A importância da criança andar descalça e o sapato ideal

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No primeiro ano de vida a criança começa a adquirir a marcha e as memórias neurológicas necessárias para um bom desenvolvimento psicomotor. E é pisando no chão irregular que o cérebro é estimulado das mais diversas formas e que a criança aprende a se equilibrar, desenvolvendo uma marcha adequada.

Mas não é só no primeiro ano de vida que o andar descalço se faz importante. O calcanhar só termina seu desenvolvimento aos 5 anos de idade, a marcha da criança somente após os 7 anos de idade se assemelha à do adulto e a estrutura óssea dos pés, pernas e coluna apenas após o fim do estirão de crescimento têm seu desenvolvimento completo.

Como os sapatos influenciam na marcha

Resumidamente, o ciclo da marcha é composto por duas grandes fases: 60% do ciclo é gasto na fase de apoio, com os pés no chão recebendo o peso do corpo, enquanto os outros 40%  são a fase de balanço, em que um dos pés está fora do chão.

Ao usarem sapatos as crianças caminham mais rápido, com passos mais largos e maior movimento do tornozelo e joelho, usando mais a musculatura anterior da tíbia. Além disso, os sapatos reduzem o movimento dos pés e aumentam a fase de apoio da marcha, deixado os pés mais tempo no chão. Durante uma corrida eles ainda reduzem a velocidade das pernas na fase de balanço e atenuam o movimento de apoio dos calcanhares – graças ao peso e rigidez atrapalhando o processo.

Como os sapatos influenciam na anatomia dos pés

As crianças nascem com os pés mais arredondados que os adultos, mais estreitos no calcanhar e largos na frente. Também nascem mais flexíveis: os pés infantis têm mais cartilagem para que eles possam crescer junto com a criança. Vão calcificando e se tornando mais duros progressivamente até a idade adulta.

Por esses motivos, da mesma forma que alteram a marcha, os sapatos rígidos e apertados aumentam o risco de deformidades nos pés.

Sapatos com saltos

O salto diminui a base de sustentação do corpo e por isso o problema mais comum com o uso dos saltos é o desequilíbrio levando à entorse. Algumas lesões podem inclusive ser mais graves, com acometimento dos ligamentos e necessidade de tratamento cirúrgico.

Saltos elevam o calcanhar com encurtamento do tendão de Aquiles, esmagam os dedos dos pés forçando a uma posição dobrada e encurtam os músculos das panturrilhas. Além disso, desalinham o quadril e coluna e impõem uma maior pressão nos joelhos.

Como consequência, deformidades permanentes e dores crônicas nos pés, tornozelos, panturrilhas, joelhos, quadril e coluna podem ser ocasionados pelo uso regular de saltos.

A fadiga muscular pode levar à diminuição da força na perna e da amplitude de movimentos normais dos pés. Pode alterar a postura e levar à hiperlordose (aumento da curvatura) lombar e cervical. A atrofia da panturrilha pode não ser reversível e a criança pode se tornar um adulto com dor ao alongar a panturrilha e que só anda confortavelmente na ponta dos pés.

Por todos esses motivos a recomendação é liberar o uso de saltos somente após os 12 anos de idade. E o salto recomendado, mesmo que para uso eventual, seria de no máximo 2 centímetros – sobretudo para uso regular.

O sapato ideal

Com o fenômeno atual do uso de sapato tipo adulto na infância vai ficando cada vez mais difícil escolher um sapato adequado. O mercado está cheio de sapatos com LED, purpurinas, personagens, a maioria cada vez mais distante do que seria considerado ideal para o desenvolvimento da criança.

O sapato infantil ideal deve promover uma sensação que se assemelhe a andar descalço. Ele deve ter:

  • bico arredondado
  • solado apropriado para que não derrape com facilidade
  • material flexível que permita que os pés se dobrem
  • tamanho adequado, não sendo de número maior nem menor que o da criança (para que não aperte sem saia facilmente dos pés)

À medida que a criança cresce, é recomendado um sapato com solado que absorva mais impacto, como os tênis, sobretudo quando for praticar atividade física.

Em resumo, devem ser evitados ao máximo: materiais pouco flexíveis e apertados, dianteira estreita apertando os dedos, saltos de qualquer espécie. Sapatos de plástico devem ser usados com uma atenção extra, já que dificultam a transpiração e aumentam a chance de infecção por fungos e bactérias.

 

Atividade física na infância

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O estudo “Geração 5.0 – os novos pilares da infância” desenvolvido em 2011 pelo canal Nickelodeon com crianças entre 6 e 11 anos mostrou que o Brasil é o país onde menos se pratica esporte nas escolas em toda a América Latina. A mesma pesquisa mostrou que enquanto em 2003 75% das crianças andavam de bicicleta, em 2011 esse número caiu para 41%. Atualmente, em torno de 50% das crianças praticam futebol, enquanto 87% jogam videogame.

As mudanças do nosso contexto social e econômico associados à falta de segurança nas cidades vêm provocando mudanças profundas na vida das crianças, com redução no tempo ao ar livre, das brincadeiras tradicionais e maior tempo de uso dos eletrônicos.

Benefícios da atividade física

Do ponto de vista físico, o exercício tem como benefícios: prevenir a obesidade, aumentar o apetite, melhorar a qualidade do sono, aumentar a capacidade respiratória, reduzir o estresse, o risco de diabetes e hipertensão no futuro. Ele também melhora a flexibilidade, o equilíbrio, a coordenação motora, a consciência corporal e espacial e inclusive a habilidade de escrita. Vários estudos mostram que quem pratica esporte tem melhor aproveitamento escolar.

Além disso, a atividade física também é importante para o desenvolvimento social: o aprendizado de regras, de manejo de conflitos e frustrações, a noção de trabalho em equipe, as trocas de experiência, a melhora da auto-estima.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a prática de, no mínimo, 60 minutos de atividade física todos os dias para as crianças de 5 a 17 anos.

Nesse tempo podem e devem estar incluídas as atividades de lazer e os deslocamentos, além das atividades esportivas.

Esporte X Atividade física

Qualquer movimento do corpo que provoque gastos de energia pode ser considerado atividade física, como correr, pular, carregar objetos. Já esporte é uma atividade física organizada com objetivo de desenvolver habilidades específicas.

Exercícios por faixa etária

A maioria dos especialistas indica início de prática esportiva que envolva competição apenas a partir de 7-8 anos. Antes disso, as brincadeiras deveriam acontecer em um contexto mais lúdico, sem estimular a competitividade. As crianças ainda estariam em uma fase de aprendizado, tanto das regras, quanto emocional e da capacidade motora. A idéia é incentivar que as crianças estejam bastante à vontade e que a brincadeira seja divertida, sem pressão para ser a melhor nisso ou naquilo.

É muito comum encontrar profissionais de educação física sem treinamento focado nas individualidades da criança, respeitando sua  falta de maturidade física e emocional. As crianças podem ficar mais sujeitas a lesões físicas e mais desmotivadas. Ao insistir e cobrar resultados o professor pode sem querer levar a criança a desistir precocemente daquele esporte.

Pra quem quiser se aprofundar no assunto, a Universidade do Futebol tem um texto muito bom a respeito.

Por faixa etária, então seria assim:

6 meses a 4 anos: idade de brincar livremente, de fazer descobertas e explorar o ambiente. Correr no quintal, dentro de casa, brincar de faz de conta.

5 a 7 anos: idade de explorar mais os limites do corpo, de estimular jogos com poucas regras. Idade de brincar e não de treinar de verdade. Brincar de amarelinha, jogar bola, andar de bicicleta, esconde-esconde, pega-pega.

a partir de 7-8 anos: idade de maior domínio das regras e da coordenação motora, de incentivar a iniciação nos esportes. Futebol, judô, capoeira, balé, circo, ginástica olímpica e artística, hipismo, natação, tênis, entre muitos outros. As atividades esportivas, segundo a OMS, deveriam ter sua prática incentivada na frequência mínima de 3x/semana.

Natação com segurança

A natação é considerada um dos esportes mais seguros do ponto de vista osteoarticular para a criança e adolescente. É um esporte de baixo impacto que trabalha grande variedade de grupamentos musculares, não sendo considerado o esporte adequado apenas para crianças que apresentem quadros de otite com frequência.

Afogamento é uma das principais causas de morte na infância e muitos pais inscrevem seus filhos em aulas de natação pensando na prevenção de acidentes. Mas no caso de crianças muito pequenas (até 3-4 anos), elas não vão aprender o suficiente para escapar de um afogamento e, por outro lado, com a prática, vão se sentir mais à vontade no ambiente aquático e se tornar mais ousadas.

A natação para os pequenos é excelente e tem muitos benefícios como atividade física, mas um cuidado extra na atenção à criança, na verdade, vai se fazer necessário para evitar acidentes. As aulas apenas começam a fazer diferença na prevenção de acidentes quando ministradas a crianças a partir de 6 anos, mais ou menos.

Esportes de impacto com segurança

Muitos pais acreditam que a prática de alguns esportes podem interferir no desenvolvimento físico da criança.

É verdade que as crianças são mais susceptíveis a lesões físicas quando praticam esportes com impacto e que exijam muita força – seja qual for a modalidade. O fechamento das epífises (extremidades) dos ossos pode ser acelerado por exercícios com carga, deixando a criança com menor estatura. Excesso de atividade física consome hormônios de crescimento e propicia a liberação precoce dos anabolizantes (testosterona). A testosterona aumenta a calcificação das epífises e diminui a velocidade de crescimento.

A ginástica olímpica e musculação são consideradas as práticas esportivas que mais provocam dano nas articulações, na coluna vertebral e nas epífises ósseas. Além desses, sobrecarga de futebol e tênis podem igualmente levar a baixa estatura e assimetria corporal (pernas curtas), devido  ao fechamento precoce das epífises das pernas.

De um modo geral as meninas estão prontas a realizar exercícios de fortalecimento muscular após o início dos ciclos menstruais, o que significa cerca de 2 anos após o aparecimento do broto mamário. Os meninos estão liberados para exercícios mais pesados no final do seu estirão de crescimento.

Modalidades esportivas

Especialistas sugerem um rodízio de esportes para ampliação do acervo motor da criança e desenvolvimento de prazer na prática esportiva.

No lugar da criança se especializar desde cedo em uma atividade, quanto mais esportes ela tiver acesso desde cedo, mais oportunidade a criança teria de desenvolver todas as suas habilidades. Também maior seria a chance descobrir aptidões e de se tornar um adulto ativo e saudável.

Origami e avião de papel: dobraduras fáceis para crianças

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ORIGAMI

O origami é a arte japonesa de dobraduras que surgiu há mais de quatro séculos e possui várias modalidades e graus de dificuldade. Crianças menores podem precisar de ajuda, mas ficam encantadas em ver a transformação do papel. Além de divertido, é uma boa forma de desenvolver a concentração e a coordenação motora.

Algumas brincadeiras da infância a gente leva pra vida toda. Assim é o origami. Com a prática a gente toma gosto e começa a procurar tutoriais com maior grau de dificuldade e a brincadeira vai virando um desafio.

  • Tipo de papel: o ideal é com gramatura em torno de 75g porque papéis mais finos rasgam com facilidade e mais grossos são difíceis de dobrar.  Exemplos: papel para origami, papel color set e papel sulfite A4 ou ofício. Alguns papéis de presente também servem (mas alguns não vincam bem). Outras opções: papel vegetal, papel metalizado, papel kraft, papel sanduíche.
  • Como fazer: dê o papel já cortado em na forma de um quadrado para a criança. Mostre os passos seguindo o tutorial. Você pode ficar com um papel e fazer o seu, mostrando à criança como fazer o dela. Ao final, a criança pode enfeitar com lápis, canetinha, cola colorida, purpurina e o que mais desejar.
  • Para buscar tutoriais, há muitos disponíveis no Pinterest e Youtube. Veja exemplos de alguns mais simples:

 

 

 

Pensando nas festas juninas:

E, por fim, pra ninguém se envergonhar de não saber fazer o famoso barquinho:

AVIÃO DE PAPEL

Qual criança não gosta de um avião de papel? Se você não aprendeu na infância a fazer um bom avião de papel, então essa vai ser uma boa oportunidade.

Abaixo temos o modelo básico de avião de papel e os milhares de modelos mais complexos:

Deixei disponíveis todos esses modelos no Pinterest, de forma que possam ser ampliados. Mas muitos outros modelos incríveis têm o tutorial em vídeo no Youtube, ficando bem mais fácil aprender.

Tutoriais: Youtube

Recentemente um avião de papel bateu o recorde mundial voando mais de 60 metros sem cair. O vídeo com o tutorial foi disponibilizado pela Harvard University. Vamos testar? O meu não ficou exatamente igual ao do vídeo abaixo, provavelmente porque as medidas do papel eram diferentes. Também não voou nem perto de 60 metros (com certeza a culpa foi do papel, rs). Apesar disso ele ficou super legal e fez sucesso aqui em casa:

Tutorial: Youtube

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Como criar uma caça ao tesouro para as crianças

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A caça ao tesouro era uma das minhas brincadeiras preferidas na infância. Ela faz sucesso para crianças de várias idades e pode ser uma boa brincadeira para estimular a agilidade, o pensamento lógico e o trabalho em equipe, além do contato com a natureza, se for feita ao ar livre. Muitíssimo divertida, pode ser feita em uma festa ou em um final de semana comum. Quem se anima?

Antes de criar

Considere a idade das crianças para pensar no tipo e quantidade de pistas. Em geral 5-15 pistas são suficientes.

Para crianças pequenas o ideal são atividades mais curtas e simples, com menor quantidade de pistas e em ambiente familiar, como o interior da casa, a varanda ou o quintal. Crianças maiores podem fazer a atividade em ambientes mais amplos, como no condomínio ou em um parque, por exemplo.

Escolha se a caça ao tesouro vai ser tradicional, com mapa que leva a um tesouro escondido por piratas, ou se vai ter um outro tema, como um desenho animado ou filme. Pode ser criada uma história para contextualizar a caçada e fazer as crianças entrarem na fantasia.

Crianças menores gostam de se fantasiar para a brincadeira.

Crianças maiores podem ser divididas em times e pode ser organizada uma competição.

Escolha o prêmio. Pode ser um prêmio para cada uma das dicas e/ou pode ser um único tesouro no final. O prêmio pode ser colocado em uma caixa decorada ou outro local de preferência.

Como criar

Pode ser mais fácil bolar os esconderijos das pistas seguindo a ordem inversa, do final para o começo. Uma idéia é ir aumentando a dificuldade progressivamente, deixando o mais difícil para o final.

As pistas podem ficar em envelopes numerados. Como garantia, as respostas das pistas podem ser colocadas em um envelope separado.

Pergaminho em branco para escrever as pistas

Pergaminho em pdf

Atividades para qualquer idade:

  • Perguntas sobre personagens e ao acertar ganha a pista
  • Seguir o barbante (deixar o fio como uma trilha a ser seguida para a próxima pista escondida)
  • Encontrar ‘N’ bolas escondidas (‘N’= quantidade, ex: 3 bolas) ou buscar elementos no jardim para ganhar a pista (ex: ‘N’ flores amarelas)
  • Encontrar ‘N’ objetos de uma cor específica
  • Dar ‘N’ cambalhotas
  • Participar de uma corrida com ovos, de uma brincadeira de morto-vivo (o ganhador lê a pista para os outros)
  • Passar sob a mesa ou cadeira (pode ser feito um “túnel” até um esconderijo “secreto”, por exemplo)
  • Sentar no balanço do parque e cantar uma música
  • Encontrar um objeto escondido na areia (pode ser um balde ou no parque)
  • Encontrar local da foto (tirar foto com zoom de um local ou objeto, usar foto manipulada para dificultar a visualização, imagem de satélite com um ‘X’ na localização, ou pode-se cortar a foto em pedaços para a criança montar como um quebra-cabeça e descobrir o local)
  • Montar um quebra-cabeça
  • Encontrar a dica em algo nojento ou divertido (no meio de uma massa, por exemplo)
  • Desvendar charadas e rimas

Exemplos de charadas e rimas:

  • A próxima pista está escondida em um lugar que rima com…
  • Estou onde levamos o material escolar. Resposta: mochila
  • Enfeito o chão da sala. Resposta: tapete
  • Boqueio o sol da janela. Resposta: cortina
  • Me usam na boca depois do café, do almoço e do jantar. Resposta: escova de dentes
  • Me usam para controlar a TV. Resposta: controle remoto
  • Estou onde as pessoas colocam a cabeça à noite. Reposta: travesseiro
  • Sou o lugar mais frio da casa. Resposta: freezer/geladeira
  • Sou cheirosa e as abelhas gostam de mim. Resposta: flor
  • O que é, o que é que corre pela casa toda e depois dorme num canto? Resposta: a vassoura
  • O que é, o que é que sobe quando a chuva desce? Resposta: o guarda-chuva
  • O que é, o que é que tem pernas, mas não anda, tem braço, mas não abraça? Resposta: a cadeira
  • Tem escamas mas não é peixe, tem coroa mas não é rei. Resposta: o abacaxi
  • Qual é coisa que quando seca fica molhada? Resposta: a toalha
  • O que será, que será, que fala e ouve mas não é gente? Resposta: o telefone
  • Tenho dentes mas não como, e para comer fui feito; ando sempre com comer, para comer não acho jeito. Resposta: o garfo
  • Atravesso todas as portas sem nunca entrar nem sair por elas. Resposta: a fechadura
  • O que é, o que é, que de dia tem quatro pés e de noite tem seis? Resposta: a cama
  • Na água nasci, na água me criei, mas se me jogarem na água morrerei. Resposta: o sal
  • O que é, o que é que quanto mais rugas tem mais novo é? Resposta: o pneu
  • Tenho os pés redondos, mas meu rastro é longo; carrego a família e toda a bagagem; passo a noite dentro da garagem. Resposta: o carro
  • De leite é feito, muito bom e nutritivo, seu nome rima com beijo. Resposta: o queijo
  • Corre sempre atrás do tempo. Mesmo preso sabe andar. Vive parado, mas se mexe, sem dormir pode acordar. Resposta: o relógio
  • Somos dois irmãos e levamos um fardo pesado; de dia vivemos cheios e de noite, somos esvaziados. Resposta: o par de sapatos

OBS: Para facilitar, no caso das rimas e charadas mais difíceis, podem ser colocadas 4 imagens abaixo da rima, sendo apenas uma a resposta correta.

PS: Deixei algumas charadas em primeira e outras em terceira pessoa, de forma que encontrei, porque algumas ficam melhores de um jeito ou de outro.

Atividades para crianças maiores:

  • Palavra com as letras embaralhadas para colocar em ordem
  • Palavra espelhada para ser lida em frente ao espelho
  • Palavra camuflada (exemplo: “Para encontrar o próximo esconderijo corte as letras ‘X’ e circule as letras que sobrarem: XXXCXXXAXXXXXMXXXXXA” = CAMA)
  • Tinta invisível (escrever com suco de limão ou leite; revelar aquecendo com uma vela ou passando com ferro)
  • Pista dentro de um barquinho boiando na piscina (deixar uma peneira ao lado para pegar o barco)
  • Encontrar a dica no escuro com lanterna
  • Códigos secretos (escrever a pista em código e oferecer uma tabela para as crianças resolverem o enigma – cada letra deverá corresponder a um símbolo, número ou imagem no tema escolhido, como no exemplo abaixo)

Na hora da brincadeira

Explique as regras no começo. Defina a área onde vai ser a brincadeira. Defina um ponto de encontro com os maiores.

Uma idéia para a brincadeira com as crianças menores é formar duplas.

Contextualize a brincadeira. Entregue a primeira dica de forma dramática, em um envelope lacrado ou uma garrafa de pirata, por exemplo. E fique por perto para ajudar durante a brincadeira.

Vamos começar?

 

Tratamentos para cabelos e pele durante a gestação e amamentação

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Durante a gestação e amamentação as mamães que desejarem manter os cuidados com os cabelos e a pele deverão atentar para as restrições do uso de alguns produtos nessas fases. Muitas são as substâncias que podem causar danos ao bebê durante a gestação, pela sua capacidade de atravessar a placenta ou, durante a amamentação, pela sua capacidade de ser transmitido pelo leite.

Tratamentos para os cabelos e seus riscos

Ainda não foram estabelecidos critérios para o uso seguro da maioria dos tratamentos capilares durante a gestação.

Estudo brasileiro em 2013 sugeriu associação de leucemia na infância com uso de tintura e alisantes durante gestação. Estudo feito em 2005 sugeriu uma associação entre o uso de tintura nos cabelos durante a gestação e o desenvolvimento na infância de um tipo de tumor chamado neuroblastoma. Outros estudos não chegaram à mesma conclusão e a maioria dos pesquisadores acredita que seja pouco provável a associação desses tumores com uso de produtos para os cabelos.

Pouquíssimos são os estudos feitos em seres humanos, mas estudos feitos em animais testaram doses até cem vezes maiores que as usadas nos produtos para humanos sem causar alterações no desenvolvimento fetal.

O que se sabe

  • O primeiro trimestre (três primeiros meses) é a fase crítica para o desenvolvimento do feto e gestantes devem ter atenção redobrada nesse período.
  • Formol em altas doses pode aumentar o risco de tumores e provocar alterações no desenvolvimento fetal, bem como contamina o leite materno.
  • O acetato de chumbo está presente nas tinturas gradativas próprias para colorir cabelos grisalhos, sendo permitido pela ANVISA na concentração máxima de 0,6%. Estudos indicam baixa absorção desta substância pelo couro cabeludo nessa concentração.
  • Chumbo em altas doses podem causar metahemoglobinemia (com baixa oxigenação, cianose), malformações e distúrbios no desenvolvimento neurológico do feto, bem como contaminam o leite materno.
  • Amônia é absorvida pela pele e inalada através da fumaça gerada, podendo em teoria passar para o leite materno. No entanto, não há comprovação científica de que haja absorção de quantidade significativa de amônia nem do quanto ela seria transmitida ao leite materno. Não há estudos de segurança para uso de produtos com amônia durante a gestação e lactação.
  • Outras substâncias como parafenilendiamina (PPD) e alcatrão estão com frequência presentes nas tinturas permanentes e são potenciais cancerígenos. Podem aumentar o risco de câncer de bexiga e leucemias nas mulheres.

Tinturas para os cabelos

Todas as tinturas devem ser evitadas no primeiro trimestre da gestação.

Após e no período de amamentação, deve-se preferir uso de tinturas sem amônia e sem metais pesados – ex: as tinturas temporárias e as semi-permamentes, como os tonalizantes (ex: Color Touch, Natucor, Dédicace, Casting) e a hena (marcas que não contenham chumbo – ex: Surya). O uso desses produtos costuma ser liberado para uso baseado no conceito teórico de que não contêm substâncias que causam dano. Não há, no entanto, estudos científicos garantindo a segurança.

Tinturas permanentes são acrescidas de amônia (que alcaliniza o pH da fibra capilar e permite maior penetração da tinta) e na maioria das vezes outras substâncias, como o chumbo. A amônia não tem estudo de segurança que libere seu uso e o chumbo é sabidamente tóxico, logo, tinturas permanentes devem ser evitadas durante toda a gestação e amamentação.

Em geral as luzes costumam ser liberadas a partir do segundo trimestre de gestação (conforme orientação do seu dermatologista) porque o produto não entra em contato direto com o couro cabeludo. Água oxigenada não é um consenso pela falta de estudos que demonstrem sua segurança de uso.

Outras orientações

  • Seguir as instruções da embalagem, não deixando o produto em contato com o couro cabeludo mais que o tempo indicado.
  • Usar luvas e enxaguar bastante os cabelos após o uso do produto.

Sobre o INOA

A L’Oreal tem uma linha de tinta permanente chamada INOA (inovação sem amônia) que substitui a amônia por uma mistura de óleos minerais e monoetanolamina. Está disponível apenas nos salões e tem os benefícios de reduzir o odor desagradável da tintura e agredir menos os fios – os cabelos com amônia ficam mais secos e quebradiços. De acordo com a bula, não contém chumbo nem PPD nem alcatrão. Não há estudos que liberem o uso durante a gestação, mas muitas pessoas têm arriscado o uso após o primeiro trimestre e no período de aleitamento.

Alisamentos e permanentes

Nenhum método é liberado durante o período de gestação e amamentação por falta de estudos que garantam a segurança.

São proibidos aqueles que contenham tioglicolato, formol em qualquer quantidade ou ácido glioxílico (quando aquecido se transforma em formol). Aqueles que utilizam hidróxido de sódio ou potássio ou combinação de hidróxido de cálcio e carbonato de guanidina foram pouco estudados na gestação e não têm uso liberado, no entanto os poucos estudos feitos não encontraram danos ao feto. Não há estudo do uso desses produtos durante a amamentação.

Outros tratamentos para os cabelos

Métodos de hidratação mais profunda: queratinas e demais tipos de hidratação são liberados para uso na gestação e amamentação.

Escova e chapinha: tratam-se de atos mecânicos, sem efeito no bebê, logo estão liberadas.

Spray fixador e gel: liberados para uso.

Protetor solar

Gestantes devem preferir produtos compostos em sua maior parte por filtros inorgânicos, com barreira mais física do que química. Filtros químicos não devem ser usados por falta de estudos que garantam segurança. Exemplo de filtros 100% físicos liberados para uso nas gestantes: Photoage 50 mineral color da Dermage, Photoplus color 30 da Dermatus,  Sheer Physical Uv Defense 50 da Skinceuticals. Esses filtros são para uso na face. No corpo, como esses filtros são muito caros, o ideal é usar medidas físicas, como roupas com proteção UV.

Depilação

Liberado uso de ceras e lâminas. Proibido o uso de cremes depilatórios com tioglicolato de amônia, pois pode haver absorção da substância pela pele. A depilação a laser é proibida gestação, mas permitida na fase da amamentação.

Cosméticos e cosmecêuticos

Produtos anti-idade: proibido às gestantes o uso de produtos que contenham em sua fórmula ácido retinoico, glicólico, ácido salicílico (acima de 2%) e hidroquinona. Devem ser interrompidos três meses antes do início da gravidez pelo risco potencial de malformações fetais.

Tretinoína tópica e adapaleno: apesar de aparentemente não serem absorvidos pelo feto, faltam estudos que garantam sua segurança e seu uso na gestação deve ser evitado.
Isotretinoína oral: proibida pelo risco de malformação fetal grave.

Hidratantes e esfoliantes: não podem conter uréia acima de 3% pela capacidade de absorção pelo feto e falta de estudos de segurança.

Xampu anticaspas: não podem conter cetoconazol.

Xampu contra piolhos: proibidos na gestação e amamentação.

Sabonetes anti-sépticos: como em qualquer pessoa, só devem ser usados no caso de alguma infecção da pele e prescritos pelo médico.

Laseres e toxinas botulínica (botox por exemplo): proibidos na gestação por não haver estudos que garantam a segurança.

Vacinas e seus efeitos colaterais

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Vacinar ou não vacinar? Vacinas provocam reações graves? Sempre que um campanha de vacinação inicia começam também os boatos e teorias de conspiração anti-vacina.

A história

A mortalidade infantil na idade média era em torno de 40-45% e não era muito menor no século XVII e XVIII. As pessoas simplesmente tinham que aceitar que de cada 10 filhos quase metade iria morrer na infância, geralmente de alguma doença infecciosa.

As coisas só começaram a mudar a partir do século XVIII e XIX, quando as condições de saneamento e os recursos médicos começaram a se desenvolver.

Em 1970 um médico inglês, Edward Jenner, descobriu a vacina da varíola, que matava mais de 80% das pessoas com a doença na época. Ele observou que as mulheres que ordenhavam vacas contaminadas não pegavam varíola e resolveu então injetar o pus desas feridas em pequenos arranhões nos braços das pessoas. As pessoas tinham febre por alguns dias, mas saravam e permaneciam imunizadas.

Outras vacinas foram surgindo ao longo dos séculos e sobretudo no século XX, quando foi descoberta também a penicilina por Alexander Fleming (em 1928).

Impacto da vacinação na saúde das crianças

Hoje a mortalidade infantil é baixíssima em países de primeiro mundo, entre 0,3-0,7%. No Brasil varia de 1,5 a 3,3% de acordo com a região. De qualquer forma muito inferior a qualquer época da história.

Chegamos talvez a um outro extremo, que nos leva a repensar nos exageros. Exageros no uso de antibióticos são responsáveis pelo surgimento de infecções cada vez mais resistentes (sem falar nos efeitos adversos) e o uso de algumas vacinas poderia provocar efeitos colaterais desnecessários.

Para incluir uma vacina no calendário vacinal os órgãos governamentais comparam, por exemplo, a incidência dos casos graves da doença em questão com os casos graves de efeitos adversos da vacina. A vacina é incluída quando há benefício real para a população.

Alguns estudos mostram redução na mortalidade no interior do Brasil após campanhas de vacinação mesmo quando as condições de saneamento e acesso aos serviço de saúde se mantiveram inalterados.  Particularmente, um estudo de Pernambuco mostrou redução na mortalidade geral de 49,2‰ (por mil) nascidos vivos em 1990 para 20,7‰ em 2002 após uma campanha vacinal ampla.

Vários artigos mostram redução na mortalidade e internações por diarréia com a vacina do rotavírus, além da mortalidade por gripe, sarampo e tantos outros vírus graças à vacinação infantil.

Movimento anti-vacina

Recente movimento anti-vacina nos EUA provocou um “boom” de mais de  24 mil casos de coqueluche no país. Na Europa o movimento (forte em países como Alemanha, Inglaterra, França e Itália) causou aumento de casos de sarampo e outras doenças já então controladas.

Tudo começou em 1998, quando um médico inglês chamado Andrew Wakerfield publicou um artigo na famosa revista médica The Lancet que associava a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) a um risco aumentado de autismo. Posteriormente, a comissão de ética descobriu que ele havia fraudado os resultados e seu registro médico foi cassado. A revista pediu desculpas ao meio científico e estudos posteriores já confirmaram não haver aumento de risco de autismo com a vacina. Porém, a questão continuou sendo (irracionalmente) levantada por grupos anti-vacina.

Na época questionou-se se o mercúrio presente na vacina na forma de timerosal (um conservante que evita a proliferação bacteriana no frasco) era o responsável pelo autismo. É conhecida a neurotoxicidade do mercúrio em doses elevadas e a tendência mundial é reduzir seu uso nas lâmpadas fluorescentes, baterias, pilhas, cimento e cosméticos. O antigo mertiolate e mercúrio cromo foram abolidos pelo mesmo motivo. No entanto a dose na vacina tríplice era em quantidade muito inferior à dose tóxica e a associação ao autismo ou a um pior desenvolvimento cognitivo nunca foi comprovada em qualquer estudo científico. Fonte: CDC e PubMed.

O timerosal ainda é utilizado em alguns países (em frascos multidoses). No Brasil chegou a ser utilizada uma vacina contra gripe com timerosal  em algumas campanhas, no entanto nem a vacina tríplice viral nem a da gripe ou qualquer outra usada no Brasil atualmente contém timerosal. As bulas das vacina Trimovax (tríplice viral) e FluQuadri (gripe) podem confirmar o dado.

Tipos de vacinas

As vacinas podem ser de microorganismos vivos atenuados (enfraquecidos para provocar uma resposta do sistema imunológico sem provocar doença) ou de microorganismos totalmente inativados (inteiros ou apenas fragmentos de proteínas ou polissacarídeos). Vacinas de bactérias ou vírus vivos podem provocar sintomas brandos da doença, enquanto as inativas costumam provocar apenas sintomas locais, mialgia e, eventualmente, febre. Exemplos:

Vivos atenuados: BCG, tríplice viral (sarampo/caxumba/rubéola), varicela, febre amarela, rotavírus, polio oral.  São contra-indicadas em portadores de HIV, doença auto-imune, portadores de câncer em quimioterapia e gestantes.

Inativados: Polio injetável, gripe, hepatite, raiva, difteria, tétano, coqueluche (seja com células inteiras seja acelular, com menores efeitos colaterais), pneumococo, meningococo, Haemophilus.

Conclusão: vacina da febre amarela pode provocar uma “febre amarelinha”, de sarampo um “sarampinho”, mas de gripe não provoca “gripinha”. Pode provocar febre, dor no corpo, mas não os sintomas respiratórios da gripe.

Vacinas e ovo

Algumas vacinas são fabricadas em células de embrião de galinha e podem conter pequenas quantidades de ovalbumina. São elas: tríplice viral (sarampo/caxumba/rubéola), gripe e febre amarela.

Vários estudos atualmente demonstram segurança no uso dessas vacinas em crianças alérgicas. Não houve casos de reação com nenhuma dessas vacinas. Fonte: PubMed. OBS: há vários estudos demonstrando segurança no uso de vacina para febre amarela em alérgicos a ovo aqui no portal do PubMed. Apesar disso seu uso ainda não está liberado pela ANVISA. O CDC (órgão americano) permite quando há indicação médica e o paciente permanece 30min sob vigilância após a vacinação.

Algumas vacinas contém lactoalbumina na sua composição, como é ocaso da tríplice viral de alguns fabricantes. Também não há relato de reações alérgicas em crianças com alergia a proteína do leite de vaca. De qualquer modo, as vacinas utilizadas atualmente no Brasil não contém proteína do leite de vaca.

Efeitos Colaterais Graves

Anafilaxia é uma reação alérgica grave que pode acontecer com o uso de qualquer antibiótico, medicamento ou qualquer vacina, seja ela de vírus vivo ou inativado.

Efeitos graves de antibióticos podem, inclusive, ser mais frequentes que de algumas vacinas. O Clavulin®, por exemplo, pode provocar reações comuns como diarréia e candidíase na frequência de 1-10% e também reações mais raras e graves, como convulsão, insuficiência renal e hepatite (entre várias outras), na frequência de 1 para 10mil (0,01%).

Agora as vacinas:

Narcolepsia e H1N1: recentemente houve suspensão do uso da vacina Pandemrix na Finlândia e Suécia por suspeita de que ela tivesse provocado aumento dos casos de narcolepsia (distúrbio neurológico sem cura conhecida que faz a pessoa adormecer de repente, como se o cérebro “desligasse”). Ainda não há evidência científica suficiente para associar essa vacina à doença. A Pandemrix não é utilizada no Brasil e não há casos de narcolepsia no nosso país.

Gripe e encefalite e paralisia (Guillain Barré): em 10% das pessoas a vacina da gripe causa apenas efeitos brandos (fere, dor abdominal, dor muscular), mas na frequência 1 pra 100.000 (0,001%) ela pode causar efeitos mais graves, como encefalite e paralisia (Guillain Barré). Os estudos ainda são poucos porque os casos são raros e os resultados são conflitantes. Enquanto uns sugerem que a incidência desses efeitos não é superior ao da própria gripe (a doença também pode provocar encefalie e paralisia), em outros a incidência parece aumentar com a vacinação. A maioria dos estudos não mostra aumento dessas manifestações com a vacinação. Manifestações fatais e que deixam sequelas parecem ser mais frequentes naqueles que não tomaram a vacina. Fontes: PubMed.

Encefalite e meningite pela Tríplice viral (ou MMR – sarampo, caxumba, rubéola): em até 3% dos pacientes a vacina causa efeitos como febre baixa e manchas na pele, sem nenhuma ameaça à saúde.

Os efeitos mais graves, como encefalite são muito caros, na frequência <1:1.000.000 de doses (0,00001%), muito menor que o risco de encefalite pelo sarampo ou pela rubéola (0,015 a 0,1%). O componente caxumba pode resultar em parotidite em mais de 3% dos vacinados. Meningite asséptica, com começo de 15-35 dias após a vacinação, também é relatada com freqüência variada (0,005 a 0,015%). O componente rubéola pode resultar em artralgia passageira (25%) e artrite (10%) em adolescentes e mulheres adultas, no entanto são muito raras em crianças e em homens (0%-3%).

Paralisia pela Polio: nos últimos 1o anos foram confirmados 48 casos de pólio pós-vacinal no país. A probabilidade é de um caso a cada 5 milhões de doses aplicadas de Polio oral (VOP), sendo menor a partir da segunda dose. No entanto desde que a vacinação com a VOP se intensificou, em 1998, houve redução de 99% dos casos de doença e há quase 3 décadas não temos um caso de poliomielite selvagem (não vacinal). Atualmente, o calendário de vacinação foi adaptado trocando as primeiras doses de Polio oral por injetável (VIP), que não provoca paralisia. Depois da segunda dose, a criança, já protegida, fica liberada para tomar a VOP visando evitar o ressurgimento da doença.

OBS: as crianças que recebem a VOP excretam os vírus vacinais nas fezes por um período de até seis semanas, garantindo imunidade para aqueles que não tomaram a vacina. Conforme acordo com a OMS, a vacinação com a VOP deverá ser interrompida simultaneamente em todos os países, após a certificação da erradicação global.

Alergia a proteína do leite pela vacina do Rotavírus: não há evidências científicas do desenvolvimento de alergia ao leite de vaca após a administração da vacina rotavírus humano. A associação provavelmente é feita pelos pais porque uso da vacina coincide com o período de transição do aleitamento materno e o aleitamento com leite de vaca e é nessa faixa etária que os primeiros sinais de alergia começam a aparecer. Diarréia leve e mais raramente vômitos podem ocorrer pela vacina. Invaginação intestinal (quando o intestino de dobra e obstrui) pode ocorrer na frequência de 0,0053 a 0,0015%, muito inferior aos riscos de invaginação pela própria doença.

Doença vacinal grave e febre amarela: a doença vacinal com falência de órgão (insuficiência renal e/ou hepática, por exemplo) pode ocorrer em 0,0004% dos vacinados – muitíssimo inferior aos riscos da própria doença. Também é relatado acometimento do sistema nervoso central em 0,0008% dos vacinados. Pessoas com idade ≥60 anos têm risco aumentado desses eventos mais graves, principalmente se é a primeira vez que tomam a vacina. Os efeitos colaterais comuns são dor de cabeça, dor no corpo e febre baixa.

Por que vacinar ?

Porque a doença ainda não foi erradicada, é frequente e pode matar. 

Nenhuma doença é tão branda que não possa levar ao óbito. A mortalidade da gripe é próxima a 1%, o que dada sua alta incidência na população, torna o dado bastante substancial.

O rotavírus é a causa mais comum de diarréia grave em crianças <5 anos de idade em todo mundo. Vacina reduz 25-50% a mortalidade pela doença.

A mortalidade da febre amarela é entre 20-50% e a vacina protege mais de 90% depois da 1a dose.

Para proteger contra o risco de introdução de vírus por viajantes oriundos de localidades que ainda apresentam casos da doença.

Entre 2004 e 2005, 18 países já livres da pólio foram reinfectados por vírus selvagens importados da Nigéria e três países foram reinfectados pela importação de vírus da Índia. E esse é só um dos vários exemplos…

Para nos proteger em viagens.

É o caso da vacina para febre amarela para pessoas que vão viajar para áreas acometidas ou arredores. No caso do Brasil, poucos estados ficam livres. EUA e Europa, por exemplo, exigem que sua população seja vacinada para entrar no nosso país.

No final de 2005 foi confirmado o primeiro caso importado de paralisia por vírus da polio em uma mulher não vacinada que havia viajado ao exterior, onde teve contato com crianças recentemente vacinadas com a vacina oral. Ela adquiriu a infecção vacinal.

Para proteger os outros.

A vacinação de uma criança não protege apenas a vida dela, mas também a de todos ao seu redor. Um programa de imunização, em geral, pode ser considerado um sucesso quando pelo menos 95% da população é vacinada. Os 5% restantes são protegidos pelo que se chama, no jargão médico, de “imunidade de rebanho”, como uma muralha de proteção.

Canais Infantis Educativos do Youtube (com páginas do Facebook)

criancas

Veja aqui uma seleção de canais educativos disponíveis no Youtube para crianças entre 5-10 anos. Experimentos científicos, animais exóticos, vídeos respondendo porquês, ensinando pegadinhas, culinária… Muita coisa que até adultos vão curtir. E todos com páginas correspondentes no Facebook.

Lista de canais

TICOLICOS:

Vídeos protagonizados por Ludi, um boneco que conta histórias, ensina receitas e passeia pela cidade respondendo perguntas como: “por que o bolo cresce”, “por que o cachorro abana o rabo”, “por que precisa tomar banho todo dia”? Ideal para crianças entre 4 e 8 anos.

Links: Youtube e Facebook

THE DAD LAB:

Vídeos de um pai britânico, de dois meninos pequenos, que adora inventar atividades educativas, experiências científicas, atividades com papel, tinta… tudo muito criativo e divertido. Há experiências legais para crianças de qualquer faixa etária.

Links: Youtube e Facebook

COZINHANDO COM SARINHA:

Sarinha começou com vídeos de brinquedos e passeios, mas agora é também uma mini chef que protagoniza vídeos de receitas culinárias e também de pegadinhas, como a cola escolar comestível e a pasta de dentes e o cocô comestíveis. Ideal para crianças a partir de 4-6 anos.

Links: Youtube e Facebook

MANUAL DO MUNDO:

Série de vídeos apresentados por Iberê Tenório e Mari Fulfaro. Trazem experiências, curiosidades sobre como algumas coisas são produzidas e criadas, receitas, dicas de mágicas, origamis e pegadinhas. Ideal para crianças a partir de 7-8 anos.

Links: Youtube e Facebook

PAPO DE BIÓLOGO:

Vinicius Ferreira é um biólogo que definitivamente não tem medo de bicho. O canal traz vídeos  com duração entre 5 e 15 minutos, cheios de aventuras nas florestas brasileiras… e com uma grande variedade de animais exóticos. Todos disponíveis também no Facebook. Ideal para crianças a partir de 7-8 anos, mas pode fazer sucesso para qualquer faixa etária, inclusive adultos.

Links: Youtube e Facebook

MINUTO DA TERRA:

Canal com animações curtas, de até 3 minutos, que são a versão brasileira do canal americano Minute Earth. Ensina ciências e curiosidades do meio ambiente de forma divertida e criativa. O canal é genial, mas alguns vídeos me pareceram de difícil compreensão para crianças pequenas. O facebook de mesmo nome não disponibiliza os vídeos do canal, então nesse caso, ficamos somente com o Youtube para acessar esse conteúdo. Ideal para crianças a partir de 9 anos.

Links: Youtube e Facebook

Sobre o uso de eletrônicos

A recomendação por especialistas é que as crianças fiquem o mínimo de tempo possível assistindo TV ou outro eletrônico, não devendo exceder 1-2h/dia. Isso porque o uso excessivo de eletrônicos vem sendo associado ao aumento do risco de sedentarismo, obesidade, transtornos do sono, dificuldades de aprendizagem, déficit de memória e transtornos de comportamento, como a síndrome do pensamento acelerado e irritabilidade.

Recomenda-se também evitar acessar eletrônicos 30min-1h antes de dormir e manter ambientes na casa totalmente livres de eletrônicos, como o quarto.

E a preocupação não pára por aí. Especialistas alertam também para os perigos dessa liberdade de conexão com o ‘mundo’ virtual.

Pensando nisso o Youtube lançou o aplicativo Youtube Kids para tablets e celulares. Ele disponibiliza apenas conteúdos 100% infantis. Vídeos com palavrões, por exemplo, são vetados. A pesquisa pode ser feita pela criança através de um teclado virtual ou do ícone de um microfone que a criança aperta para falar o que está procurando.

Canais do Youtube para crianças pequenas

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Pensando naquele momento emergencial, em que precisamos distrair o filho enquanto fazemos alguma tarefa, fiz uma lista de alguns canais bem populares do Youtube entre as crianças pequenas.

Digo emergencial porque a recomendação por especialistas é que as crianças fiquem o mínimo de tempo possível assistindo TV ou outro eletrônico, nunca ultrapassando 20-30 minutos/dia no caso dos pequenos. A recomendação atual da Academia Americana de Pediatria é que menores de 2 anos, NUNCA sejam expostos a eletrônicos. Uso excessivo de eletrônicos vem sendo associado ao aumento do risco de sedentarismo, obesidade, transtornos do sono, dificuldades de aprendizagem, déficit de memória e transtornos de comportamento, como a síndrome do pensamento acelerado e irritabilidade.

Eventualmente… num momento de maior necessidade, no entanto… acaba sendo bom ter uma alternativa à disposição.

Seguem os links dos canais oficiais, com vídeos gratuitos e acessíveis pelo aplicativo do Youtube. Os dois primeiros são canais com vídeos educativos que ensinam conhecimentos básicos à criança em idade pré-escolar. O canal BabyFirst Brasil contém vários vídeos que ajudam no aprendizado da identificação das cores, formas e números. O canal Baby TV contém vídeos da antiga série da Fox, com músicas tradicionais produzidas para bebês, além de vídeos com histórias que auxiliam no desenvolvimento dos conceitos de socialização. Os canais seguintes são de músicas voltadas para os pequenos – a maioria de grupos já bem conhecidos. As músicas populares do MPBaby, bem tranquilas e legais até para bebês, agora têm versões em vídeo com os personagens que dão nome ao grupo, Bia&Nino.

Links

Youtube: BabyFirst Brasil
Youtube: Baby TV
Youtube: Bia & Nino
Youtube: Palavra Cantada

Youtube: Turminha Paraíso

Youtube: Mundo Bita
Youtube: Galinha Pintadinha
Youtube: Bob Zoom

Xampus infantis e cuidados com os cabelos

criancas

Como escolher um  bom xampu adulto e infantil do ponto de vista dermatológico? Quais as melhores marcas infantis atualmente? Qual a maneira correta de fazer a lavagem?

pH dos xampus

Assim como nossa pele, o pH dos cabelos e do couro cabeludo é ácido (em geral pH 5-5,5), visando formar uma barreira cutânea à penetração de microorganismos. OBS: veja maiores explicações no post de sabonetes.

Em ambiente mais ácido (pH inferior a 4) os cabelos absorvem cargas positivas, ácidas (H+), do meio. Em ambiente mais alcalino (pH superior a 6-7), os cabelos absorvem cargas negativas, alcalinas (OH-), do meio.

O ideal para um xampu é manter o pH normal dos cabelos e couro cabeludo (pelo menos pH entre 4 e 6). Em situações extremas (pHs muito ácidos ou muito alcalinos) a fibra capilar incha e força a abertura das cutículas. Leva, assim, ao dano dos fios, sobretudo se a exposição ao produto for frequente (ou por tempo prolongado, como no caso das tinturas, alisamentos, etc).

Xampus infantis para não provocar ardência nos olhos, precisam de um pH mais elevado. Segue tabela com a média de alguns pHs.

cópia de ph

Conclusão importante: xampus infantis têm vantagens que os tornam adequados para uso infantil mas não são apropriados para uso adulto devido ao seu pH elevado.

Composição dos Xampus

Xampus são compostos de substâncias DETERGENTES, CONSERVANTES e outros componentes, sendo os dois primeiros aqueles em que devemos prestar maior atenção.

DETERGENTES (OU SURFACTANTES)

São agentes de limpeza responsáveis por eliminar a sujeira e a oleosidade do couro cabeludo. Também são responsáveis por formar a espuma. Podem ser:cópia de Sem Título

Assim, dependendo do grupo de detergentes presentes na fórmula do xampu, ele vai ter um pH mais ácido ou básico.

A população brasileira está habituada a considerar mais eficazes produtos que fazem muita espuma. Mas os ativos que conferem mais espuma em geral são os sulfatos, que são aniônicos e geram maior dano capilar.

Observação: Os sulfatos são também os detergentes mais alergênicos (seguidos dos sulfonatos), mas não são produtos considerados cancerígenos (vide parecer da ANVISA).

Porém, sulfatos não têm somente um lado ruim. Xampus para cabelos oleosos e para limpeza profunda costumam ser ricos em sulfatos, que, por serem fortes detergentes, favorecem a eliminação da sujeira, da oleosidade e dos metais pesados (presentes em algumas tinturas).

Desta forma, é saudável intercalar xampus com maior propriedade de limpeza (mais aniônicos e com sulfatos) com outros xampus condicionantes (catiônicos).

CONSERVANTES

Visam a impedir o crescimento de microorganismos no shampoo. Ao mesmo tempo que evitam a proliferação bacteriana no produto (e risco de infecções), eles são os principais causadores de alergia no couro cabeludo. Os mais encontrados na bula são: parabenos, liberadores de formol (quartenium-15, DMDM hidantoína, e outros nomes feios que não vou colocar aqui) e MCI/MI (metilcloroisotiazolinona e metilisotiazolinona, sabidamente alergênicos). Atualmente já existem xampus com outros conservantes, hipoalergênicos.

Observação: suspeita-se que altas concentrações de parabenos possam aumentar o risco de câncer de mama. Um estudo com antitranspirantes sugeriu a associação, mas não houve confirmação científica em testes posteriores – Fonte: INCA). A ANVISA libera cosméticos para comercialização com concentração máxima de 0,8% (total de parabenos). No entanto, cerca de 90% dos cosméticos contém parabenos, que caem na corrente sanguínea e poderiam chegar a uma dose tóxica se acumulados ao uso de outros produtos que contenham a substância.

Outra observação: o formol e seus derivados também tem sido relacionados ao aumento de risco de câncer (leucemia), embora nenhum estudo tenha associado diretamente ao uso em cosméticos (Fonte: INCA).

OUTROS COMPONENTES

  • Água, corantes, perfumes, vitaminas, óleos.
  • Sais: conferem viscosidade e não são associados a malefícios ao fio ou à saúde (a onda de xampus “sem sal” não faz muito sentido).
  • Silicone: envolve a cutícula do fio formando um filme protetor. No entanto, pode acumular-se e deixar os fios pesados, além de ser um derivado do petróleo e, por isso, poluente.
  • Filtro solar: absorve os raios UVB, protegendo o cabelo dos danos causados pela exposição solar.
  • Pantenol: pró vitamina B5 que adere ao fio e atrai moléculas de água que exercerão a função de hidratar o fio. Espessa em até 10% do seu diâmetro normal.

Sobre o rótulo dos xampus: a composição é descrita em ordem de concentração. Logo, o detergente que aparece primeiro é o que está presente em maior concentração. Observe que quanto mais sulfatos, parabenos e outros conservantes houver na fórmula, maior o potencial de causar alergias.

Xampus infantis

Sem Título

O ideal para uso em bebês é encontrar produtos com pouco sulfato (potencial irritante, arde os olhos) e livre de conservantes e corantes alergênicos. Dicas de bons produtos:

  • Johnson’s: possui corantes, mas é livre de conservantes alérgicos e sulfatos (melhor custo-benefício)
  • Baby Dove: livre de conservantes alergênicos e sulfatos, porém possui silicone
  • Mustela: menor perfil alergênico (conservante hipoalergênico, corante natural), embora possua alguns sulfatos, ainda tem a vantagem de não ser testado em animais
  • Weleda Baby: embora possua álcool, um possível irritante, não possui sulfatos nem conservantes alergênicos e ainda tem a vantagem de não ser testado em animais
  • Vyvedas Baby & Kids: embora use muitos conservantes, nenhum está entre os mais alergênicos, não tem sulfatos e também não é testado em animais

Johnson’s e Dove fazem testes em animais.

Alguns produtos para bebês e todos os que encontrei para crianças maiores (para uso a partir de 2-3 anos) possuem substâncias alergênicas. Veja alguns exemplos:

  • Huggies Turma da Mônica: possui sulfatos e conservantes alergênicos (MCI/MI)
  • Granado: possui sulfatos e conservantes alergênicos (MCI/MI, quartenium-15 e DMDM hidantoína)
  • Natura Mamãe Bebê: possui conservantes alergênicos (MCI)
  • Johnson Crescidinhos: tem sulfato e conservantes alergênicos (Quartenium-15)
  • Biotropic: com alguns sulfatos e conservantes alergênicos (MI/MCI)
  • Palmolive Kids: possui sulfatos e conservantes alergênicos (MCI/MI)

Do listados acima, Granado, Natura e Biotropic atualmente não testam em animais. Fonte: SAC das marcas – disponibilizado no site Guia Vegano.

Lavagem

Movimentos circulares, massageando o couro cabeludo com as pontas dos dedos. Pode ser diária até 2x/semana, dependendo do clima e tipo de cabelo (cabelos afro e secos podem ter menos lavagens semanais).

Mito: lavagem diária não provoca queda de cabelo. Nos adultos, uma média de 100 fios caem naturalmente ao longo de um dia (em crianças cai uma quantidade é menor). Os fios que caem durante a lavagem são os que já estão no final de sua “vida”. Cairiam com ou sem a lavagem.

A temperatura da água deve ser idealmente mais fria do que quente. Água quente dilata as glândulas sebáceas estimulando a produção e liberação de sebo, responsável pela maior oleosidade e pelo surgimento de dermatite seborreica. Além disso a água fria diminui e eletricidade estática dos fios e os deixa mais soltos.

No Poo/Low Poo/Co-Wash

Técnica inicialmente desenvolvida para cuidados com cabelos cacheados, crespos, naturalmente mais ressecados, mas que vem sendo utilizada para qualquer tipo de cabelo pela sua tendência mais natural e ecologicamente correta.

No Poo: lavagem sem shampoo, usando a técnica do Co-Wash, uma lavagem com condicionador sem silicones insolúveis em água e sem sulfatos.

Low Poo: lavagem com shampoo suave, sem ou com pouco sulfato, intercalando com dias de Co-Wash.

Para quem tiver interesse, veja os resultados obtidos, como seguir a rotina e dicas de produtos no grupo do facebook: Rotina Saudável Kids.

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