Autismo na infância : quando suspeitar

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Autismo, ou transtorno do espectro autista, é um distúrbio congênito do comportamento que se manifesta durante a infância. Pode estar manifesto no bebê desde as primeiras semanas de vida, mas há também o autismo regressivo, no qual o bebê tem um desenvolvimento normal e (por causas ainda desconhecidas) entre 1 e 2 anos mais ou menos regride com o surgimento do distúrbio. 

Em geral é possível ver já no bebê todos os sinais de autismo presentes nas crianças maiores, porém adequados à sua idade. Por exemplo: o bebê não vai conseguir sair correndo e subir em tudo, mas vai ter comportamento mais inquieto, só querendo dormir ou ficar no colo em posições estranhas, vai se alimentar com determinados rituais, etc.

Características do desenvolvimento normal serão menos frequentes e inconstantes no bebê autista. Curiosidade, prazer no contato físico com os outros, a busca pelo olhar dos outros… estarão presentes em menor quantidade.

Bebês autistas olham menos para a mãe, há menos troca de olhares mesmo quando querem pedir algo, olham mais para objetos em movimento que para pessoas em movimento, rejeitam aconchego, sentem-se melhor no berço sozinho, podem não levantar os braços pra sair do berço, podem não demonstrar alegria com brincadeiras de mímica, beijos, cócegas e músicas. Podem não reagir a barulho (os pais podem até suspeitar de surdez), podem apresentar interesse restrito por um brinquedo específico, pode haver pouco sono noturno e diurno e não reconhecer o próprio nome, podem não apontar o que quer. Podem apresentar também hipotonia oral (linguinha pra fora) e da cabeça. Epilepsia pode estar presente em até 40 % dos indivíduos com espectro autista e surge entre os 2-3 anos ou na adolescência.

Os sintomas do autismo e sua gravidade podem ser diferentes de um caso para outro.

Quanto mais cedo é identificado o transtorno mais rápido o curso normal do desenvolvimento pode ser retomado. É incomparável a velocidade de melhora clínica das crianças abaixo de quatro quando comparadas com as que iniciam tratamento abaixo de seis anos, por exemplo.

Para ajudar os pais a saber quando procurar ajuda há o questionário M-CHART indicado para uso a partir de 18 meses (18-24 meses). Ele não tem valor diagnóstico, mas ajuda a identificar os casos suspeitos.

Indicação de avaliação especializada: resultado superior a 3 (3 “nãos”) ou 2 dos itens principais (2,7,9,13,14,15).

m-chart

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