Dia Mundial do Autismo

criancas

Hoje é 2 de abril – Dia Mundial da Conscientização do Autismo. O azul é considerado a cor do autismo. “Acenda uma luz para o autismo”, vista algo ou ilumine algo de azul: essa é a campanha de conscientização para o autismo no dia de hoje.

O TEA (Transtorno do Espectro Autista) ou autismo se refere a um conjunto condições caracterizadas por desafios nas habilidades sociais, fala, comunicação não-verbal (gestos), comportamentos repetitivos, bem como outras particularidades.

Os números

Estima-se que 1% da população brasileira faça parte do espectro autista – são quase 2 milhões atualmente com a síndrome em nosso país. Hoje se sabe que há muitos tipos de autismo, causados por diferentes combinações de influências genéticas, neurológicas e ambientais.

Estima-se que 1/3 das pessoas com autismo permanecem não-verbais e 1/3 têm uma deficiência intelectual – os outros 2/3 não possuem qualquer atraso no desenvolvimento intelectual.

Há maior incidência de distúrbios gastrointestinais, convulsões, distúrbios do sono, déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), ansiedade e fobias em pessoas autistas.

Causas

Fatores genéticos

Não há um gene especificamente causador, mas uma variedade de mutações e anomalias cromossômicas vêm sendo associadas ao autismo. O autismo é 4X mais frequente em meninos e também é mais frequente quando há história de autismo na família, sugerindo uma herança genética.

Fatores ambientais

O autismo não é regido apenas por fatores genéticos: muitos estudos sugerem que fatores como stress, infecções, exposição a substâncias químicas tóxicas, alterações metabólicas ou outras complicações durante a gravidez podem impactar no desenvolvimento do feto e levar ao do autismo.

Condições que afetam o risco

Algumas condições estão estatisticamente associadas a uma maior frequência de TEA, por exemplo: idade avançada dos pais (pai ou mãe), prematuridade extrema (antes de 26 semanas), baixo peso ao nascer, gestações múltiplas (gemelares) e gravidez com espaçamento inferior a um ano.

Reposição de ácido fólico antes da concepção (a recomendação atual é iniciar 2 meses antes de tentar engravidar) reduz o risco de autismo.

Vacinas NÃO têm nenhuma associação comprovada com o autismo.

Os sinais

Sinais de TEA podem aparecer entre 2 e 3 anos de idade e por isso é recomendada avaliação precoce no caso de alguma suspeita. Em geral é possível ver já no bebê todos os sinais de autismo presentes nas crianças maiores, porém adequados à sua idade. Por exemplo: o bebê não vai conseguir sair correndo e subir em tudo, mas vai ter comportamento mais inquieto, só querendo dormir ou ficar no colo em posições estranhas, vai se alimentar com determinados rituais, etc.

Para ajudar os pais a saber quando procurar ajuda há o questionário M-CHART indicado para uso a em crianças de 18 meses-24 meses. Ele não tem valor diagnóstico, mas ajuda a identificar os casos suspeitos, sendo indicada avaliação especializada quando o resultado for superior a 3. Veja questionário em post antigo aqui do Blog.

Para crianças maiores, muitas outras escalas existem, para serem aplicadas em entrevistas com os pais, cuidadores/professores: ASQ, ATA, CARS, ABC, ADI, ADI-R, ADOS… todos avaliando aspectos de interação, comunicação, padrões repetitivos de comportamento, interesses, atividades.

Fonte: site Entendendo Autismo

Diagnóstico Precoce

Quanto mais cedo a família e a escola forem orientadas sobre o quadro da criança, melhor será sua inserção social e aquisição de autonomia. A intervenção precoce pode acontecer mesmo antes do diagnóstico conclusivo, com intenção de estimular as potencialidades e buscar formas de adaptação para a comunicação e interação.

Assim que uma bandeira vermelha estiver levantada… estará indicada a avaliação profissional.

Deixe o seu comentário!