Canais do Youtube para crianças pequenas

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Pensando naquele momento emergencial, em que precisamos distrair o filho enquanto fazemos alguma tarefa, fiz uma lista de alguns canais bem populares do Youtube entre as crianças pequenas.

Digo emergencial porque a recomendação por especialistas é que as crianças fiquem o mínimo de tempo possível assistindo TV ou outro eletrônico, nunca ultrapassando 20-30 minutos/dia no caso dos pequenos. A recomendação atual da Academia Americana de Pediatria é que menores de 2 anos, NUNCA sejam expostos a eletrônicos. Uso excessivo de eletrônicos vem sendo associado ao aumento do risco de sedentarismo, obesidade, transtornos do sono, dificuldades de aprendizagem, déficit de memória e transtornos de comportamento, como a síndrome do pensamento acelerado e irritabilidade.

Eventualmente… num momento de maior necessidade, no entanto… acaba sendo bom ter uma alternativa à disposição.

Seguem os links dos canais oficiais, com vídeos gratuitos e acessíveis pelo aplicativo do Youtube. Os dois primeiros são canais com vídeos educativos que ensinam conhecimentos básicos à criança em idade pré-escolar. O canal BabyFirst Brasil contém vários vídeos que ajudam no aprendizado da identificação das cores, formas e números. O canal Baby TV contém vídeos da antiga série da Fox, com músicas tradicionais produzidas para bebês, além de vídeos com histórias que auxiliam no desenvolvimento dos conceitos de socialização. Os canais seguintes são de músicas voltadas para os pequenos – a maioria de grupos já bem conhecidos. As músicas populares do MPBaby, bem tranquilas e legais até para bebês, agora têm versões em vídeo com os personagens que dão nome ao grupo, Bia&Nino.

Links

Youtube: BabyFirst Brasil
Youtube: Baby TV
Youtube: Bia & Nino
Youtube: Palavra Cantada

Youtube: Turminha Paraíso

Youtube: Mundo Bita
Youtube: Galinha Pintadinha
Youtube: Bob Zoom

Xampus infantis e cuidados com os cabelos

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Como escolher um  bom xampu adulto e infantil do ponto de vista dermatológico? Quais as melhores marcas infantis atualmente? Qual a maneira correta de fazer a lavagem?

pH dos xampus

Assim como nossa pele, o pH dos cabelos e do couro cabeludo é ácido (em geral pH 5-5,5), visando formar uma barreira cutânea à penetração de microorganismos. OBS: veja maiores explicações no post de sabonetes.

Em ambiente mais ácido (pH inferior a 4) os cabelos absorvem cargas positivas, ácidas (H+), do meio. Em ambiente mais alcalino (pH superior a 6-7), os cabelos absorvem cargas negativas, alcalinas (OH-), do meio.

O ideal para um xampu é manter o pH normal dos cabelos e couro cabeludo (pelo menos pH entre 4 e 6). Em situações extremas (pHs muito ácidos ou muito alcalinos) a fibra capilar incha e força a abertura das cutículas. Leva, assim, ao dano dos fios, sobretudo se a exposição ao produto for frequente (ou por tempo prolongado, como no caso das tinturas, alisamentos, etc).

Xampus infantis para não provocar ardência nos olhos, precisam de um pH mais elevado. Segue tabela com a média de alguns pHs.

cópia de ph

Conclusão importante: xampus infantis têm vantagens que os tornam adequados para uso infantil mas não são apropriados para uso adulto devido ao seu pH elevado.

Composição dos Xampus

Xampus são compostos de substâncias DETERGENTES, CONSERVANTES e outros componentes, sendo os dois primeiros aqueles em que devemos prestar maior atenção.

DETERGENTES (OU SURFACTANTES)

São agentes de limpeza responsáveis por eliminar a sujeira e a oleosidade do couro cabeludo. Também são responsáveis por formar a espuma. Podem ser:cópia de Sem Título

Assim, dependendo do grupo de detergentes presentes na fórmula do xampu, ele vai ter um pH mais ácido ou básico.

A população brasileira está habituada a considerar mais eficazes produtos que fazem muita espuma. Mas os ativos que conferem mais espuma em geral são os sulfatos, que são aniônicos e geram maior dano capilar.

Observação: Os sulfatos são também os detergentes mais alergênicos (seguidos dos sulfonatos), mas não são produtos considerados cancerígenos (vide parecer da ANVISA).

Porém, sulfatos não têm somente um lado ruim. Xampus para cabelos oleosos e para limpeza profunda costumam ser ricos em sulfatos, que, por serem fortes detergentes, favorecem a eliminação da sujeira, da oleosidade e dos metais pesados (presentes em algumas tinturas).

Desta forma, é saudável intercalar xampus com maior propriedade de limpeza (mais aniônicos e com sulfatos) com outros xampus condicionantes (catiônicos).

CONSERVANTES

Visam a impedir o crescimento de microorganismos no shampoo. Ao mesmo tempo que evitam a proliferação bacteriana no produto (e risco de infecções), eles são os principais causadores de alergia no couro cabeludo. Os mais encontrados na bula são: parabenos, liberadores de formol (quartenium-15, DMDM hidantoína, e outros nomes feios que não vou colocar aqui) e MCI/MI (metilcloroisotiazolinona e metilisotiazolinona, sabidamente alergênicos). Atualmente já existem xampus com outros conservantes, hipoalergênicos.

Observação: suspeita-se que altas concentrações de parabenos possam aumentar o risco de câncer de mama. Um estudo com antitranspirantes sugeriu a associação, mas não houve confirmação científica em testes posteriores – Fonte: INCA). A ANVISA libera cosméticos para comercialização com concentração máxima de 0,8% (total de parabenos). No entanto, cerca de 90% dos cosméticos contém parabenos, que caem na corrente sanguínea e poderiam chegar a uma dose tóxica se acumulados ao uso de outros produtos que contenham a substância.

Outra observação: o formol e seus derivados também tem sido relacionados ao aumento de risco de câncer (leucemia), embora nenhum estudo tenha associado diretamente ao uso em cosméticos (Fonte: INCA).

OUTROS COMPONENTES

  • Água, corantes, perfumes, vitaminas, óleos.
  • Sais: conferem viscosidade e não são associados a malefícios ao fio ou à saúde (a onda de xampus “sem sal” não faz muito sentido).
  • Silicone: envolve a cutícula do fio formando um filme protetor. No entanto, pode acumular-se e deixar os fios pesados, além de ser um derivado do petróleo e, por isso, poluente.
  • Filtro solar: absorve os raios UVB, protegendo o cabelo dos danos causados pela exposição solar.
  • Pantenol: pró vitamina B5 que adere ao fio e atrai moléculas de água que exercerão a função de hidratar o fio. Espessa em até 10% do seu diâmetro normal.

Sobre o rótulo dos xampus: a composição é descrita em ordem de concentração. Logo, o detergente que aparece primeiro é o que está presente em maior concentração. Observe que quanto mais sulfatos, parabenos e outros conservantes houver na fórmula, maior o potencial de causar alergias.

Xampus infantis

Sem Título

O ideal para uso em bebês é encontrar produtos com pouco sulfato (potencial irritante, arde os olhos) e livre de conservantes e corantes alergênicos. Dicas de bons produtos:

  • Johnson’s: possui corantes, mas é livre de conservantes alérgicos e sulfatos (melhor custo-benefício)
  • Baby Dove: livre de conservantes alergênicos e sulfatos, porém possui silicone
  • Mustela: menor perfil alergênico (conservante hipoalergênico, corante natural), embora possua alguns sulfatos, ainda tem a vantagem de não ser testado em animais
  • Weleda Baby: embora possua álcool, um possível irritante, não possui sulfatos nem conservantes alergênicos e ainda tem a vantagem de não ser testado em animais
  • Vyvedas Baby & Kids: embora use muitos conservantes, nenhum está entre os mais alergênicos, não tem sulfatos e também não é testado em animais

Johnson’s e Dove fazem testes em animais.

Alguns produtos para bebês e todos os que encontrei para crianças maiores (para uso a partir de 2-3 anos) possuem substâncias alergênicas. Veja alguns exemplos:

  • Huggies Turma da Mônica: possui sulfatos e conservantes alergênicos (MCI/MI)
  • Granado: possui sulfatos e conservantes alergênicos (MCI/MI, quartenium-15 e DMDM hidantoína)
  • Natura Mamãe Bebê: possui conservantes alergênicos (MCI)
  • Johnson Crescidinhos: tem sulfato e conservantes alergênicos (Quartenium-15)
  • Biotropic: com alguns sulfatos e conservantes alergênicos (MI/MCI)
  • Palmolive Kids: possui sulfatos e conservantes alergênicos (MCI/MI)

Do listados acima, Granado, Natura e Biotropic atualmente não testam em animais. Fonte: SAC das marcas – disponibilizado no site Guia Vegano.

Lavagem

Movimentos circulares, massageando o couro cabeludo com as pontas dos dedos. Pode ser diária até 2x/semana, dependendo do clima e tipo de cabelo (cabelos afro e secos podem ter menos lavagens semanais).

Mito: lavagem diária não provoca queda de cabelo. Nos adultos, uma média de 100 fios caem naturalmente ao longo de um dia (em crianças cai uma quantidade é menor). Os fios que caem durante a lavagem são os que já estão no final de sua “vida”. Cairiam com ou sem a lavagem.

A temperatura da água deve ser idealmente mais fria do que quente. Água quente dilata as glândulas sebáceas estimulando a produção e liberação de sebo, responsável pela maior oleosidade e pelo surgimento de dermatite seborreica. Além disso a água fria diminui e eletricidade estática dos fios e os deixa mais soltos.

No Poo/Low Poo/Co-Wash

Técnica inicialmente desenvolvida para cuidados com cabelos cacheados, crespos, naturalmente mais ressecados, mas que vem sendo utilizada para qualquer tipo de cabelo pela sua tendência mais natural e ecologicamente correta.

No Poo: lavagem sem shampoo, usando a técnica do Co-Wash, uma lavagem com condicionador sem silicones insolúveis em água e sem sulfatos.

Low Poo: lavagem com shampoo suave, sem ou com pouco sulfato, intercalando com dias de Co-Wash.

Para quem tiver interesse, veja os resultados obtidos, como seguir a rotina e dicas de produtos no grupo do facebook: Rotina Saudável Kids.

Esmaltes infantis: as recomendações atuais

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É permitido uso de esmaltes na infância? Esmaltes infantis são perigosos?

Esmaltes comuns contém muitas substâncias indutoras de alergias, como tolueno, formaldeído e mica. 10% da população adulta é alérgica a esmalte comum, podendo em alguns casos usar esmaltes hipoalergênicos.

As crianças são particularmente mais susceptíveis a essas alergias, que se manifestam sobretudo como vermelhidão, coceira, descamação e inchaço, mais comumente na face, sobretudo pálpebras. Elas não devem usar esmaltes adultos de forma a evitar contato precoce com qualquer substância provocadora de alergia. Quanto mais cedo a criança é exposta a essas substâncias, maior o risco de alergia na infância ou vida adulta. E uma vez que a alergia for instalada o uso do produto fica proibido.

Esmaltes para uso adulto, hipoalergênicos ou não, estão liberados pela ANVISA a partir de 12 anos de idade.

Mas as crianças gostam de brincar de imitar os adultos. E para alegrar nossas pequenas, vamos em busca de alternativas para essas brincadeiras…

Esmaltes permitidos

Os esmaltes permitidos para crianças a partir de 3 anos de idade são aqueles à base de água e que saem sem necessidade do uso de acetona ou removedor. Possuem a chamada tecnologia Peel Off (parecem uma cola colorida e se descolam por inteiro da unha). Não possuem solventes e têm odor mais suave. Alguns também podem possuir substâncias de gosto amargo, para evitar a ingestão acidental. Têm baixíssima durabilidade e sim, são bem caros…

Marcas

  • Piggy Paint: marca desenvolvida por uma mãe americana que buscava produtos para suas filhas. Tem um slogan engraçadinho, “Natural as mud” – Natural como a lama. Grande variedade de cores e produtos, mas só se encontra nos EUA. Veja site da marca.
  • Esmaltes Disney: à venda em lojas de brinquedos, em vários formatos. Foram esses que experimentei. São caros e saem na primeira lavagem.
  • Petit Sophie do Boticário: produto nacional com fórmula a base de água e tecnologia Peel Off, à venda na internet e lojas da marca.
  • Bo-Po: produto importado à venda na internet, também abase de água e tecnologia Peel Off. Vide página no Facebook.

OBS: Impala Kids e Ella Kids deixaram de ser fabricados.

Esmalte caseiro

Inspirada na consistência de cola (e no alto custo) desses esmaltes encontrei uma receita caseira que funciona legal:

  • uma parte de cola
  • uma parte de tinta escolar infantil e/ou glitter
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Video: Arts and Crafs

Pode ser usado óleo na unha antes da aplicação da mistura pra facilitar a retirada. Ou basta lavar as mãos. Fica um pouco opaco, mas tem a mesma consistência de esmalte e a secagem é super rápida. Aqui em casa fez sucesso igualzinho a qualquer outro:

 

 

 

 

Maquiagem infantil

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Qual criança não gosta de imitar a mãe? Quantas de nós não pegamos a maquiagem da mãe pra brincar quando éramos crianças?

Como médica, e pior, esposa de dermatologista, fica difícil pra mim ignorar os riscos de deixar que minha filha brinque com maquiagem feita para adultos. Reações alérgicas em crianças são muito comuns.

A intenção inicial desse post era descobrir se há produtos seguros pra uso eventual na infância, mas acabei chegando a uma outra reflexão… O Brasil é um dos maiores consumidores internacionais de maquiagem infantil. Estamos estimulando a valorização estética precocemente em nossas filhas?

O que diz a ANVISA

Maquiagens infantis são feitas para crianças a partir de 5 anos. E algumas marcas são liberadas apenas após os 12 anos. A ANVISA exige que produtos infantis passem por testes de segurança (chamados grau 2). São feitos testes de toxicidade (para garantir que o produto seja seguro em caso de ingestão), de compatibilidade cutânea, ausência de potencial alergênico e testes de fotoirritação (irritação quando exposto à luz). A partir de 12 anos, testes menos extensos são exigidos para liberação pela ANVISA (testes grau 1).

O pré-requisito básico da maquiagem infantil é ter baixo poder de fixação, sendo facilmente removida com água. Componentes fixadores têm grande potencial de causar alergias, bem como os removedores de maquiagem.

Os batons e brilhos labiais devem colorir os lábios apenas temporariamente.

Maquiagens para bonecas não podem ser utilizadas na pele infantil.

Todos os produtos cosméticos infantis devem expor no seu rótulo o número de registro na ANVISA ou o número do processo do produto na Agência. O número do registro do produto, normalmente, aparece no rótulo como Reg. MS – X.XXXX.XXXX (começa com o algarismo 2 e possui nove dígitos).

Sombras para olhos não eram permitidas em maquiagens infantis até 2011 pela ANVISA. O rosto e, especialmente, as pálpebras, são as áreas mais sensíveis a alergias. Mas em 2012 foi feita uma consulta pública pela ANVISA, que liberou a comercialização de maquiagem infantil, incluindo sombra para os olhos, para crianças a partir de 3 anos de idade.

Fonte: ANVISA – Cosméticos Infantis.

O que dizem os especialistas

  • A pele da criança é mais fina, absorve qualquer produto com maior facilidade.
  • Não há idade segura para utilizar maquiagem na infância. Quanto mais postergar o uso, melhor: a exposição precoce a essas substâncias sensibiliza a pele muito cedo, aumentando o risco de alergias futuras.
  • Preferir usar maquiagem apenas em eventos, momentos especiais, como apresentações de dança, festas, etc.
  • Usar apenas produtos liberados para a faixa etária.
  • Limpar o rosto com água e sabonete antes de dormir.
  • Atentar para sinais de alergia (dermatite de contato), como vermelhidão, descamação, coceira. Eles não costumam aparece na primeira vez que se usa um produto, mas sim com o passar do tempo, com a repetição do uso. Depois de instalada, volta a aparecer toda vez que houver contato com a substância.

Que marca escolher

Veja algumas marcas liberadas para uso a partir dos 5 anos de idade:

  • Beauty Brinq: é a primeira marca brasileira de maquiagem infantil. Possui kits com o selo da Disney, das princesas Tinkerbell, Minnie, etc. O selo da ANVISA e idade de recomendação (5 anos) vêm na embalagem.
  • Markwins: marca britânica comercializada no Brasil. Possui estojos menores e maletas mais sofisticadas, também seguindo as especificações da ANVISA. Liberadas a partir de 5 anos.

Ambas as marcas estão disponíveis nas lojas de departamento, como Americanas e Submarino.

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Como prevenir alergias e combater os ácaros

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As alergias são reações exageradas do nosso corpo para combater uma substância estranha. São a doença crônica mais comum na infância e na adolescência. Podem se manifestar, por exemplo:

  • na pele – com placas, vermelhidão, coceira, descamação, etc (a dermatite atópica)
  • nos olhos – com vermelhidão, ardência, lacrimejamento, fotofobia, etc (a conjuntivite alérgica)
  • nas vias respiratórias – com rinite (coriza, espirros, dor de cabeça, etc) e asma (tosse seca, falta de ar, chiado, dor no peito, etc)

A pessoa precisa ser predisposta para apresentar os sintomas de alergia. Em indivíduos que não são alérgicos, esses sintomas não chegam a aparecer. Essa predisposição tem um componente genético, bem como ambiental (frio, poluição do ar, uso de aparelhos de ar condicionado, pouco contato com a natureza) e o desmame precoce do leite materno (uso de leite de vaca antes de 2 anos de idade aumenta o risco de surgirem futuras alergias).

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Ácaros são seres microscópicos e são considerados os principais fatores desencadeantes de alergias respiratórias em indivíduos predispostos. Têm papel muito importante também nas alergias de pele e nas conjuntivites alérgicas.

Pacientes com predisposição a alergia de pele (atópicos) possuem disfunção da sua barreira lipídica protetora. Desta forma, o ácaro em contato direto com a pele desprotegida desencadeia uma reposta inflamatória que pode levar à dermatite atópica.

A conjuntivite alérgica acomete até 20% das crianças entre 6-7 anos e pode ser precipitada por ácaros, baratas, antígenos de cães e gatos (fungos e pólen também, mas são mais raros no Brasil).

Os ácaros podem estar presentes em qualquer lugar dentro de casa. 80% das superfícies visíveis têm ácaros, mas eles crescem em maior quantidade em locais úmidos, em colchões, mantas, travesseiros, tapetes, pelúcias, rodapés, frestas no assoalho etc. Em 1 g de poeira podem ser encontrados até 3.000 ácaros.

 

Cuidados para evitar crises alérgicas

Ingerir bastante líquido e lavar narinas com soro fisiológico.

Manter ambientes arejados (expostos ao ar e sol). O ideal é manter atmosfera seca no interior das habitações (umidade relativa entre 50 e 60% e temperatura entre 18 e 20°C).

Manter limpeza frequente (a cada 6 meses) de aparelhos de ar condicionado, diminuindo a presença de bactérias e fungos no ambiente, causadores de infecções respiratórias

Evitar carpetes e tapetes, que acumulam mais ácaros. Pisos frios também acumulam ácaros em menor quantidade e além disso permitem sua livre circulação no ar, logo não devem ser negligenciados completamente.

Limpar chão e móveis com pano úmido (pode ser usada solução de limpeza descrita abaixo).

Evitar livros expostos próximos à cama.

Manter banheiro ventilado e seco. Eliminar focos de infiltração e manchas de bolor. Colocar toalhas diariamente para secar e trocar duas vezes por semana no mínimo.

Preferir cortinas de material sintético e lavar cortinas 1x/semana.

Fazer manutenção adequada das roupas de cama, colchōes, travesseiros, cobertores:

  • Aspirar colchões quinzenalmente (para retirar resíduos de ácaros de suas fezes)
  • Evitar travesseiros de plumas e com ervas (acumulam mais ácaros e cheiro forte precipita rinite) e preferir os de látex e espuma (se for usar travesseiros de pluma, cobrir com capa anti-ácaro com zíper)
  • Lavar roupa de cama em água quente (acima de 55-60 graus)
  • Preferir edredons a cobertores (menor acúmulo de ácaros)
  • Trocar travesseiros de 2/2 anos, não sendo necessário lavar

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OBS: Colocar travesseiros e colchões no sol periodicamente pode ajudar a matar uma parcela dos ácaros, mas não substitui a sua troca. Após a exposição ao sol é necessário aspirar para retirar os resíduos de ácaros que foram mortos (o principal provocador das alergias são as fezes dos ácaros).

Lavagem e solução de limpeza

Lavar materiais em água morna (mínimo 55°C) é a melhor forma de matar os ácaros.

Em superfícies que não podem ser lavadas (superfícies de móveis, livros e colchões, por exemplo) pode ser aplicada uma mistura de 200 ml de vinagre de vinho branco em 4 litros de água. Essa mistura pode reduzir em 87% o número de ácaros. Opção: mistura meio a meio de álcool e vinagre.

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Solução ADF Plus

Solução desenvolvida pela Allergoshop que alega eliminar 86,7% dos fungos, bactérias e ácaros em 6 dias após a primeira aplicação e manter índice de repelência de 84,6% mesmo 10 dias após a utilização. Pode ser aplicada em tapetes, carpetes, sofás, cortinas, pelúcias, sapatos, roupas e em outros materiais têxteis. Pode também ser usada em outras superfícies que apresentem sinais de poeira e bolor, como cerâmicas, couro e fórmicas.

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Aquecimento e congelamento

Reduzem a proliferação de ácaros, mas sozinhos não são capazes de eliminar os restos de ácaros e sua fezes que provocam as alergias. Servem como alternativa aos materiais que não podem ser molhados.

Aquecimento: deixar 15 minutos na secadora a no mínimo 55°C.

Congelamento: manter em temperatura entre -18 a -20°C por 24 horas. Não é possível atingir essas temperaturas no congelador da geladeira, apenas no freezer. Temperaturas da geladeira podem apenas paralisar o crescimento dos ácaros, sem matá-los.

Uso do aspirador

Aspirar pó 2x/semana do quarto de dormir e locais mais frequentados pela pessoa alérgica pode reduzir a população de ácaros no ambiente e as crises alérgicas. Aspirar sofás, colchão e estrado. Chão, tapetes e carpetes também devem ser aspirados.

Os aspiradores com filtro HEPA (high efficiency particulate air) são mais eficazes que os aspiradores clássicos em aspirar pólens e ácaros.

Capas protetoras

A utilização de capas anti-ácaros é considerada muito eficaz na redução dos níveis de ácaros nos travesseiros e colchões, sendo recomendadas aos alérgicos.

No entanto, nem todas as capas comercializadas são recomendadas: elas devem ser preferencialmente com zíper e obrigatoriamente de plástico PVC. Capas de tecido ou TNT não são nada eficazes. Há opções de capas em dupla camada (de tecido com membrana de PVC interna) igualmente eficazes que o PVC puro e mais confortáveis ao toque (embora eu use as de PVC puro sem sentir qualquer incômodo).

Veja em: Alergo ShopAlergo House, Allergocenter, Casa do Alérgico.

 Outros

Purificadores de ar não têm qualquer benefício comprovado.

Queda dos dentes de leite

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As crianças começam a ganhar os dentinhos de leite quando bebês, em média entre 6 e 10 meses de idade, e até os três anos vão possuir 20 dentes de leite. Esses dentes são semelhantes em estrutura, mas diferentes no tamanho e formato em relação aos dentes permanentes. É somente por volta dos 5 a 7 anos que os dentes de leite começam a dar lugar aos permanentes.

A queda dos dentes de leite pode deixar as crianças orgulhosas da nova fase ou envergonhadas por ficarem banguelas, dependendo de como a situação for encarada. É recomendado agir naturalmente, explicando que estão crescendo e apontando amiguinhos na mesma situação.

Pode arrancar?

O processo de queda do dente acontece e forma natural, com a reabsorção de sua raiz pelo dente que está crescendo para ocupar seu lugar. Ele vai amolecendo e muitas vezes cai durante a alimentação ou escovação.

É comum a criança ficar incomodada com o dente amolecido porque a sua mobilidade atrapalha na hora de comer. Se o dente estiver bem mole e a criança quiser puxar levemente ou pedir ajuda pros pais pra arrancar, isso não será um problema. Do contrário, não se deve forçar a situação. O dente vai cair com ou sem ajuda.

OBS: A velha técnica de amarrar um fio dental no dente e prender na maçaneta da porta e bater não deve ser incentivada. Ela pode quebrar a raiz do dente e provocar muita dor.

Há algum tempo percebi que meu filho estava muito incomodado com um dente que tinha ficado muito mole. Ele estava sem coragem de puxar, então dei a ele uma maçã pra morder, sem nenhum alarde… Problema resolvido no ato.

Ordem de queda

Podem existir alterações nessa ordem, mas em geral os primeiros a cair são os incisivos centrais inferiores, aos 5-7 anos. Depois, os incisivos centrais superiores, seguidos pelos incisivos laterais. Geralmente os dentes inferiores caem antes dos superiores. Somente após os 9 anos costumam cair os outros dentes, começando pelos caninos. Depois se seguem os pré-molares, que caem até os 12-13 anos (do primeiro pré-molar inferior até o segundo pré-molar superior, conforme figura abaixo).

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OBS: Os primeiros molares permanentes nascem aos seis anos de idade, atrás do último dentinho de leite (segundos pré-molares), sem que haja a troca.

Particularidades

O dente permanente pode nascer logo depois da queda do dente de leite ou até um mês depois. Após a queda, pode haver um pequeno sangramento. Uma bolinha de algodão ou gaze embebida em água gelada pode ser dada para a criança morder por uns 5 minutos. A escovação deve ser feita normalmente após a queda de um dente.

Situações em que devemos procurar um dentista:

  • o dente permanente nasceu sem que o de leite tivesse caído
  • o dente de leite caiu mas o de leite não nasceu (mesmo após um mês da queda)
  • a criança tem mais de 7-8 anos e não nasceu nem caiu nenhum dente

E se engolir?

O perigo maior seria se a criança aspirasse o dente. Se a criança engolir sem perceber não tem problema: do mesmo jeito que entrou o dente vai sair, quando a criança for no banheiro.

Se o dente cair durante o sono, a tendência é ele sair da boca e não ser engolido.

E não custa dizer: não há relatos de crianças que aspiraram dente dormindo.

 

Congelamento e obtenção de células-tronco

As células-tronco obtidas da polpa dentária são de origem, conjuntiva e têm potencial teórico de regenerar células ósseas, de músculo, gordura e cartilagem. Elas não têm potencial de regenerar células sanguíneas e tratar leucemia (como as do cordão umbilical).

Atualmente as células tronco obtidas da polpa dentária estão sendo testadas com sucesso em cirurgias para lábio leporino, recuperando tecidos dentários. Outros usos ainda estão em fase de pesquisa – como a recuperação de tecido neuronal no tratamento de doença de Parkinson e Alzheimer. Até onde os estudos avançaram, elas não têm se mostrado boas para regenerar tecido muscular.

O ideal é que antes do dente cair, a criança faça uma consulta para ser examinada e fazer uma radiografia que ajude a decidir qual dente será usado. Quando ele começar a ficar mole, o local deve ser bem higienizado e o dente deve ser extraído em casa ou pelo dentista e ser acondicionado em tubo com soro fisiológico (para a polpa não secar) e refrigerado. Deve ser transportado em recipiente com gelo.

Encontrei empresas que fazem o serviço, como o Centro de Criogenia Brasil, que oferece o congelamento da polpa dos dentes de leite desde 2013. De acordo com os valores atuais custa em torno de R$ 2.600 e é preciso pagar uma taxa de manutenção anual de R$ 450 (um pouco menos caro que o congelamento do cordão umbilical).

No entanto, acredito que deve ser incentivado o congelamento do material em bancos públicos, da mesma forma que as células tronco do cordão umbilical. Além da questão do custo, alguns tipos de células-tronco não precisam de compatibilidade e poderiam ser usadas em várias pessoas. A Rede BrasilCord reune vários bancos públicos que armazenam sangue do cordão umbilical, mas não encontrei nenhuma informação a respeito do congelamento público de células da polpa dentária.

O Projeto Fada do Dente é um projeto científico que visa estudar e compreender os mecanismos existentes por trás do autismo infantil. Ele recebe doações de dentes de leite de crianças autistas acondicionados como já descrito acima.

OBS: Vale lembrar que, se a criança precisar extrair um dente permanente por algum outro motivo, ele também pode ser doado – sua polpa contém células-tronco do mesmo jeito.

Doação

Universidades aceitam receber dentes para uso em pesquisa ou ensino de anatomia. O dente extraído deve ser acondicionado em um recipiente com soro fisiológico, dentro de uma caixinha de isopor com gelo.

Tarefas para as crianças: habilidades e quadro de incentivo

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Essa semana voltou a circular uma tabela com algumas sugestões para as crianças ajudarem nas tarefas da casa. É uma tabela baseada no método Montessoriano, com atividades apropriadas para cada faixa etária, visando estimular a independência e participação da criança nas tarefas do dia-a-dia.

Há várias outras planilhas disponíveis na internet, todas um pouco semelhantes. A idéia e deixar de lado nossa tendência super protetora e permitir que a criança adquira responsabilidades que já são esperadas para a idade.

Quem não se pegou vestindo um filho que já sabe fazer isso sozinho ou guardando todos os brinquedos do quarto sem ajuda do filho simplesmente porque parece mais fácil? Todas fazemos isso. O problema, penso eu, é quando fazemos disso nossa rotina, sem dar espaço pros nossos filhos se tornarem mais independentes e menos acomodados.

Resumi abaixo algumas habilidades que são esperadas de acordo com a faixa etária.

 

habilidades

 

Planilhas semanais (quadros de incentivo)

Para incentivar o cumprimento das tarefas, já usei uma planilha de estrelinhas com as tarefas semanais. Deu certo por um bom tempo, depois foi ficando um pouco monótono. Foi baseado no quadro de incentivo da Super Nanny e as crianças conquistavam o direito de escolher um passeio pro final de semana quando ganhavam um mínimo de estrelinhas. Fiz com cartolina e canetinha mesmo, bem simples.

Agora encontrei uma versão para impressão que pretendo voltar a usar e deixo abaixo o molde em português e a minha versão adaptada pros meus filhos como exemplo. Vou plastificar pra poder marcar com canetinha e usar várias vezes. Dessa vez no lugar das estrelinhas as crianças vão ganhar moedas ao fim de cada semana.

Quem se anima?

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Modelo

tarefas-lipe-e-liviaHá também quadros prontos à venda, com ímãs que podem ser colocados sobre o dia da semana após a tarefa ser realizada. A maioria é imantada visando permitir, por exemplo, o uso na geladeira.

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Comprar em: Elo7

 

 

Sabonetes, óleos e hidratantes para a pele da criança maior

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Em sequência ao post anterior sobre produtos para pele de bebês, adapto a acrescento algumas informações para o dia-a-dia dos nossos filhos maiores.

O banho, além de ser uma prática necessária para manter a higiene, é um momento de relaxamento e também diversão para as crianças.

Resíduos de alimentos, fezes, saliva, pomadas, restos celulares e poeira atmosférica devem ser retirados através do banho. Como a maior parte desses resíduos possui componentes gordurosos em sua composição, a limpeza somente com água não é suficiente. A água é capaz de remover, segundo alguns estudos, somente 65% da sujeira da pele.

Funções da pele

A pele é o maior órgão do corpo humano e suas principais funções são: barreira, proteção física e imunológica, regulação da temperatura corporal, percepção (calor, frio, dor e tato), secreção de substâncias e de precursores de vitamina D. O principal motivo pelo qual devemos cuidar bem da nossa pele é justamente a necessidade de mantê-la íntegra para que ela possa exercer plenamente suas funções.

Barreira: é a função mais importante, exercida pela camada mais externa da pele, a camada córnea. São funções de barreira: prevenir a desidratação, impedir a penetração de agentes tóxicos e corrosivos, minimizar a invasão de microorganismos.

Manutenção da temperatura corporal: função realizada pela camada de gordura da pele e pelo suor produzido pelas glândulas sudoríparas.

Evitar a perda de água: função realizada pelo sebo produzido pelas glândulas sebáceas. Ele irá fazer parte do filme lipídico da pele e evitar a perda de água.

Proteção: função realizada pelo pH ácido da pele. O pH da pele saudável da criança e do adulto varia de 4 a 7 (maioria 4,2 – 5,6). Essa acidez protege contra a penetração de microorganismos.

Sabonete ideal

O pH é a característica mais importante de um sabonete. Sabonetes com pH 7,0 têm a capacidade de aumentar o pH da pele em 1,0 e essa alteração persiste por 60 minutos.

Em crianças com predisposição atópica (alérgica), estas variações de pH são mais acentuadas e danosas. Foi demonstrado que a simples elevação do pH é capaz de romper a barreira cutânea, sendo que a recuperação é mais lenta nos atópicos.

Sabonetes líquidos são sempre preferíveis aos em barra vários motivos:

  • Mais higiênicos: a barra fica contaminada com microorganismos da pele, ainda mais quando compartilhados
  • Maior poder hidratante e emoliente: permite inclusão de substâncias na composição que a barra não permite
  • pH ácido: o melhor que se consegue de um sabonete em barra é o pH neutro
  • Menos abrasivos: esfregar uma barra pode irritar a pele sensível

Entre os efeitos negativos dos sabonetes sobre a pele, podemos incluir:

  • Alcalinização do pH: provocando variação nas espécies e aumento no número de bactérias e alterando a atividade das enzimas epidérmicas.
  • Interação com proteínas: fragmentando queratina e desidratando as membranas celulares e o colágeno.
  • Interação com os lipídeos: tornando os lipídeos mais solúveis e danificando a camada córnea.
  • Citotoxicidade: alterando a permeabilidade e levando à lesão celular.

Entre as manifestações clínicas decorrentes dessas alterações sobre a pele estão: pele seca, descamação, vermelhidão, coceira, aspereza na pele. As manifestações serão mais intensas quanto maior o tempo de exposição ao sabonete e quanto maior a frequência do uso.

Sabonetes Infantis

São os únicos recomendados para crianças até 1 ano de idade. Após 1 ano, seu uso é opcional.

As tabelas abaixo comparam o pH dos sabonetes infantis (extraídas do artigo científico “Avaliação crítica do pH dos sabonetes infantis“). Observe que mesmo alguns que contém expressões como “pH neutro”, “pH balanceado” ou “dermatologicamente testado” apresentam pH acima da faixa esperada. O ideal seria usar sabonetes com pH inferior a 7,0 (ácidos). Mas como é possível notar abaixo, apenas o sabonetes líquidos atingem esse nível.

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Praticamente qualquer sabonete líquido descrito acima será melhor para uso infantil que o em barra. A grande maioria dos sabonetes infantis em barra tem pH 8-11.

Entre os sabonetes em barra aquele que se destaca pelo menor pH com bom custo-benefício é o Dove baby. O Galderma Proderm tem um pH ainda menor, mas custa 20X mais. A maior desvantagem da marca Dove é realizar testes em animais, bem como todas as grandes marcas do mercado (Johnson’s, Avon, Huggies, todas testam).  Granado e Natura são exemplos de empresas que não fazem testes nem utilizam substâncias de origem animal.

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Melhor custo-benefício de sabonete infantil em barra

Sabonetes para uso adulto

A partir de 1 ano de idade a criança pode passar a usar o mesmo sabonete dos pais. Esses sabonetes não têm as mesmas propriedades que os próprios para uso infantil, de forma que deve-se preferir os hipoalergênicos, sem corantes e fragrância forte.

Em avaliação do Proteste o Dove foi o único sabonete em barra com pH adequado para uso, inclusive para os adultos. O Proteste avaliou outros quesitos, mas do ponto de vista dermatológico poucos sabonetes foram considerados adequados.

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Melhor custo-benefício de sabonete adulto em barra

Ainda segundo a avaliação do Proteste, ao avaliar os sabonetes que ficam em segunda linha (pelo menos não variam tanto o pH da pele nem a deixam desidratada), restariam as opções abaixo:

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Vale reforçar que a maioria das grandes marcas, como a Dove, faz testes em animais, no entanto Granado e Phebo não fazem nem utilizam substâncias de origem animal em sua formulação. Fonte: SAC das marcas – disponibilizado no site Guia Vegano.

Enquanto os sabonetes em barra ficam em sua maioria com pH acima de 8-11, os sabonetes líquidos são mais adequados ao pH ácido da pele, conforme pode ser visto na tabela abaixo (extraída do artigo “Variações do pH dos sabonetes e indicações para sua utilização na pele normal e na pele doente“, Anais Brasileiros de Dermatologia). Quaisquer deles seria mais adequado que os em barra. E, ao contrário do que parece, apesar do custo mais alto, as versões líquidas geram bem menos desperdício que as em barra, compensando do ponto de vista financeiro.sabonetes-liqs-adultos

Syndets

Existem sabonetes chamados Syndets que são fabricados a partir de componentes sintéticos e não de sabão. Esses detergentes sintéticos têm pH neutro ou ligeiramente ácido e provocam menos irritação na pele. O inconveniente dos Syndets é o custo elevado para uso diário. São frequentemente indicados para crianças e adultos com dermatite atópica (alergia na pele).

Entre aqueles que foram estudados no artigo citado acima está o Cetaphil, que atualmente tem uma versão infantil (Dermopediatrics).
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Sabonetes antibacterianos

Sabonetes antibacterianos não devem ser usados regularmente!!!!

Os sabonetes antibacterianos em barra apresentaram os maiores valores de pH de todos os avaliados (pH 10-11), sendo que os líquidos apresentaram pH um pouco mais aceitável. Isso demonstra que esses produtos podem ser agressivos para a pele da criança e que não deveriam ser usados de maneira rotineira. Devem ficar reservados para situações específicas, por curtos períodos e em localizações restritas (como nas mãos), conforme orientação do pediatra ou dermatologista.

Em análise do Proteste a maioria dos sabonetes bactericidas tiveram um desempenho muito ruim. Os sabonetes da marca Protex barra e líquido e Lifebuoy líquido não eliminaram nenhum micro-organismo. Dos cinco sabonetes que anunciavam proteger a pele contra o Staphylococcus aureus (causador de infecções na pele), somente o Dettol em barra confirmou a ação. Soapelle e Soapex não foram testados.

Banho

Banhos longos e quentes removem a camada lipídica, deixando a pele mais ressecada e com sua barreira de proteção danificada. O ideal é que a temperatura da água seja próxima à corporal, em torno de 37°C.

Banho diário é recomendado. No entanto, caso seja necessário um segundo banho no dia, ele deverá ser preferencialmente sem sabonete, a fim de minimizar seus efeitos negativos.

Hidratantes

Nosso hábito de banhos diários danifica o manto lipídico da pele e sua barreira de proteção. No inverno o banho fica mais quente, aumentando o risco de desidratação da pele. No verão, o sol, os ambientes secos pelo ar condicionado, a água da piscina e da praia também ressecam a pele. A hidratação estaria, assim, sempre indicada.

Crianças com a pele seca são mais propensas a desenvolver dermatite atópica, um dos problemas mais comuns entre os pequenos. São manchas avermelhadas que descamam e surgem pelo corpo, podendo produzir coceira; ou pior, se a criança coçar e arranhar, pode ser uma porta de entrada para bactérias. Em crianças com dermatite atópica a hidratação é ainda mais importante.

Podem ser aplicados 1-2 vezes ao dia. O melhor momento para aplicação do hidratante seria após o banho, justamente para reparar o dano da barreira que ele provoca.

O pH dos hidratantes varia entre 3 e 8, sendo mais adequados aqueles entre 4,5 e 7,0.

Mesmo um excelente hidratante não precisa ser de uso exclusivo infantil. A maior parte dos hidratantes ditos “infantis” não são adequados. Os produtos que permitem uso na infância não devem possuir componentes alergênicos. Eles podem ser um gatilho para o sistema imunológico, provocando alergias respiratórias ou da pele.

Entre aqueles recomendados pelos dermatologistas, que estão liberados, segundo os fabricantes, para para uso em crianças estão: Mustela Hydra Bébé, Cetaphil Dermopediatrics e Restoraderm (versão para portadores de dermatite atópica), Umiditá infantil, Lipikar Syndet, Neutrogena Hidratante Norwegian, Fisiogel e Eucerin pH5. Todos liberados para crianças a partir de 6 meses de idade – veja aqui quais podem ser usado em bebês recém nascidos.

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Óleos

São substâncias que fazem um filme de proteção na pele, diminuindo a perda de água. Diferem dos hidratantes (umectantes), que agregam molécula de água e penetram na pele, deixando-a mais hidratada. Em resumo, diferente do que a maioria das pessoas acredita, os óleos (emolientes, lubrificantes) impedem a desidratação da pele, mas não hidratam.

Os óleos podem ser usados de diversas formas:

  • Em uma massagem
  • Sobre os hidratantes (aumentando a duração do efeito hidratante)
  • Na pele antes do banho (evita a perda do conteúdo lipídico da pele durante o banho)
  • Podem ser também usadas algumas gotas de óleo na água da banheira (também minimiza a perda durante o banho)

Preferir os óleos sem fragrância porque têm menor potencial alergênico, como o exemplo abaixo.

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Com participação do marido e dermatologista, Dr Daniel Fernandes Melo.

Sabonetes infantis, óleos e hidratantes para a pele do bebê

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Um estudo mostrou que em média oito produtos diferentes são em geral aplicados na pele do bebê no primeiro mês de vida – entre eles os sabonetes, óleos e hidratantes. Muitos produtos aplicados na pele de recém-nascidos não foram desenvolvidos para esta faixa etária. Alguns desses produtos podem aumentar os riscos de alergias e infecções. Há casos relatados, inclusive, de infecções generalizadas decorrentes de cremes sem conservantes adequados.

Funções da pele

A pele é o maior órgão do corpo humano e suas principais funções são: barreira, proteção física e imunológica, regulação da temperatura corporal, percepção de calor/frio/dor/tato, secreção de substâncias e de precursores de vitamina D. O principal motivo pelo qual devemos cuidar bem da nossa pele é justamente a necessidade de mantê-la íntegra para que ela possa exercer plenamente suas funções.

Barreira: é a função mais importante, exercida pela camada mais externa da pele, a camada córnea. São funções de barreira: prevenir a desidratação, impedir a penetração de agentes tóxicos e corrosivos, minimizar a invasão de microorganismos.

Manutenção da temperatura corporal: função realizada pela camada de gordura da pele e pelo suor produzido pelas glândulas sudoríparas.

As glândulas sudoríparas vão amadurecendo aos poucos após o nascimento, primeiramente na face, depois no tórax, axilas e por último extremidades. Quando está quente, baixamos a temperatura corporal perdendo calor pela evaporação do suor. Recém-nascidos têm menor capacidade desse tipo de regulação, estando sob risco de hipertermia (aumento da temperatura corporal) em ambientes muito quentes e quando estão com muitas camadas de roupa.

Já a gordura da pele funciona como um isolante e serve para impedir grandes perdas de calor, o que ocorre quando estamos em ambientes frios.

Evitar a perda de água: função realizada pelo sebo produzido pelas glândulas sebáceas. Ele irá fazer parte do filme lipídico da pele e evitar a perda de água.

Proteção: função realizada pelo pH ácido da pele. O pH da pele saudável da criança e do adulto varia de 4 a 7 (maioria 4,2 – 5,6). Essa acidez protege contra a penetração de microorganismos. Logo após o nascimento, o pH é mais alcalino e vai se acidificando do 3° para o 4° dia de vida. A estabilização definitiva do pH ocorre a partir do 1° mês de vida.

Pele do prematuro

Prematuros nascem com a pele mais fina. Ela vai amadurecendo após o nascimento em contato com o ambiente gasoso (e não líquido como no útero) e com a abrasão constante (pelas roupas, por exemplo). Na 2a ou 3a semana de vida já se torna equivalente à do bebê nascido a termo. São algumas diferenças da pele do prematuro:

  • Espessura da pele mais fina (camada córnea mais fina e permeável): maior perda de água pela pele, maior risco de infecções e penetração de agentes tóxicos causadores de irritações a alergias
  • Glândulas sebáceas ainda em desenvolvimento: maior perda de água pela pele
  • Menor camada gordurosa: menor controle de temperatura, maior propensão ao trauma superficial

Sabonetes

A água não remove todas as impurezas depositadas sobre a superfície da pele. Resíduos de alimentos, fezes e saliva possuem componentes gordurosos em sua composição, sendo removidos apenas com sabonete. Segundo alguns estudos a água remove somente 65% do total da sujeira.

Os sabonetes recomendados para banho são aqueles com pH próximo ao da pele (ácido, entre 4 e 7, maioria 4,2 – 5,6) e com o mínimo de conservantes. É contraindicado o uso de sabonetes alcalinos e com perfumes ou corantes alergênicos.

Curiosamente, sabonetes neutros têm a capacidade de aumentar o pH da pele em 1,0 e essa alteração persiste por 60 minutos. Em recém-nascidos essa alteração pode persistir por mais de 24 horas, provocando modificações na barreira natural que protege e pele.

Sabonetes líquidos são preferíveis aos em barra vários motivos:

  • Mais higiênicos: as barras ficam contaminadas com microorganismos da pele
  • Maior poder hidratante e emoliente: permitem inclusão de substâncias na composição que as barras não permitem
  • Menos abrasivos: esfregar uma barra pode irritar a pele sensível
  • pH ácido: o melhor que se consegue de um sabonete em barra é o pH neutro

Sabonetes Turma da Mônica e Johnson’s em barra, por exemplo, têm pH 10 (muito alcalinos). Líquidos têm pH 5,6-5,8 (ácidos como a pele saudável).

Extraí de um artigo científico essa tabela que compara o pH dos sabonetes infantis. Observe que mesmo alguns que contém expressões como “pH neutro”, “pH balanceado” ou “dermatologicamente testado” apresentam pH acima da faixa esperada. Aqueles com pH acima de 7,0 são contra-indicados.

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Entre aqueles mais recomendados pelos dermatologistas estão o Mustela Dermo-Nettoyant e o Cetaphil Dermopediatrics. Esse último é na verdade um Syndet (“synthetic detergent”), sabonete fabricado a partir de componentes sintéticos e não sabão. Syndets costumam ter pH ligeiramente ácido e provocar menos irritação na pele. O inconveniente deles está no custo elevado, sendo no entanto preferível para crianças com dermatite atópica.

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Banho: recomendações

Em resumo, o banho deve ser de no máximo 5-10 minutos, evitando o uso de substâncias que removam a camada lipídica da pele e que alterem substancialmente o pH. A temperatura da água deve ser próxima à corporal, em torno de 37°C. E o sabonete deve ser aplicado suavemente com a mão, diretamente sobre a pele, e depois removido com água sem muita fricção.

Hidratantes

Pode parecer estranho que se recomende hidratar a pele do bebê tão macia… No entanto, acredita-se que a barreira cutânea só esteja completamente funcionante a partir de um ano de idade. Apesar de não estar provado que os hidratantes previnam as infeções no recém-nascido, eles protegem o extrato córneo e parecem ter o potencial de ajudar no amadurecimento e reparo das agressões à barreira cutânea. Nosso hábito de banhos diários, danificando a barreira, apenas reforça essa indicação.

No inverno o banho fica mais quente, aumentando o risco de desidratação da pele. No verão, o sol, os ambientes secos pelo ar condicionado, a água da piscina e da praia também ressecam a pele. A hidratação estaria, assim, sempre indicada.

Bebês com a pele seca são mais propensos a desenvolver dermatite atópica, um dos problemas mais comuns entre os pequenos. São lesões avermelhadas, que descamam e surgem pelo corpo, podendo produzir coceira (ou pior: se a criança coçar e arranhar, pode ser uma porta de entrada para bactérias).

Os produtos hidratantes não devem conter perfumes ou corantes alergênicos. Nos primeiros meses de vida, isso pode ser um gatilho para o sistema imunológico, provocando alergias respiratórias ou da pele.

O melhor momento para aplicação do hidratante seria após o banho, justamente para reparar o dano da barreira que ele provoca.

Entre aqueles recomendados pelos dermatologistas que estão liberados para uso, segundo os fabricantes, para bebês recém-nascidos estão: Mustela Hydra Bébé, Cetaphil Dermopediatrics, Umiditá infantil, Lipikar Syndet. A partir de 3 meses pode ser usado o Cetaphil Restoraderm (versão para portadores de dermatite atópica). E entre aqueles liberados para uso a partir dos 6 meses de idade estão: Neutrogena Hidratante Norwegian, Fisiogel e Eucerin pH5.

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Hidratantes para bebês de 0 a 6 meses
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Hidratantes para bebês acima de 6 meses

 

Óleos

São substâncias que fazem um filme de proteção na pele, diminuindo a perda de água. Diferem dos hidratantes (umectantes), que agregam molécula de água e penetram na pele, deixando-a mais hidratada. Em resumo, diferente do que a maioria das pessoas acredita, os óleos (emolientes, lubrificantes) impedem a desidratação da pele, mas não hidratam.

Os óleos podem ser usados de diversas formas:

  • Em uma massagem
  • Sobre os hidratantes (aumentando a duração do efeito hidratante)
  • Na pele antes do banho (evita a perda do conteúdo lipídico da pele durante o banho)
  • Podem ser também usadas algumas gotas de óleo na água da banheira (também minimiza a perda durante o banho)

Quando usados em grande quantidade os óleos podem obstruir o ducto de saída das glândulas sudoríparas e provocar miliária – a brotoeja. Os produtos para bebê não devem conter perfumes ou corantes alergênicos, como o óleo de massagem Mustela e o Johnson’s para recém-nascido.

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Observação: Post com participação especial do Dr Daniel Fernandes Melo, marido e dermatologista.

Uso de filtro solar na infância

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filtrosPassamos cada vez menos tempo ao ar livre. Com o aumento da incidência da deficiência de vitamina D, que pode chegar a 75% da população em algumas áreas, o uso excessivo de filtro solar tem sido motivo frequente de discussão.

A principal fonte de vitamina D é a produção endógena (interna) estimulada pelos raios solares. E o uso do filtro solar bloqueia a absorção de raios ultravioletas essenciais para a produção da vitamina. Na infância, a deficiência de vitamina D leva a uma doença óssea chamada raquitismo e nos adultos pode levar a osteoporose e outras doenças.

Mas então por que usar filtro?

  • A perspectiva é que até 2029 o câncer supere as doenças cerebrovasculares como principal causa de morte no Brasil
  • O câncer de pele é o câncer mais frequente no Brasil (30%) (Fonte: INCA)
  • Mais de 90% dos casos são provocados pelos raios ultravioleta
  • O histórico de queimaduras durante a infância é particularmente especial: ele aumenta significativamente o risco de melanoma na vida adulta
  • Mais de 75% da radiação solar que recebemos na vida se dá até os 20 anos de idade (Fonte: Detrmatologia.net)
  • A exposição aguda aos raios UV aumenta o risco de melanoma e carcinoma basocelular, enquanto a exposição crônica aumenta o risco de carcinoma espinocelular

Esse assunto é muito polêmico, inclusive no meio médico.

Dermatologistas recomendam o uso do filtro solar, diariamente, pelo menos duas vezes ao dia, com reaplicações a cada 2 horas nas exposições agudas (praia, piscina, etc). Também pedem para evitarmos o sol entre 10-16h.

Endocrinologistas pedem para mantermos no mínimo 15-20 minutos diários de exposição aos raios solares para produzirmos a quantidade necessária de vitamina D, sem filtro e sem vidro na frente (raios UV não atravessam vidro) e preferencialmente 10-16h.

Pois é…

Há que se usar o bom senso e encontrar um meio termo. Precisamos nos proteger do raquitismo e da osteoporose e precisamos nos proteger do câncer de pele.

Sobre os filtros solares

Os filtros devem ser capazes de bloquear raios UVA, UVB, infra vermelho e luz visível. Atualmente fala-se também na capacidade de proteção contra luz azul, responsável pela geração do melasma (manchas que, entre outros fatores, podem surgir na face na gravidez).

  • Radiação UVB: com penetração mais superficial na pele, provoca inflamação e vasodilatação (vermelhidão) e induz perda da regulação anti-oncogênica, aumentando o risco de câncer. Mede-se pelo FPS (dose eritematosa mínima, ou seja, quanto tempo leva pra ficar vermelho). FPS 15, por exemplo, significa que a pele leva 15 vezes mais tempo para ficar vermelha do que sem filtro. A curva de proteção faz um platô no FPS 30: proteção 95% de proteção. Qualquer proteção abaixo de 30 não é atualmente indicada. Acima de 30 o ganho diminui, de forma que o FPS 60 não protege o dobro de 30 e o 90 não protege o triplo. Curiosidade: a cosmética do filtro com FPS alto é em geral pior porque as substâncias do filtro só se estabilizam em meio lipídico, de forma que quanto maior é o FPS, mais gorduroso costuma ser o protetor.
  • Radiação UVA: penetra mais profundamente, causando degeneração de colágeno e fibras elásticas. Confere proteção contra o envelhecimento cutâneo. Mede-se por PPD, que já está começando a ser colocado nos frascos. Valor bom é no mínimo 1/3 do UVB. Curiosidade: apesar do UVB ser o principal, a radiação UVA também causa dano superficial, aumentando o risco de câncer.
  • Infravermelho e luz visível: podem provocar manchas na pele e envelhecimento.

Os produtos podem conter filtros físicos e químicos.

  • Filtros físicos são aqueles que contém substâncias que conferem mecanismo de barreira: oxido de ferro (marrom, deixa com tonalidade cor de pele e não são usados na infância), oxido de zinco e dioxido de titâneo. A cosmética deles fica mais pesada, normalmente são mais espessos e deixam a pele bem branca.
  • Filtros químicos são aqueles que contém partículas reflectantes da luz solar, que absorvem e refletem energia luminosa. A cosmética desses filtros, em geral, é mais leve. Por penetrarem na pele têm maior potencial de causar alergia nas crianças.

Adultos devem usar filtros conjugados, com componentes físicos e químicos, um pro rosto e outro pro corpo. Crianças menores de 2 anos devem usar filtro com a maior porcentagem possível de componentes físicos. Veja abaixo as recomendações por idade.

Recomendações por idade

As medidas de fotoproteção na infância diferem do adulto e têm particularidades de acordo com a faixa etária.

Bebês abaixo de 6 meses:

  • Recomendado banho de sol por curtos períodos (vide post Banho de sol): 5 a 10 minutos/dia usando apenas de fralda ou 30 minutos/dia usando roupa (expondo apenas braços e pernas), de preferência entre 7 e 10h da manhã, evitando entre 10 e 15h (16h no horário de verão)
  • Não usar filtro solar
  • Usar roupas e chapéus quando expostos ao sol por períodos mais prolongados

Acima de 6 meses:

  • Evitar exposição entre 10-15h (16h no horário de verão)
  • Preferir fotoprofetores com FPS superior a 30 e autorizados para uso infantil

(A) 6 meses a 2 anos:

  • Preferir produtos compostos em sua maior parte por filtros inorgânicos, com barreira mais física (que deixa a pele branca) do que química
  • São os filtros que em geral se intitulam “baby” ou “mineral”
  • Exemplo de filtros 100% físicos: Photoplus baby 30+ da Dermatus e Mustela Creme Minérale

OBS: Pode ser necessário usar óleo para retirar depois o filtro da pele.

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(B) Acima de 2 anos:

  • Preferir produtos com resistência à água, de fácil aplicação e espalhabilidade, como loções cremosas ou aerossóis
  • São os filtros “kids”, infantil”, ou “criança”
  • Exemplos: Avene spray enfant (infantil) 50+, Anthelios Dermo Pediatrics 60, Episol infantil, Sun Max Sensitive family 30 ou 50, Mustela 50+ (todos contém filtros químicos, mas podem ser usados em menores de 2 anos também)

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Outras marcas de filtros mais baratas e comuns nas prateleiras das farmácias foram testadas pelo Proteste quanto à proteção, espalhabilidade e alergenicidade. As marcas mais recomendadas pela entidade foram Nivea Sun infantil (para as crianças) e Solar Expertise (para os adultos). Veja pesquisa aqui.

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Como usar o filtro solar

  • Recomendado para todas as raças
  • Primeiro testar em uma pequena área  e observar se aparecem sinais de alergia (vermelhidão, coceira, descamação, manchas, bolinhas, etc)
  • Aplicar na pele vestindo a menor quantidade de roupas possível
  • 15-30 min antes da exposição
  • Reaplicar 2/2h na exposição aguda (ida à praia, piscina, clube, por exemplo) – por melhor que seja o filtro, ele não dura mais do que 4h na pele
  • Reaplicar após sair da água
  • Quantidade generosa (2g/cm2, o equivalente a 1 colher de chá) – deixar a pele muito, muito branca!
  • Lembrar de aplicar nas orelhas, pés e dobras
  • Cuidado redobrado quando estiver em locais que refletem os raios, como areia, concreto, gelo e água (a neve/gelo tem alta reflexão, queimando mais a pele do que o sol do dia-a-dia)
  • Em regiões serranas e de altitudes elevadas ficamos mais expostos à radiação também
  • O filtro deve ser o último a ser aplicado, ficando sobre outros produtos como hidratante
  • Usar mesmo em dias nublados, porque os 80% dos raios UV passam pelas nuvens

Além do protetor

  • Roupas UV: com FPS 50, dispensam aplicação do filtro na área que protegem, sendo bem prático e com efeito duradouro (não saem na água nem demandam reaplicação)
  • Chapéu: protege cabeça e cabelos (há aqueles com proteção UV FPS 50)
  • Óculos escuros: protegem os olhos, quando são de boa qualidade
  • Guarda-sol:

Os tecidos possuem uma medida chamada Fator de Proteção Ultravioleta (FPU). O algodão e o nylon apresentam uma capacidade de fotoproteção bem menor do que as fibras sintéticas, como o poliéster e a poliamida. A cor mais intensa absorve mais a radiação, servindo como um filtro. A cor escura por isso protege mais, mas como ela aquece mais também, em geral, a cor intermediária seria mais recomendada.

Existem guarda-sóis de lona que bloqueiam em torno de 50% da radiação. A loja UV line vende guarda-sóis que bloqueiam 98% da radiação UVA e UVB. Na Decathlon vende o PARUV da Tribord com praticamente a mesma proteção e bem mais em conta.

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Inmetro realizou um estudo avaliando o FPU das marcas comuns do mercado. A classificação máxima foi 50+. As marcas com proteção 50+ foram: Belfis, BlueMan, Botafogo, Kim, Mor Casa e Lazer. Náutica = 5!!! Carrefour=0!!!

Nivea Doll

São bonecos desenvolvidos pela Nivea que ficam queimados ao serem expostos ao sol. São bonitinhos e servem para demonstrar para as crianças a capacidade de proteção do filtro. Veja vídeo promocional no Youtube. Encontrados em farmácias e no Mercado Livre.

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Pulseiras UV (UV Wristband)

Medidoras de radiação UV, elas mudam de cor indicando a hora de reaplicar o filtro. Encontrei alguns modelos na Amazon e Ebay. A maioria dos modelos é descartável e à prova d’água. Cada vez que aplicar o filtro na criança, basta aplicar também sobre a pulseira. Há também modelos de silicone que podem ser reutilizados.

 

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Participação especial do marido e dermatologista, Daniel Fernandes Melo.

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