são as mais vazias.
  • As atrações mais cheias são: Dudley Do-Right`s Ripsaw Falls (montanha-russa), Skull Island: Rein of Kong (simulador 3D) e Pteranodon Flyers, (vôo no pterodáctilo; adultos somente acompanhados de crianças), seguidos do Hulk Coaster, Spider Man e a área do Harry Potter.

Reservas de restaurantes na Universal no site: Open Table.

Dia 10: Sea World

  • Considerar reservar o almoço com vista para o tanque das baleias ou a experiência de contato com as baleias (pagos a parte) no site do Sea World.
  • Pegar shuttle (transporte) do hotel.
  • Logo ao chegar dentro do parque entrar na página para reserva online de horário para a Kraken (montanha-russa com óculos de realidade aumentada). As filas são grandes e é possível reservar especialmente para essa atração um horário de “fura-fila”, pelo site Spot Saver ou nos quiosques próximos à atração. Para reservar pelo site a pessoa tem que estar já dentro do parque (senão o IP é bloqueado).
  • Atrações: as montanhas-russas Kraken, Manta e a mais nova Mako, Empire of Penguin (para ver de perto os pinguins), Dolfin Cove (alimentar golfinhos), Shark Encounter.
  • Sharks Underwater Grill (com aquário de tubarões) tem comida excelente ($$$).
  • Show das baleias (One Ocean – 12:15/17h) e dos golfinhos (Dolphin Days – 10:30/13:30/16:30).

Dia 11: Legoland

  • Pegar shuttle (da empresa Mears) às 9h no I-Drive 360 (U$5,00/pessoa; sai de ponto bem visível, atrás do museu de cera). Reservar até 11h do dia anterior (no tel 1-877-350-5346 ou site) e levar voucher impresso. Chegar meia hora antes do horário de saída. Trajeto dura +/- 45min.
  • Levar muda de roupa e/ou roupa de banho (se for ao parque aquático e para os playgounds com água). É possível fazer no mesmo dia e com o mesmo ingresso o parque aquático da Legoland.
  • Levar bonecos de lego para trocar com os funcionários – eles usam um boneco no crachá e as crianças curtem fazer o troca-troca.
  • Reservar lockers porque muitas atrações não permitem mochilas e bolsas.
  • Pegar buttons no Guests Services.
  • Atrações: Ninjago Ride (3D), Mia’s Riding (altura mínima de 120cm), Quest of Chi (batalha de água, muito legal), montanhas-russas como a Project X (106cm) e The Dragon (101cm).
  • Pirate Cove Water Ski Show (11:45, 13:30, 15:15)
  • Market Restaurant tem carne com arroz e algumas outras opções saudáveis.
  • Retorno no ônibus 18:30 (chegar meia hora antes).

Dia 12: Volcano Bay

  • Novo parque aquático da universal, com um vulcão no centro do parque.
  • Atrações: Krakatau Aqua Coaster (montanha-russa aquática que gira em torno do vulcão), piscina de ondas, rafting, muitos tobogãs, playgrounds infantis e para bebês.
  • Aeroporto à noite.

Disney com crianças: guia para marinheiros de primeira viagem

viagens

Mesmo quem já foi à Disney sem crianças sente alguma insegurança na hora de organizar uma viagem com filhos. Quando ir? Quanto de dinheiro reservar? Como comprar as passagens aéreas, reservar hotéis, comprar ingressos? Como organizar um roteiro com filhos?

Preciso dizer que estou me sentindo muito ousada de escrever esse post. Mesmo já tendo ido à Disney algumas vezes, sem e com filhos, sou muito fã de blogs como Vai Pra Disney, Andreza Dica e Indica e esse resumo não substitui a leitura de outros blogs. Você vai encontrar de tudo lá! Aqui é uma tentativa de organizar as idéias pra quem está começando agora a planejar a viagem.

Quando ir

A melhor época para fugir das filas é fora das férias escolares de verão nos EUA (final de julho e agosto são os piores meses) e grandes festas, sobretudo Natal e Ano Novo. Muitos sites disponibilizam o Crowd Calendar, que mostra a previsão de lotação de cada parque por dia do ano (veja um aqui no Disney Guia). Não acredito que eles sejam totalmente fidedignos, mas o ideal é evitar os picos.

Quanto de dinheiro reservar

Não tenho dicas de agências de viagens, então vou colocar aqui um valor médio dos custos para que você possa comparar.

Atualmente as passagens aéreas estão em torno de R$3000,00-3500,00 o valor cheio para vôo direto. Em promoções, o preço baixa para até 1800,00 mais as taxas.

Os hotéis variam muito, saindo no mínimo R$150,00 a diária (valor do quarto), R$250-350 os intermediários. Resorts Disney partem de U$130,00 (dólares) atualmente. Esses resorts são temáticos e incluem vantagens como transporte para os parques, entre outras.

Quanto aos parques, no caso por exemplo de 7 dias na Disney, 2 dias na Universal, 1 dia no Sea World e 1 dia no Legoland fica atualmente em torno de R$3000,00 por pessoa. Pode variar de acordo com a época do ano e o valor das crianças é quase igual ao dos adultos.

Reserve em torno de U$100,00 (dólares) por adulto por dia e pelo menos metade disso para as crianças.

As passagens aéreas

Prefira sempre que possível vôo sem escalas. Com crianças pequenas a maioria das pessoas relata preferencia por vôo noturno (eu inclusive). Mas atualmente, com filhos já crescidos, tenho tido boas surpresas viajando com eles em vôo diurno – já não dormem tão bem em vôo noturno e se entretêm facilmente durante o dia.

Eu acompanho as publicações do Melhores Destinos, mas há outros sites similares. Gosto também de consultar datas nos sites do Decolar, Skyscanner e eDreams. Uso muito o Decolar para acompanhar as oscilações de preços ao longo dos dias e combinar o melhor preço de ida e volta. Depois pego as melhores datas e vou diretamente no site da companhia aérea comprar a passagem. Evitar intermediários é melhor para o caso de algum problema no vôo (evitando ter que contactar o Decolar, por exemplo, no caso da necessidade de alguma alteração no vôo de volta).

Veja dicas de viagens de avião com crianças pequenas aqui nesse outro post.

A estadia

Uso o Booking para reservar os hotéis, sempre lendo antes as impressões dos hóspedes. Há boas localizações na International Drive, área onde há mais comércio e é possível escolher uma localização intermediária para ficar perto de todos os parques. Há os arredores da Disney, onde se encontram resorts maravilhosos, porém afastados de qualquer comércio e dos outros parques. E há os arredores do Universal Studios, que fica perto também do Sea World e do comércio. Se você escrever na busca do Booking “Universal Studios Orlando“, por exemplo, vão aparecer os hotéis ao redor para você escolher.

São raros os hotéis americanos que incluem na diária o café da manhã, mas a maioria têm restaurantes com café, almoço e jantar. Com crianças pequenas acho muito válido reservar um quarto com mini cozinha, para um jantar rápido ou preparo de papinhas.

É de praxe deixar gorjetas para quem faz a limpeza (diariamente ou no fim da viagem).

Opção mais econômica seria reservar uma casa no Airbnb. Tem a facilidade de ter uma cozinha e pode acomodar muitas pessoas.

O deslocamento

Alugar carro: melhor opção para quem está com criança pequena, com flexibilidade de horário e sem pagar caro. As estradas são ótimas e fáceis de dirigir usando GPS. Lembrar que além do custo do aluguel e combustível, há o custo dos estacionamentos (U$14-18,00).

  • Ponto negativo: há que se pensar que nem todo mundo se sente confortável em dirigir em local desconhecido e que não há ajuda de funcionários para colocar combustível no carro.
  • Observação: levar a cadeirinha infantil ou reservar na locadora. Opcão: RentalCars. Não é necessário ter a Permissão Internacional de Dirigir (PID).

Taxi/Uber: são poucos taxis circulando, só param em pontos específicos e pode ficar mais caro do que alugar carro (pode passar de U$50,00 o trecho). Acho interessante para percursos mais curtos, como uma ida ao mercado e aeroporto (U$60-75,00 o trecho). O Uber é uma boa alternativa por ser mais econômico (menos da metade do preço).

Transfer: opção para quem não quer dirigir. Os horários de ida e volta dos parques são estabelecidos pela empresa e essa falta de flexibilidade pode atrapalhar. Crianças pequenas cansam antes do fechamento do parque, sendo comum quererem sair mais cedo. No site da Mears você consegue simular preços de transfer para o aeroporto e parques.

Hotéis com ônibus: alguns hotéis que fazem transporte para os parques. A maioria tem mais de uma opção de retorno e para todos os principais parques. Ainda fica mais rígido que carro, mas achei a idéia melhor do que o Transfer. Por enquanto, o hotel com mais opções de horários é o Avanti Resort.

OBS: o monorail (que conecta o Magic Kingdom ao Epcot), os barcos (entre Epcot e Hollywood Studios, por exemplo) e os ônibus da Disney podem ser usados gratuitamente para transporte entre os parques.

Os ingressos dos parques

Podem ser adquiridos diretamente no site de cada parque (em dólares, no cartão e à vista) ou em agências de viagens, que parcelam e vendem com valores em reais (IOF menor). Sites como Andreza Dica e Indica e Vai Pra Disney também vendem ingressos. Já usei os serviços e recomendo. Alguns combos com descontos podem ser encontrados na internet. Recentemente encontrei a agência Virazóm e super recomendo – reserva carros, ingressos, hotéis com um excelente custo benefício. Só não recomendo a Decolar porque eles não fornecem os códigos dos ingressos, impossibilitando o agendamento dos FastPass (veja adiante).

Disney: tem 4 parques temáticos (Magic Kingdom, Hollywood Studios, Animal Kingdom, Epcot) e 2 parques aquáticos (Blizzard Beach e Typhoon Lagoon). Reserve no mínimo um dia para cada parque que quiser ir.

Universal: são 2 parques temáticos e 1 aquático (o mais novo parque aquático Volcano Bay). Com crianças há que se ter no mínimo um dia para cada um que quiser conhecer.

Outros parques: os outros principais são Legoland, Sea World, Bush Gardens e ainda o parque aquático Aquática. Um dia para cada, sendo que o Legoland é ideal para crianças menores (até 9 anos acho que ainda curtem bem) e o Bush Gardens é aquele com mais montanhas-russas. Legoland e Bush Gardens são afastados de Orlando e oferecem um ônibus de transporte saindo de Orlando que podem ser contratados à parte a um baixo custo.

  • Shuttle para o Legoland: sai 9h do I-Drive 360 (empreendimento com a roda gigante linda que acende à noite, localizado na International Drive número 8001) e custa U$5,00 por pessoa. Reservar até 11h do dia anterior no telefone 1-877-350-5346 ou site.
  • Shuttle para o Busch Gardens: gratuito se o ingresso já estiver comprado. Informações e reservas no site.

Os “Fura-Filas”

Fast Pass (FP) são fura-filas que a Disney disponibiliza gratuitamente. Eles nada mais são do que reservas de horário que permitem que você entre em uma fila paralela que leva direto à entrada do brinquedo, economizando um tempo enorme. Podem ser reservados até 30 dias antes da data escolhida para estar no parque (ou até 60 dias se você está hospedado dentro do complexo Disney).

Se você se organizar e definir qual dia vai estar em cada parque, poderá agendar 3 FP por dia no site ou aplicativo para celular do My Disney Experience. É necessário criar uma conta com o email e cadastrar os ingressos já comprados. A reserva fica gravada no sistema e basta você passar o ingresso na máquina do funcionário da porta do brinquedo e ele permite que você passe.

Observação: após usar os 3 FP é possível reservar um quarto e assim por diante, nos guichês do parque ou no aplicativo de celular.

No caso da Universal não há Fast Pass, mas existe um Express Pass que dá direito a furar fila de alguns brinquedos selecionados (a maioria deles) uma vez naquele dia. É pago e caro. Como a Universal não costuma ser tão cheia quanto a Disney, o passe só costuma valer a pena se for alta temporada. Pode ser comprado pela internet (mais barato) ou na bilheteria (preço intermediário) ou dentro do parque (mais caro).

Child Swap e Rider Switch

São alternativas para ambos os pais irem a brinquedos com restrição de altura apesar de estarem com seus filhos.

Rider Witch: alternativa da Disney que permite que um dos pais entre na fila do brinquedo, enquanto o outro responsável fica com os filhos em um playground ou vai a outro brinquedo por exemplo, permitindo que este retorne depois sem precisar entrar na fila convencional. Basta se dirigir à entrada do Fast Pass e pedir o Rider Witch. Você vai ganhar um papel de Fast Pass para uso a qualquer momento pelo responsável que ficar de fora.

Child Swap: alternativa da Universal em que todos entram na fila (inclusive as crianças) e no final um responsável entra no brinquedo enquanto o outro pode ficar em uma salinha de TV aguardando com as crianças para fazer um revezamento.

Dia-a-dia com crianças pequenas

Com crianças muito pequenas a melhor dica é manter a rotina durante a viagem, com os horários das refeições e soneca (no carrinho, que é indispensável nesse caso).

OBS: os carrinhos são muito baratos nos EUA e podem ser comprados lá. Nos supermercados há opções de U$20,oo.

É também muito importante não planejar atividade para um dia inteiro. Os parques têm horário variado de funcionamento e a maioria têm shows noturnos. Mas não adianta chegar 9h e achar que o bom humor das crianças vai render até 21h. Ainda mais se a criança dorme cedo. Eu me organizo assim: ou chego cedo e saio cedo, ou chego tarde e saio tarde.

Pegue logo na entrada um mapa do parque e veja quais atividades são imperdíveis pro seu filho. Divida o parque em blocos e faça um de cada vez.

Os parques da Disney disponibilizam o Baby Care Center com microondas, cadeira para alimentação, trocador e alguns itens para compra, como pomadas, lenços umedecidos, fraldas, papinhas (as quais não recomendo). Veja onde ficam no mapa. Há locais semelhantes em todos os outros parques (Universal, Sea World, Legoland, por exemplo). Há pontos de atendimento médico também, que vendem alguns medicamentos para uso em emergências.

OBS: é possível levar várias papinhas de bebês industrializadas (tipo Nestlé) ou potes de papinha caseira congelada na mala despachada. Já fiz isso e chegaram ainda congelados no hotel. As papinhas industrializadas americanas são bem diferentes das brasileiras e não tenho boas experiências para relatar. É possível levar uma pequena quantidade para uso no vôo também.

Alimentação

O ideal é ir já no primeiro dia a um mercado (ex: Walmart, Target, Publix, Whole Foods) e comprar itens de café da manhã, frutas e lanches.

É permitido entrar com alimentos na Disney, inclusive papinhas e comida. Bebidas são permitidas em embalagens de plástico. Universal, Sea World e Legoland permitem somente as bebidas e pequenos lanches (ex: biscoitos, sanduiches), não sendo possível entrar com comida. Todos permitem papinhas para bebê, industrializadas ou não, em pote de vidro ou não.

A Disney não permite, por questões sanitárias, que seus funcionários aqueçam comida trazida de fora do parque. Não há microondas disponíveis para aquecer alimentos, exceto o do Baby Care Center, que é para uso exclusivo dos bebês.

Quase todos os sucos dos restaurantes são artificiais, mas na Disney há carrocinhas de frutas espalhadas em alguns pontos dos parques. Sempre tem banana, maçã e melão, por exemplo. Além disso, há bebedouros em locais específicos.

Grandes refeições são realmente um problema. Menu kids na Disney quase sempre é Mac and Cheese (macarrão com queijo processado), nuggets ou hamburger com fritas. Em alguns raros restaurantes, há arroz ou purê de batatas na composição do prato. Na Universal e outros parques tende a ser ainda pior, sendo mais frequentes os sanduiches, pizzas e Fish & Chips (peixe frito com batatas fritas).

Restaurantes com personagens: experiência muito bacana não pela refeição em si, mas pela pela oportunidade da criança interagir e tirar foto com seus personagens favoritos. Dever ser reservada o quanto antes, a partir de 180 dias do dia escolhido, no aplicativo My Disney Experience (mesmo sem ingresso). Normalmente até uma semana antes você encontra vagas. Veja uma lista completa no Vai pra Disney.

Além dos parques

Se estiver com crianças pequenas, o ideal é intercalar dias de parque com dias livres. Nesses dias livres você vai poder descansar e/ou fazer passeios fora dos parques.

  • Outlets/shopping: os outlets são grandes e não têm uma boa estrutura para receber crianças. O ideal seria ir sem elas, mas se estiver com elas não deixe de ir mesmo assim. Se for para escolher um, escolha o Orlando Vineland Premium Outlet.
  • Disney Springs: complexo de lojas e restaurantes de Disney, com loja do Lego e os restaurantes mais bacanas para os pequenos, o Rainforest Café (temático de floresta, com animais mecânicos e sons de chuva e trovão) e T-Rex (temático de dinossauros, com um parquinho de areia bem legal). OBS: Há um Rainforest Café também no Animal Kingdom.
  • Restaurantes fora dos parques: podem ser reservados mesmo sem ingresso, com alguma antecedência no aplicativo My Disney Experience – a partir de 180 dias antes, mas a maioria com uma semana antes ainda é possível reservar. Exemplos:

OBS: O Gran Floridian, onde fica localizado o 1900 Park Fare, permite uma vista (distante) dos fogos do Magic Kingdom.

  • Chip’n Dale’s Campfire Sing-a-Long: marshmallow na fogueira com Tico e Teco com música couwntry ao vivo, no Disney’s Fort Wilderness. Saiba mais aqui.

  • Disney Boardwalk: um calçadão a beira do lago que conecta Epcot e Hollywood Studios, com restaurantes e artistas de rua, de onde se pode ter inclusive alguma visão dos fogos noturnos do Epcot.
  • I-Drive 360: polo de diversão com restaurantes, a Orlando Eye (roda gigante), a Skyscraper (montanha russa mais alta do mundo) e o museu de cera Madame Tussauds.
  • Universal Citiwalk: passeio na área das lojas e restaurantes, como o Antojitos (mexicano), Bubba Gump (frutos do mar), Vivo Italian Chicken, Emeril’s e Hard Rock Caffe. À noite tem música ao vivo em vários pontos.
  • Outros: shows do Blue Man e Cirque de Soleil, jogos da NBA, Kennedy Space Center (NASA).

No próximo post, meu roteiro com dicas de onde encontrar arroz e purê de batatas nos parques.

 

A importância da criança andar descalça e o sapato ideal

criancas

No primeiro ano de vida a criança começa a adquirir a marcha e as memórias neurológicas necessárias para um bom desenvolvimento psicomotor. E é pisando no chão irregular que o cérebro é estimulado das mais diversas formas e que a criança aprende a se equilibrar, desenvolvendo uma marcha adequada.

Mas não é só no primeiro ano de vida que o andar descalço se faz importante. O calcanhar só termina seu desenvolvimento aos 5 anos de idade, a marcha da criança somente após os 7 anos de idade se assemelha à do adulto e a estrutura óssea dos pés, pernas e coluna apenas após o fim do estirão de crescimento têm seu desenvolvimento completo.

Como os sapatos influenciam na marcha

Resumidamente, o ciclo da marcha é composto por duas grandes fases: 60% do ciclo é gasto na fase de apoio, com os pés no chão recebendo o peso do corpo, enquanto os outros 40%  são a fase de balanço, em que um dos pés está fora do chão.

Ao usarem sapatos as crianças caminham mais rápido, com passos mais largos e maior movimento do tornozelo e joelho, usando mais a musculatura anterior da tíbia. Além disso, os sapatos reduzem o movimento dos pés e aumentam a fase de apoio da marcha, deixado os pés mais tempo no chão. Durante uma corrida eles ainda reduzem a velocidade das pernas na fase de balanço e atenuam o movimento de apoio dos calcanhares – graças ao peso e rigidez atrapalhando o processo.

Como os sapatos influenciam na anatomia dos pés

As crianças nascem com os pés mais arredondados que os adultos, mais estreitos no calcanhar e largos na frente. Também nascem mais flexíveis: os pés infantis têm mais cartilagem para que eles possam crescer junto com a criança. Vão calcificando e se tornando mais duros progressivamente até a idade adulta.

Por esses motivos, da mesma forma que alteram a marcha, os sapatos rígidos e apertados aumentam o risco de deformidades nos pés.

Sapatos com saltos

O salto diminui a base de sustentação do corpo e por isso o problema mais comum com o uso dos saltos é o desequilíbrio levando à entorse. Algumas lesões podem inclusive ser mais graves, com acometimento dos ligamentos e necessidade de tratamento cirúrgico.

Saltos elevam o calcanhar com encurtamento do tendão de Aquiles, esmagam os dedos dos pés forçando a uma posição dobrada e encurtam os músculos das panturrilhas. Além disso, desalinham o quadril e coluna e impõem uma maior pressão nos joelhos.

Como consequência, deformidades permanentes e dores crônicas nos pés, tornozelos, panturrilhas, joelhos, quadril e coluna podem ser ocasionados pelo uso regular de saltos.

A fadiga muscular pode levar à diminuição da força na perna e da amplitude de movimentos normais dos pés. Pode alterar a postura e levar à hiperlordose (aumento da curvatura) lombar e cervical. A atrofia da panturrilha pode não ser reversível e a criança pode se tornar um adulto com dor ao alongar a panturrilha e que só anda confortavelmente na ponta dos pés.

Por todos esses motivos a recomendação é liberar o uso de saltos somente após os 12 anos de idade. E o salto recomendado, mesmo que para uso eventual, seria de no máximo 2 centímetros – sobretudo para uso regular.

O sapato ideal

Com o fenômeno atual do uso de sapato tipo adulto na infância vai ficando cada vez mais difícil escolher um sapato adequado. O mercado está cheio de sapatos com LED, purpurinas, personagens, a maioria cada vez mais distante do que seria considerado ideal para o desenvolvimento da criança.

O sapato infantil ideal deve promover uma sensação que se assemelhe a andar descalço. Ele deve ter:

  • bico arredondado
  • solado apropriado para que não derrape com facilidade
  • material flexível que permita que os pés se dobrem
  • tamanho adequado, não sendo de número maior nem menor que o da criança (para que não aperte sem saia facilmente dos pés)

À medida que a criança cresce, é recomendado um sapato com solado que absorva mais impacto, como os tênis, sobretudo quando for praticar atividade física.

Em resumo, devem ser evitados ao máximo: materiais pouco flexíveis e apertados, dianteira estreita apertando os dedos, saltos de qualquer espécie. Sapatos de plástico devem ser usados com uma atenção extra, já que dificultam a transpiração e aumentam a chance de infecção por fungos e bactérias.

 

Atividade física na infância

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O estudo “Geração 5.0 – os novos pilares da infância” desenvolvido em 2011 pelo canal Nickelodeon com crianças entre 6 e 11 anos mostrou que o Brasil é o país onde menos se pratica esporte nas escolas em toda a América Latina. A mesma pesquisa mostrou que enquanto em 2003 75% das crianças andavam de bicicleta, em 2011 esse número caiu para 41%. Atualmente, em torno de 50% das crianças praticam futebol, enquanto 87% jogam videogame.

As mudanças do nosso contexto social e econômico associados à falta de segurança nas cidades vêm provocando mudanças profundas na vida das crianças, com redução no tempo ao ar livre, das brincadeiras tradicionais e maior tempo de uso dos eletrônicos.

Benefícios da atividade física

Do ponto de vista físico, o exercício tem como benefícios: prevenir a obesidade, aumentar o apetite, melhorar a qualidade do sono, aumentar a capacidade respiratória, reduzir o estresse, o risco de diabetes e hipertensão no futuro. Ele também melhora a flexibilidade, o equilíbrio, a coordenação motora, a consciência corporal e espacial e inclusive a habilidade de escrita. Vários estudos mostram que quem pratica esporte tem melhor aproveitamento escolar.

Além disso, a atividade física também é importante para o desenvolvimento social: o aprendizado de regras, de manejo de conflitos e frustrações, a noção de trabalho em equipe, as trocas de experiência, a melhora da auto-estima.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a prática de, no mínimo, 60 minutos de atividade física todos os dias para as crianças de 5 a 17 anos.

Nesse tempo podem e devem estar incluídas as atividades de lazer e os deslocamentos, além das atividades esportivas.

Esporte X Atividade física

Qualquer movimento do corpo que provoque gastos de energia pode ser considerado atividade física, como correr, pular, carregar objetos. Já esporte é uma atividade física organizada com objetivo de desenvolver habilidades específicas.

Exercícios por faixa etária

A maioria dos especialistas indica início de prática esportiva que envolva competição apenas a partir de 7-8 anos. Antes disso, as brincadeiras deveriam acontecer em um contexto mais lúdico, sem estimular a competitividade. As crianças ainda estariam em uma fase de aprendizado, tanto das regras, quanto emocional e da capacidade motora. A idéia é incentivar que as crianças estejam bastante à vontade e que a brincadeira seja divertida, sem pressão para ser a melhor nisso ou naquilo.

É muito comum encontrar profissionais de educação física sem treinamento focado nas individualidades da criança, respeitando sua  falta de maturidade física e emocional. As crianças podem ficar mais sujeitas a lesões físicas e mais desmotivadas. Ao insistir e cobrar resultados o professor pode sem querer levar a criança a desistir precocemente daquele esporte.

Pra quem quiser se aprofundar no assunto, a Universidade do Futebol tem um texto muito bom a respeito.

Por faixa etária, então seria assim:

6 meses a 4 anos: idade de brincar livremente, de fazer descobertas e explorar o ambiente. Correr no quintal, dentro de casa, brincar de faz de conta.

5 a 7 anos: idade de explorar mais os limites do corpo, de estimular jogos com poucas regras. Idade de brincar e não de treinar de verdade. Brincar de amarelinha, jogar bola, andar de bicicleta, esconde-esconde, pega-pega.

a partir de 7-8 anos: idade de maior domínio das regras e da coordenação motora, de incentivar a iniciação nos esportes. Futebol, judô, capoeira, balé, circo, ginástica olímpica e artística, hipismo, natação, tênis, entre muitos outros. As atividades esportivas, segundo a OMS, deveriam ter sua prática incentivada na frequência mínima de 3x/semana.

Natação com segurança

A natação é considerada um dos esportes mais seguros do ponto de vista osteoarticular para a criança e adolescente. É um esporte de baixo impacto que trabalha grande variedade de grupamentos musculares, não sendo considerado o esporte adequado apenas para crianças que apresentem quadros de otite com frequência.

Afogamento é uma das principais causas de morte na infância e muitos pais inscrevem seus filhos em aulas de natação pensando na prevenção de acidentes. Mas no caso de crianças muito pequenas (até 3-4 anos), elas não vão aprender o suficiente para escapar de um afogamento e, por outro lado, com a prática, vão se sentir mais à vontade no ambiente aquático e se tornar mais ousadas.

A natação para os pequenos é excelente e tem muitos benefícios como atividade física, mas um cuidado extra na atenção à criança, na verdade, vai se fazer necessário para evitar acidentes. As aulas apenas começam a fazer diferença na prevenção de acidentes quando ministradas a crianças a partir de 6 anos, mais ou menos.

Esportes de impacto com segurança

Muitos pais acreditam que a prática de alguns esportes podem interferir no desenvolvimento físico da criança.

É verdade que as crianças são mais susceptíveis a lesões físicas quando praticam esportes com impacto e que exijam muita força – seja qual for a modalidade. O fechamento das epífises (extremidades) dos ossos pode ser acelerado por exercícios com carga, deixando a criança com menor estatura. Excesso de atividade física consome hormônios de crescimento e propicia a liberação precoce dos anabolizantes (testosterona). A testosterona aumenta a calcificação das epífises e diminui a velocidade de crescimento.

A ginástica olímpica e musculação são consideradas as práticas esportivas que mais provocam dano nas articulações, na coluna vertebral e nas epífises ósseas. Além desses, sobrecarga de futebol e tênis podem igualmente levar a baixa estatura e assimetria corporal (pernas curtas), devido  ao fechamento precoce das epífises das pernas.

De um modo geral as meninas estão prontas a realizar exercícios de fortalecimento muscular após o início dos ciclos menstruais, o que significa cerca de 2 anos após o aparecimento do broto mamário. Os meninos estão liberados para exercícios mais pesados no final do seu estirão de crescimento.

Modalidades esportivas

Especialistas sugerem um rodízio de esportes para ampliação do acervo motor da criança e desenvolvimento de prazer na prática esportiva.

No lugar da criança se especializar desde cedo em uma atividade, quanto mais esportes ela tiver acesso desde cedo, mais oportunidade a criança teria de desenvolver todas as suas habilidades. Também maior seria a chance descobrir aptidões e de se tornar um adulto ativo e saudável.

Origami e avião de papel: dobraduras fáceis para crianças

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ORIGAMI

O origami é a arte japonesa de dobraduras que surgiu há mais de quatro séculos e possui várias modalidades e graus de dificuldade. Crianças menores podem precisar de ajuda, mas ficam encantadas em ver a transformação do papel. Além de divertido, é uma boa forma de desenvolver a concentração e a coordenação motora.

Algumas brincadeiras da infância a gente leva pra vida toda. Assim é o origami. Com a prática a gente toma gosto e começa a procurar tutoriais com maior grau de dificuldade e a brincadeira vai virando um desafio.

  • Tipo de papel: o ideal é com gramatura em torno de 75g porque papéis mais finos rasgam com facilidade e mais grossos são difíceis de dobrar.  Exemplos: papel para origami, papel color set e papel sulfite A4 ou ofício. Alguns papéis de presente também servem (mas alguns não vincam bem). Outras opções: papel vegetal, papel metalizado, papel kraft, papel sanduíche.
  • Como fazer: dê o papel já cortado em na forma de um quadrado para a criança. Mostre os passos seguindo o tutorial. Você pode ficar com um papel e fazer o seu, mostrando à criança como fazer o dela. Ao final, a criança pode enfeitar com lápis, canetinha, cola colorida, purpurina e o que mais desejar.
  • Para buscar tutoriais, há muitos disponíveis no Pinterest e Youtube. Veja exemplos de alguns mais simples:

 

 

 

Pensando nas festas juninas:

E, por fim, pra ninguém se envergonhar de não saber fazer o famoso barquinho:

AVIÃO DE PAPEL

Qual criança não gosta de um avião de papel? Se você não aprendeu na infância a fazer um bom avião de papel, então essa vai ser uma boa oportunidade.

Abaixo temos o modelo básico de avião de papel e os milhares de modelos mais complexos:

Deixei disponíveis todos esses modelos no Pinterest, de forma que possam ser ampliados. Mas muitos outros modelos incríveis têm o tutorial em vídeo no Youtube, ficando bem mais fácil aprender.

Tutoriais: Youtube

Recentemente um avião de papel bateu o recorde mundial voando mais de 60 metros sem cair. O vídeo com o tutorial foi disponibilizado pela Harvard University. Vamos testar? O meu não ficou exatamente igual ao do vídeo abaixo, provavelmente porque as medidas do papel eram diferentes. Também não voou nem perto de 60 metros (com certeza a culpa foi do papel, rs). Apesar disso ele ficou super legal e fez sucesso aqui em casa:

Tutorial: Youtube

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Como criar uma caça ao tesouro para as crianças

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A caça ao tesouro era uma das minhas brincadeiras preferidas na infância. Ela faz sucesso para crianças de várias idades e pode ser uma boa brincadeira para estimular a agilidade, o pensamento lógico e o trabalho em equipe, além do contato com a natureza, se for feita ao ar livre. Muitíssimo divertida, pode ser feita em uma festa ou em um final de semana comum. Quem se anima?

Antes de criar

Considere a idade das crianças para pensar no tipo e quantidade de pistas. Em geral 5-15 pistas são suficientes.

Para crianças pequenas o ideal são atividades mais curtas e simples, com menor quantidade de pistas e em ambiente familiar, como o interior da casa, a varanda ou o quintal. Crianças maiores podem fazer a atividade em ambientes mais amplos, como no condomínio ou em um parque, por exemplo.

Escolha se a caça ao tesouro vai ser tradicional, com mapa que leva a um tesouro escondido por piratas, ou se vai ter um outro tema, como um desenho animado ou filme. Pode ser criada uma história para contextualizar a caçada e fazer as crianças entrarem na fantasia.

Crianças menores gostam de se fantasiar para a brincadeira.

Crianças maiores podem ser divididas em times e pode ser organizada uma competição.

Escolha o prêmio. Pode ser um prêmio para cada uma das dicas e/ou pode ser um único tesouro no final. O prêmio pode ser colocado em uma caixa decorada ou outro local de preferência.

Como criar

Pode ser mais fácil bolar os esconderijos das pistas seguindo a ordem inversa, do final para o começo. Uma idéia é ir aumentando a dificuldade progressivamente, deixando o mais difícil para o final.

As pistas podem ficar em envelopes numerados. Como garantia, as respostas das pistas podem ser colocadas em um envelope separado.

Pergaminho em branco para escrever as pistas

Pergaminho em pdf

Atividades para qualquer idade:

  • Perguntas sobre personagens e ao acertar ganha a pista
  • Seguir o barbante (deixar o fio como uma trilha a ser seguida para a próxima pista escondida)
  • Encontrar ‘N’ bolas escondidas (‘N’= quantidade, ex: 3 bolas) ou buscar elementos no jardim para ganhar a pista (ex: ‘N’ flores amarelas)
  • Encontrar ‘N’ objetos de uma cor específica
  • Dar ‘N’ cambalhotas
  • Participar de uma corrida com ovos, de uma brincadeira de morto-vivo (o ganhador lê a pista para os outros)
  • Passar sob a mesa ou cadeira (pode ser feito um “túnel” até um esconderijo “secreto”, por exemplo)
  • Sentar no balanço do parque e cantar uma música
  • Encontrar um objeto escondido na areia (pode ser um balde ou no parque)
  • Encontrar local da foto (tirar foto com zoom de um local ou objeto, usar foto manipulada para dificultar a visualização, imagem de satélite com um ‘X’ na localização, ou pode-se cortar a foto em pedaços para a criança montar como um quebra-cabeça e descobrir o local)
  • Montar um quebra-cabeça
  • Encontrar a dica em algo nojento ou divertido (no meio de uma massa, por exemplo)
  • Desvendar charadas e rimas

Exemplos de charadas e rimas:

  • A próxima pista está escondida em um lugar que rima com…
  • Estou onde levamos o material escolar. Resposta: mochila
  • Enfeito o chão da sala. Resposta: tapete
  • Boqueio o sol da janela. Resposta: cortina
  • Me usam na boca depois do café, do almoço e do jantar. Resposta: escova de dentes
  • Me usam para controlar a TV. Resposta: controle remoto
  • Estou onde as pessoas colocam a cabeça à noite. Reposta: travesseiro
  • Sou o lugar mais frio da casa. Resposta: freezer/geladeira
  • Sou cheirosa e as abelhas gostam de mim. Resposta: flor
  • O que é, o que é que corre pela casa toda e depois dorme num canto? Resposta: a vassoura
  • O que é, o que é que sobe quando a chuva desce? Resposta: o guarda-chuva
  • O que é, o que é que tem pernas, mas não anda, tem braço, mas não abraça? Resposta: a cadeira
  • Tem escamas mas não é peixe, tem coroa mas não é rei. Resposta: o abacaxi
  • Qual é coisa que quando seca fica molhada? Resposta: a toalha
  • O que será, que será, que fala e ouve mas não é gente? Resposta: o telefone
  • Tenho dentes mas não como, e para comer fui feito; ando sempre com comer, para comer não acho jeito. Resposta: o garfo
  • Atravesso todas as portas sem nunca entrar nem sair por elas. Resposta: a fechadura
  • O que é, o que é, que de dia tem quatro pés e de noite tem seis? Resposta: a cama
  • Na água nasci, na água me criei, mas se me jogarem na água morrerei. Resposta: o sal
  • O que é, o que é que quanto mais rugas tem mais novo é? Resposta: o pneu
  • Tenho os pés redondos, mas meu rastro é longo; carrego a família e toda a bagagem; passo a noite dentro da garagem. Resposta: o carro
  • De leite é feito, muito bom e nutritivo, seu nome rima com beijo. Resposta: o queijo
  • Corre sempre atrás do tempo. Mesmo preso sabe andar. Vive parado, mas se mexe, sem dormir pode acordar. Resposta: o relógio
  • Somos dois irmãos e levamos um fardo pesado; de dia vivemos cheios e de noite, somos esvaziados. Resposta: o par de sapatos

OBS: Para facilitar, no caso das rimas e charadas mais difíceis, podem ser colocadas 4 imagens abaixo da rima, sendo apenas uma a resposta correta.

PS: Deixei algumas charadas em primeira e outras em terceira pessoa, de forma que encontrei, porque algumas ficam melhores de um jeito ou de outro.

Atividades para crianças maiores:

  • Palavra com as letras embaralhadas para colocar em ordem
  • Palavra espelhada para ser lida em frente ao espelho
  • Palavra camuflada (exemplo: “Para encontrar o próximo esconderijo corte as letras ‘X’ e circule as letras que sobrarem: XXXCXXXAXXXXXMXXXXXA” = CAMA)
  • Tinta invisível (escrever com suco de limão ou leite; revelar aquecendo com uma vela ou passando com ferro)
  • Pista dentro de um barquinho boiando na piscina (deixar uma peneira ao lado para pegar o barco)
  • Encontrar a dica no escuro com lanterna
  • Códigos secretos (escrever a pista em código e oferecer uma tabela para as crianças resolverem o enigma – cada letra deverá corresponder a um símbolo, número ou imagem no tema escolhido, como no exemplo abaixo)

Na hora da brincadeira

Explique as regras no começo. Defina a área onde vai ser a brincadeira. Defina um ponto de encontro com os maiores.

Uma idéia para a brincadeira com as crianças menores é formar duplas.

Contextualize a brincadeira. Entregue a primeira dica de forma dramática, em um envelope lacrado ou uma garrafa de pirata, por exemplo. E fique por perto para ajudar durante a brincadeira.

Vamos começar?