Organizadores de guarda-roupa e brinquedos

Organizar brinquedos e guarda roupa é uma tarefa difícil com a quantidade de coisas que nossos filhos costumam ter hoje em dia. Aqui em casa temos uma regra atualmente: pra entrar roupa, brinquedo ou sapato novo tem que sair um velho pra doação. Sempre que tem um aniversário, Natal ou Dia das Crianças, por exemplo, as crianças participam da arrumação e decidem comigo o que vai ser doado.

PARA OS sapatos

Sapateiras podem ser colocadas atrás da porta pra economizar espaço ou dentro do armário naqueles organizadores tradicionais. Seguem algumas outras idéias que achei válidas compartilhar.

sapateira
Sapateira – Comprar em: Forma Livre

sapateira
Comprar em: Lojas KD
Gavetão para cama encontrado na revista Minha Casa
Poderia ser feita por um marceneiro, mas encontrei uma similar à venda.

sapateira
Comprar em: Meu Móvel de Madeira
Puff sapateira

sapateira
Comprar em: Casa Mais Prat-k ou Loja Oz ou Ordenato
Sapateira extensível e muitas outras

sapato de bebê
Comprar em: Elo7
Organizadores para sapatos de bebê
para as gavetas

Para gavetas, separar em divisórias é excelente pra qualquer tipo de roupa ou objetos. Além das divisórias tradicionais há algumas reguláveis que servem para quase qualquer gaveta. De potes de sorvete a caixinhas, há também algumas opções criativas no estilo faca você mesmo.

divisória de gaveta
Comprar em: Loja OZ
Divisórias de gaveta ajustáveis

divisória de gaveta
Tutorial: I Heart
Organizando a gaveta com caixinha, fácil de fazer

divisória de gaveta
Comprar em: TokStok
Organizador de gaveta
para os prendedores de cabelo

Prendedores de cabelo de meninas ficam lindos quando bem organizados em caixinhas, porta jóias ou em um dos modelos que encontrei abaixo.

 

tic
Comprar em: Elo7
Porta acessórios para elásticos e tic-tacs, dica de Lucy Mizael

arco
Comprar em: Elo7
Porta arco de cabelo, dica de Lucy Mizael
porta enfeite de cabelo
Caixinha também serve para os prendedores, dica de Lucy Mizael

Comprar em: Elo7
Para organizar tic-tacs e laços, fácil de fazer com uma moldura de porta retrato e fita
PARA OS BRINQUEDOS

Móveis para guardar brinquedos e livros são muito práticos. Em quartos pequenos quanto mais objetos suspensos mais chão e melhor a sensação de espaço livre.

Gosto daqueles móveis baixinhos e de prateleiras baixas, bem no estilo Montessoriano. Há muitos modelos que já descrevi na publicação Casa e Quarto Montessoriano.

móvel para brinquedos
Comprar em: TokStok
Toystante para brinquedos e livros

móvel para brinquedos
Comprar em: TokStok
Módulos diversos vendidos separadamente em várias cores,
permitindo combinações. Pode ser usado na horizontal, no chão.

móvel para brinquedos
Comprar em: TokStok
Estante com módulos vendidos separadamente

móvel para brinquedos
Comprar em: Tadah
Móveis de madeira de confecção própria super criativos e coloridos
Repare no nicho usado para livos – disponível em outras cores

móvel para brinquedos
Comprar em: MercadoLivre
Estantes organizadoras de brinquedos
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Comprar em: Elo7

móvel para brinquedos
Comprar em: Elo7
Cestos organizadores em várias estampas

móvel para brinquedos
Comprar em: Kaloré
Organizadores de brinquedos em vários temas

móvel para brinquedos
Comprar em: ELo7
Módulos organizadores de brinquedos

móvel para brinquedos
Comprar em: Kaloré
Móvel organizador de brinquedos

móvel para brinquedos
Comprar em: Kaloré
Porta brinquedos de parede

Comprar em: Loja do Bebê Online
Saco organizador de brinquedos

Comprar em: Loja do Bebê Online
Caixa de TNT para brinquedos

móvel para brinquedos
Caixas organizadoras – Comprar em: Elo7
Estante, de marca genérica, usada na horizontal com caixas organizadoras
de TNT

 

quarto montessori 2
Comprar em: Leroy Merlin ou Elo7
Prateleiras – Fonte : Just Real Moms

organizador de brinquedos
Comprar em: Mercado Livre ou Elo7
Sapateiras de 12 divisórias penduradas em altura baixa atrás da porta
organizador de brinquedos
Exemplo de sapateira transparente, com objetos variados
Fonte: Piquituxos

40 Atividades Montessorianas

criancas

Maria Montessori (1870-1952) foi uma médica psiquiatra e pedagoga italiana, indicada três vezes ao Prêmio Nobel da Paz, que desenvolveu o método educacional que leva seu nome. Também formada em biologia, psicologia e filosofia, ela trabalhou com crianças especiais e, posteriormente, em uma escola italiana de bairro pobre, em Roma, e com a experiência desenvolveu sua metodologia.

Montessori sugere atividades simples e criativas pra atingir cada finalidade. Ela utilizava materiais simples e baratos, como papéis, vidros, fitas, tinta, elementos da natureza… E segundo sua metodologia esses materiais devem cumprir alguns pré-requisitos: serem estéticos, sensoriais e adaptados ao tamanho e força da criança. Devem integrar somente uma dificuldade por atividade e permitir que a criança consiga corrigir o erro sozinha.

Há muitos brinquedos hoje em dia a venda que cumprem todas essas “exigências”, mas vou deixar aqui os exemplos que encontrei das atividades mais ao estilo faça você mesmo (quem me conhece sabe que é disso que eu gosto).

A pedagoga propõe uma educação que começa no desenvolvimento dos sentidos e evolui para a vida prática, incluindo atividades da casa (varrer, lavar, arrumar), contato com a natureza e seus elementos, e a ciência (da matemática, linguagem, etc).

Segundo Montessori, a criança se desenvolve em “períodos sensíveis” ao desenvolvimento, dos 0-6 anos, e devemos ter isso em mente ao escolher as atividades para a faixa etária :

  • desenvolvimento do movimento : 0-6 anos
  • da linguagem : 0-1ano
  • dos pequenos objetos : 1-4 anos
  • da higiene e desfralde : 1,5-3 ano
  • da ordem : 2-4 anos
  • da música : 2-6 anos
  • dos sentidos : 2-6 anos
  • das boas maneiras e convívio social : 2-6 anos
  • da leitura : 2-5 anos
  • da escrita : 3-4 anos
  • das relações espaciais : 4-6 anos
  • da matemática (4-6 anos)

OBS : Há variações e essa faixa é só uma média. O tempo de cada criança deve ser identificado e respeitado.

Atividade sugeridas 

Cesta de tesouros: cesta com objetos da casa, da natureza, com texturas e cores diferentes, que façam ou não algum som, tenham ou não algum cheiro (ex: sachê). Pra criança explorar à vontade, por uns 30 minutos. Muito cuidado com o tamanho dos objetos porque ela naturalmente vai colocar na boca. Pode-se trocar diariamente o conteúdo.

cesta de tesouros
Cesta de tesouros

Circuito psicomotor: eu fazia circuitos para meus filhos engatinharem por cima de almofadas e escalarem o sofá, passarem sob a cadeira, etc. Sem medo de ser feliz. Deixei as avós doidas. Podem ser usados túneis infantis desses vendidos em lojas de brinquedos. E pros maiores, linhas do chão, caça ao tesouro, estradas para os carrinhos. Pode ser usada fita adesiva colorida ou giz.

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Caixa sensorial : pode ser feita com materiais diversos em um pote com tampa pra facilitar que seja guardado. Usa uma base, que pode ser areia, grama artificial, pedriscos, gel para barbear (imita água), sementes, e os outros materiais para o cenário/brincadeira. Eu gosto de deixar uns dois ou três montados e vou trocando de tempos em tempos. Muito cuidado com o tamanho dos objetos pelo risco de acidentes!

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Outros estímulos: as cores, as formas, os sons, a matemática, a escrita, a noção de conteúdo, etc. Pode ser feita massinha caseira com canudos, macarrão, palitos, botões grandes (receita abaixo). Pode ser feita uma brincadeira de separação de objetos segundo suas características (cor, tamanho, forma, etc). Sempre aproveitando para desenvolver o movimento de pinça, que será útil depois, no desenvolvimento da escrita. Há também os potes sensoriais, que permitem diversas combinações, como o Pote da Calma, feito com anilina líquida e purpurina. Dica: vedar potes com cola quente. Pregadores e limpadores de cachimbo, encontrados em tabacarias, têm muitas utilidades, como demonstrado abaixo. Há também atividades para o aprendizado dos numerais e letras, além do desenvolvimento da escrita.

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Massinha caseira: 4 xícaras de farinha de trigo, 1 copo de água, 1 xícara de sal, 2 colheres de sopa de óleo, 1 colher de sopa de vinagre. Separar em partes e misturar corante alimentício. Guardar em pote tampado ou filme plástico. Não precisa ir à geladeira.

Fontes: Laughing Kids Learn,  Dana’sPinkRibonStomping in the MudMaternar e BrincarPediastaffMommy and Me MontessoriMs Stephanie PreschoolNatural Beach LivingCoisas para CriançasAlenaSaniAbout Family CraftsPlay at Home MomNa EscolaAndNextComes.

 

Veja muitas outras atividades na pasta de Brincadeiras Infantis do Pinterest.

 

Casa e Quarto Montessoriano

bebes

Meus filhos nunca tiveram um quarto propriamente montessoriano. Quando descobri o método as crianças já não eram bebês mas achei muito legal e fui adaptando várias coisas aqui em casa. Passei a usar uma cama baixa e readaptei alguns móveis quando minha filha tinha um ano. Pude observar melhora no padrão de sono quase que imediatamente. E o prazer que ela demonstrou em brincar no novo espaço não teve preço.

Maria Montessori foi uma médica e pedagoga italiana, indicada três vezes ao Prêmio Nobel da Paz, que desenvolveu o método educacional que leva seu nome.

Ela propõe a criação de um ambiente de aprendizado mais criativo, com um quarto feito pensando nas necessidades da criança, respeitando seu tamanho, suas limitações, sem deixar de ser seguro. A idéia é tornar tudo alcançável. E deixar a criança livre pra explorar o ambiente sozinha, estimulando sua autonomia. Os brinquedos devem ficar no chão, os móveis baixos, as roupas acessíveis pra criança conseguir se vestir sozinha assim que possível. O berço costuma ser substituído por um colchão no chão. Tudo de forma muito simples, com o mínimo necessário.

E não para por aí. Ela também sugere adaptações nos outros ambientes da casa. Vou deixar registradas as sugestões, mas deixando claro também o cuidado extremo que se faz necessário no acesso da criança pequena à cozinha e banheiro, locais com maior risco de acidentes na casa (veja em Acidentes na infância: como prevenir).

Montessori na casa

  • Banheiro: deixar banco ou escada para auxiliar no uso da pia e vaso sanitário (lembrando que os pediatras recomendam o uso de trava no vaso sanitário).
  • Cozinha: deixar uma gaveta separada com os pertences da criança para ela acessar facilmente. Reservar espaço na geladeira pra a criança – pode ser para as frutas e água, por exemplo. Separar banco ou escada firmes para uso na pia (lembrando da indicação do uso de travas nas outras gavetas e grade ou portão no acesso à cozinha).
  • Outros cômodos: estimular nas atividades do dia-a-dia, como varrer, arrumar e lavar, e criar espaços em cada cômodo da casa destinados à criança, como por exemplo um espaço de arte, com materiais diversos, um museu natural para colocar folhas, pedras, conchas recolhidas nos passeios, etc.

Há muitas informações na internet sobre esse assunto. Retirei muitas boas informações do site Lar Montessori e do blog Sou Mãe. Na internet se encontram inclusive idéias de brincadeiras e atividades montessorianas que acho geniais, mas essas vão virar outra postagem. Há também grupos no facebook pra tirar dúvidas com mães mais experientes e profissionais no assunto – gosto especialmente do Montessori para Mamães.

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Idéia geral do quarto
Fonte: Belle and Beau Montessori

Montessori no quarto

  • Colchão no chão: dá acesso ao mundo, confere autonomia pra criança se deslocar e desenvolver noção de espaço e consciência corporal. É o quesito que as pessoas têm maior resistência pra aceitar. Crianças maiores podem usar cama tipo futon ou camas mais baixinhas, mas bebês não – a idéia é colchão no chão mesmo, que é mais seguro. Pode-se inclusive colocar placa de EVA em baixo pra isolar do frio. Almofadas e pelúcias devem ser evitadas pois são perigosas pros bebês pelo risco de sufocamento. Cercas ou grades ao redor fogem do conceito montessori. Há muitas publicações também sobre camas casinha, mas li muitos profissionais questionando (foge da idéia de dar maior sensação de liberdade). Ela facilita o uso de mosquiteiro e não deve ser cercada. Trata-se de uma tentativa de adaptação do método que pra mim não deixa de ser válida. Vi uma pessoa usando colchão com grade de proteção dessas removíveis pra cama de solteiro e achei interessante porque ela pode ser retirada e colocada somente à noite.
  • Móveis na altura da criança: em tamanho miniatura, pra organizar os livros e brinquedos, sem quinas e portas que possam machucar (atenção ao risco de acidentes), mantendo poucos à disposição e fazendo rodízio de tempos em tempos – evita a super estimulação. Os sites que mais gosto para móveis são Meu Móvel de Madeira e Tadah. Tem também a TokStok, Etna, Homedock e outros, com algumas estantes e nichos bacanas.

Comprar em: Tadah
Móveis de madeira de confecção própria super criativos e coloridos

Comprar em: Meu Móvel de Madeira
Aqui há variedade de fornecedores e todo tipo de nichos e estantes
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Móveis Montessori – Comprar em: Shoptime ou Submarino
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Estrados e camas Montessori – Comprar em: Elo7
cama
Camas sob medida – Comprar em: Teepee and Babies
  • Roupas do dia a dia acessíveis: pode ser colocada em varais ou você pode fazer como eu, separando as do dia-a-dia nas gavetas baixas da cômoda ou armário. Podem ser colocadas etiquetas nas gavetas pra ficar mais fácil pra criança.
  • Tapetes: coloridos ou placas de EVA, deixando muito espaço livre pra brincar, sem obstáculos que atrapalhem o engatinhar e andar.
  • Objetos na parede: poucos pra manter o padrão minimalista. Quadros em altura baixa, adesivos, fotos, quadro magnético ou tinta magnética na parede são boas opções.
  • Espelho: na altura da criança, deitado no início, depois pode ser colocado em pé – ajuda na consciência corporal e na consciência do eu, fazendo o bebê entender que ele e mamãe são pessoas distintas. Pode ser de acrílico, que é mas seguro.
  • Barra na parede: pode ser colocada a 50cm do chão pra criança se segurar e ajudar a aprender a andar. Brinquedos podem ser pendurados nela.
  • Móbile: para bebês pequenos, a 30 cm da altura dos olhos. Sobre a cama pode estimular inadvertidamente na hora do sono, então pode ser colocado em outro espaço do quarto.
  • Brinquedos e livros simples: com figuras coloridas e sem emitir som – excesso de estímulo desvia o foco. Organizados em caixas transparentes ou com etiqueta (pode ter uma foto do conteúdo), ou prateleiras e nichos baixos.
  • Música: instrumentos musicais vários, simples, à disposição, música ambiente tranquila.

Idéias

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Móveis baixos – podem ser nichos colocados no chão, por exemplo
Fonte: Just Real Moms
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Livros em prateleiras baixas e local pra leitura
Fonte: Just Real Moms
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Livros em prateleiras baixas e parede com tinta magnética
Fonte: Hula Hoop Photography
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Cama baixa, tapete, móvel baixo – pode ser móvel de lavanderia usado na horizontal, por exemplo
Fonte: The Bump
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Móvel e mesinha de atividades
Fonte: The Bump
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Espaço amplo e minimalista
Fonte: Sou Mãe
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Barra na parede e espelho
Fonte: Jou Jou
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Outro espelho mais amplo com barra
Fonte: Dero Decor
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Cama baixa com espelho lateral e tapete
Fonte: Kids Wood Love
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Cama casinha
Fonte: Gemelares
Estante usada na horizontal com caixas organizadoras
de TNT adquiridas no Elo7

Autismo na infância : quando suspeitar

criancas

Autismo, ou transtorno do espectro autista, é um distúrbio congênito do comportamento que se manifesta durante a infância. Pode estar manifesto no bebê desde as primeiras semanas de vida, mas há também o autismo regressivo, no qual o bebê tem um desenvolvimento normal e (por causas ainda desconhecidas) entre 1 e 2 anos mais ou menos regride com o surgimento do distúrbio. 

Em geral é possível ver já no bebê todos os sinais de autismo presentes nas crianças maiores, porém adequados à sua idade. Por exemplo: o bebê não vai conseguir sair correndo e subir em tudo, mas vai ter comportamento mais inquieto, só querendo dormir ou ficar no colo em posições estranhas, vai se alimentar com determinados rituais, etc.

Características do desenvolvimento normal serão menos frequentes e inconstantes no bebê autista. Curiosidade, prazer no contato físico com os outros, a busca pelo olhar dos outros… estarão presentes em menor quantidade.

Bebês autistas olham menos para a mãe, há menos troca de olhares mesmo quando querem pedir algo, olham mais para objetos em movimento que para pessoas em movimento, rejeitam aconchego, sentem-se melhor no berço sozinho, podem não levantar os braços pra sair do berço, podem não demonstrar alegria com brincadeiras de mímica, beijos, cócegas e músicas. Podem não reagir a barulho (os pais podem até suspeitar de surdez), podem apresentar interesse restrito por um brinquedo específico, pode haver pouco sono noturno e diurno e não reconhecer o próprio nome, podem não apontar o que quer. Podem apresentar também hipotonia oral (linguinha pra fora) e da cabeça. Epilepsia pode estar presente em até 40 % dos indivíduos com espectro autista e surge entre os 2-3 anos ou na adolescência.

Os sintomas do autismo e sua gravidade podem ser diferentes de um caso para outro.

Quanto mais cedo é identificado o transtorno mais rápido o curso normal do desenvolvimento pode ser retomado. É incomparável a velocidade de melhora clínica das crianças abaixo de quatro quando comparadas com as que iniciam tratamento abaixo de seis anos, por exemplo.

Para ajudar os pais a saber quando procurar ajuda há o questionário M-CHART indicado para uso a partir de 18 meses (18-24 meses). Ele não tem valor diagnóstico, mas ajuda a identificar os casos suspeitos.

Indicação de avaliação especializada: resultado superior a 3 (3 “nãos”) ou 2 dos itens principais (2,7,9,13,14,15).

m-chart

Desenvolvimento da linguagem: como estimular, atraso, sinais de alerta

criancas

Minha filha mais nova até música cantava ao 18 meses… mas o mais velho nessa idade falava só umas 15-20 palavras. Quase morri de ansiedade, achando que ele tinha algum problema grave. Pesquisei muito e até questionário de autismo preenchi. Eu já lia muitos livros pra ele, cantava músicas, então comecei a desenhar placas com imagens de objetos pra ficar repetindo diversas vezes o nome… Mais uns meses e ele de repente falava tudo. Não cheguei a procurar ajuda especializada.

A variabilidade no desenvolvimento da fala é enorme. Existem várias tabelas que listam as capacidades que a criança deve ter adquirido em cada idade, mas no caso da fala especialmente, elas podem confundir mais do que ajudar. Mais do que nos preocupar se a criança está falando 150, 200 palavras aos dois anos, devemos estar atentos aos possíveis sinais de alerta.

E mais… Fala e linguagem são coisas diferentes. Fala é o ato de se expressar através das palavras, enquanto linguagem inclui todas as formas de se expressar, seja com palavras, gestos, expressões faciais… e de captar as informações que façam sentido. Assim, para uma boa linguagem, além de falar adequadamente é importante ouvir bem, enxergar e ter a inteligência necessária para se comunicar e se exprimir, seja através da fala ou não.
tabela - fala

OBS : Aos 2 anos o vocabulário expressivo mínimo é de 50 palavras com combinações de 2-3 palavras. Metade das crianças com atraso de fala aos 24-30 meses podem apresentar atraso severo entre 3-4 anos.

Um estudo realizado pela University of Western Australia, publicado na revista científica Pediatrics, revelou que crianças com defasagem no vocabulário aos 2 anos não têm riscos de ter problemas emocionais ou de comportamento mais tarde.

Situações capazes de provocar um atraso na linguagem

São mais de 50 causas possíveis. As principais :

  • Problemas da respiratórios (infecções, respiração bucal) e de audição (infecções do ouvido no período de aquisição da fala ou surdez – o teste de triagem auditiva, teste da orelhinha, é gratuito e obrigatório desde 2010)
  • Problemas motores – como freio de língua curto
  • Problemas psicológicos – como carência afetiva e insegurança (crianças emocionalmente imaturas podem não aprender a falar por temer as relações comunicativas, ou talvez, pela dificuldade em encontrar as palavras para expressar seus sentimentos)
  • Transtornos psiquiátricos
  • Pouca estimulação das crianças pelos pais e demais adultos que cuidam (não só o abandono, mas também a superproteção – o excesso de cuidados com a criança também dificultam a aquisição da linguagem, já que os pais tendem a tentar adivinhar o que ela quer, respondendo prontamente a um simples gesto indicativo)
  • Transtornos neurológicos – autismo e alterações neurológicas que afetem a cognição (aprendizado, inteligência, memória)

Alguns tipos de atraso da fala

Atraso Simples de Linguagem
Quando a criança demora a falar ou mantém padrão de linguagem compatível com crianças mais novas, devido a um fator normalmente ambiental (psicológico ou pouco estímulo) ou auditivo/respiratório.

Há boa compreensão do que é dito. Causa ansiedade na criança pela dificuldade em se expressar (pode ocasionar irritabilidade, choro fácil) e dificulta o amadurecimento e desenvolvimento de relações interpessoais. Pode ou não atrapalhar o desenvolvimento da leitura e interpretação de textos. Tende a evoluir com melhora, normalmente com ajuda especializada. Algumas características são: uso de frases simples, mas sem alteração na ordem das palavras, vocabulário reduzido por falta de experiência, trocas na fala, boa compreensão.

Distúrbio Específico de Linguagem (DEL)
Dificuldade em adquirir e desenvolver a linguagem sem causa aparente. Ocorre na ausência de distúrbio mental, físico, sensorial, emocional e fatores ambientais prejudiciais. A criança brinca, interage normalmente, não apresentando alteração no desenvolvimento global. A comunicação não-verbal (mímica facial e gestos) costuma estar intacta.

Trata-se de distúrbio na organização da arquitetura cerebral para o processamento de informações linguísticas. Presente em 3 a 10 % da população, acometendo mais meninos que meninas. 90 % dessas crianças apresentarão algum tipo de problema com a leitura.

Há grandes variações, de forma que a criança pode apresentar: fala basicamente com monossílabos (pouca memória para uma seqüência de sons), dificuldade na produção dos fonemas, frases desestruturadas e/ou construídas na ordem inversa, vocabulário reduzido, trocas na fala.

Atraso Global da Linguagem
A criança demora a falar e há dificuldade na compreensão. Alterações comportamentais estão presentes, bem como desinteresse, falta de curiosidade, baixa interação social. É o caso do autismo, Asperger, síndrome do déficit de atenção e hiperatividade, paralisia cerebral, etc.

Quando procurar especialista – OS SINAIS DE ALERTA

Em qualquer idade:

  • Crianças que não reagem aos sons ou que não balbuciam ou produzem sons com com a voz

Entre 1 e 2 anos de idade:

  • Dificuldade de compreender frases ou solicitações verbais
  • Não tenta imitar sons ou palavras
  • Não usa gestos simbólicos (ex : adeus)
  • Não aponta objetos
  • Não entende instruções simples

Após os 2 anos:

  • Não produz palavras espontaneamente, não combina palavras
  • Não imita palavras ou ações
  • Repete palavras sem um bom sentido para a comunicação
  • Tom de voz anormal ou anasalado
  • Não compreende a função dos objetos (ex : telefone, escova, etc)


Como estimular a fala

  • Fale com o bebê, aponte os objetos, anuncie o que vai fazer
  • Use vários tons de voz, de alegria, surpresa, etc
  • Cante músicas
  • Conte histórias e poesias

Trecho da reportagem da Revista Crescer – muito bacana, vale a leitura:
“Uma pesquisa realizada na Universidade de Chicago (EUA) provou que ações não-verbais podem ser tão importantes quanto o bate-papo para melhorar esse aprendizado. Por exemplo, o ato de apontar para um livro enquanto se diz “a mamãe vai pegar um livro” facilita a memorização dessa palavra.”

livros
Comprar em: Saraiva
Alguns exemplos de livros para bebês

 

de pano
Comprar em: Elo7
Modelos com textura e de pano

rimas
Comprar em: Saraiva
Jogo Trio de Rimas : cartas com figuras para as crianças encontrarem as rima
(aprimora a consciência fonológica)
luva
Luva fantoche para bebê – Comprar em: Americanas

dedoche
Dedoches para crianças maiores – Comprar em: Elo7
 

 

Gagueira e desvio fonológico

criancas

O que pensar quando seu filho, como o meu, começa de repente a gaguejar com frequência ? E a trocar fonemas ? Até que ponto isso pode ser considerado normal ?

Gagueira

A gagueira do desenvolvimento é caracterizada por repetições INVOLUNTÁRIAS de sílabas ou sons. A maior parte dos casos inicia entre 2 e 5 anos e pode ser apenas uma fase normal do desenvolvimento, devido a um pensamento mais rápido que a fala associado a alguma ansiedade em se expressar. Nesse caso dura algumas semanas e fica indo e vindo. Em geral desaparece em até 6 meses.

Pode estar relacionada ao aprendizado de uma segunda língua.

A disfluência normal das crianças pode incluir, além das repetições de sílabas ou palavras (ex : papa-pato), interjeições frequentes como “ha”, “e”, “hum”.

A intensidade pode aumentar e eventualmente causar “bloqueios”, coma ausência de voz por alguns segundos.

Como proceder :

  • Fale calmamente, com pausas, sem falar de vagar ou de forma estranha
  • Quando a criança perguntar algo, espere alguns instantes antes de responder, transmitindo calma
  • Olhe olho no olho
  • Mostre que você está prestando atenção, usando acenos de cabeça e gestos de aprovação
  • Converse com ela sobre a gagueira – uma frase que ajuda é : “Eu sei que às vezes é difícil falar, mas muitas pessoas se atrapalham com algumas palavras… não tem importância”.

O que não fazer :

  • Pedir pra criança se acalmar, pensar antes de falar ou parar de gaguejar
  • Chamar de gago – não permita que outros caçoem dela
  • Corrigir, brigar – não fique chateado ou nervoso, chamar atenção vai só constrangê-la
  • Completar as frases – não apresse nem termine as frases da criança
  • Transmitir ansiedade
  • Forçar a falar em público
  • Comparar com outras crianças
  • Exigir demais

Desvio Fonológico

Os primeiros fonemas a serem desenvolvidos são aqueles produzidos com os lábios, como /b/ /m/ /p/. Logo depois surgem /n/ /t/ /l/, e, em seguida, /d/ /c/ /f/ /s/ e /g/ /v/ /z/ /R/ /ch/ /j/. Só mais tarde observamos a produção adequada de alguns fonemas como /lh/ /nh/ /r/.

Variações encontradas de acordo com a fonte:

ptkbd, g ———- 1ano e 6 meses – 1 ano e 8 meses

mn, nh ———- 1 ano e 6 meses – 1 ano e 8 meses

vfszS, Z ———- 1 ano e 8 meses – 2 anos e 10 meses

lRlhr ———- 3 anos – 4 anos e 2 meses

Aos 3 anos podem acontecer trocas de fonemas sem que isso seja necessariamente um problema. É comum a criança “comer” o R (em vez de falar preto, dizer “peto”), e nem por isso é preciso procurar um especialista. Até os 5 anos a criança deve falar todos os sons corretamente – essa regra não vale para prematuros que, em geral, têm mais chances de sofrer atrasos no desenvolvimento.

Desvio fonológico é a dificuldade de falar consoantes em crianças acima de 4 anos. Requer tratamento especializado. Meu filho apresentou o desvio até os 5 anos – resolvemos esperar mais um pouco porque ele estava passando por um momento de maior ansiedade e melhorou espontaneamente.

As trocas mais freqüentes são: S por CH (como chapo ao invés de sapo); R por L (balata ao invés de barata); V por F (faso por vaso); Z por S (sebra por zebra); alterações na ordem das sílabas ou nos sons das palavras (mánica ao invés de máquina, tonardo ao invés de tornado); fala ininteligível.

Quando procurar terapia

Quando a criança gagueja mais de 10 % da fala, apresenta esforço e tensão ao falar, evita palavras (muda a palavra) e/ou usa vários sons para começar a falar. Quando há história familiar de gagueira. Quando a duração é prolongada.

Não encontrei um tempo determinado pra se esperar. Meu filho gaguejou mais de 6 meses. Coincidiu com o aprendizado de uma segunda língua e fui orientada na escola a esperar mais. Deu certo. Acho que levou em torno de um ano e antes dos 5 anos de idade já havia normalizado. Na dúvida, procure um fonoaudiólogo porque quanto mais cedo tratar, melhores são as chances de reverter o problema.

fonoaudiologia
Fonte : Conselho Federal de Fonoaudiologia

Picos de crescimento e saltos de desenvolvimento

bebes

Se você tem um bebê super tranquilo em casa e de repente ele entre numa fase em que fica muito manhoso, chorão, esfomeado e cheio de manias… ele pode estar passando por uma fase de pico de crescimento ou salto de desenvolvimento.

O bebê passa por vivências cíclicas com períodos em que aparenta estar com humor mais lábil, bem como fases em que se alimenta com maior ou menor voracidade. No entanto, os conceitos dessas fases não são muito claros e há questionamentos se realmente existem períodos pré-determinados em que elas ocorram. 

Vivenciei essas experiências de forma um pouco intuitiva. Conhecia os conceitos e pude perceber, por exemplo, a ocorrência dos picos de crescimento de forma muito clara, apesar de não conseguir definir exatamente um momento exato de início e fim. Você vai observar que as faixas descritas para ocorrência dos picos e saltos são muito próximas, definidas de forma muito subjetiva. Penso que às vezes simplesmente curtir, sem rótulos e sem expectativas, é o que há de mais bacana.

Picos de crescimento ou surto de crescimento

É o crescimento acelerado do bebê em um curto espaço de tempo, aumentando consequentemente a sua demanda por leite. Mais ou menos como na fase de “estirão” da adolescência, mas numa escala ainda maior. Acontece durante aquisições no seu desenvolvimento (rolar, sentar, engatinhar, falar) pela maior demanda energética. Ocorrem mais frequentemente quanto o bebê tem por volta de :

Picos de Crescimento
Ocorrem também após o primeiro ano de vida, até a adolescência.

Sintomas:
A fase pode passar sem sinais óbvios, mas em geral ocorrem os sintomas abaixo :

  • Bebês mais carentes, querendo colo e solicitando mais a mãe
  • Comportamento irritadiço
  • Aumento da freqüência das mamadas
  • Acordam com mais frequência das sonecas e sono noturno, às vezes pedindo para mamar
  • Pegam o peito e soltam logo, ficando mais irritados nos intervalos
  • Dormem mais (mais vezes ao dia e mais horas diárias)

O que fazer:
O bebê irá receber mais leite elo aumento na frequência das mamadas e estimulará a produção com a sucção. Assim sendo, não é necessário complementar com fórmulas ou leite ordenhado. Haverá aumento na sede da mãe – ande com uma garrafa de água porque o mais importante para produzir bastante leite é manter uma boa ingestão de água – veja em “O mito do leite fraco“. Pode haver aumento na demanda pelas patinhas também.

A rotina pode ficar um pouco caótica. Peça ajuda sempre que possível. Tente ler os sinais e entender seu bebê. Dizem que a melhor forma de passar por essa fase com alguma tranquilidade é relaxando e evitando se prender ao relógio : oferecer o peito, a papinha, quando solicitado, deixar dormir quando necessário, e tentar readaptar à rotina aos poucos conforme a fase for passando. A duração média é de 2 a 3 dias, mas às vezes pode demorar 1 semana ou mais.

Saltos de desenvolvimento

O ritmo de desenvolvimento infantil ocorre em períodos inconstantes com períodos de desaceleração e saltos de maior desenvolvimento – com aquisições de habilidades específicas para a faixa etária.

Quando um bebê desenvolve uma habilidade (sorrir, sentar, engatinhar, andar, falar, etc) é comum ele ficar excitado e um pouco obcecado com a conquista, querendo praticar o tempo todo. Essa agitação se reflete no seu comportamento. O bebê pode se sentir um pouco perdido até se adaptar à mudança e tender a solicitar mais aqueles que são seu apoio, sua segurança, sobretudo a mãe.

A duração é variável, de alguns dias a algumas semanas.

Saltos de Desenvolvimento

Sintomas:
Alterações no apetite e sono
Maior carência, pedem mais colo

O que fazer:
Ter paciência e tentar passar segurança ao bebê.

Planilha

Encontrei essa planilha  que mostra as datas aproximadas dos picos e saltos após colocarmos a data de nascimento. Cuidado apenas para não ficar muito presa a ela e rotular tudo de picos, surtos, saltos, etc. A gente costuma precisar dar um nome para o que está acontecendo e é natural que às vezes esqueçamos de observar mais a fundo e tentar entender o que realmente se passa com o bebê.

tabela
Fonte: Vida Organizada
Download em: 4Shared ou Minhateca

 

Acidentes na infância : como prevenir

criancas

Os acidentes constituem a principal causa de morte de crianças a partir de um ano no Brasil e estão entre as principais causas de morte antes de um ano de idade. A vigilância constante é essencial à medida em que a criança adquire maior capacidade de explorar o ambiente.

Normalmente nos lembramos logo de proteger as quinas de mesa e as tomadas dos quartos e sala. Mas os locais de maior risco de acidente doméstico são justamente cozinha e banheiro. Ordenando o risco de acidente na infância por local, do mais frequente para o menos frequente : cozinha, banheiro, escada, quintal, quarto e sala.

Prevenindo acidentes por cômodo

Cozinha:

Lugar mais perigoso porque é nele que acontece a maioria das queimaduras, lesões cortantes, lacerações e intoxicações, etc. Principais medidas de segurança :

  • Deixar bujão de gás, quando existente, do lado de fora da casa
  • Proteger tomadas e prender fios soltos
  • Guardar materiais de limpeza nas embalagens originais em armários altos e trancados
  • Utilizar as bocas de trás do fogão, com cabos de panela virados para dentro e para trás
  • Guardar objetos cortantes (facas, garfos, pratos e copos de vidro, saca rolhas, espetos) em gavetas e armários com travas
  • Usar portão/grade de proteção na porta para restringir o acesso

Banheiro:

É o segundo lugar mais perigoso da casa. Principais medidas de segurança :

  • Guardar cosméticos, medicamentos e aparelhos elétricos em armários altos e trancados
  • Não deixar aparelhos elétricos nas tomadas
  • Evitar deixar o piso molhado e usar tapetes antiderrapantes
  • Controlar o aquecedor, se for a gás (manutenções periódicas) e manter o banheiro bem ventilado
  • Manter parte elétrica em bom estado e tomadas protegidas
  • Colocar travas nas tampas dos vasos sanitários e mantê-las fechadas
  • Não deixar banheira cheia de água perto da criança sozinha

Quarto das crianças:

  • Usar berços com espaço entre grades de 4 a 6,5cm (para evitar que prendam a cabeça) e camas com proteções laterais (para evitar quedas noturnas)
  • Colocar redes de proteção nas janelas, que não devem ter nenhum móvel embaixo
  • Nunca colocar berço perto ou embaixo da janela, mesmo que tenha rede de proteção
  • Não deixar nenhum objeto solto no berço (travesseiro, almofada, pelúcias, etc) pelo risco de sufocamento
  • Evitar cobrir o bebê – se for usar uma coberta, ela deve estar na altura do peito pra baixo e presa firmemente nas laterais e pé do berço (pijamas inteiros com pezinhos ou saquinhos de dormir são alternativas mais seguras)
  • Colocar protetores nos móveis com cantos pontiagudos
  • Evitar brinquedos espalhados no chão para prevenir quedas
  • Colocar protetores nas tomadas
  • Evitar TV e abajur no quarto com fios aparentes
  • Não deixar babá eletrônica nem equipamentos com fio dentro do berço
  • Cuidado com o móbile – prenda firmemente ao berço, numa altura tal que não possa ser puxado pelo bebê
  • Baixar o estrado do berço quando a criança ameaçar ficar de pé – deve estar no máximo na altura do peito (anteveja o momento de baixar o estrado – se o bebê ameaçar ficar em pé, já é hora de baixar, não espere ele conseguir)

Quarto do casal:

  • Protetores nas tomadas
  • Fios de eletrônicos curtos e fora do alcance
  • Evitar usar a mesma tomada para dois ou mais aparelhos – risco de incêndio
  • Colocar TV sobre móvel firme
  • Redes de proteção nas janelas, que não devem ter nenhum móvel embaixo
  • Guardar cosméticos, medicamentos e aparelhos elétricos em armários altos e trancados

Sala de estar:

  • Protetores nas tomadas
  • Fios de eletrônicos curtos e fora do alcance
  • Evitar usar a mesma tomada para dois ou mais aparelhos – risco de incêndio
  • Colocar TV sobre móvel firme
  • Redes de proteção nas janelas, que não devem ter nenhum móvel embaixo
  • Colocar protetores nos móveis com cantos pontiagudos
  • Bebidas, fósforos e isqueiros devem ser guardadas em armários altos e trancados
  • Evitar ou esconder puxadores de cortinas para evitar enforcamento

Lavanderia, jardim, garagem e varandas:

  • Protetores nas tomadas
  • Rede de proteção nas janelas e varanda
  • Controlar acesso a churrasqueiras
  • Cercar piscinas, com tranca no portão – lona confere menor segurança
  • Manter pesticidas fora do alcance, em armário trancado
  • Evitar plantas tóxicas
  • Manter baldes vazios e em local alto
  • Evitar deixar tanques cheios de água

Corredores e escadas:

  • Instalar corrimão
  • Manter iluminação clara e constante
  • Colocar grade de proteção ou portão para controle do acesso à escada – deve ser colocada uma em cima e outra embaixo. Observar medidas do vão onde vai ser colocada e adquirir extensores se necessário – várias opções no Mercado Livre.
grade
Grade de proteção para porta de cozinha e acesso às escadas, com trava – Compre: MercadoLivre ou Americanas
  • Usar piso antiderrapante – ou colocar fita adesiva antiderrapante (tem preta e transparente) : 
    fita
    Compre: MercadoLivre

OBS : Atente para as áreas da creche e casa dos avós.

Prevenindo acidentes por idade

Os acidentes mais freqüentes de acordo com as idades são:

  • 0 a 1 ano: quedas (trocador, cama, colo), asfixia, ingestão e aspiração de corpos estranhos (sufocamento), intoxicações, queimaduras (água quente, cigarro)
  • 2 a 4 anos: quedas, asfixia, ingestão e aspiração de corpo estranho (sufocamento), intoxicação, afogamentos, choques elétricos, traumas
  • 5 a 9 anos: quedas, atropelamentos, queimaduras, afogamentos, choques elétricos, intoxicações, traumas
  • >10 anos: quedas, atropelamentos, afogamentos, choques elétricos, intoxicações, traumas

 

Quedas e ferimentos

  • não deixar o bebê sozinho em lugares altos nem mesmo por instantes
  • evitar deixar que uma criança carregue o bebê no colo
  • preferir pratos e copos de plástico
  • cuidados ambientais já descritos acima

Queimaduras

  • não levar nada quente enquanto carrega o bebê no colo
  • cuidado com a temperatura do banho
  • não deixar a criança na cozinha, sobretudo no momento do preparo da refeição
  • deixar os cabos das panelas voltados para dentro do fogão
  • não deixe a criança brincar com objetos metálicos que possam ser introduzidos em tomadas elétricas e use protetores de tomadas
  • não deixar a criança brincar com talco
  • cuidado com panelas, fogão e ferro de passar quentes

Aspiração de corpo estranho (sufocamento) e obstrução do esôfago

  • não deixar objetos pequenos ao alcance da criança – podem ser aspirados ou engolidos ou introduzidos no ouvido ou nariz (manter brinquedos do irmão mais velho fora do alcance – meu filho foi acostumado a só usar brinquedos pequenos no próprio quarto e fechar a porta sempre – deu super certo, a menor que reclamava muito de ser excluída, mas faz parte…)
  • cuidado com o cordão de chupeta em tomo do pescoço
  • não dar alimentos em pedaços grandes e duros – risco de entalar (obstruindo a luz do esôfago)
  • cuidado com alimentos como : amendoim, feijão, milho, goma de mascar, balas (ideal cortar ao meio ou em quatro), uvas (cortar ao meio, no eixo longitudinal, ou em quatro), pipocas (indicada somente para crianças acima de 4 anos), salsichas (não devem ser oferecidas, mas se você for dar, faça um corte longitudinal)
  • cuidado com balões de borracha – embora os alimentos sejam os materiais mais comumente aspirados, os balões são os mais relacionados a acidentes fatais
  • cuidados com moedas espalhadas pela casa – são o corpos estranhos mais ingeridos de todos e podem entalar se maiores que 23mm (obstruindo a luz do esôfago)

SINTOMAS DE OBSTRUÇÃO DA LUZ DO ESÔFAGO (ENTALO): salivação excessiva, dor no peito ou garganta, dificuldade para engolir, sensação de bolo na garganta –> leve a uma emergência.


SINTOMAS DE ASPIRAÇÃO DE CORPO ESTRANHO PARA VIAS AÉREAS: engasgos, falta de ar, arrocheamento dos lábios, tosse, chiado, rouquidão –> estimular a tosse pode ajudar, mas em caso de asfixia chame ajuda IMEDIATAMENTE e tente a manobra de Heimlich abaixo:

heimlich
Para maiores de um ano : compressões abaixo das costelas, com sentido para cima, abraçando a criança por trás, até que o corpo estranho seja deslocado da via aérea para a boca e expelido

 

salvamento
Menores de um ano : 5 percussões com a mão nas costas, a criança com a cabeça virada para baixo, seguida de 5 compressões na frente, até que o corpo estranho seja expelido ou a criança reaja

OBS : não tente ir às cegas com o dedo na boca, pois pode provocar lesões na região ou empurrar o corpo estranho para regiões mais baixas, e piorar o quadro de obstrução

Intoxicação

  • cuidado com gotas nasais, remédios para resfriado, xaropes e inseticidas

Afogamento

  • nunca deixar o bebê sozinho no banho ou próximo de piscina

Envenenamento

  • não deixar remédios e produtos tóxicos ao alcance do bebê
  • mantenha remédios e produtos perigosos fora da visão e do alcance das crianças
  • jogar fora restos de remédios
  • não tomar remédios na frente das crianças (elas tendem a imitar os adultos)
  • não transferir produtos tóxicos para garrafas de refrigerantes e sucos

Choque elétrico

  • usar protetores de tomadas

Auto-segurança

  • segurar a mão da criança para atravessar a rua
  • transportar a criança no banco traseiro do carro e em assentos apropriados
  • ensinar regras de trânsito

Mordida de animais

  • ensinar a criança a não acariciar animais estranhos nem provocar qualquer animal
  • ensinar a criança a não acordar um cão que esteja dormindo nem se aproximar de cão que esteja comendo

Por fim :“As crianças são imitadoras, elas imitam o que vêm e ouvem. A prática de medidas de segurança ensina segurança à criança. Dizer uma coisa e fazer outra confunde as crianças e pode acarretar problemas de disciplina à medida que a criança vai crescendo. A prevenção de acidentes requer proteção e educação.”


protetor de tomada
Compre: Americanas
Protetores de tomada: discretos pra não chamar atenção

protetor de quina
Compre: Americanas
Protetores de quina: usei esses acima e foram ambos arrancados sempre que colados, apesar da minha tentativa de usar super bonder. O segundo durou mais que o primeiro.

 

travas
Compre: Americanas
Travas: as opções são muitas, esses são só exemplos

 

Massagem para o bebê – Shantala

bebes

Ganhei de presente esse livro. Amei a oportunidade de aprender um método de massagear meus bebês e deixá-los mais relaxados. Agradeço à oportunidade de criar um momento único de interação, muito profundo, cheio de amor.

Felipe ficava um pouco agitado no início, depois foi se acostumando com a massagem. Livia gostou desde o início. E os dois até hoje gostam de dar e receber massagem…

Na Índia, esta massagem é conhecida como “Massagem Ayurvédica para Bebês”. O nome “Shantala” quem deu foi o médico francês Frederick Leboyer, e assim se popularizou no Ocidente. Em uma de suas viagens à Índia, o ginecologista e obstetra Leboyer observou uma mulher chamada SHANTALA massageando seu filho, Gopal, no meio da rua de Calcutá. Encantado com a troca entre mãe e filho e com os benefícios da massagem, ele documentou o momento. Depois, difundiu a arte através do livro “Shantala” da Ed. Ground (Em inglês “Lovings Hands”), homenageando a mulher.

livro
Livro Shantala – Comprar em: Saraiva

 

Passo-a-passo:

A massagem pode ser feita uma vez ao dia e ser seguida de um bom banho relaxante. Eis os passos :

shantala
Fonte: Shantala Angela

A sequência no livro é exatamente como na figura acima. Encontrei um vídeo com uma sequência um pouco invertida (começando pela face), mas que está em português e serve bem pra demonstrar os movimentos – veja no Youtube.

“O que fizemos no nascimento temos que repetir todos os dias durante semanas e meses,visto que, por muito tempo, sempre que acorda,o bebê espanta-se com o fato de reencontrar o mundo do avesso: as sensações fortes “dentro” do ventre, do estômago, e “fora”, coisa alguma! É necessário estabelecer o equilíbrio. E alimentar o “de fora”com o mesmo cuidado que o “de dentro”. Para ajudar os bebês a atravessar o deserto dos primeiros meses de vida, a fim de que eles não sintam mais a angústia de estarem isolados, perdidos, é preciso falar com suas costas, é preciso falar com sua peleque tem tanta sede e fomequanto seu ventre.” Frédérick Leboyer (Trecho do livro Shantala)

Cangurus e Slings

bebes

Cangurus e slings podem tornar a vida de mãe muito prática por deixar nossos braços livres enquanto carregamos o bebê. Usei muito com meu primeiro filho, que sofreu de refluxo, muita cólica… e só queria colo. Com ele usei mais o sling. Usei mais o canguru com minha filha, mas os dois – sling e canguru – sempre tiveram utilidade. Difícil um bebê que prefira carrinho ao colo quentinho…

Slings

Os slings costumam ser mais fáceis de colocar e tirar o bebê que os cangurus, principalmente depois de algum treino. Facilitam por exemplo a retirada do bebê que dormiu para acomodá-lo no carrinho ou berço. São muito úteis quando o bebê sofre de cólica e chora bastante. Permitem também que se amamente o bebê – de forma discreta, diga-se de passagem. E a posição do bebê com a cabeça coladinha no peito da mamãe é a melhor possível…
Podem durar todo o primeiro ano de vida, ou até mais, porque a posição da criança vai mudando. Há que se ter cuidado especial com o recém nascido, que ainda não movimenta a cabeça para respirar e pode sufocar. Deve-se checar com frequência se o bebê está respirando de forma confortável dentro do sling.

Tipos de Slings:

Ring Sling: um pedaço de tecido de mais ou menos 2 metros que passa por sobre o ombro e o lado oposto da bacia e se ajusta com 2 argolas. Apoia o peso em um só ombro. Ideal como um segundo sling ou para quem usa por períodos curtos.

colocando sling
Fonte: Hugabub


Wrap Sling: Um pedaço de tecido de por volta de 5 metros, que se amarra ao redor do corpo da pessoa que carrega. Apoia o peso nos dois ombros. Mais fácil de usar que o de argola e distribui melhor o peso para uso por longos períodos. A marca Ergobaby tem um modelo de wrap sling com tecido que estica, muito maleável e confortável. No site Elo7 há diversos modelos, de todos os preços cores.

Vídeo com instruções de uso: Hugabub

Pouch Sing: basicamente uma rede de tecido, dobrado no meio, o que cria uma espécie de bolsa para o bebê. Uso quase igual ao sling de argola.

colocando sling
Fonte: Pupsik Studio


A posição correta do bebê no sling é como na figura abaixo, sempre com as pernas flexionadas a mais ou menos 45 graus, de forma de os joelhos fiquem discretamente acima do bumbum. Assim a coluna fica confortavelmente arqueada e o fêmur se encaixa no quadril, prevenindo a displasia de quadril.
sling conforme idade

Cangurus

Têm como vantagem a melhor distribuição do peso nos ombros e costas e maior conforto para transportar o bebê. Podem ser usados com o bebê barriga com barriga – ideal para acomodar a cabeça do recém nascido – ou virado para o mundo externo – posição que o bebê vai preferir quando estiver maiorzinho. Há modelos que permitem carregar nas costas como uma mochila – também para bebês maiores, a partir de uns 6 meses.

Prefira modelos com alça larga e acolchoada e que tenha cinto para prender na sua cintura. Que tenha assento confortável para o bebê e proteção lateral para ele apoiar a cabeça quando dormir.

Atente para a largura do assento – escolha um modelo ergonômico. Veja como as perninhas devem se posicionar na figura abaixo, na posição de “sapinho”, com os joelhos flexionados em altura levemente acima do bumbum. Perninhas soltas, esticadas pra baixo, podem causar danos ao quadril, fêmur e joelho (ex : displasia de quadril).

posição certa e errada
Ergobaby: marca ergonômica de canguru que pode ser usada em três posições (na frente, de lado ou como mochila nas costas) e servem para bebês de até 20Kg. Oferece opcionais como suporte para recém-nascidos (veja abaixo vídeo de como usar uma toalha no lugar do suporte) e babador/almofada para dentição. Veja em Loja Ergobaby.

cangurus
Vídeo de como usar ergobaby com bebês 0-3meses: Youtube
ergo
Compre: Loja Ergobaby Brasil

Marca similar de baixo custo (1/3 do custo de um Ergobaby):

cangurus
Canguru Semelhante Ergobaby – Comprar em: MercadoLivre