Disney com crianças: roteiro de viagem

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Segue meu planejamento de viagem à Disney com crianças com idéias para que você possa organizar o seu próprio roteiro. Quais restaurantes nos parques têm arroz para as crianças? Quais Fast Pass agendar?

Esse roteiro foi feito para agradar minha filha 5 e meu filho de 7 anos. Não é o meu caso, mas quem dispuser de mais dias poderá intercalar melhor os parques com dias livres. Coloquei minhas opções de Fast Pass (o “fura filas”da Disney) e abaixo as outras opções interessantes para quem estiver com filhos menores ou mesmo para um quarto Fast Pass.

Foi acrescentada também lista especialmente feita na tentativa de melhorar a alimentação das nossas crianças nos parques. Alguns restaurantes permitem reserva, no entanto na maioria dos casos é possível fazer reserva na véspera ou até no mesmo dia, pelo aplicativo My Disney Experience. Excessões são os concorridos Cinderella’s Royal Table (só mediante reserva por telefone) e o Be Our Guest (da Bela e a Fera, que tem que ser reservado com alguma antecedência pelo aplicativo). Tirando esses e aqueles com personagens nas refeições, é possível inclusive entrar no restaurante sem reserva, de acordo com a disponibilidade do dia.

Veja aqui post anterior com as dicas para a organização da viagem, incluindo algumas dicas de locais pra visitar nos dias livres. Meus preferidos são os restaurantes Boma e Saana no hotel Disney Animal Lodge, com vista para savana, e os restaurantes com personagens dentro de outros resorts Disney.

Segue planilha para ajudar a agendar os Fast Pass encontrada no grupo de facebook Coisas de Orlando – aliás recomendo muito o CDO para tirar todas as dúvidas (melhor grupo da Disney, sem dúvidas).

Dia 1: Chegada

Check in no hotel – Disney Art of Animation. Considerar ida ao mercado e tarde/noite no Disney Springs caso o vôo chegue de manhã. Uma outra opção é usar o serviço de entregas para compras de mercado (café da manhã e lanches): Garden Grocer (pedidos com 36h de antecedência) ou Orlando Grocery Express (24h antes).

Dia 2: Magic Kingdom

  • Chegar cedo ao parque. Se for possível, chegar 15min antes para assistir o show de abertura.
  • Pegar buttons – broches gratuitos disponíveis na barraquinha à esquerda na entrada do parque. Há buttons de aniversariante e primeiro visitante, por exemplo. Use e você receberá muitos cumprimentos ao longo do dia.
  • Foto com Mickey (esse aqui mexe os olhos e até fala português).
  • Foto na Main Street.
  • Seguir pelo castelo até a Fantasyland. Entrar na fila do Under the Sea, Ariel, Dumbo, Barnstormer e outros. Foto com as princesas.
  • Brunch no Be Our Guest (veja abaixo) – comprar bebida com souvenir (copo com rosa).
  • Assistir parada das 15h e seguir para o Tomorrowland.
  • Refeição no Cosmic Ray’s.
  • Fast Pass (FP): dois para foto com Rapunzel no fim da manhã, Seven Dwarfs no fim da tarde, Buzz Lightyear logo após e dois para o Space Mountain na sequência. Após usar o primeiro, pegar o quarto FP, que pode ser o Speedway ou o Mickey.
  • Outras opções de FP: Peter Pan (maior fila do parque depois do Seven Dwarfs, mas bem infantil e não agrada tanto adultos e crianças maiores).
  • Pegar fila no Laugth Floor e outros brinquedos do Tomorrowland.
  • Foto com lanterna da Rapunzel (perto da torre da princesa) à noite após o pôr-do-sol.
  • Sorvete na pia do Mickey no Ice Cream Parlor.
  • Jantar no Tony’s.

OBS: é possível utilizar o Fast Pass de outros membros do grupo. O nome da pessoa aparece sim ao passar o cartão ou Magic Band (pulseira que funciona como ingresso e Fast Pass) mas isso não é um problema. Além disso, quando se está com criança menor, pode-se usufruir do Rider Switch. Nós reservamos dois Fast Pass para meu marido ir como filho maior no Space Mountain. Na entrada da fila explicamos que estamos com minha filha menor, que não pode ir ao brinquedo e solicitamos o Rider Switch (na verdade basta mostrar a criança e pedir). Assim eu ganho dois papéis que me dão direito de retornar acompanhada para a fila do Fast Pass alguns minutos depois, quando meu marido e filho sairem. O filho ainda vai mais uma vez, me acompanhando, e eu só gastei dois Fast Pass.

Dia 3: Magic Kingdom

  • Ir direto para o Adventureland. Entrar na fila do Jungle Cruise.
  • FP à tarde: Pirates of Caribean, Big Thunder Mountain (a partir de 102cm) e Haunted Mansion.
  • Outras opções de FP: Jungle Cruise (bem infantil) e Splash Mountain (fechado no inverno).
  • Almoço no Columbia Harbour (opção: reservar Jungle Navigation).
  • Bibidi Bobidi Boutique e Cinderella’s Royal Table.
  • Assistir Show noturno Happily Ever After e Once Upon a Time (projeções no castelo, culminando com fogos de artifício – checar horário, normalmente 1-2h antes do fechamento do parque – o Once Upon a Time só acontece alguns dias da semana, normalmente 2as, 4as e sábados).

Reservas:

  • Bibidi Bobidi Boutique: é um verdadeiro salão de beleza de princesas. Há vários pacotes de embelezamento, para a criança ser maquiada como uma princesa, dentro do castelo, pelas “fadas madrinhas”. O custo é elevado, podendo ou não incluir a fantasia. Para mim o melhor custo-benefício foi o Crown Package, que não inclui a fantasia. Para meninos há duas opções. O Knight Package, que inclui um penteado com gel, espada e escudo e o Pirates League, com pintura facial, tapa-olho e bandana de pirata. Reservas por telefone apenas e com muita antecedência. As reservas iniciam com 6 meses de antecedência.
  • Be Our Guest: sem sombra de dúvidas, é parada obrigatória. É o restaurante dentro do castelo da Fera e a única forma de entrar no castelo. É um restaurante que não é barato, mas reserve nem que seja para pedir somente a sobremesa (fiz isso sem qualquer vergonha). As reservas de restaurantes como esse devem ser feitas com antecedência pelo My Disney Experience, mas se não conseguir não desanime que na véspera e no dia algumas vagas de última hora aparecem devido à desistência (que só é possível gratuitamente até a véspera da reserva). A Fera normalmente aparece para fotos no jantar. ($$)
  • Cinderella’s Royal Table: restaurante dentro do castelo, reservado e pago com muita antecedência por telefone ou no site da Disney em inglês. É um pacote fechado, com valor fixo (U$75,00 o adulto, U$45,00 a criança). OBS: até 180 dias antes já é permitida a reserva. ($$$)

OBS: A Disney tem um número de telefone para reservas com atendimento em português: +1 407 939-4357 ou +1 407 934-7639. Ainda é uma ligação internacional, mas ela pode ser feita gratuitamente com o aplicativo para celular do Google Hangouts. Veja como aqui.

Onde comprar frutas: no Liberty Square Market (carrocinha em frente ao Riverboat) e no Prince Eric’s Village Market (em frente Under the Sea).

Gulodices: cachorro-quente da Casey’s Corner; waffle da Sleepy hollow; sorvetes, pipoca e Turkey Leg (coxa de peru defumada) nas carrocinhas.

Dia 4: Hollywood Studios

  • Reservar jedi training logo ao chegar (no Indiana Jones Adventure Outpost, entre o Indiana Jones Epic Stunt Spectacular! e o 50’s Prime Time Café). Trata-se de experiência interativa em que a criança com no mínimo 4 anos participa de um treinamento jedi. Recomendado ter algum grau de desinibição para imitar as outras crianças, tendo em vista que as instruções são em inglês.
  • FP: Star Tours (simulador/a partir de 102cm) no fim da manhã, Toy Story (o mais cheio e o preferido das crianças) logo após almoço e Tower of Terror no fim do dia (elevador que despenca/a partir de 102cm).
  • Outras opções de FP: Indiana Jones (show com efeitos especiais), Disney Jr (apresentação de fantoches com Jake e os Piratas, Princesinha Sofia, Mickey), Frozen Sing-Along Celebration e a montanha-russa do Aerosmith (a partir de 122cm).
  • Pegar quarto FP para show da Bela e a Fera ou Aerosmith.
  • Atenção: Torre do Terror e Aerosmith têm single rider (single rider = fila rápida em que as pessoas são alocadas “sozinhas” nos assentos que sobrarem, sem garantia de ficar perto do amigos ou familiares).
  • Almoço no Sci-Fi. Quem tiver interesse pode reservar almoço ou jantar em um dos restaurantes que dá direito a um lugar especial no Fantasmic.  É o Fantasmic Dinner Package – já usufrui do benefício e recomendo muito. Veja como aqui.
  • Show Frozen Sing-Along Celebration (9:30 – 19:30 de 1/1h).
  • Show Star Wars – A Galaxy Far, Far Away (11:30 – 17:30 de 1/1h).
  • Beauty and the Beast Live on Stage (11h, 13h, 14h, 16h, 17h – todos podem variar).
  • Foto com personagens do Star Wars no Launch Bay Theater e com Olaf no Celebrity Spotlight.
  • Considerar entrar na fila para tirar foto com o Mickey feiticeiro (aqui e no Epcot a fila para fotos com Mickey é menor do que no Magic Kingdom).
  • Show Fantasmic 19h.
  • Show Star Wars – A Galactic Spectacular 20h.
  • OBS: os horários dos shows variam e em algumas épocas eles podem praticamente se sobrepor (com 30min de intervalo entre eles não dá tempo de sair de um para o outro).

Onde comprar frutas: no Anaheim produce (no caminho pra Torre do Terror).

Dia 5: Epcot

  • Chegar cedo e ir direto para o Soarin (simulador de vôo de asa delta). Seguir para o Test Track (experiência em alta velocidade com carro de corrida). São as maiores filas do parque.
  • Fazer pela manhã a parte inicial do parque, o Future World, e seguir à tarde para os pavilhões dos países no World Showcase.
  • Almoço no Sunshine Seasons.
  • FP: Character Spot (foto com Mickey, Pluto e outros) no fim da manhã, Mission Space logo após almoçoFrozen Ever After na sequência.
  • Outras opções de FP: Soarin, Test Track. Optamos por ir de single rider no Test Track.
  • Pegar o fantoche de palito (stick puppet), para colorir no primeiro pavilhão (de papel, do ursinho Duffy). Alguns funcionários estarão disponíveis em pontos de cada pavilhão (Fun Stops), em uma mesa com lápis e canetinhas. Eles colocam um carimbo no verso do fantoche e fazem um desenho característico daquele país. É gratuito e as crianças vão curtir completar a sua coleção de carimbos. Os maiores podem preferir os passaportes de mentirinha, que são vendidos na entrada do parque.
  • Atentar para as apresentações de músicas típicas e acrobacias – programação disponível na entrada do parque.
  • Entrar na pirâmide do México. Conhecer as ostras com pérolas (à venda) no Japão. Tomar sorvete na Itália.
  • Sair cedo pelo Boardwalk e ir ao Disney Springs (antigo Downtown Disney) para compras. Visitar a loja do Lego, jantar no Rainforest Cafe ou T-Rex (restaurante temático de dinossauros). O show noturno é uma opção, mas ele não é nada infantil e não é imperdível na opinião da maioria.
  • OBS: o Boardwalk é um calçadão entre alguns resorts do complexo Disney, com bons restaurantes, artistas de rua e vista noturna para o show. Pode-se ir caminhando ou de barcos (gratuito) que saem entre o pavilhão da França e Inglaterra. Quem dispuser de um dia livre pode usar esse dia para ir no Disney Springs.

Onde comprar frutas: The Land Cart (na entrada do restaurante Sunshine Seasons).

Dia 6: Animal Kingdom

  • Chegar 1h antes do parque abrir. Assim que abrir, ir direto para Pandora e entrar na fila do Na’vi River Journey (passeio na floresta bioluminescente). Seguir direto para o Kilimanjaro Safari (para ver os animais). Seguir para o show do Rei Leão.
  • OBS: a fila das atrações do Avatar são atualmente as maiores da Disney e podem ultrapassar quatro horas em alta temporada. Conseguir um FP para o Flight of Passage só tem sido possível para hóspedes de hotéis Disney porque eles se esgotam logo. Mas muitas pessoas têm relatado conseguir o FP para o Na’vi River com 30 dias de antecedência. E só é possível pegar o FP para um deles. O parque tem aberto antes do horário exclusivamente para já formar a fila das atrações de Pandora. Se não conseguir chegar cedo, acompanhe o tempo de espera no aplicativo. Pude observar que à tarde e noite as filas são geralmente menores do que no período da manhã.
  • FP: dois para o Expedition Everest (a partir de 112cm) logo antes do almoço, Nemo, Avatar Flight of Passage (simulador 3D a partir de 112cm) logo antes do jantar, dois para o Primeval Whirl.
  • Outras opções de FP: Kali River Rapids (a partir de 97cm/ fechado no inverno), Kilimanjaro Safari. OBS: Everest tem single rider.
  • Almoço no Yak Yeti.
  • Playground de areia do Dinoland com escavação de “fósseis”. Fila no Dinosaur.
  • Jantar no Satu’li Canteen. Vamos retornar à noite para ver o visual noturno dessa área do parque e aproveitar o Fast Pass.
  • Swotu Wayä Na’vi Drum Ceremony (apresentação musical 9:30-21:30, de 1/1h).
  • Show noturno River’s of Light antes do fechamento do parque.

Imperdível para a tarde:

  • Musical do Nemo: 11, 12, 13, 15 e 16h (pode variar)
  • Musical do Rei Leão: 11-18h de 1/1h

Onde comprar frutas: quiosque do Harambe Market em frente ao Killimanjaro.

Dia 7: Livre

  • Café da manhã no Boma.
  • Optamos por fazer uma mudança um hotel nos arredores da Universal nesse dia.
  • Orlando Vineland Premium Outlets.

Dia 8: Universal Studios

  • Levar muda de roupa e/ou roupa de banho (playgrounds com água).
  • Entrar pelo Island of Adventure, fazer área do Harry Potter, pegar o trem expresso de Hogwarts e seguir para o Universal Studios. Seguir para o Despicable Me (Minions).
  • Café com personagens: o Superstar Character Breakfast (com Minions, Dora, Diego e Bob Esponja) foi suspenso esse ano, definitivamente. Foi substituído pelo novo Marvel Character Dinner, com os vingadores e X-Men, no restaurante Café 4 do Island of Adventure – reservas no site. Há no entanto refeição com os Minions nos restaurantes dos resorts, abertos ao público geral. Exemplo: café com Minions e cia aos domingos no Islands Dining Room do Loews Royal Pacific Resort, jantar nas sextas-feiras no Trattoria del Porto do Portofino Resort, jantar aos sábados no The Kitchen do Hard Rock. Confira e faça reservas pelo OpenTable.
  • Pegar mapa com horário dos personagens para fotos (Homem-aranha, Capitão América, Shrek, Simpsons, Transformers, Minions, Trolls e outros).
  • As atrações mais cheias são: Despicable Me e Hollywood Rip Ride Rockit (montanha-russa).

Dia 9: Universal Islands of Adventure

  • Levar muda de roupa e/ou roupa de banho (playgrounds com água).
  • Entrar pela Universal Studios e pegar trem para Island od Adventure (a experiência é diferente em cada sentido do trem).
  • Começar o dia cedo dentro do parque. Ele é maior, tem mais atrações que o Universal Studios e fecha mais cedo. As primeiras horas da manhã são as mais vazias.
  • As atrações mais cheias são: Dudley Do-Right`s Ripsaw Falls (montanha-russa), Skull Island: Rein of Kong (simulador 3D) e Pteranodon Flyers, (vôo no pterodáctilo; adultos somente acompanhados de crianças), seguidos do Hulk Coaster, Spider Man e a área do Harry Potter.

Reservas de restaurantes na Universal no site: Open Table.

Dia 10: Sea World

  • Considerar reservar o almoço com vista para o tanque das baleias ou a experiência de contato com as baleias (pagos a parte) no site do Sea World.
  • Pegar shuttle (transporte) do hotel.
  • Logo ao chegar dentro do parque entrar na página para reserva online de horário para a Kraken (montanha-russa com óculos de realidade aumentada). As filas são grandes e é possível reservar especialmente para essa atração um horário de “fura-fila”, pelo site Spot Saver ou nos quiosques próximos à atração. Para reservar pelo site a pessoa tem que estar já dentro do parque (senão o IP é bloqueado).
  • Atrações: as montanhas-russas Kraken, Manta e a mais nova Mako, Empire of Penguin (para ver de perto os pinguins), Dolfin Cove (alimentar golfinhos), Shark Encounter.
  • Sharks Underwater Grill (com aquário de tubarões) tem comida excelente ($$$).
  • Show das baleias (One Ocean – 12:15/17h) e dos golfinhos (Dolphin Days – 10:30/13:30/16:30).

Dia 11: Legoland

  • Pegar shuttle (da empresa Mears) às 9h no I-Drive 360 (U$5,00/pessoa; sai de ponto bem visível, atrás do museu de cera). Reservar até 11h do dia anterior (no tel 1-877-350-5346 ou site) e levar voucher impresso. Chegar meia hora antes do horário de saída. Trajeto dura +/- 45min.
  • Levar muda de roupa e/ou roupa de banho (se for ao parque aquático e para os playgounds com água). É possível fazer no mesmo dia e com o mesmo ingresso o parque aquático da Legoland.
  • Levar bonecos de lego para trocar com os funcionários – eles usam um boneco no crachá e as crianças curtem fazer o troca-troca.
  • Reservar lockers porque muitas atrações não permitem mochilas e bolsas.
  • Pegar buttons no Guests Services.
  • Atrações: Ninjago Ride (3D), Mia’s Riding (altura mínima de 120cm), Quest of Chi (batalha de água, muito legal), montanhas-russas como a Project X (106cm) e The Dragon (101cm).
  • Pirate Cove Water Ski Show (11:45, 13:30, 15:15)
  • Market Restaurant tem carne com arroz e algumas outras opções saudáveis.
  • Retorno no ônibus 18:30 (chegar meia hora antes).

Dia 12: Volcano Bay

  • Novo parque aquático da universal, com um vulcão no centro do parque.
  • Atrações: Krakatau Aqua Coaster (montanha-russa aquática que gira em torno do vulcão), piscina de ondas, rafting, muitos tobogãs, playgrounds infantis e para bebês.
  • Aeroporto à noite.

Disney com crianças: guia para marinheiros de primeira viagem

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Mesmo quem já foi à Disney sem crianças sente alguma insegurança na hora de organizar uma viagem com filhos. Quando ir? Quanto de dinheiro reservar? Como comprar as passagens aéreas, reservar hotéis, comprar ingressos? Como organizar um roteiro com filhos?

Preciso dizer que estou me sentindo muito ousada de escrever esse post. Mesmo já tendo ido à Disney algumas vezes, sem e com filhos, sou muito fã de blogs como Vai Pra Disney, Andreza Dica e Indica e esse resumo não substitui a leitura de outros blogs. Você vai encontrar de tudo lá! Aqui é uma tentativa de organizar as idéias pra quem está começando agora a planejar a viagem.

Quando ir

A melhor época para fugir das filas é fora das férias escolares de verão nos EUA (final de julho e agosto são os piores meses) e grandes festas, sobretudo Natal e Ano Novo. Muitos sites disponibilizam o Crowd Calendar, que mostra a previsão de lotação de cada parque por dia do ano (veja um aqui no Disney Guia). Não acredito que eles sejam totalmente fidedignos, mas o ideal é evitar os picos.

Quanto de dinheiro reservar

Não tenho dicas de agências de viagens, então vou colocar aqui um valor médio dos custos para que você possa comparar.

Atualmente as passagens aéreas estão em torno de R$3000,00-3500,00 o valor cheio para vôo direto. Em promoções, o preço baixa para até 1800,00 mais as taxas.

Os hotéis variam muito, saindo no mínimo R$150,00 a diária (valor do quarto), R$250-350 os intermediários. Resorts Disney partem de U$130,00 (dólares) atualmente. Esses resorts são temáticos e incluem vantagens como transporte para os parques, entre outras.

Quanto aos parques, no caso por exemplo de 7 dias na Disney, 2 dias na Universal, 1 dia no Sea World e 1 dia no Legoland fica atualmente em torno de R$3000,00 por pessoa. Pode variar de acordo com a época do ano e o valor das crianças é quase igual ao dos adultos.

Reserve em torno de U$100,00 (dólares) por adulto por dia e pelo menos metade disso para as crianças.

As passagens aéreas

Prefira sempre que possível vôo sem escalas. Com crianças pequenas a maioria das pessoas relata preferencia por vôo noturno (eu inclusive). Mas atualmente, com filhos já crescidos, tenho tido boas surpresas viajando com eles em vôo diurno – já não dormem tão bem em vôo noturno e se entretêm facilmente durante o dia.

Eu acompanho as publicações do Melhores Destinos, mas há outros sites similares. Gosto também de consultar datas nos sites do Decolar, Skyscanner e eDreams. Uso muito o Decolar para acompanhar as oscilações de preços ao longo dos dias e combinar o melhor preço de ida e volta. Depois pego as melhores datas e vou diretamente no site da companhia aérea comprar a passagem. Evitar intermediários é melhor para o caso de algum problema no vôo (evitando ter que contactar o Decolar, por exemplo, no caso da necessidade de alguma alteração no vôo de volta).

Veja dicas de viagens de avião com crianças pequenas aqui nesse outro post.

A estadia

Uso o Booking para reservar os hotéis, sempre lendo antes as impressões dos hóspedes. Há boas localizações na International Drive, área onde há mais comércio e é possível escolher uma localização intermediária para ficar perto de todos os parques. Há os arredores da Disney, onde se encontram resorts maravilhosos, porém afastados de qualquer comércio e dos outros parques. E há os arredores do Universal Studios, que fica perto também do Sea World e do comércio. Se você escrever na busca do Booking “Universal Studios Orlando“, por exemplo, vão aparecer os hotéis ao redor para você escolher.

São raros os hotéis americanos que incluem na diária o café da manhã, mas a maioria têm restaurantes com café, almoço e jantar. Com crianças pequenas acho muito válido reservar um quarto com mini cozinha, para um jantar rápido ou preparo de papinhas.

É de praxe deixar gorjetas para quem faz a limpeza (diariamente ou no fim da viagem).

Opção mais econômica seria reservar uma casa no Airbnb. Tem a facilidade de ter uma cozinha e pode acomodar muitas pessoas.

O deslocamento

Alugar carro: melhor opção para quem está com criança pequena, com flexibilidade de horário e sem pagar caro. As estradas são ótimas e fáceis de dirigir usando GPS. Lembrar que além do custo do aluguel e combustível, há o custo dos estacionamentos (U$14-18,00).

  • Ponto negativo: há que se pensar que nem todo mundo se sente confortável em dirigir em local desconhecido e que não há ajuda de funcionários para colocar combustível no carro.
  • Observação: levar a cadeirinha infantil ou reservar na locadora. Opcão: RentalCars. Não é necessário ter a Permissão Internacional de Dirigir (PID).

Taxi/Uber: são poucos taxis circulando, só param em pontos específicos e pode ficar mais caro do que alugar carro (pode passar de U$50,00 o trecho). Acho interessante para percursos mais curtos, como uma ida ao mercado e aeroporto (U$60-75,00 o trecho). O Uber é uma boa alternativa por ser mais econômico (menos da metade do preço).

Transfer: opção para quem não quer dirigir. Os horários de ida e volta dos parques são estabelecidos pela empresa e essa falta de flexibilidade pode atrapalhar. Crianças pequenas cansam antes do fechamento do parque, sendo comum quererem sair mais cedo. No site da Mears você consegue simular preços de transfer para o aeroporto e parques.

Hotéis com ônibus: alguns hotéis que fazem transporte para os parques. A maioria tem mais de uma opção de retorno e para todos os principais parques. Ainda fica mais rígido que carro, mas achei a idéia melhor do que o Transfer. Por enquanto, o hotel com mais opções de horários é o Avanti Resort.

OBS: o monorail (que conecta o Magic Kingdom ao Epcot), os barcos (entre Epcot e Hollywood Studios, por exemplo) e os ônibus da Disney podem ser usados gratuitamente para transporte entre os parques.

Os ingressos dos parques

Podem ser adquiridos diretamente no site de cada parque (em dólares, no cartão e à vista) ou em agências de viagens, que parcelam e vendem com valores em reais (IOF menor). Sites como Andreza Dica e Indica e Vai Pra Disney também vendem ingressos. Já usei os serviços e recomendo. Alguns combos com descontos podem ser encontrados na internet. Recentemente encontrei a agência Virazóm e super recomendo – reserva carros, ingressos, hotéis com um excelente custo benefício. Só não recomendo a Decolar porque eles não fornecem os códigos dos ingressos, impossibilitando o agendamento dos FastPass (veja adiante).

Disney: tem 4 parques temáticos (Magic Kingdom, Hollywood Studios, Animal Kingdom, Epcot) e 2 parques aquáticos (Blizzard Beach e Typhoon Lagoon). Reserve no mínimo um dia para cada parque que quiser ir.

Universal: são 2 parques temáticos e 1 aquático (o mais novo parque aquático Volcano Bay). Com crianças há que se ter no mínimo um dia para cada um que quiser conhecer.

Outros parques: os outros principais são Legoland, Sea World, Bush Gardens e ainda o parque aquático Aquática. Um dia para cada, sendo que o Legoland é ideal para crianças menores (até 9 anos acho que ainda curtem bem) e o Bush Gardens é aquele com mais montanhas-russas. Legoland e Bush Gardens são afastados de Orlando e oferecem um ônibus de transporte saindo de Orlando que podem ser contratados à parte a um baixo custo.

  • Shuttle para o Legoland: sai 9h do I-Drive 360 (empreendimento com a roda gigante linda que acende à noite, localizado na International Drive número 8001) e custa U$5,00 por pessoa. Reservar até 11h do dia anterior no telefone 1-877-350-5346 ou site.
  • Shuttle para o Busch Gardens: gratuito se o ingresso já estiver comprado. Informações e reservas no site.

Os “Fura-Filas”

Fast Pass (FP) são fura-filas que a Disney disponibiliza gratuitamente. Eles nada mais são do que reservas de horário que permitem que você entre em uma fila paralela que leva direto à entrada do brinquedo, economizando um tempo enorme. Podem ser reservados até 30 dias antes da data escolhida para estar no parque (ou até 60 dias se você está hospedado dentro do complexo Disney).

Se você se organizar e definir qual dia vai estar em cada parque, poderá agendar 3 FP por dia no site ou aplicativo para celular do My Disney Experience. É necessário criar uma conta com o email e cadastrar os ingressos já comprados. A reserva fica gravada no sistema e basta você passar o ingresso na máquina do funcionário da porta do brinquedo e ele permite que você passe.

Observação: após usar os 3 FP é possível reservar um quarto e assim por diante, nos guichês do parque ou no aplicativo de celular.

No caso da Universal não há Fast Pass, mas existe um Express Pass que dá direito a furar fila de alguns brinquedos selecionados (a maioria deles) uma vez naquele dia. É pago e caro. Como a Universal não costuma ser tão cheia quanto a Disney, o passe só costuma valer a pena se for alta temporada. Pode ser comprado pela internet (mais barato) ou na bilheteria (preço intermediário) ou dentro do parque (mais caro).

Child Swap e Rider Switch

São alternativas para ambos os pais irem a brinquedos com restrição de altura apesar de estarem com seus filhos.

Rider Witch: alternativa da Disney que permite que um dos pais entre na fila do brinquedo, enquanto o outro responsável fica com os filhos em um playground ou vai a outro brinquedo por exemplo, permitindo que este retorne depois sem precisar entrar na fila convencional. Basta se dirigir à entrada do Fast Pass e pedir o Rider Witch. Você vai ganhar um papel de Fast Pass para uso a qualquer momento pelo responsável que ficar de fora.

Child Swap: alternativa da Universal em que todos entram na fila (inclusive as crianças) e no final um responsável entra no brinquedo enquanto o outro pode ficar em uma salinha de TV aguardando com as crianças para fazer um revezamento.

Dia-a-dia com crianças pequenas

Com crianças muito pequenas a melhor dica é manter a rotina durante a viagem, com os horários das refeições e soneca (no carrinho, que é indispensável nesse caso).

OBS: os carrinhos são muito baratos nos EUA e podem ser comprados lá. Nos supermercados há opções de U$20,oo.

É também muito importante não planejar atividade para um dia inteiro. Os parques têm horário variado de funcionamento e a maioria têm shows noturnos. Mas não adianta chegar 9h e achar que o bom humor das crianças vai render até 21h. Ainda mais se a criança dorme cedo. Eu me organizo assim: ou chego cedo e saio cedo, ou chego tarde e saio tarde.

Pegue logo na entrada um mapa do parque e veja quais atividades são imperdíveis pro seu filho. Divida o parque em blocos e faça um de cada vez.

Os parques da Disney disponibilizam o Baby Care Center com microondas, cadeira para alimentação, trocador e alguns itens para compra, como pomadas, lenços umedecidos, fraldas, papinhas (as quais não recomendo). Veja onde ficam no mapa. Há locais semelhantes em todos os outros parques (Universal, Sea World, Legoland, por exemplo). Há pontos de atendimento médico também, que vendem alguns medicamentos para uso em emergências.

OBS: é possível levar várias papinhas de bebês industrializadas (tipo Nestlé) ou potes de papinha caseira congelada na mala despachada. Já fiz isso e chegaram ainda congelados no hotel. As papinhas industrializadas americanas são bem diferentes das brasileiras e não tenho boas experiências para relatar. É possível levar uma pequena quantidade para uso no vôo também.

Alimentação

O ideal é ir já no primeiro dia a um mercado (ex: Walmart, Target, Publix, Whole Foods) e comprar itens de café da manhã, frutas e lanches.

É permitido entrar com alimentos na Disney, inclusive papinhas e comida. Bebidas são permitidas em embalagens de plástico. Universal, Sea World e Legoland permitem somente as bebidas e pequenos lanches (ex: biscoitos, sanduiches), não sendo possível entrar com comida. Todos permitem papinhas para bebê, industrializadas ou não, em pote de vidro ou não.

A Disney não permite, por questões sanitárias, que seus funcionários aqueçam comida trazida de fora do parque. Não há microondas disponíveis para aquecer alimentos, exceto o do Baby Care Center, que é para uso exclusivo dos bebês.

Quase todos os sucos dos restaurantes são artificiais, mas na Disney há carrocinhas de frutas espalhadas em alguns pontos dos parques. Sempre tem banana, maçã e melão, por exemplo. Além disso, há bebedouros em locais específicos.

Grandes refeições são realmente um problema. Menu kids na Disney quase sempre é Mac and Cheese (macarrão com queijo processado), nuggets ou hamburger com fritas. Em alguns raros restaurantes, há arroz ou purê de batatas na composição do prato. Na Universal e outros parques tende a ser ainda pior, sendo mais frequentes os sanduiches, pizzas e Fish & Chips (peixe frito com batatas fritas).

Restaurantes com personagens: experiência muito bacana não pela refeição em si, mas pela pela oportunidade da criança interagir e tirar foto com seus personagens favoritos. Dever ser reservada o quanto antes, a partir de 180 dias do dia escolhido, no aplicativo My Disney Experience (mesmo sem ingresso). Normalmente até uma semana antes você encontra vagas. Veja uma lista completa no Vai pra Disney.

Além dos parques

Se estiver com crianças pequenas, o ideal é intercalar dias de parque com dias livres. Nesses dias livres você vai poder descansar e/ou fazer passeios fora dos parques.

  • Outlets/shopping: os outlets são grandes e não têm uma boa estrutura para receber crianças. O ideal seria ir sem elas, mas se estiver com elas não deixe de ir mesmo assim. Se for para escolher um, escolha o Orlando Vineland Premium Outlet.
  • Disney Springs: complexo de lojas e restaurantes de Disney, com loja do Lego e os restaurantes mais bacanas para os pequenos, o Rainforest Café (temático de floresta, com animais mecânicos e sons de chuva e trovão) e T-Rex (temático de dinossauros, com um parquinho de areia bem legal). OBS: Há um Rainforest Café também no Animal Kingdom.
  • Restaurantes fora dos parques: podem ser reservados mesmo sem ingresso, com alguma antecedência no aplicativo My Disney Experience – a partir de 180 dias antes, mas a maioria com uma semana antes ainda é possível reservar. Exemplos:

OBS: O Gran Floridian, onde fica localizado o 1900 Park Fare, permite uma vista (distante) dos fogos do Magic Kingdom.

  • Chip’n Dale’s Campfire Sing-a-Long: marshmallow na fogueira com Tico e Teco com música couwntry ao vivo, no Disney’s Fort Wilderness. Saiba mais aqui.

  • Disney Boardwalk: um calçadão a beira do lago que conecta Epcot e Hollywood Studios, com restaurantes e artistas de rua, de onde se pode ter inclusive alguma visão dos fogos noturnos do Epcot.
  • I-Drive 360: polo de diversão com restaurantes, a Orlando Eye (roda gigante), a Skyscraper (montanha russa mais alta do mundo) e o museu de cera Madame Tussauds.
  • Universal Citiwalk: passeio na área das lojas e restaurantes, como o Antojitos (mexicano), Bubba Gump (frutos do mar), Vivo Italian Chicken, Emeril’s e Hard Rock Caffe. À noite tem música ao vivo em vários pontos.
  • Outros: shows do Blue Man e Cirque de Soleil, jogos da NBA, Kennedy Space Center (NASA).

No próximo post, meu roteiro com dicas de onde encontrar arroz e purê de batatas nos parques.

 

A importância da criança andar descalça e o sapato ideal

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No primeiro ano de vida a criança começa a adquirir a marcha e as memórias neurológicas necessárias para um bom desenvolvimento psicomotor. E é pisando no chão irregular que o cérebro é estimulado das mais diversas formas e que a criança aprende a se equilibrar, desenvolvendo uma marcha adequada.

Mas não é só no primeiro ano de vida que o andar descalço se faz importante. O calcanhar só termina seu desenvolvimento aos 5 anos de idade, a marcha da criança somente após os 7 anos de idade se assemelha à do adulto e a estrutura óssea dos pés, pernas e coluna apenas após o fim do estirão de crescimento têm seu desenvolvimento completo.

Como os sapatos influenciam na marcha

Resumidamente, o ciclo da marcha é composto por duas grandes fases: 60% do ciclo é gasto na fase de apoio, com os pés no chão recebendo o peso do corpo, enquanto os outros 40%  são a fase de balanço, em que um dos pés está fora do chão.

Ao usarem sapatos as crianças caminham mais rápido, com passos mais largos e maior movimento do tornozelo e joelho, usando mais a musculatura anterior da tíbia. Além disso, os sapatos reduzem o movimento dos pés e aumentam a fase de apoio da marcha, deixado os pés mais tempo no chão. Durante uma corrida eles ainda reduzem a velocidade das pernas na fase de balanço e atenuam o movimento de apoio dos calcanhares – graças ao peso e rigidez atrapalhando o processo.

Como os sapatos influenciam na anatomia dos pés

As crianças nascem com os pés mais arredondados que os adultos, mais estreitos no calcanhar e largos na frente. Também nascem mais flexíveis: os pés infantis têm mais cartilagem para que eles possam crescer junto com a criança. Vão calcificando e se tornando mais duros progressivamente até a idade adulta.

Por esses motivos, da mesma forma que alteram a marcha, os sapatos rígidos e apertados aumentam o risco de deformidades nos pés.

Sapatos com saltos

O salto diminui a base de sustentação do corpo e por isso o problema mais comum com o uso dos saltos é o desequilíbrio levando à entorse. Algumas lesões podem inclusive ser mais graves, com acometimento dos ligamentos e necessidade de tratamento cirúrgico.

Saltos elevam o calcanhar com encurtamento do tendão de Aquiles, esmagam os dedos dos pés forçando a uma posição dobrada e encurtam os músculos das panturrilhas. Além disso, desalinham o quadril e coluna e impõem uma maior pressão nos joelhos.

Como consequência, deformidades permanentes e dores crônicas nos pés, tornozelos, panturrilhas, joelhos, quadril e coluna podem ser ocasionados pelo uso regular de saltos.

A fadiga muscular pode levar à diminuição da força na perna e da amplitude de movimentos normais dos pés. Pode alterar a postura e levar à hiperlordose (aumento da curvatura) lombar e cervical. A atrofia da panturrilha pode não ser reversível e a criança pode se tornar um adulto com dor ao alongar a panturrilha e que só anda confortavelmente na ponta dos pés.

Por todos esses motivos a recomendação é liberar o uso de saltos somente após os 12 anos de idade. E o salto recomendado, mesmo que para uso eventual, seria de no máximo 2 centímetros – sobretudo para uso regular.

O sapato ideal

Com o fenômeno atual do uso de sapato tipo adulto na infância vai ficando cada vez mais difícil escolher um sapato adequado. O mercado está cheio de sapatos com LED, purpurinas, personagens, a maioria cada vez mais distante do que seria considerado ideal para o desenvolvimento da criança.

O sapato infantil ideal deve promover uma sensação que se assemelhe a andar descalço. Ele deve ter:

  • bico arredondado
  • solado apropriado para que não derrape com facilidade
  • material flexível que permita que os pés se dobrem
  • tamanho adequado, não sendo de número maior nem menor que o da criança (para que não aperte sem saia facilmente dos pés)

À medida que a criança cresce, é recomendado um sapato com solado que absorva mais impacto, como os tênis, sobretudo quando for praticar atividade física.

Em resumo, devem ser evitados ao máximo: materiais pouco flexíveis e apertados, dianteira estreita apertando os dedos, saltos de qualquer espécie. Sapatos de plástico devem ser usados com uma atenção extra, já que dificultam a transpiração e aumentam a chance de infecção por fungos e bactérias.

 

Atividade física na infância

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O estudo “Geração 5.0 – os novos pilares da infância” desenvolvido em 2011 pelo canal Nickelodeon com crianças entre 6 e 11 anos mostrou que o Brasil é o país onde menos se pratica esporte nas escolas em toda a América Latina. A mesma pesquisa mostrou que enquanto em 2003 75% das crianças andavam de bicicleta, em 2011 esse número caiu para 41%. Atualmente, em torno de 50% das crianças praticam futebol, enquanto 87% jogam videogame.

As mudanças do nosso contexto social e econômico associados à falta de segurança nas cidades vêm provocando mudanças profundas na vida das crianças, com redução no tempo ao ar livre, das brincadeiras tradicionais e maior tempo de uso dos eletrônicos.

Benefícios da atividade física

Do ponto de vista físico, o exercício tem como benefícios: prevenir a obesidade, aumentar o apetite, melhorar a qualidade do sono, aumentar a capacidade respiratória, reduzir o estresse, o risco de diabetes e hipertensão no futuro. Ele também melhora a flexibilidade, o equilíbrio, a coordenação motora, a consciência corporal e espacial e inclusive a habilidade de escrita. Vários estudos mostram que quem pratica esporte tem melhor aproveitamento escolar.

Além disso, a atividade física também é importante para o desenvolvimento social: o aprendizado de regras, de manejo de conflitos e frustrações, a noção de trabalho em equipe, as trocas de experiência, a melhora da auto-estima.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a prática de, no mínimo, 60 minutos de atividade física todos os dias para as crianças de 5 a 17 anos.

Nesse tempo podem e devem estar incluídas as atividades de lazer e os deslocamentos, além das atividades esportivas.

Esporte X Atividade física

Qualquer movimento do corpo que provoque gastos de energia pode ser considerado atividade física, como correr, pular, carregar objetos. Já esporte é uma atividade física organizada com objetivo de desenvolver habilidades específicas.

Exercícios por faixa etária

A maioria dos especialistas indica início de prática esportiva que envolva competição apenas a partir de 7-8 anos. Antes disso, as brincadeiras deveriam acontecer em um contexto mais lúdico, sem estimular a competitividade. As crianças ainda estariam em uma fase de aprendizado, tanto das regras, quanto emocional e da capacidade motora. A idéia é incentivar que as crianças estejam bastante à vontade e que a brincadeira seja divertida, sem pressão para ser a melhor nisso ou naquilo.

É muito comum encontrar profissionais de educação física sem treinamento focado nas individualidades da criança, respeitando sua  falta de maturidade física e emocional. As crianças podem ficar mais sujeitas a lesões físicas e mais desmotivadas. Ao insistir e cobrar resultados o professor pode sem querer levar a criança a desistir precocemente daquele esporte.

Pra quem quiser se aprofundar no assunto, a Universidade do Futebol tem um texto muito bom a respeito.

Por faixa etária, então seria assim:

6 meses a 4 anos: idade de brincar livremente, de fazer descobertas e explorar o ambiente. Correr no quintal, dentro de casa, brincar de faz de conta.

5 a 7 anos: idade de explorar mais os limites do corpo, de estimular jogos com poucas regras. Idade de brincar e não de treinar de verdade. Brincar de amarelinha, jogar bola, andar de bicicleta, esconde-esconde, pega-pega.

a partir de 7-8 anos: idade de maior domínio das regras e da coordenação motora, de incentivar a iniciação nos esportes. Futebol, judô, capoeira, balé, circo, ginástica olímpica e artística, hipismo, natação, tênis, entre muitos outros. As atividades esportivas, segundo a OMS, deveriam ter sua prática incentivada na frequência mínima de 3x/semana.

Natação com segurança

A natação é considerada um dos esportes mais seguros do ponto de vista osteoarticular para a criança e adolescente. É um esporte de baixo impacto que trabalha grande variedade de grupamentos musculares, não sendo considerado o esporte adequado apenas para crianças que apresentem quadros de otite com frequência.

Afogamento é uma das principais causas de morte na infância e muitos pais inscrevem seus filhos em aulas de natação pensando na prevenção de acidentes. Mas no caso de crianças muito pequenas (até 3-4 anos), elas não vão aprender o suficiente para escapar de um afogamento e, por outro lado, com a prática, vão se sentir mais à vontade no ambiente aquático e se tornar mais ousadas.

A natação para os pequenos é excelente e tem muitos benefícios como atividade física, mas um cuidado extra na atenção à criança, na verdade, vai se fazer necessário para evitar acidentes. As aulas apenas começam a fazer diferença na prevenção de acidentes quando ministradas a crianças a partir de 6 anos, mais ou menos.

Esportes de impacto com segurança

Muitos pais acreditam que a prática de alguns esportes podem interferir no desenvolvimento físico da criança.

É verdade que as crianças são mais susceptíveis a lesões físicas quando praticam esportes com impacto e que exijam muita força – seja qual for a modalidade. O fechamento das epífises (extremidades) dos ossos pode ser acelerado por exercícios com carga, deixando a criança com menor estatura. Excesso de atividade física consome hormônios de crescimento e propicia a liberação precoce dos anabolizantes (testosterona). A testosterona aumenta a calcificação das epífises e diminui a velocidade de crescimento.

A ginástica olímpica e musculação são consideradas as práticas esportivas que mais provocam dano nas articulações, na coluna vertebral e nas epífises ósseas. Além desses, sobrecarga de futebol e tênis podem igualmente levar a baixa estatura e assimetria corporal (pernas curtas), devido  ao fechamento precoce das epífises das pernas.

De um modo geral as meninas estão prontas a realizar exercícios de fortalecimento muscular após o início dos ciclos menstruais, o que significa cerca de 2 anos após o aparecimento do broto mamário. Os meninos estão liberados para exercícios mais pesados no final do seu estirão de crescimento.

Modalidades esportivas

Especialistas sugerem um rodízio de esportes para ampliação do acervo motor da criança e desenvolvimento de prazer na prática esportiva.

No lugar da criança se especializar desde cedo em uma atividade, quanto mais esportes ela tiver acesso desde cedo, mais oportunidade a criança teria de desenvolver todas as suas habilidades. Também maior seria a chance descobrir aptidões e de se tornar um adulto ativo e saudável.

Origami e avião de papel: dobraduras fáceis para crianças

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ORIGAMI

O origami é a arte japonesa de dobraduras que surgiu há mais de quatro séculos e possui várias modalidades e graus de dificuldade. Crianças menores podem precisar de ajuda, mas ficam encantadas em ver a transformação do papel. Além de divertido, é uma boa forma de desenvolver a concentração e a coordenação motora.

Algumas brincadeiras da infância a gente leva pra vida toda. Assim é o origami. Com a prática a gente toma gosto e começa a procurar tutoriais com maior grau de dificuldade e a brincadeira vai virando um desafio.

  • Tipo de papel: o ideal é com gramatura em torno de 75g porque papéis mais finos rasgam com facilidade e mais grossos são difíceis de dobrar.  Exemplos: papel para origami, papel color set e papel sulfite A4 ou ofício. Alguns papéis de presente também servem (mas alguns não vincam bem). Outras opções: papel vegetal, papel metalizado, papel kraft, papel sanduíche.
  • Como fazer: dê o papel já cortado em na forma de um quadrado para a criança. Mostre os passos seguindo o tutorial. Você pode ficar com um papel e fazer o seu, mostrando à criança como fazer o dela. Ao final, a criança pode enfeitar com lápis, canetinha, cola colorida, purpurina e o que mais desejar.
  • Para buscar tutoriais, há muitos disponíveis no Pinterest e Youtube. Veja exemplos de alguns mais simples:

 

 

 

Pensando nas festas juninas:

E, por fim, pra ninguém se envergonhar de não saber fazer o famoso barquinho:

AVIÃO DE PAPEL

Qual criança não gosta de um avião de papel? Se você não aprendeu na infância a fazer um bom avião de papel, então essa vai ser uma boa oportunidade.

Abaixo temos o modelo básico de avião de papel e os milhares de modelos mais complexos:

Deixei disponíveis todos esses modelos no Pinterest, de forma que possam ser ampliados. Mas muitos outros modelos incríveis têm o tutorial em vídeo no Youtube, ficando bem mais fácil aprender.

Tutoriais: Youtube

Recentemente um avião de papel bateu o recorde mundial voando mais de 60 metros sem cair. O vídeo com o tutorial foi disponibilizado pela Harvard University. Vamos testar? O meu não ficou exatamente igual ao do vídeo abaixo, provavelmente porque as medidas do papel eram diferentes. Também não voou nem perto de 60 metros (com certeza a culpa foi do papel, rs). Apesar disso ele ficou super legal e fez sucesso aqui em casa:

Tutorial: Youtube

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Como criar uma caça ao tesouro para as crianças

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A caça ao tesouro era uma das minhas brincadeiras preferidas na infância. Ela faz sucesso para crianças de várias idades e pode ser uma boa brincadeira para estimular a agilidade, o pensamento lógico e o trabalho em equipe, além do contato com a natureza, se for feita ao ar livre. Muitíssimo divertida, pode ser feita em uma festa ou em um final de semana comum. Quem se anima?

Antes de criar

Considere a idade das crianças para pensar no tipo e quantidade de pistas. Em geral 5-15 pistas são suficientes.

Para crianças pequenas o ideal são atividades mais curtas e simples, com menor quantidade de pistas e em ambiente familiar, como o interior da casa, a varanda ou o quintal. Crianças maiores podem fazer a atividade em ambientes mais amplos, como no condomínio ou em um parque, por exemplo.

Escolha se a caça ao tesouro vai ser tradicional, com mapa que leva a um tesouro escondido por piratas, ou se vai ter um outro tema, como um desenho animado ou filme. Pode ser criada uma história para contextualizar a caçada e fazer as crianças entrarem na fantasia.

Crianças menores gostam de se fantasiar para a brincadeira.

Crianças maiores podem ser divididas em times e pode ser organizada uma competição.

Escolha o prêmio. Pode ser um prêmio para cada uma das dicas e/ou pode ser um único tesouro no final. O prêmio pode ser colocado em uma caixa decorada ou outro local de preferência.

Como criar

Pode ser mais fácil bolar os esconderijos das pistas seguindo a ordem inversa, do final para o começo. Uma idéia é ir aumentando a dificuldade progressivamente, deixando o mais difícil para o final.

As pistas podem ficar em envelopes numerados. Como garantia, as respostas das pistas podem ser colocadas em um envelope separado.

Pergaminho em branco para escrever as pistas

Pergaminho em pdf

Atividades para qualquer idade:

  • Perguntas sobre personagens e ao acertar ganha a pista
  • Seguir o barbante (deixar o fio como uma trilha a ser seguida para a próxima pista escondida)
  • Encontrar ‘N’ bolas escondidas (‘N’= quantidade, ex: 3 bolas) ou buscar elementos no jardim para ganhar a pista (ex: ‘N’ flores amarelas)
  • Encontrar ‘N’ objetos de uma cor específica
  • Dar ‘N’ cambalhotas
  • Participar de uma corrida com ovos, de uma brincadeira de morto-vivo (o ganhador lê a pista para os outros)
  • Passar sob a mesa ou cadeira (pode ser feito um “túnel” até um esconderijo “secreto”, por exemplo)
  • Sentar no balanço do parque e cantar uma música
  • Encontrar um objeto escondido na areia (pode ser um balde ou no parque)
  • Encontrar local da foto (tirar foto com zoom de um local ou objeto, usar foto manipulada para dificultar a visualização, imagem de satélite com um ‘X’ na localização, ou pode-se cortar a foto em pedaços para a criança montar como um quebra-cabeça e descobrir o local)
  • Montar um quebra-cabeça
  • Encontrar a dica em algo nojento ou divertido (no meio de uma massa, por exemplo)
  • Desvendar charadas e rimas

Exemplos de charadas e rimas:

  • A próxima pista está escondida em um lugar que rima com…
  • Estou onde levamos o material escolar. Resposta: mochila
  • Enfeito o chão da sala. Resposta: tapete
  • Boqueio o sol da janela. Resposta: cortina
  • Me usam na boca depois do café, do almoço e do jantar. Resposta: escova de dentes
  • Me usam para controlar a TV. Resposta: controle remoto
  • Estou onde as pessoas colocam a cabeça à noite. Reposta: travesseiro
  • Sou o lugar mais frio da casa. Resposta: freezer/geladeira
  • Sou cheirosa e as abelhas gostam de mim. Resposta: flor
  • O que é, o que é que corre pela casa toda e depois dorme num canto? Resposta: a vassoura
  • O que é, o que é que sobe quando a chuva desce? Resposta: o guarda-chuva
  • O que é, o que é que tem pernas, mas não anda, tem braço, mas não abraça? Resposta: a cadeira
  • Tem escamas mas não é peixe, tem coroa mas não é rei. Resposta: o abacaxi
  • Qual é coisa que quando seca fica molhada? Resposta: a toalha
  • O que será, que será, que fala e ouve mas não é gente? Resposta: o telefone
  • Tenho dentes mas não como, e para comer fui feito; ando sempre com comer, para comer não acho jeito. Resposta: o garfo
  • Atravesso todas as portas sem nunca entrar nem sair por elas. Resposta: a fechadura
  • O que é, o que é, que de dia tem quatro pés e de noite tem seis? Resposta: a cama
  • Na água nasci, na água me criei, mas se me jogarem na água morrerei. Resposta: o sal
  • O que é, o que é que quanto mais rugas tem mais novo é? Resposta: o pneu
  • Tenho os pés redondos, mas meu rastro é longo; carrego a família e toda a bagagem; passo a noite dentro da garagem. Resposta: o carro
  • De leite é feito, muito bom e nutritivo, seu nome rima com beijo. Resposta: o queijo
  • Corre sempre atrás do tempo. Mesmo preso sabe andar. Vive parado, mas se mexe, sem dormir pode acordar. Resposta: o relógio
  • Somos dois irmãos e levamos um fardo pesado; de dia vivemos cheios e de noite, somos esvaziados. Resposta: o par de sapatos

OBS: Para facilitar, no caso das rimas e charadas mais difíceis, podem ser colocadas 4 imagens abaixo da rima, sendo apenas uma a resposta correta.

PS: Deixei algumas charadas em primeira e outras em terceira pessoa, de forma que encontrei, porque algumas ficam melhores de um jeito ou de outro.

Atividades para crianças maiores:

  • Palavra com as letras embaralhadas para colocar em ordem
  • Palavra espelhada para ser lida em frente ao espelho
  • Palavra camuflada (exemplo: “Para encontrar o próximo esconderijo corte as letras ‘X’ e circule as letras que sobrarem: XXXCXXXAXXXXXMXXXXXA” = CAMA)
  • Tinta invisível (escrever com suco de limão ou leite; revelar aquecendo com uma vela ou passando com ferro)
  • Pista dentro de um barquinho boiando na piscina (deixar uma peneira ao lado para pegar o barco)
  • Encontrar a dica no escuro com lanterna
  • Códigos secretos (escrever a pista em código e oferecer uma tabela para as crianças resolverem o enigma – cada letra deverá corresponder a um símbolo, número ou imagem no tema escolhido, como no exemplo abaixo)

Na hora da brincadeira

Explique as regras no começo. Defina a área onde vai ser a brincadeira. Defina um ponto de encontro com os maiores.

Uma idéia para a brincadeira com as crianças menores é formar duplas.

Contextualize a brincadeira. Entregue a primeira dica de forma dramática, em um envelope lacrado ou uma garrafa de pirata, por exemplo. E fique por perto para ajudar durante a brincadeira.

Vamos começar?

 

Tratamentos para cabelos e pele durante a gestação e amamentação

bebes

Durante a gestação e amamentação as mamães que desejarem manter os cuidados com os cabelos e a pele deverão atentar para as restrições do uso de alguns produtos nessas fases. Muitas são as substâncias que podem causar danos ao bebê durante a gestação, pela sua capacidade de atravessar a placenta ou, durante a amamentação, pela sua capacidade de ser transmitido pelo leite.

Tratamentos para os cabelos e seus riscos

Ainda não foram estabelecidos critérios para o uso seguro da maioria dos tratamentos capilares durante a gestação.

Estudo brasileiro em 2013 sugeriu associação de leucemia na infância com uso de tintura e alisantes durante gestação. Estudo feito em 2005 sugeriu uma associação entre o uso de tintura nos cabelos durante a gestação e o desenvolvimento na infância de um tipo de tumor chamado neuroblastoma. Outros estudos não chegaram à mesma conclusão e a maioria dos pesquisadores acredita que seja pouco provável a associação desses tumores com uso de produtos para os cabelos.

Pouquíssimos são os estudos feitos em seres humanos, mas estudos feitos em animais testaram doses até cem vezes maiores que as usadas nos produtos para humanos sem causar alterações no desenvolvimento fetal.

O que se sabe

  • O primeiro trimestre (três primeiros meses) é a fase crítica para o desenvolvimento do feto e gestantes devem ter atenção redobrada nesse período.
  • Formol em altas doses pode aumentar o risco de tumores e provocar alterações no desenvolvimento fetal, bem como contamina o leite materno.
  • O acetato de chumbo está presente nas tinturas gradativas próprias para colorir cabelos grisalhos, sendo permitido pela ANVISA na concentração máxima de 0,6%. Estudos indicam baixa absorção desta substância pelo couro cabeludo nessa concentração.
  • Chumbo em altas doses podem causar metahemoglobinemia (com baixa oxigenação, cianose), malformações e distúrbios no desenvolvimento neurológico do feto, bem como contaminam o leite materno.
  • Amônia é absorvida pela pele e inalada através da fumaça gerada, podendo em teoria passar para o leite materno. No entanto, não há comprovação científica de que haja absorção de quantidade significativa de amônia nem do quanto ela seria transmitida ao leite materno. Não há estudos de segurança para uso de produtos com amônia durante a gestação e lactação.
  • Outras substâncias como parafenilendiamina (PPD) e alcatrão estão com frequência presentes nas tinturas permanentes e são potenciais cancerígenos. Podem aumentar o risco de câncer de bexiga e leucemias nas mulheres.

Tinturas para os cabelos

Todas as tinturas devem ser evitadas no primeiro trimestre da gestação.

Após e no período de amamentação, deve-se preferir uso de tinturas sem amônia e sem metais pesados – ex: as tinturas temporárias e as semi-permamentes, como os tonalizantes (ex: Color Touch, Natucor, Dédicace, Casting) e a hena (marcas que não contenham chumbo – ex: Surya). O uso desses produtos costuma ser liberado para uso baseado no conceito teórico de que não contêm substâncias que causam dano. Não há, no entanto, estudos científicos garantindo a segurança.

Tinturas permanentes são acrescidas de amônia (que alcaliniza o pH da fibra capilar e permite maior penetração da tinta) e na maioria das vezes outras substâncias, como o chumbo. A amônia não tem estudo de segurança que libere seu uso e o chumbo é sabidamente tóxico, logo, tinturas permanentes devem ser evitadas durante toda a gestação e amamentação.

Em geral as luzes costumam ser liberadas a partir do segundo trimestre de gestação (conforme orientação do seu dermatologista) porque o produto não entra em contato direto com o couro cabeludo. Água oxigenada não é um consenso pela falta de estudos que demonstrem sua segurança de uso.

Outras orientações

  • Seguir as instruções da embalagem, não deixando o produto em contato com o couro cabeludo mais que o tempo indicado.
  • Usar luvas e enxaguar bastante os cabelos após o uso do produto.

Sobre o INOA

A L’Oreal tem uma linha de tinta permanente chamada INOA (inovação sem amônia) que substitui a amônia por uma mistura de óleos minerais e monoetanolamina. Está disponível apenas nos salões e tem os benefícios de reduzir o odor desagradável da tintura e agredir menos os fios – os cabelos com amônia ficam mais secos e quebradiços. De acordo com a bula, não contém chumbo nem PPD nem alcatrão. Não há estudos que liberem o uso durante a gestação, mas muitas pessoas têm arriscado o uso após o primeiro trimestre e no período de aleitamento.

Alisamentos e permanentes

Nenhum método é liberado durante o período de gestação e amamentação por falta de estudos que garantam a segurança.

São proibidos aqueles que contenham tioglicolato, formol em qualquer quantidade ou ácido glioxílico (quando aquecido se transforma em formol). Aqueles que utilizam hidróxido de sódio ou potássio ou combinação de hidróxido de cálcio e carbonato de guanidina foram pouco estudados na gestação e não têm uso liberado, no entanto os poucos estudos feitos não encontraram danos ao feto. Não há estudo do uso desses produtos durante a amamentação.

Outros tratamentos para os cabelos

Métodos de hidratação mais profunda: queratinas e demais tipos de hidratação são liberados para uso na gestação e amamentação.

Escova e chapinha: tratam-se de atos mecânicos, sem efeito no bebê, logo estão liberadas.

Spray fixador e gel: liberados para uso.

Protetor solar

Gestantes devem preferir produtos compostos em sua maior parte por filtros inorgânicos, com barreira mais física do que química. Filtros químicos não devem ser usados por falta de estudos que garantam segurança. Exemplo de filtros 100% físicos liberados para uso nas gestantes: Photoage 50 mineral color da Dermage, Photoplus color 30 da Dermatus,  Sheer Physical Uv Defense 50 da Skinceuticals. Esses filtros são para uso na face. No corpo, como esses filtros são muito caros, o ideal é usar medidas físicas, como roupas com proteção UV.

Depilação

Liberado uso de ceras e lâminas. Proibido o uso de cremes depilatórios com tioglicolato de amônia, pois pode haver absorção da substância pela pele. A depilação a laser é proibida gestação, mas permitida na fase da amamentação.

Cosméticos e cosmecêuticos

Produtos anti-idade: proibido às gestantes o uso de produtos que contenham em sua fórmula ácido retinoico, glicólico, ácido salicílico (acima de 2%) e hidroquinona. Devem ser interrompidos três meses antes do início da gravidez pelo risco potencial de malformações fetais.

Tretinoína tópica e adapaleno: apesar de aparentemente não serem absorvidos pelo feto, faltam estudos que garantam sua segurança e seu uso na gestação deve ser evitado.
Isotretinoína oral: proibida pelo risco de malformação fetal grave.

Hidratantes e esfoliantes: não podem conter uréia acima de 3% pela capacidade de absorção pelo feto e falta de estudos de segurança.

Xampu anticaspas: não podem conter cetoconazol.

Xampu contra piolhos: proibidos na gestação e amamentação.

Sabonetes anti-sépticos: como em qualquer pessoa, só devem ser usados no caso de alguma infecção da pele e prescritos pelo médico.

Laseres e toxinas botulínica (botox por exemplo): proibidos na gestação por não haver estudos que garantam a segurança.

Vacinas e seus efeitos colaterais

bebes criancas

 

Vacinar ou não vacinar? Vacinas provocam reações graves? Sempre que um campanha de vacinação inicia começam também os boatos e teorias de conspiração anti-vacina.

A história

A mortalidade infantil na idade média era em torno de 40-45% e não era muito menor no século XVII e XVIII. As pessoas simplesmente tinham que aceitar que de cada 10 filhos quase metade iria morrer na infância, geralmente de alguma doença infecciosa.

As coisas só começaram a mudar a partir do século XVIII e XIX, quando as condições de saneamento e os recursos médicos começaram a se desenvolver.

Em 1970 um médico inglês, Edward Jenner, descobriu a vacina da varíola, que matava mais de 80% das pessoas com a doença na época. Ele observou que as mulheres que ordenhavam vacas contaminadas não pegavam varíola e resolveu então injetar o pus desas feridas em pequenos arranhões nos braços das pessoas. As pessoas tinham febre por alguns dias, mas saravam e permaneciam imunizadas.

Outras vacinas foram surgindo ao longo dos séculos e sobretudo no século XX, quando foi descoberta também a penicilina por Alexander Fleming (em 1928).

Impacto da vacinação na saúde das crianças

Hoje a mortalidade infantil é baixíssima em países de primeiro mundo, entre 0,3-0,7%. No Brasil varia de 1,5 a 3,3% de acordo com a região. De qualquer forma muito inferior a qualquer época da história.

Chegamos talvez a um outro extremo, que nos leva a repensar nos exageros. Exageros no uso de antibióticos são responsáveis pelo surgimento de infecções cada vez mais resistentes (sem falar nos efeitos adversos) e o uso de algumas vacinas poderia provocar efeitos colaterais desnecessários.

Para incluir uma vacina no calendário vacinal os órgãos governamentais comparam, por exemplo, a incidência dos casos graves da doença em questão com os casos graves de efeitos adversos da vacina. A vacina é incluída quando há benefício real para a população.

Alguns estudos mostram redução na mortalidade no interior do Brasil após campanhas de vacinação mesmo quando as condições de saneamento e acesso aos serviço de saúde se mantiveram inalterados.  Particularmente, um estudo de Pernambuco mostrou redução na mortalidade geral de 49,2‰ (por mil) nascidos vivos em 1990 para 20,7‰ em 2002 após uma campanha vacinal ampla.

Vários artigos mostram redução na mortalidade e internações por diarréia com a vacina do rotavírus, além da mortalidade por gripe, sarampo e tantos outros vírus graças à vacinação infantil.

Movimento anti-vacina

Recente movimento anti-vacina nos EUA provocou um “boom” de mais de  24 mil casos de coqueluche no país. Na Europa o movimento (forte em países como Alemanha, Inglaterra, França e Itália) causou aumento de casos de sarampo e outras doenças já então controladas.

Tudo começou em 1998, quando um médico inglês chamado Andrew Wakerfield publicou um artigo na famosa revista médica The Lancet que associava a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola) a um risco aumentado de autismo. Posteriormente, a comissão de ética descobriu que ele havia fraudado os resultados e seu registro médico foi cassado. A revista pediu desculpas ao meio científico e estudos posteriores já confirmaram não haver aumento de risco de autismo com a vacina. Porém, a questão continuou sendo (irracionalmente) levantada por grupos anti-vacina.

Na época questionou-se se o mercúrio presente na vacina na forma de timerosal (um conservante que evita a proliferação bacteriana no frasco) era o responsável pelo autismo. É conhecida a neurotoxicidade do mercúrio em doses elevadas e a tendência mundial é reduzir seu uso nas lâmpadas fluorescentes, baterias, pilhas, cimento e cosméticos. O antigo mertiolate e mercúrio cromo foram abolidos pelo mesmo motivo. No entanto a dose na vacina tríplice era em quantidade muito inferior à dose tóxica e a associação ao autismo ou a um pior desenvolvimento cognitivo nunca foi comprovada em qualquer estudo científico. Fonte: CDC e PubMed.

O timerosal ainda é utilizado em alguns países (em frascos multidoses). No Brasil chegou a ser utilizada uma vacina contra gripe com timerosal  em algumas campanhas, no entanto nem a vacina tríplice viral nem a da gripe ou qualquer outra usada no Brasil atualmente contém timerosal. As bulas das vacina Trimovax (tríplice viral) e FluQuadri (gripe) podem confirmar o dado.

Tipos de vacinas

As vacinas podem ser de microorganismos vivos atenuados (enfraquecidos para provocar uma resposta do sistema imunológico sem provocar doença) ou de microorganismos totalmente inativados (inteiros ou apenas fragmentos de proteínas ou polissacarídeos). Vacinas de bactérias ou vírus vivos podem provocar sintomas brandos da doença, enquanto as inativas costumam provocar apenas sintomas locais, mialgia e, eventualmente, febre. Exemplos:

Vivos atenuados: BCG, tríplice viral (sarampo/caxumba/rubéola), varicela, febre amarela, rotavírus, polio oral.  São contra-indicadas em portadores de HIV, doença auto-imune, portadores de câncer em quimioterapia e gestantes.

Inativados: Polio injetável, gripe, hepatite, raiva, difteria, tétano, coqueluche (seja com células inteiras seja acelular, com menores efeitos colaterais), pneumococo, meningococo, Haemophilus.

Conclusão: vacina da febre amarela pode provocar uma “febre amarelinha”, de sarampo um “sarampinho”, mas de gripe não provoca “gripinha”. Pode provocar febre, dor no corpo, mas não os sintomas respiratórios da gripe.

Vacinas e ovo

Algumas vacinas são fabricadas em células de embrião de galinha e podem conter pequenas quantidades de ovalbumina. São elas: tríplice viral (sarampo/caxumba/rubéola), gripe e febre amarela.

Vários estudos atualmente demonstram segurança no uso dessas vacinas em crianças alérgicas. Não houve casos de reação com nenhuma dessas vacinas. Fonte: PubMed. OBS: há vários estudos demonstrando segurança no uso de vacina para febre amarela em alérgicos a ovo aqui no portal do PubMed. Apesar disso seu uso ainda não está liberado pela ANVISA. O CDC (órgão americano) permite quando há indicação médica e o paciente permanece 30min sob vigilância após a vacinação.

Algumas vacinas contém lactoalbumina na sua composição, como é ocaso da tríplice viral de alguns fabricantes. Também não há relato de reações alérgicas em crianças com alergia a proteína do leite de vaca. De qualquer modo, as vacinas utilizadas atualmente no Brasil não contém proteína do leite de vaca.

Efeitos Colaterais Graves

Anafilaxia é uma reação alérgica grave que pode acontecer com o uso de qualquer antibiótico, medicamento ou qualquer vacina, seja ela de vírus vivo ou inativado.

Efeitos graves de antibióticos podem, inclusive, ser mais frequentes que de algumas vacinas. O Clavulin®, por exemplo, pode provocar reações comuns como diarréia e candidíase na frequência de 1-10% e também reações mais raras e graves, como convulsão, insuficiência renal e hepatite (entre várias outras), na frequência de 1 para 10mil (0,01%).

Agora as vacinas:

Narcolepsia e H1N1: recentemente houve suspensão do uso da vacina Pandemrix na Finlândia e Suécia por suspeita de que ela tivesse provocado aumento dos casos de narcolepsia (distúrbio neurológico sem cura conhecida que faz a pessoa adormecer de repente, como se o cérebro “desligasse”). Ainda não há evidência científica suficiente para associar essa vacina à doença. A Pandemrix não é utilizada no Brasil e não há casos de narcolepsia no nosso país.

Gripe e encefalite e paralisia (Guillain Barré): em 10% das pessoas a vacina da gripe causa apenas efeitos brandos (fere, dor abdominal, dor muscular), mas na frequência 1 pra 100.000 (0,001%) ela pode causar efeitos mais graves, como encefalite e paralisia (Guillain Barré). Os estudos ainda são poucos porque os casos são raros e os resultados são conflitantes. Enquanto uns sugerem que a incidência desses efeitos não é superior ao da própria gripe (a doença também pode provocar encefalie e paralisia), em outros a incidência parece aumentar com a vacinação. A maioria dos estudos não mostra aumento dessas manifestações com a vacinação. Manifestações fatais e que deixam sequelas parecem ser mais frequentes naqueles que não tomaram a vacina. Fontes: PubMed.

Encefalite e meningite pela Tríplice viral (ou MMR – sarampo, caxumba, rubéola): em até 3% dos pacientes a vacina causa efeitos como febre baixa e manchas na pele, sem nenhuma ameaça à saúde.

Os efeitos mais graves, como encefalite são muito caros, na frequência <1:1.000.000 de doses (0,00001%), muito menor que o risco de encefalite pelo sarampo ou pela rubéola (0,015 a 0,1%). O componente caxumba pode resultar em parotidite em mais de 3% dos vacinados. Meningite asséptica, com começo de 15-35 dias após a vacinação, também é relatada com freqüência variada (0,005 a 0,015%). O componente rubéola pode resultar em artralgia passageira (25%) e artrite (10%) em adolescentes e mulheres adultas, no entanto são muito raras em crianças e em homens (0%-3%).

Paralisia pela Polio: nos últimos 1o anos foram confirmados 48 casos de pólio pós-vacinal no país. A probabilidade é de um caso a cada 5 milhões de doses aplicadas de Polio oral (VOP), sendo menor a partir da segunda dose. No entanto desde que a vacinação com a VOP se intensificou, em 1998, houve redução de 99% dos casos de doença e há quase 3 décadas não temos um caso de poliomielite selvagem (não vacinal). Atualmente, o calendário de vacinação foi adaptado trocando as primeiras doses de Polio oral por injetável (VIP), que não provoca paralisia. Depois da segunda dose, a criança, já protegida, fica liberada para tomar a VOP visando evitar o ressurgimento da doença.

OBS: as crianças que recebem a VOP excretam os vírus vacinais nas fezes por um período de até seis semanas, garantindo imunidade para aqueles que não tomaram a vacina. Conforme acordo com a OMS, a vacinação com a VOP deverá ser interrompida simultaneamente em todos os países, após a certificação da erradicação global.

Alergia a proteína do leite pela vacina do Rotavírus: não há evidências científicas do desenvolvimento de alergia ao leite de vaca após a administração da vacina rotavírus humano. A associação provavelmente é feita pelos pais porque uso da vacina coincide com o período de transição do aleitamento materno e o aleitamento com leite de vaca e é nessa faixa etária que os primeiros sinais de alergia começam a aparecer. Diarréia leve e mais raramente vômitos podem ocorrer pela vacina. Invaginação intestinal (quando o intestino de dobra e obstrui) pode ocorrer na frequência de 0,0053 a 0,0015%, muito inferior aos riscos de invaginação pela própria doença.

Doença vacinal grave e febre amarela: a doença vacinal com falência de órgão (insuficiência renal e/ou hepática, por exemplo) pode ocorrer em 0,0004% dos vacinados – muitíssimo inferior aos riscos da própria doença. Também é relatado acometimento do sistema nervoso central em 0,0008% dos vacinados. Pessoas com idade ≥60 anos têm risco aumentado desses eventos mais graves, principalmente se é a primeira vez que tomam a vacina. Os efeitos colaterais comuns são dor de cabeça, dor no corpo e febre baixa.

Por que vacinar ?

Porque a doença ainda não foi erradicada, é frequente e pode matar. 

Nenhuma doença é tão branda que não possa levar ao óbito. A mortalidade da gripe é próxima a 1%, o que dada sua alta incidência na população, torna o dado bastante substancial.

O rotavírus é a causa mais comum de diarréia grave em crianças <5 anos de idade em todo mundo. Vacina reduz 25-50% a mortalidade pela doença.

A mortalidade da febre amarela é entre 20-50% e a vacina protege mais de 90% depois da 1a dose.

Para proteger contra o risco de introdução de vírus por viajantes oriundos de localidades que ainda apresentam casos da doença.

Entre 2004 e 2005, 18 países já livres da pólio foram reinfectados por vírus selvagens importados da Nigéria e três países foram reinfectados pela importação de vírus da Índia. E esse é só um dos vários exemplos…

Para nos proteger em viagens.

É o caso da vacina para febre amarela para pessoas que vão viajar para áreas acometidas ou arredores. No caso do Brasil, poucos estados ficam livres. EUA e Europa, por exemplo, exigem que sua população seja vacinada para entrar no nosso país.

No final de 2005 foi confirmado o primeiro caso importado de paralisia por vírus da polio em uma mulher não vacinada que havia viajado ao exterior, onde teve contato com crianças recentemente vacinadas com a vacina oral. Ela adquiriu a infecção vacinal.

Para proteger os outros.

A vacinação de uma criança não protege apenas a vida dela, mas também a de todos ao seu redor. Um programa de imunização, em geral, pode ser considerado um sucesso quando pelo menos 95% da população é vacinada. Os 5% restantes são protegidos pelo que se chama, no jargão médico, de “imunidade de rebanho”, como uma muralha de proteção.

Canais Infantis Educativos do Youtube (com páginas do Facebook)

criancas

Veja aqui uma seleção de canais educativos disponíveis no Youtube para crianças entre 5-10 anos. Experimentos científicos, animais exóticos, vídeos respondendo porquês, ensinando pegadinhas, culinária… Muita coisa que até adultos vão curtir. E todos com páginas correspondentes no Facebook.

Lista de canais

TICOLICOS:

Vídeos protagonizados por Ludi, um boneco que conta histórias, ensina receitas e passeia pela cidade respondendo perguntas como: “por que o bolo cresce”, “por que o cachorro abana o rabo”, “por que precisa tomar banho todo dia”? Ideal para crianças entre 4 e 8 anos.

Links: Youtube e Facebook

THE DAD LAB:

Vídeos de um pai britânico, de dois meninos pequenos, que adora inventar atividades educativas, experiências científicas, atividades com papel, tinta… tudo muito criativo e divertido. Há experiências legais para crianças de qualquer faixa etária.

Links: Youtube e Facebook

COZINHANDO COM SARINHA:

Sarinha começou com vídeos de brinquedos e passeios, mas agora é também uma mini chef que protagoniza vídeos de receitas culinárias e também de pegadinhas, como a cola escolar comestível e a pasta de dentes e o cocô comestíveis. Ideal para crianças a partir de 4-6 anos.

Links: Youtube e Facebook

MANUAL DO MUNDO:

Série de vídeos apresentados por Iberê Tenório e Mari Fulfaro. Trazem experiências, curiosidades sobre como algumas coisas são produzidas e criadas, receitas, dicas de mágicas, origamis e pegadinhas. Ideal para crianças a partir de 7-8 anos.

Links: Youtube e Facebook

PAPO DE BIÓLOGO:

Vinicius Ferreira é um biólogo que definitivamente não tem medo de bicho. O canal traz vídeos  com duração entre 5 e 15 minutos, cheios de aventuras nas florestas brasileiras… e com uma grande variedade de animais exóticos. Todos disponíveis também no Facebook. Ideal para crianças a partir de 7-8 anos, mas pode fazer sucesso para qualquer faixa etária, inclusive adultos.

Links: Youtube e Facebook

MINUTO DA TERRA:

Canal com animações curtas, de até 3 minutos, que são a versão brasileira do canal americano Minute Earth. Ensina ciências e curiosidades do meio ambiente de forma divertida e criativa. O canal é genial, mas alguns vídeos me pareceram de difícil compreensão para crianças pequenas. O facebook de mesmo nome não disponibiliza os vídeos do canal, então nesse caso, ficamos somente com o Youtube para acessar esse conteúdo. Ideal para crianças a partir de 9 anos.

Links: Youtube e Facebook

Sobre o uso de eletrônicos

A recomendação por especialistas é que as crianças fiquem o mínimo de tempo possível assistindo TV ou outro eletrônico, não devendo exceder 1-2h/dia. Isso porque o uso excessivo de eletrônicos vem sendo associado ao aumento do risco de sedentarismo, obesidade, transtornos do sono, dificuldades de aprendizagem, déficit de memória e transtornos de comportamento, como a síndrome do pensamento acelerado e irritabilidade.

Recomenda-se também evitar acessar eletrônicos 30min-1h antes de dormir e manter ambientes na casa totalmente livres de eletrônicos, como o quarto.

E a preocupação não pára por aí. Especialistas alertam também para os perigos dessa liberdade de conexão com o ‘mundo’ virtual.

Pensando nisso o Youtube lançou o aplicativo Youtube Kids para tablets e celulares. Ele disponibiliza apenas conteúdos 100% infantis. Vídeos com palavrões, por exemplo, são vetados. A pesquisa pode ser feita pela criança através de um teclado virtual ou do ícone de um microfone que a criança aperta para falar o que está procurando.

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