COVID-19: tratamento dos casos leves

criancas

Conforme dito no post anterior, a grande maioria dos jovens e crianças evoluem com quadros assintomáticos e leves da COVID-19. O que é possível fazer nesses casos?

Os sintomas mais frequentes são: febre, tosse, fadiga. Outros menos frequentes são: dor de garganta, dor de cabeça, respiração encurtada, calafrios, dor muscular ou articular, diarreia, enjoo e conjuntivite. Perda de olfato também já foi descrita como uma queixa muito frequente, bem como diminuição ou perda do paladar. 

Medidas gerais

Repouso, hidratação oral, alimentação adequada, isolamento domiciliar por 14 dias.

Presença de fatores de risco para gripe (influenza): procurar atendimento médico para avaliar início de oseltamivir (Tamiflu). São fatores de risco: gestantes, idosos, obesos, crianças menores de 5 anos (sobretudo menores de 2 anos), asmáticos, portadores de doenças crônicas e que diminuem imunidade (por ex. diabetes, doença renal, hepática, pulmonar, cardíaca, hematológica, neurológica).

Febre

Permitido usar antitérmicos, como dipirona e paracetamol. Ibuprofeno já teve seu uso também liberado.

Tosse

Mais ou menos metade dos casos de tosse na COVID-19 é seca, enquanto a outra metade é produtiva, ou seja, com secreção. Principalmente nos asmáticos ela costuma vir acompanhada da descompensação da doença, sendo indicado o uso do broncodilatador para alívio. Ele deve ser prescrito por um médico, normalmente na forma de nebulização ou spray (‘bombinha’).

A tosse é um mecanismo de defesa para eliminar secreções e corpos estranhos das vias aéreas. Xaropes não são indicados para seu tratamento, além de não demonstrarem eficácia, possuem efeitos colaterais, como arritimias e alucinações. São indicados para seu alívio: hidratação oral, umidificação e lavagem nasal. Adultos podem usar codeína, sobretudo à noite, para alívio do reflexo da tosse, desde que com prescrição médica.

Principais recomendações: beber água, evitar ambientes secos, lavar narinas com soro (líquido, spray ou aerossol).

Dores

A dor de garganta costuma ser leve e pastilhas podem ser usadas para seu alívio. Os mesmos antitérmicos usados na febre podem ser usados para alívio da dor na garganta, na cabeça ou na barriga.

Diarréia

Nenhuma medida além da hidratação oral normalmente é necessária. O quadro costuma ser passageiro e não persiste por muitos dias. Antiespasmódicos podem ser usados pontualmente se necessários para alívio da cólica. Probióticos também podem ser utilizados, embora não sejam normalmente necessários.

Amosmia

Perda do olfato tem se mostrado uma alteração relativamente comum e é sinal de bom prognóstico: indica menor risco de evoluir com gravidade. Em geral resolve espontaneamente em dias ou até meses, mas há casos descritos de sintomas persistindo por mais tempo. Na fase aguda pode ser usado corticoide oral e tópico, com orientação médica.

Sinais de alarme

Persistência da febre (mais de 72h segundo OMS, mas principalmente quando por mais de 7 dias), falta de ar, extremidades muito frias, arroxeadas, turvação visual, tonteira ao levantar, chiado no peito.

Deixe o seu comentário!