Suplementação de ferro e vitaminas

bebes

A atual recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é:

  • administrar 400UI/dia de vitamina D a partir da primeira semana de vida até os 12 meses e de 600UI/dia dos 12 aos 24 meses de idade, em todos os bebês.
  • administrar ferro para todo bebê em aleitamento materno ou em uso de fórmula infantil, a partir da introdução da alimentação complementar (6 meses), na dose de 1 mg/kg/dia, até os 2 anos de idade.
  • administrar vitamina A, na forma de megadoses, nas regiões de alta prevalência de deficiência da vitamina, a cada 4 a 6 meses.
  • estimular bons hábitos alimentares e estilo de vida saudável.


Vitamina K

É dada ao nascimento, na dose de 1 mg por via intramuscular, para prevenir a doença hemorrágica.

Vitamina D

O leite materno contém cerca de 25 UI por litro, dependendo do status materno desta vitamina. A necessidade diária da criança no primeiro ano de vida é de 400 UI de vitamina D.

Entre os fatores de risco para defi ciência de vitamina D, encontram-se: deficiência materna durante a gravidez, não exposição ao sol, viver em altas latitudes ou em áreas urbanas com prédios e/ou poluição que bloqueiam a luz solar, pigmentação cutânea escura, uso de protetor solar, variações sazonais, hábito de cobrir todo o corpo ou uso de alguns anticonvulsivantes.

Antigamente a recomendação era apenas para bebês que não estavam com aleitamento materno exclusivo ou ingeriam menos de 500mL/dia de fórmula, mas isso mudou pelo aumento da incidência de deficiência da vitamina e raquitismo. A atual recomendação é administrar 400 UI/dia de vitamina D a partir da primeira semana de vida até os 12 meses e de 600UI/dia dos 12 aos 24 meses, inclusive para crianças em aleitamento materno exclusivo, independente da região do país. Administrar 400UI/dia de vitamina D em prematuros apenas com peso superior a 1500g.

No caso do Addera D, que tem a concentração de 3300UI/mL, a dose é de 3 gotas para bebês até 1 ano de idade. Há marcas mais concentradas cuja dose pode ser de 2 gotas.
addera

Vitamina A

A concentração no leite materno varia de acordo com a dieta da mãe. Em regiões com alta prevalência de deficiência de vitamina A, a OMS, o Ministério da Saúde e a SBP preconizam a suplementação medicamentosa dessa vitamina, na forma de megadoses por via oral, que devem ser administradas a cada 4 a 6 meses. No Brasil, esse suplementação está recomendada em várias regiões do Nordeste e Sudeste, locais com maior deficiência dessa vitamina.

Ferro

A OMS propõe que a suplementação profilática de ferro medicamentoso seja realizada de maneira universal, em regiões com alta prevalência de anemia carencial ferropriva e na dose diária de 12,5 mg, a partir do sexto mês de vida. A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é oferecer suplemento de ferro aos bebês a partir do 6 meses (ou da introdução dos alimentos).

Bebês em aleitamento materno exclusivo não precisam suplementar até o 6 meses de idade. Os bebês que ingerem mais de 500mL de fórmula por dia não precisam suplementar porque ela já é enriquecida com ferro. Mas note que devido à menor ingestão de leite, a suplementação pode ser necessária nos primeiros meses nos bebês que usam fórmula.

Os principais suplementos de ferro disponíveis são: sulfato ferroso (Ferronil, Hematofer, Sulferrol), glicinato férrico e outros sais feéricos (Neutrofer, Combiron), ferro aminoquelado (Polifer), ferro carboniza (Novofer Ped) e ferro polimaltosado/ferripolimaltose (Noripurum, Ultrafer, Endofer).

A ferripolipomaltose (Noripurum, Ultrafer e Endofer) quando comparada ao sulfato ferroso e outros, tem a vantagem de trazer menos efeitos adversos como náuseas e constipação e de não ter absorção alterada por alimentos. Pode ser dada junto com um pouco de suco ou leite.

O Noripurum é prescrito na dose diária de 6-10 gotas. Mas atenção: as concentrações variam de marca para marca!
noripurum

Além da prevenção medicamentosa da anemia ferropriva, deve-se estar atento para a oferta de alimentos ricos ou fortificados com ferro (cereal, farinha e leite), lembrando que, a partir de 18 de junho de 2004, as farinhas de trigo e de milho foram fortificadas, segundo resolução do Ministério da Saúde, com 4,2 mg de ferro e 150 microgramas de ácido fólico por 100 g de farinha.

O ferro pode ser encontrado sob duas formas: heme (boa disponibilidade: carnes e vísceras) e não heme (baixa disponibilidade: leguminosas e verduras de folhas verde-escuras). Para melhorar a absorção do ferro não heme, deve-se introduzir agentes facilitadores, como carnes e vitamina C, e evitar os agentes inibidores, como refrigerantes, café, chás, chocolate, leite.

Dicas

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Não goteje direto o remédio na boca do bebê – você pode calcular mal a força e se cair maior quantidade não tem volta. Coloque em uma colher ou seringa. Eu particularmente prefiro sempre dar remédio em seringa, diluo um pouco em água e depois dou um suco ou leite ou copo de água pra tirar o gosto. Não tive a oportunidade de experimentar, mas hoje existem chupetas com compartimento para remédio. Desconfio que depois de um tempo elas não devem funcionar muito bem… Com frequência a gente tem que forçar um pouco o remédio com a seringa, imagina ficar esperando o bebê sugar por livre e espontânea vontade…


Cuidado com a roupa – ferro mancha e muito. Acho que a melhor hora de dar ferro é antes do banho, com o bebê já sem roupa. Depois vai direto pra banheira ficar limpinho…

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