Suplementação de ferro e vitaminas

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A atual recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é:

  • administrar 400UI/dia de vitamina D a partir da primeira semana de vida até os 12 meses e de 600UI/dia dos 12 aos 24 meses de idade, em todos os bebês.
  • administrar ferro para todo bebê em aleitamento materno ou em uso de fórmula infantil, a partir da introdução da alimentação complementar (6 meses), na dose de 1 mg/kg/dia, até os 2 anos de idade.
  • administrar vitamina A, na forma de megadoses, nas regiões de alta prevalência de deficiência da vitamina, a cada 4 a 6 meses.
  • estimular bons hábitos alimentares e estilo de vida saudável.


Vitamina K

É dada ao nascimento, na dose de 1 mg por via intramuscular, para prevenir a doença hemorrágica.

Vitamina D

O leite materno contém cerca de 25 UI por litro, dependendo do status materno desta vitamina. A necessidade diária da criança no primeiro ano de vida é de 400 UI de vitamina D.

Entre os fatores de risco para defi ciência de vitamina D, encontram-se: deficiência materna durante a gravidez, não exposição ao sol, viver em altas latitudes ou em áreas urbanas com prédios e/ou poluição que bloqueiam a luz solar, pigmentação cutânea escura, uso de protetor solar, variações sazonais, hábito de cobrir todo o corpo ou uso de alguns anticonvulsivantes.

Antigamente a recomendação era apenas para bebês que não estavam com aleitamento materno exclusivo ou ingeriam menos de 500mL/dia de fórmula, mas isso mudou pelo aumento da incidência de deficiência da vitamina e raquitismo. A atual recomendação é administrar 400 UI/dia de vitamina D a partir da primeira semana de vida até os 12 meses e de 600UI/dia dos 12 aos 24 meses, inclusive para crianças em aleitamento materno exclusivo, independente da região do país. Administrar 400UI/dia de vitamina D em prematuros apenas com peso superior a 1500g.

No caso do Addera D, que tem a concentração de 3300UI/mL, a dose é de 3 gotas para bebês até 1 ano de idade. Há marcas mais concentradas cuja dose pode ser de 2 gotas.
addera

Vitamina A

A concentração no leite materno varia de acordo com a dieta da mãe. Em regiões com alta prevalência de deficiência de vitamina A, a OMS, o Ministério da Saúde e a SBP preconizam a suplementação medicamentosa dessa vitamina, na forma de megadoses por via oral, que devem ser administradas a cada 4 a 6 meses. No Brasil, esse suplementação está recomendada em várias regiões do Nordeste e Sudeste, locais com maior deficiência dessa vitamina.

Ferro

A OMS propõe que a suplementação profilática de ferro medicamentoso seja realizada de maneira universal, em regiões com alta prevalência de anemia carencial ferropriva e na dose diária de 12,5 mg, a partir do sexto mês de vida. A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é oferecer suplemento de ferro aos bebês a partir do 6 meses (ou da introdução dos alimentos).

Bebês em aleitamento materno exclusivo não precisam suplementar até o 6 meses de idade. Os bebês que ingerem mais de 500mL de fórmula por dia não precisam suplementar porque ela já é enriquecida com ferro. Mas note que devido à menor ingestão de leite, a suplementação pode ser necessária nos primeiros meses nos bebês que usam fórmula.

Os principais suplementos de ferro disponíveis são: sulfato ferroso (Ferronil, Hematofer, Sulferrol), glicinato férrico e outros sais feéricos (Neutrofer, Combiron), ferro aminoquelado (Polifer), ferro carboniza (Novofer Ped) e ferro polimaltosado/ferripolimaltose (Noripurum, Ultrafer, Endofer).

A ferripolipomaltose (Noripurum, Ultrafer e Endofer) quando comparada ao sulfato ferroso e outros, tem a vantagem de trazer menos efeitos adversos como náuseas e constipação e de não ter absorção alterada por alimentos. Pode ser dada junto com um pouco de suco ou leite.

O Noripurum é prescrito na dose diária de 6-10 gotas. Mas atenção: as concentrações variam de marca para marca!
noripurum

Além da prevenção medicamentosa da anemia ferropriva, deve-se estar atento para a oferta de alimentos ricos ou fortificados com ferro (cereal, farinha e leite), lembrando que, a partir de 18 de junho de 2004, as farinhas de trigo e de milho foram fortificadas, segundo resolução do Ministério da Saúde, com 4,2 mg de ferro e 150 microgramas de ácido fólico por 100 g de farinha.

O ferro pode ser encontrado sob duas formas: heme (boa disponibilidade: carnes e vísceras) e não heme (baixa disponibilidade: leguminosas e verduras de folhas verde-escuras). Para melhorar a absorção do ferro não heme, deve-se introduzir agentes facilitadores, como carnes e vitamina C, e evitar os agentes inibidores, como refrigerantes, café, chás, chocolate, leite.

Dicas

chupeta para remédio
Chupeta dosadora – Comprar em: MercadoLivre

Não goteje direto o remédio na boca do bebê – você pode calcular mal a força e se cair maior quantidade não tem volta. Coloque em uma colher ou seringa. Eu particularmente prefiro sempre dar remédio em seringa, diluo um pouco em água e depois dou um suco ou leite ou copo de água pra tirar o gosto. Não tive a oportunidade de experimentar, mas hoje existem chupetas com compartimento para remédio. Desconfio que depois de um tempo elas não devem funcionar muito bem… Com frequência a gente tem que forçar um pouco o remédio com a seringa, imagina ficar esperando o bebê sugar por livre e espontânea vontade…


Cuidado com a roupa – ferro mancha e muito. Acho que a melhor hora de dar ferro é antes do banho, com o bebê já sem roupa. Depois vai direto pra banheira ficar limpinho…

Leites de fórmula: diferenças e preparo

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A maioria das fórmulas infantis é à base de leite de vaca modificado, para que se pareçam o mais possível com o leite materno. Os fabricantes modificam o leite de vaca para o consumo de bebês. Ajustam os níveis de carboidratos, proteínas e gordura, e acrescentam vitaminas e minerais.

A proteína do leite é bastante alterada nas fórmulas para tornar sua digestão mais fácil. Os bebês só estarão aptos a digerir leite de vaca normal (integral) depois do primeiro ano de vida.

O principal carboidrato presente no leite materno é a lactose. Em algumas fórmulas infantis há presença de maltodextrina (fragmento de amido), que confere sabor artificialmente adocicado e aumenta a viscosidade do leite, conferindo saciedade.

O ideal é usar fórmulas que contenham prebióticos e ácidos graxos conhecidos como LC-PUFAS. Prebióticos aparecem na fórmula com os nomes GOS e FOS. São, na sua maior parte, carboidratos que servem de alimento às bactérias benéficas que vivem no intestino, favorecendo o crescimento desses microorganismos e melhorando assim a saúde da criança. LC-PUFAS aparecem na fórmula como DHA e ARA e são ácidos graxos polinsaturados de cadeia longa, essenciais para o desenvolvimento neurológico da criança. São transferidos pra o feto pela placenta e o leite materno, melhorando a acuidade visual e auxiliando no desenvolvimento cognitivo e do sistema nervoso central.

Há dois tipos básicos de fórmulas.

  • Fórmulas de partida: aquelas recomendadas para bebês de 0 a 6 meses. Exemplo: Nan Pró 1, Nan Comfor 1, Aptamil 1, Nestogeno, Milula, Enfamil Premium 1…
  • Fórmulas de seguimento: aquelas destinadas a bebês de mais de 6 meses. Exemplo: Nan Pró 2, Nan Comfor 2, Aptamil 2, Nestogeno 2, Milupa 2, Enfamil Premium 2, Milnutri…

O seu pediatra fará a indicação da fórmula e saberá o momento certo para trocar. Uma troca cedo demais pode provocar constipação, por exemplo. E, se o bebê não parecer gostar da fórmula que você dá, converse também com o médico para discutir alternativas.

leites de fórmula

 

Diferenças entre as marcas

comparativo dos leites

O Nan Comfot possui prebióticos e a atual fórmula possui sim LC-PUFAS (DHA e ARA diferente do que consta nessa tabela antiga), apesar de em quantidade discretamente menor que o Nan Pro. O Nan 1 Pro não possui prebióticos, mas possui LC-PUFAS em maior quantidade. O Aptamil Premium 1 contêm todos esses componentes benéficos e em maior quantidade.

O Aptamil 2 também possui LC-PUFAS (DHA e ARA), o que o torna uma vantagem em relação ao Nan, que possui menores quantidades dessas substâncias nas fórmulas de seguimento. Como a criança pequena vai estar ingerindo pouco ácido graxo de outras fontes, como o salmão, seria interessante ainda oferecê-lo no leite. O Aptamil perderia qualidade apenas a partir do Aptamil 3, usado a partir dos 10 meses, que carece de alguns componentes. No mercado brasileiro as fórmulas mais completas após os seis meses são o Similac Advance 2 e o Enfamil Premium 2.

Nenhum Ninho ou Sustagem possui DHA. Para quem quiser oferecer DHA para crianças a partir de um ano de idade há opções no mercado como: Enfagrow, Milnutri (que segundo o fabricante tem a maior concentração de DHA do mercado) e Pediasure. O aptamil 3 possui não só DHA mas também ARA e pode ser dado a partir de 10 meses.

Atualização:

A Danone trouxe recentemente para o Brasil uma fórmula nova chamada Aptamil Profutura, fórmula essa ainda mais rica em ácidos graxos e micronutrientes. Enquanto o Aptamil Premium tem 6,2mg de DHA e 6,2mg de ARA o ProFutura tem 14mg de cada (por 100mL de leite pronto). A Danone relata também que o Aptamil Profutura permite melhor metabolização dos lipídios na dieta, com melhor digestão e menor perda de cálcio nas fezes, reduzindo a cólica e a constipação. Ele a princípio não vem para substituir o Premium e terá um preço mais alto no mercado. A idéia é fornecer um produto ainda mais nutritivo, mais próximo possível do leite materno e de quebra reduzir as cólicas (embora o foco principal não seja esse).

Como preparar

Lavar bem as mãos.

Colocar água na mamadeira. A água pode ser:

  • mineral (de fonte segura)
  • filtrada e fervida (ferver 2min e deixar resfriar)
  • clorada (2 gotas de hipoclorito de sódio a 2,5% por litro de água, aguardando-se 15 minutos antes de oferecer)

Note que a água do filtro deve ser previamente fervida por 2 minutos e resfriada em temperatura ambiente.

Seguir orientações do rótulo para o preparo.

Servir na hora ao bebê, não pode ser conservada em temperatura ambiente após misturar o pó. Para ser bem prático, o ideal é oferecer a temperatura ambiente. Mas pode ser difícil a aceitação em alguns casos e nesse caso o jeito é amornar o leite – com cuidado para não exagerar na temperatura e queimar a boquinha do bebê. Há algumas opções de aquecedores de mamadeira no mercado, mas eu particularmente não acho prático para o dia a dia.

Após preparada, a fórmula pode ser mantida no refrigerador durante 24 horas.

Encontrei uma fórmula que diz o valor total diário que um bebê ingere por dia: em torno de 100 a 150mL por Kg de peso. Ex: bebê recém-nascido com 4Kg mama em média 400 a 600mL por dia, divididos por todas as mamadas. Mas não existe regra. Segue outra tabela com valores médios:
quantidade de leite

Informações Importantes

Lembre de oferecer 30-50mL de água ao bebê entre as mamadas. OBS: bebês em aleitamento materno não devem beber água!!!

Não adicione farinhas na mamadeira. Engrossar o leite é contribuir para a a obesidade futura. É oferecer mais carboidrato do que o bebê necessita e estimular a produção de adipócitos (células de gordura). O número de adipócitos que teremos para o resto da vida é determinado nos primeiros anos de vida – muitos adipócitos estão relacionados à dificuldade em perder peso e ao efeito sanfona. E mais: depois dos 6 meses de idade a mamadeira calórica tira o apetite para as papinhas, dificultando o desenvolvimento alimentar saudável.

Leites de fórmula especiais

Fórmulas Semi-hidrolisadas

A quantidade de nutrientes é basicamente a mesma, o que a diferencia das outras o tipo de proteína. Nas fórmulas semi-hidrolizadas a proteína do leite de vaca é mais processada (mais digerida por assim dizer) no que numa fórmula comum, reduzindo o risco de desenvolvimento de alergia e sendo útil nos transtorno gastrintestinais LEVES como cólicas, constipação e regurgitação (leve). É o caso do Nan Supreme (e o Nan HA que está sendo descontinuado), Enfamil Gentlease e Aptamil Proexpert Active.

Em geral essas fórmulas possuem menos gorduras (inclusive os ácidos graxos benéficos LC-PUFAS) e menos micronutrientes, então elas não devem ser usadas indiscriminadamente.

OBS: essas linhas são diferente do Profutura, que contém mais DHA e ARA e as proteínas não são hidrolizadas.

Fórmulas extensamente hidrolisadas

Têm um preparo ainda maior para que possam ser ingeridas pelo bebê alérgico à proteína do leite de vaca (APLV). Nelas as proteínas são quebradas em partículas bem pequenas, com menor potencial alergênico. Em muitos casos de APLVs são bem toleradas pelo organismo do bebê (porém em alergias mais intensas, podem continuar desencadeando o processo alérgico). São mais caras e têm sabor ruim. As marcas mais conhecidas são Pregomim Pepti e Alfaré.

Fórmulas à base de aminoácidos

Em casos mais severos de APLV podem ser as únicas toleradas pelo bebê. Podem ser usadas desde o nascimento. Seu processamento é mais elaborado, por isso são as de maior custo. Também têm sabor ruim. As marcas mais conhecidas são Neocate e Aminomed.

Fórmulas sem lactose

Para ser usada em casos de intolerância à lactose (que não tem nada a ver com alergia à proteína do leite de vaca). Quando o bebê não consegue digerir o carboidrato do leite – a lactose – por falta ou produção deficiente da enzima lactase, a fórmula sem lactose é indicada. É o caso do Aptamil sem lactose e do Nan sem lactose.

Fórmulas à base de soja

São indicadas para bebês com intolerância à lactose e com galactosemia. Nessas fórmulas a lactose é substituída por sacarose e xarope de milho. Em alguns casos de APLV elas podem ser usadas. No entanto, cerca de metade das crianças com APLV também apresentam alergia à proteína da soja – nesses casos apenas as fórmulas hidrolisadas ou à base de aminoácidos devem ser usadas. (E, obviamente, o leite materno, com uma rígida dieta por parte da mãe, que não poderá ingerir alimentos que contenham leite e seus derivados em hipótese alguma).

É importante dizer que os pais não devem dar fórmulas à base de soja para o bebê sem a recomendação do pediatra.  Há lendas de que essas fórmulas diminuem as cólicas do bebê, o que não foi provado cientificamente. A proteína da soja tem valor nutricional menor para o bebê do que a do leite de vaca, que por sua vez é pior do que a do leite materno. Se a soja estiver indicada, deve-se usar a fórmula especialmente preparada para bebês (ex: Nan Soy, Aptamil Soja, SupraSoy, Enfamil ProSobee), e não os leites de soja de caixinha (ex: Ades, Sollys, Naturis), que não devem ser dados a crianças menores de 2 anos.

Fórmulas A.R.

São as fórmulas anti-regurgitamento, indicadas em alguns casos de refluxo. Possuem um agente espessaste que é ativado no pH ácido do estômago, tornando a fórmula mais “pesada” e por isso mais difícil de voltar depois que o bebê mama. Seus principais benefícios são melhorar os vômitos e a perda de peso do refluxo. Elas não aumentam o teor calórico de leite, de forma a não aumentar o risco de obesidade ou sobrepeso. São uma alternativa bem melhor do que acrescentar farinhas no leite comum.

É um erro substituir o leite materno por uma fórmula A.R. sem a recomendação do pediatra se seu bebê apresenta refluxo. O leite materno é ainda mais facilmente digerível, reduzindo o refluxo. Além disso, as fórmulas A.R. podem causar constipação em alguns bebês.

As marcas mais utilizadas são Enfamil A.R., Aptamil A.R. e Nan A. R.. Para prematuros esse tipo de fórmula possui uma composição diferenciada para oferecer os nutrientes que um bebê prematuro precisa, além de ser modificado para facilitar a digestão. Deve ser usada até 60 dias de vida.

Fórmulas para prematuros

São tipos de leite que suprem melhor as necessidades de um prematuro e/ou bebê com baixo peso. Por exemplo, quando comparamos a mesma quantidade de Aptamil Pre ao Aptamil Premium ou outras fórmulas de partida, ele tem muito mais proteína, além de mais vitaminas, sais minerais e outros nutrientes necessários ao desenvolvimento do bebê. Fórmulas especiais para cólicas e as comuns de entrada não fornecem a mesma quantidade de nutrientes que a de prematuros.

Posts Relacionados

Veja nesse post informações sobre as vacinas que você dá ao seu bebê. Ela causa muitos efeitos colaterais? É recomendado dar ou não?

Veja aqui se está indicada suplementação de ferro e vitaminas para seu bebê e como administrar.

Seguem aqui dicas para escolher e cuidar das mamadeiras, além exemplos de mamadeiras que prometem aliviar as cólicas.

Como identificar e tratar as cólicas e refluxos no bebê? Veja aqui.

E, por último, segue post com dicas para a introdução alimentar.

Bebês que dormem no peito e agitados

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Bebês que dormem no peito

Muito comum em recém-nascidos. O bebê cansa, ingere pouco leite e logo acorda com fome novamente. Muitas mães nessa situação acreditam ter leite fraco.

Como proceder:

  • Verifique se a pega está adequada.
  • Ameace retirar a mama para ver se ele acorda.
  • Segure a mama com a mão em “C” e quando o bebê dormir aperte para cair um jato dentro da boquinha dele, pode ser que ele acorde.
  • Faça cócegas nos pezinhos e na barriga. Se não funcionar, você pode trocar a fralda ou simplesmente retirar toda a roupa dele. Vale até dar um banho. Sei que pode dar pena e pode faltar coragem para chegar a tanto. Mas não vale a tentativa?

Bebês agitados

Nesses casos o bebê começa a mamada bem, mas após alguns minutos começa a ficar agitado, parando para chorar. Suga um pouco mais e volta a chorar. Às vezes empurra o peito com as mãozinhas. A mamada pode durar vários e vários minutos com o bebê parando e voltando a mamar. Muitas mães desistem de amamentar de tão estressante que é.

O bebê pode chorar durante a mamada devido a: mama muito cheia, difícil de esvaziar, reflexo de sugar fraco (cansa e não consegue sugar direito), mamilo invertido/plano dificultando a pega, mãe muito tensa/ansiosa, alterações no sabor do leite (mãe ingeriu alimentos muito condimentados, por exemplo), cheiro forte (mãe com perfume) e, por último, pouca produção de leite.

Como proceder:

  • Verifique se a pega está adequada.
  • Não use perfumes e mantenha alimentação regrada.
  • Ordenhe as mamas nos intervalos das mamadas no caso de pouca produção de leite. Mamas muito túrgidas não devem ser ordenhadas com muita freqüência porque isso vai aumentar a produção de leite. Devem ser levemente esvaziadas para facilitar a pega na hora da mamada.
  • Mantenha o ambiente calmo, com uma música ambiente.
  • Tenha muita paciência e persistência.
Amamentar é divino, mas até que se ajeite o processo é penoso…

O mito do leite fraco

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Colostro

É comum algumas mães pensarem que o líquido clarinho e “ralo” que sai das mamas logo após o nascimento não sustenta e é fraco. Isso é mito.

Esse líquido se chama colostro e em algumas grávidas já pode ser produzido e eliminado pelas mamas a partir do segundo trimestre. Ele é produzido antes do leite materno e sai em maior quantidade após o nascimento, com a ajuda da sucção do bebê.

O colostro é amarelado, quase transparente e sai em pequenas quantidades. Ele é pobre em gorduras e mas rico em carboidratos e anticorpos, sendo considerado a primeira vacina do bebê. É fácil de digerir e sai em quantidade suficiente para saciar o recém nascido.

O estômago do bebê é bem pequenininho e vai aumentando sua capacidade com o passar do tempo. Note que no primeiro dia de vida a capacidade do estômago é de apenas 5-7mL,  aumentando para 22-27mL  no terceiro dia e assim por diante. Pequenas quantidades de colostro certamente o satisfarão.
Capacidade do estômago do recém-nascido

Leite Maduro

Depois do nascimento, a produção de leite “maduro” é estimulada pela prolactina: quanto mais o bebê suga, mais prolactina é gerada e mais é produzido leite. A descida do leite ou apojadura costuma ocorrer em torno do terceiro dia pós-parto. Até lá, o bebê fica totalmente saciado com o colostro.

A ocitocina é o hormônio responsável pela ejeção do leite. Em situações de medo, de estresse sua liberação e produção ficam inibidas, dificultando a saída do leite.

Se você tem impressão de estar produzindo pouco leite, antes de pensar em oferecer complemento ao bebê reveja o processo de amamentação, a pega, as condições ambientais, o nível de estresse… Quem garante a continuidade da produção de leite é o bebê. Ao sugar o seio da mãe, ele estimula a secreção de prolactina e ocitocina. Ao corrigir esses fatores a tendência é a produção ir normalizando aos poucos.

É normal o bebê perder até 10 % do peso nos primeiros dias após o nascimento. A suplementação alimentar estaria indicada apenas quando a perda de peso for superior a 10 % ou quando a criança não recupera o peso após os 15 dias de vida.

Para garantir que o bebê ganhe peso adequadamente, além de garantir uma boa produção de leite deve-se seguir dois preceitos :

  • Amamentação em livre demanda: não marcar duração e nem intervalos da mamada, a regra é satisfazer o bebê !
  • Esvaziar um seio todo antes de trocar: O leite anterior é rico em água e o posterior rico em gorduras. Se o bebê mamar pouco tempo ele não chega a mamar o leite que engorda.
leite-anterior-e-posterior

Para aumentar a produção de leite

  • Beba muita água: 3 a 4 litros de líquidos por dia de líquidos. Leite materno é quase 90% água.
  • Olhe para o bebê: ajuda a liberar mais hormônios e aumentar a produção de leite.
  • Relaxe: descansar sempre que possível garante que o corpo tenha energia para produção de leite.
  • Ordenhar leite entre as mamadas e compressas mornas também são úteis.
  • Não há relato de alimentos ou chás que aumentem verdadeiramente a produção de leite. Medicamentos não são indicados.

Fragmento do livro “My Child Won’t Eat”

Do pediatra Carlos González

“Por que você quer ter mais leite ? Pensando em abrir uma fábrica de laticínios?

A preocupação que as mães apresentam sobre produção suficiente de leite é antiga: séculos atrás, quando todas amamentavam, preces eram direcionadas aos santos e às virgens “especialistas” em leite bom e abundante e as mães usavam ervas e poções com reputação sólida.

Talvez o medo venha da ignorância. As pessoas acreditavam que a quantidade de leite dependia da mãe – havia mães que produziam muito leite e outras que tinham pouco; mães que secretavam leite bom e outras que faziam leite fraco.

Na maioria dos casos, a quantidade de leite não depende da mãe, mas do bebê. Há bebês que mamam muito e outros que mamam pouco e a quantidade de leite será sempre exatamente o que o bebê retira. Exatamente? Sim.

A produção de leite é regulada minuto a minuto pela quantidade de leite que seu bebê tomou na mamada anterior. Se o bebê estava faminto e rapidamente esvaziou o seio, o leite será produzido com grande velocidade. Se, contudo, o bebê não estava muito interessado e deixou o seio meio cheio, a produção de leite será de forma mais lenta. Isso já foi demonstrado através de cuidadosos cálculos medindo o aumento no volume disponível no seio entre mamadas.

Para a mãe que tem leite insuficiente, ou seja, menos que o bebê dela necessita, uma das seguintes condições TEM que estar presente:

1. Um bebê que não mama o suficiente (por exemplo, se o bebê está doente, cheio de água com açúcar ou chazinho ou tomou mamadeira).
2. Um bebê que mama, mas incorretamente (por exemplo, se o bebê posiciona a língua incorretamente porque acostumou-se com chupetas ou mamadeiras, ou está fraco porque tem perdido muito peso ou devido a um problema neurológico).
3. Um bebê que não é permitido mamar em livre demanda, porque as pessoas querem alimentá-lo em horários rígidos ou entretê-lo com uma chupeta quando ele mostra sinais de fome.

Além dessas três circunstâncias (ou algumas poucas outras que podem ocorrer muito raramente), praticamente todas as mães terão exatamente a quantidade de leite de que o bebê delas necessita.”

” Meu filho tem 3 meses e 10 dias. Ele pesa somente 4,640g. Nasceu com 3,120g e perdeu peso nos primeiros dias, chegando a 2,760g. O maior problema é que ele nunca quer mamar. Primeiro, eu o amamentava a cada 3 horas, mas ele sempre mamou só um pouquinho. O pediatra sugeriu que eu amamentasse a cada 2 horas, mas as coisas não melhoraram e me sugeriram que eu o colocasse no peito o tempo todo. As coisas pioraram. O bebê só mama bem à noite e durante o dia quando ele está sonolento. Eu já tentei tudo o que me aconselharam: tirei leite com a bomba antes de dar o peito, assim ele pode mamar o leite mais calórico e até eliminei tudo de laticínio da minha dieta. Nada adiantou e ele está me deixando louca. Já tentei dar mamadeira e ele não quer. O pediatra disse que ele é saudável (fez vários exames de laboratório) e normal, mas estou muito estressada. Vivo em constante desespero, preocupada se ele vai mamar direito na próxima mamada ou não, sempre observando para colocá-lo no peito quando ele vai dormir e ver se ele engole. Eu não posso sair de casa, porque ele pode querer mamar. Estou preocupada porque o peso dele está abaixo da média.”

“Como o bebê vê esta situação ? Claro, ele não entende o que está acontecendo. Ele não sabe que precisa mamar 10 minutos, nem que seu peso está no percentil 7. Ele estava bem, mamando quando queria, quando de repente coisas estranhas começaram a acontecer. Ele estava sendo acordado para mamar com muita freqüência e o melhor que ele podia fazer era ser flexível, fazendo as mamadas mais curtas, claro. Algumas vezes alguém tirava o leite desnatado do início da mamada e já no primeiro gole ele recebia creme de leite, cheio de gordura e caloria. Como era de se esperar, fazia as mamadas ainda mais curtas. Naturalmente, ele não aceitava a mamadeira (“mas eu já mamei 8 vezes hoje !”). A cada mudança, ele respondia de maneira lógica, incapaz de compreender a sua mãe e os conselhos que ela recebia. Algumas semanas atrás ele começou a ter “pesadelos” estranhos. Ele sonha que um peito é introduzido na sua boca e que seu estômago enche-se de leite. A coisa mais estranha de todas é que o sonho é tão real, que ele até acorda com a barriga cheia e incapaz de mamar durante o dia. Sua mãe parece mais preocupada a cada dia que passa; ele a vê chorando e isso o assusta. Se ele pudesse falar, diria a mesma coisa que sua mãe diz à gente “ela está me deixando louco”. E se ele fosse capaz de entender o que se passa, ele certamente faria um esforço para mamar bem lentamente e ficar 10 minutos no seio (mamando a mesma quantidade, claro, não há motivo para procurar uma indigestão). E isso faria todos felizes. Mas ele não entende o que acontece e não pode fazer um gesto de boa vontade. Somente sua mãe pode mudar; senão o problema permanecerá por muitos meses ou anos.”

Leite materno: como conservar, armazenar e congelar

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Após extrair o leite materno, será necessário armazená-lo da forma correta para evitar que ele estrague.

Como conservar o leite materno

O leite materno pode ficar em temperatura ambiente por até duas horas. Após esse tempo, há risco de contaminação.

O tempo de duas horas também vale durante a mamada. Se o bebê começou a tomar o leite materno na mamadeira às 8h, mas não tomou tudo, esse leite ainda pode ser usado até as 10h.

Na geladeira, o leite materno pode ser guardado por no máximo 12 horas. Para mais tempo do que isso, o melhor é congelar o leite. Use a prateleira de cima, que é mais fria, nunca na porta.

Como congelar

O processo de congelamento do leite materno destrói alguns dos anticorpos presentes nele, por isso procure só congelar mamadeiras que realmente não serão consumidas logo. Pode-se guardar o leite no congelador por até 15 dias, desde que a temperatura esteja abaixo de 10 graus negativos. Desta forma, prefira o freezer ao congelador (o primeiro atinge uma temperatura em geral de -20 graus e o segundo -6 graus).

Evite encher o recipiente até a boca porque o volume aumenta após congelado.
Anote em uma etiqueta a data do congelamento. É possível ir acrescentando novo leite ordenhado sobre o congelado no mesmo recipiente até ele encher, desde que mantenha a data de validade do leite da primeira ordenha.

As bombas normalmente já vêm com alguns recipientes para o congelamento ou armazenamento do leite. Há também produtos como os das fotos abaixo no mercado. Mas você pode também armazená-lo em mamadeiras comuns esterilizadas, desde que elas tenham uma tampa que vedem bem. Ou então em qualquer recipiente de vidro com tampa de plástico, também esterilizado. Exemplo: vidros de café ou maionese.

potes avent
Potes Avent – Comprar em: Americanas ou Walmart

sacos lansinoh
Sacos de Armazenamento de Leite – Comprar em: Americanas

Como esterilizar o pote

Fervendo-o por 15 minutos, ou usando esterilizadores de micro-ondas pelo tempo determinado na embalagem do esterilizador. Vide esterilização de mamadeiras.

O recipiente deve secar naturalmente, de boca para baixo em cima de uma toalha, ou então dentro de um pote maior, fechado. Só depois que o recipiente tiver esfriado é que se pode colocar o leite materno dentro dele.

Como descongelar

O melhor jeito de descongelar o leite é colocando o recipiente dentro de um pote maior com água morna. Um bom guia é usar a mesma temperatura de água que você usaria para o banho do bebê.

O micro-ondas não é aconselhável porque existe a possibilidade de algumas propriedades do leite se perderem no processo de aquecimento.

O leite materno nunca pode ser fervido nem esquentado diretamente. Também não se deve descongelá-lo em banho-maria com água fervente, pelo mesmo motivo: os benefícios do leite podem se perder pelo aquecimento excessivo.

Não recongele o leite materno depois que ele tiver sido desgelado. E jogue fora todo leite que sobrar na mamadeira e não tiver sido tomado pelo bebê.

Mamadeira: qual, como e até quando usar

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Primeiramente, a Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda o uso de mamadeiras. Ela defende que desde a maternidade os recém-nascidos recebam o leite em copos, caso a mãe não possa amamentar ou haja necessidade de complemento com leite artificial especial.
Amamentar obriga o bebê a exercitar a musculatura da boca, enquanto o bico da mamadeira não exerce a mesma função.

Além de todos os pontos negativos, a mamadeira se torna um hábito e acaba permanecendo como o alimento preferido até muito tarde, atrasando o processo da mastigação. Mesmo tendo todos os 20 dentes de leite já erupcionados (em torno dos 2 anos a 2 anos e meio), muitas crianças preferem a mamadeira a comer comida.

Boa parte dos especialistas acredita que o uso da mamadeira por crianças que mamam no peito possa desestimular a amamentação, porque o bebê passa a preferir o bico da mamadeira.

Meus filhos foram amamentados até um ano e tive experiências diversas com eles. A dificuldade de iniciar mamadeira aos 6 meses para que eu voltasse ao trabalho, a dificuldade de retirar a mamadeira da minha segunda filha com 1 mês de vida e voltar a amamentar (ela foi internada após 20 dias de nascida e a UTI neonatal fazia uso de mamadeira), a dificuldade de retirar de vez a mamadeira com um ano e passar para um copo de transição. Não fiz uso de copo para administrar leite. Na UTI não usavam pela dificuldade em treinar os técnicos e pelo risco de engasgo. Cheguei a tentar uma ou duas vezes e tive dificuldade.

De qualquer forma segue a orientação de como oferecer leite no copo: ele deve ser colocado sobre o lábio inferior do bebê, sem prender a língua, e inclinado de forma que o líquido encoste na língua do bebê. Respeite o ritmo da criança. Ele vai engolindo o leite aos poucos. Cuidado para não engasgar.

E então o que descobri sobre as mamadeiras.

Qual usar – como escolher a mamadeira

Prefira o bico ortodôntico e de silicone. Látex é poroso e acumula mais resíduos.

Na hora de escolher, dê atenção ao tipo de bico (para leite x água x líquidos engrossados, e faixa etária) e jamais fure ou corte para sair mais líquido, de forma a evitar engasgos.

As mamadeiras mais comuns vêm em dois tamanhos, 120 ml e 240 ml. Até o fim do segundo mês, você dificilmente precisará da maior.

Como meu uso era apenas para leite, já que outros líquidos (dados a partir dos 6 meses) eram mais recomendados serem dados no copo de transição, comprei apenas mamadeira do tamanho maior.

Para bebês que se alimentam exclusivamente com mamadeira, são necessárias entre quatro e seis, dependendo da frequência da lavagem. Se for uma mamadeira eventual para bebês que mamam no peito (se a mãe for sair, por exemplo), duas já são suficientes.

Usar mamadeiras com recursos contra cólicas não garante que o bebê estará livre do problema. Trata-se de questão multifatorial que não apenas a ingesta de ar na mamada.

Nem todos os bebês se acostumam rápido com a mamadeira, e às vezes é preciso experimentar mais de um tipo, portanto não compre todas de uma vez. Facilita a aceitação aquecer um pouco o bico para ele ficar na temperatura corporal. Os bicos com textura e que se assemelham ao mamilo também ajudam.

Mamadeiras de vidro ou de metal inox são mais resistentes a contaminação. No entanto o vidro tem risco de quebrar e o inox não permite ver o que tem dentro, tornando difícil ter certeza do quanto o bebê está mamando.

Como usar – esterilização e manutenção

Como o leite é um meio de proliferação de bactérias, a esterilização das mamadeiras é de fundamental importância para evitar problemas, como diarréias, em seu bebê. Quanto mais novo ele for, mais frágil é seu sistema imune, e maiores os cuidados que devem ser tomados para evitar as contaminações. Por isso, esterilize as mamadeiras sempre depois de utilizá-las.

  • Na panela comum (fogão): encha uma panela com água e ferva por 5 minutos. Em seguida, mergulhe os utensílios até ficarem cobertos por água. Deixe aquecer por mais 3 ou 5 minutos. ATENÇÃO: Cuidado com tempo de fervura, os utensílios podem ser danificados.
  • No microondas: colocar os utensílios em recipiente apropriado e aquecer por aproximadamente 8 minutos. Acho bem prático o esterilizador de microondas. Se seu forno microondas for pequeno como o meu pode ser que só caiba nele o esterilizador da Avent, o menor do mercado que encontrei. Confira as medidas internas do seu forno e as do esterilizador antes de comprar.
  • No esterilizador: siga as instruções de uso de cada aparelho.

As mamadeiras devem ser retiradas da água, secas e guardadas em local limpo e fechado, como um pote plástico, por exemplo. Atenção : evite secá-las com panos de prato que já foram usados em utensílios de cozinha, pois dessa forma haverá uma nova contaminação das mamadeiras.

Após o uso basta lavar em água corrente e sabão para retirar os resíduos, esterilizar novamente, secar e guardar.A troca desses bicos artificiais deve acontecer a cada 2-3 meses, pois existem dobras que podem ser difíceis de serem limpas e acomodarem germesAté quando esterilizar ? As informação varia de fonte para outra. O maior consenso é : sempre que usar até o bebê engatinhar. Depois, esterilizar apenas uma vez ao dia. Depois de um ano, pode ser passado para um esterilização semanal segundo algumas fontes, mas não encontrei uma recomendação formal.

Até quando usar

Quanto menos tempo melhor para a criança. Em geral retira-se até um ano. O mercado tem boas opções de copos de transição para as crianças deixarem de lado a mamadeira. Eles têm um bico de silicone e alça para a criança segurar de forma a facilitar a adaptação. Meus filhos não aceitaram leite no copo de transição. Depois de alguma persistência, tive uma boa experiência com o copo Nuk comprido pela semelhança física com a mamadeira. Ele é inconveniente por não ter graduação de volume no frasco e alguns nem são transparentes, mas foi o que facilitou a mudança pros pequenos. Depois de 36 meses adaptei o bico squeeze que vende a parte para adaptar no mesmo copo.

Mamadeiras

mamadeira MAM
MAM com válvula anti-refluxo – Comprar em: Americanas

mamadeira Latch
Não encontrei no brasil
Latch: válvula anti-cólica e bico móvel que facilita o bebê a mamar sozinho

mamadeira Yoomi
Comprar em: MercadoLivre
Yoomi: sistema de aquecimento integrado que aquece o leite em 60 seg

mamadeira Dr Brown
Comprar em: Americanas
Dr Brown: vidro ou plástico, com ventilação interna que minimiza bolhas de ar e cólicas

mamadeira 5 Phases
Não encontrei no Brasil
5 Phases: de vidro que vai dentro de um plástico

mamadeira como tomo
Não encontrei no Brasil
Como tomo: toda feita de material molinho imitando seio, furos para sair ar e reduzir cólica

 

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Mamadeira tommee tippee – Comprar em: MercadoLivre
Tommee Tippee: reduz bolhas de ar do leite e bico imita mamilo

O copo de transição NUK é semelhante em aspecto a uma mamadeira e permite a adaptação de um bico Push-Pull (squeeze) vendido separadamente que o transforma no Junior Cup. Encontrei o bico em farmácias.

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Copo de transição NUK – Comprar em: Americanas
copo NUK
Bico Push Pull – Comprar em: Shopping da Gestante

 

 

Utensílios

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Escova Sassy anti risco para higiene da mamadeira – Comprar em: Loja do Bebê
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Escorredor Chicco – Comprar em: MercadoLivre
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Escorredor Grass – Comprar em: MercadoLivre
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Esterilizador Avent – Comprar em: Americanas

 

Extraindo leite materno

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Quando extrair o leite materno

  • Pra ajudar o bebê a fazer a pega correta, se as mamas estiverem ingurgitadas
  • Quando o bebê é pequeno ou prematuro e ainda não tem a capacidade de sugar o seio materno
  • Se a mãe precisa se ausentar por algumas horas
  • Para aumentar a produção de leite

Há duas formas de extrair leite para oferecer ao bebê na mamadeira ou copinho. Manualmente ou com bomba.

Manualmente

Lave bem as mãos antes de começar.

Posicione seu polegar mais ou menos 4 centímetros acima do mamilo, e os outros dedos abaixo, a fim de formar um “C” em volta da auréola.

Aproxime então o polegar do indicador, pressionando a mama e ao mesmo tempo forçando a mão toda na direção do seu próprio corpo (“afundando a mão no peito”). Diminua a pressão e repita o processo, em movimentos rítmicos. Se o polegar e o indicador estiverem perto demais do mamilo, você vai sentir dor e não conseguirá retirar o leite.

Use um recipiente de boca larga, já esterilizado, para coletar o leite materno. Potes de vidro com tampa plástica são as melhores opções.

Vantagens: É barata, simples.

Desvantagens: Demora mais para tirar o leite. Algumas mulheres não conseguem pegar o jeito.

Com bomba

As bombas elétricas e manuais tendem a ser rápidas e eficientes.

Nas bombas elétricas, você colocará junto ao seio uma peça de sucção, ligará a máquina e a deixará fazer o trabalho de extrair o leite e transferi-lo para um recipiente conectado. As boas bombas tentam imitar o movimento de sucção dos bebês, estimulando a “descida” do leite sem causar dor.

Vantagens: Rápidas, não cansam as mãos.

Desvantagens: Preço. A rapidez para tirar o leite é comparável à das bombas manuais. A elétrica exige a presença de uma tomada, e a movida a pilha exige trocas frequentes. A sucção não é controlada pela mãe, embora haja alguns modelos com diferentes níveis.

As bombas manuais também se utilizam de uma peça de sucção, mas é você quem tira o leite ao apertar um mecanismo ou uma manivela, em vez de contar com a pressão feita através de um equipamento elétrico.

Vantagens: Mais baratas. Você é quem controla a força da sucção, machucando menos. Não exige tomada ou pilha. É silenciosa (para quem tem coordenação motora suficiente, dá para tirar o leite de um peito enquanto o bebê mama no outro – sai mais leite dessa forma do que entre as mamadas).

Desvantagens: Não vejo nenhuma.


bomba elétrica
Bomba elétrica – Comprar em: Americanas

bomba manual
Bomba manual – Comprar em: Americanas

 

Dicas

Pense em alguma outra coisa – de preferência no seu bebê, mas dependendo do caso dá pra fazer até assistindo TV.

Tanto na ordenha manual como na com bomba, os primeiros movimentos servem para estimular a produção de leite, portanto é normal que não saia nada nos primeiros minutos. Não desista! Quando você menos esperar, vai ver o leite esguichando.

Nas primeiras vezes, quando ainda estiver pegando a prática, tirar 10 – 20 ml já pode ser considerado um sucesso.

Até o bebê ter 1 mês, 90 ml já devem ser suficientes para uma mamada. A partir dos 2 meses, a quantidade por mamada aumenta para entre 120 ml e 180 ml. Mas você não precisa tirar tudo de uma vez. Pode juntar o resultado de mais de uma ordenha para completar a mamada.

Desenvolvimento: estimulando o bebê

bebes

Os primeiros anos de vida, em especial o primeiro, são de extrema importância para o desenvolvimento da inteligência, da afetividade, das relações sociais. Qualquer perturbação nessa fase poderá, se não for detectada a tempo, diminuir as capacidades futuras. Enriquecer o ambiente da criança e oferecer-lhe as maiores oportunidades possíveis permite-lhe dar o melhor de si.

Essa tabela mostra o que é esperado para o bebê em cada etapa do desenvolvimento (marcos do desenvolvimento). O cinza marca o período em que 90 % das dos bebês adquirem o marco.

ficha de marcos do desenvolvimento

Como estimular

Seguem sugestões de atividades para estimular cada fase do desenvolvimento.

0 a 3 meses: 

Objetos brilhantes suspensos

Móbile

Ouvir música

Cantar, em tons diferentes, alto e baixo

Balançar fitas/lenços no ar e tocar no rosto do bebê

4 a 6 meses: 

Blocos com guizos dentro

Brincar de pegar, cócegas

Bolinha de sabão

“Mindinho, seu vizinho, pai de todos…”

Deixar de barriga pra baixo

Aviãozinho

7 a 9 meses:

Segurar e bater objetos

Engatinhar numa corrida de obstáculos, com almofadas pelo caminho, por dentro de um túnel (de caixa), sobre texturas diferentes…

Rolar bola

10 a 12 meses:

Blocos coloridos, quadrados ou redondos, para encaixe

Objetos nas cores primárias, de tamanhos diferentes, para empilhar, c/ uma bola p/ colocar no topo

Bola pequena

Brinquedos aquáticos

Caixas de vários tamanhos

12 a 18 meses:

Cavalinho de pau

Brinquedos de puxar e de empurrarJogos de limpeza (vassoura e rodo)

Bolas e bonecas de pano

Blocos pequenos de cores vivas

Brinquedos aquáticos

Animais de pano, com olhos pintados ou bordados

Livros de pano, com ilustrações coloridas de objetos familiares e animais

18 meses:

Cadeira de balanço

Cavalo para balançar

Brinquedo de empurrar, carrinho de mão, animais

Bola grande

Blocos e argolas de madeira de tamanhos diferentes para ajustar-se em um eixo

Panelas com tampas

Animais felpudos e de pano

Pulseiras de guizos e caixa de música

2 anos:

Trens com vagões para encaixar

Blocos leves, cubos coloridos

Tabuleiros com furos e estacas de cores variadas para encaixar

Balde, pá e cestos

Boneca macia e lavável

Carrinho e cama de boneca

Ferro de passar e telefone

Retalhos de cores vivas

Lápis de cor, giz de cera


2 anos e meio:

Triciclo e carrinho de mão

Argila e tinta p/ pintar c/ dedos

Canudos para bolhas de sabão

Pincéis grandes para “pintar com água”

 

Sugestão de site

Veja o post 40 Atividades montessorianas. O método traz atividades muito bacanas e importantes para o desenvolvimento dos bebês.

O site da Fisher Price tem um guia de brincadeiras por idade muitíssimo bom, usei muitas e muitas vezes.

site da fisher price

Sugestões de Livros

livro brincadeiras com o bebê
Comprar em: Cia dos Livros e Saraiva

livro bebês inteligentes
Comprar em: Saraiva

 

Introduzindo os alimentos

bebes

A partir de 6 meses os bebês necessitam de nutrientes que o leite sozinho não é capaz de fornecer, sendo necessário complementar com alimentos.

Quando iniciar

A recomendação atual é iniciar água e alimentos apenas após os primeiros 6 meses.

Deve-se iniciar primeiramente com a papinha de frutas e, depois, com a papinha salgada.

Como muitas mães precisam voltar ao trabalho mais cedo, é possível iniciar a fruta lá pelos 5 meses a fim de espaçar as mamadas. Antes disso, o reflexo de protusão da língua pode não estar desenvolvido o suficiente para o bebê ingerir alimentos com segurança.

Como iniciar

Inicia-se com uma papinha de fruta ao dia, de manhã, após a primeira mamada.

Na segunda semana inicia-se a segunda papinha de frutas, no período da tarde, geralmente após acordar da soneca.

A seguir se introduz a papinha salgada (papa principal) no horário do almoço.

Quando o bebê estiver aceitando três refeições ao dia, deve-se introduzir o jantar.

Os alimentos devem ser introduzidos um por vez – um alimento novo a cada três dias. O bebê precisa se acostumar com os sabores e consistências aos poucos. Esse processo facilita também que sejam identificadas alergias alimentares – na forma de assaduras, diarréia, alterações cutâneas…

Papinha de frutas: Recomendações

As frutas mais doces são aceitas mais facilmente, então deve-se iniciar por elas.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) as frutas devem ser oferecidas inicialmente raspadas ou amassadas, na consistência de purê. Somente depois de algum tempo devem, então, ser oferecidas em pedaços.

Não se deve oferecer açúcar até os dois anos de idade.

Suco de fruta pode ser oferecido apenas entre as refeições, 1-2 vezes/dia. No entanto, a recomendação atual da Sociedade Americana de Pediatria, divulgada em maio de 2017, é não oferecer sucos a crianças com menos de 1 ano de idade. Além de não corresponder ao valor nutricional de uma fruta ele muitas vezes é adoçado, contribuindo para uma ingestão de carboidratos acima do recomendado.

Polpa de frutas (aquela congelada do supermercado ou engarrafada) deve ser evitada nesse momento para que a fruta seja introduzida no seu sabor original.

Papinha principal: Recomendações

Inicialmente são oferecidos legumes na forma de purê, amassados com garfo. Bater no liqüidificador e peneirar não são recomendados porque reduzem o teor de fibras.

Pode-se escolher primeiro legumes mais adocicados como cenoura, batata doce, abóbora…

Lembre de iniciar oferecendo um legume de cada vez. Depois de experimentar mais de um, os legumes podem começar a ser combinados.

A carne não deve ser retirada após o cozimento, mas sim picada, tamisada (cozida e amassada com as mãos) ou desfiada. Aos 6 meses, os dentes estão próximos às gengivas, o que as torna endurecidas, de tal forma que auxiliam a triturar os alimentos.

Outras recomendações:

  • É preferível usar água filtrada no cozimento
  • Cozinhar no vapor também é uma ótima idéia
  • Não se deve acrescentar leite de vaca no preparo (nessa fase ele aumenta o risco de alergias, não só ao próprio leite, mas também a outros alimentos)
  • Não é necessário acrescentar sal
  • Podem (e devem) ser acrescentados temperos (alho, cebola, salsa, etc)
  • Deve-se acrescentar um filete de azeite no final do preparo da papinha
  • Comece oferecendo 1 colher de sobremesa e aumente gradativamente a quantidade de alimentos no prato
  • A alimentação deve ser variada e colorida

Segue tabela que facilita na hora de combinar os alimentos, adaptado do Manual da Sociedade Brasileira de Pediatria. O tamanho da porção varia de acordo com o alimento e pode ser consultado na fonte abaixo. Em geral são 2 colheres de sopa de cereal/tuberculo, 1 colher de sopa de hortaliça e leguminosa, 1 ovo, 1/2 unidade de filé de frango ou carne (25-35g/refeição).
Tabela de Porções dos Alimentos
Água deve ser oferecida entre as refeições assim que iniciar a papinha de sal. Junto com o almoço ou jantar não devem ser oferecidos líquidos porque eles levam à saciedade e reduzem o consumo dos nutrientes adequados.

Dos 6 aos 11 meses, o bebê em aleitamento materno estará recebendo três refeições ao dia (duas papas principais e uma de frutas). Já o bebê em uso de fórmula, corre maior risco nutricional, sendo recomendado que receba cinco refeições (duas papas principais e três de leite, além das frutas).

Aos 8-9 meses de vida o bebê pode começar a receber a alimentação igual à da família, com ajuste da consistência para pequenos pedaços.

A partir dos 12 meses, deve-se acrescentar às três refeições mais dois lanches ao dia, com fruta ou leite.

O leite materno pode ser estendido até os dois anos de vida. Mas para que a criança atinja suas necessidades nutricionais, o leite não deve atrapalhar ou substituir as refeições, mas sim complementar. Oferecer o peito logo após os alimentos em papa não é uma regra, mas uma alternativa, quando a criança aceita pouco o alimento oferecido. Na parte da manhã, depois da primeira mamada do dia, dê um intervalo de cerca de duas horas para oferecer a papa de frutas. O mesmo deve ser feito com as demais refeições.

Peculiaridades

  • Frutos do mar: a partir de 8 meses, por serem alergênicos.
  • Feijão: pode ser iniciado normalmente a partir de 6 meses, conforme SBP.
  • Mel: não deve ser oferecido até 1 ano de idade devido ao risco de contaminação (botulismo).
  • Leite de vaca e derivados (manteiga, iogurte, queijos): liberados para consumo a partir de 1 ano de vida. Leite materno pode ser usado nos purês, bem como fórmula infantil no caso dos bebês que as utilizam.
  • Ovo: iniciar a partir de 6 meses.

Atualmente, a SBP recomenda que o ovo inteiro (clara e gema) já pode ser introduzido no cardápio dos bebês após 6 meses de idade, podendo estar presente diariamente nas refeições.

Tempo de validade

A papinha que não foi tocada pode ficar na geladeira por até 24 horas. Mais do que isso, há o risco da comida estragar. Caso passe desse limite, jogue fora. Quando sobrar muito ou você fizer grandes quantidades, prefira congelar.

Como congelar

Escolha potes do tamanho da porção que seu filho come para facilitar na hora de descongelar. Coloque a papinha no pote, feche, cole uma etiqueta com o sabor e a data e leve ao freezer. A papinha pode ser consumida em até três meses. Na hora de descongelar, você pode colocar diretamente no microondas (verifique se o pote é adequado) ou aquecer o conteúdo no fogão, mexendo sempre para não queimar.

Introdução alimentar participativa

O método Baby-led Weaning (BLW) de introdução alimentar foi inicialmente desenvolvido no Reino Unido e se difundiu para vários lugares no mundo. Ele surgiu visando estimular o bebê a se alimentar sozinho com ajuda do garfo ou com as próprias mãos, de forma assistida – com supervisão de um adulto.

O método estimula não somente o desenvolvimento da autonomia mas também diminui a rejeição inicial da papinha na introdução alimentar e na progressão das texturas. Além disso, estudos mostram  menos risco de sobrepeso nos bebês que se alimentam sozinhos.

Diferente do recomendado pela SBP o método sugere introduzir os alimentos já na forma inteira, sem amassar e é esse o ponto mais polêmico: ele aumentaria o risco de asfixia. Outro ponto questionado é o fato do método incentivar o bebê a comer exclusivamente sozinho, com risco de ingerir menor quantidade de alimentos.

Evitando acidentes

Ofereça os alimentos de vagar, sem forçar, interagindo com o bebê durante as refeições.

Cuidado com alimentos como: amendoim, feijão, milho (risco de aspirar, colocar nos ouvidos, nariz…), uvas (risco de engasgo – cortar ao meio, no eixo longitudinal, ou em quatro), pipocas (risco de engasgo – indicada somente para crianças acima de 4 anos), salsichas (não devem ser oferecidas, mas se você for dar, faça um corte longitudinal).

Essa foto expressa bem a forma de cortar os alimentos para o bebê maior, que já passou pela fase de alimentos na consistência de purê. A partir de 8-9 meses ele já pode fazer movimento de pinça com os dedos e pegar sozinho pedaços menores com as mãos.
A banana com casca é para a mão não escorregar. As frutas em tiras podem ser pegas com as mãos. Depois do movimento de pinça aparecer, podem ser cortados pedaços menores para serem comidos com as mãos ou garfo.

Dicas

Crie um ambiente favorável na hora das refeições, sem distrações.

Deixe o bebê pegar alimentos com a mão. Independente do método BLW, pegar os alimentos é fundamental para que o bebê descubra a textura dos alimentos. E isso pode ser feito respeitando sua fase do desenvolvimento psicomotor, usando a progressão de texturas. Se ele quiser segurar uma colher, dê uma a ele e fique com outra para você.

Quando aquecer a papinha no microondas não se esqueça de mexer e depois verificar a temperatura, já que nesse tipo de forno nem sempre os alimentos aquecem por igual.

Nas primeiras papas, pode-se misturar os componentes para facilitar a aceitação do bebê. À medida que ele vai aceitando a alimentação pastosa, sugere-se separar os alimentos, amassá-los com o garfo e oferecê-los individualmente para que ele aprenda a desenvolver preferências e paladares diversos.

Se você gosta de sair e viajar, como eu, você pode acostumar o bebê a comer papinha industrializada de vez em quando. Pode oferecer, inclusive, em temperatura ambiente, que é muito mais prático e os bebês não costumam fazer objeção. Papinha Nestlé não tem corantes nem conservantes – hoje em dia há muitas marcas similares. Elas não têm a textura nem paladar ideais, os legumes ou frutas ficam todos misturados e não servem para alimentação diária. Mas servem sim como um ótimo quebra galho para uso eventual.

Blogs de Papinhas

clube-papinha
Clube da Papinha – veja: Aqui
papinhas
Receitas da Papinha – veja: Aqui

Aquisições

Livro: sugestão de livro com receita de papinhas doces e salgadas e receitas infantis diversas.

livro1
Livro 100 receitas – Comprar em: Livraria Cultura

Colher de silicone: há várias no mercado, algumas que mudam de cor com o calor excessivo. Essa abaixo é de um silicone super macio e foi a que ambos os meus filhotes se adaptaram melhor no início. Está em falta, mas há similares.

colher de silicone
Colher de silicone – Comprar em: Americanas

Potes: os com ventosa podem ser boa idéia. O Gyro Bowl é novidade, não tive oportunidade de testar ainda. A idéia é facilitar o manuseio pela criança e minimizar os “acidentes”.

Gyro Bowl
Prato Mágico Gyro Bowl – Comprar em: MercadoLivre

Pote Lilo com ventosa
Prato com Ventosa – Comprar em: Americanas

Chupeta: introdução e retirada

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Quando eu via meu filho mais velho chorando por muito tempo procurava logo saber o que estava incomodando. E ele chorava bastante. Às vezes não descobria, ou achava que era dor e nada resolvia… então levava instintivamente ao peito.

Sugar acalmava. Mas não era fome, eu sabia que não era hora de mamar. O choro parava porque ele se acalmava. Mamava uns segundos e ficava tudo bem. E meu peito estava virando chupeta! Mas ele não tinha um mecanismo inato para se acalmar. Até descobrir o dedo… Quase ao mesmo tempo ele começou a chupar o dedinho com freqüência… Tinha lido que chupar o dedo é pior que chupeta porque é mais difícil pra perder o hábito. Chupeta pode ser dada pro Papai Noel, mas e o dedinho? Assim me rendi à chupeta de vez… E não consigo imaginar como seria sem ela!

Cheguei a ter que forçar a barra no início pro meu filho pegar a chupeta. Ficava segurando pra ele um tempão. Dava vontade de colar um esparadrapo, porque ele deixava cair o tempo todo. Com o tempo e muita insistência, depois de tentar todas as marcas de chupeta, ele pegou a Chicco Physio Soft, que tinha um bico menor. Depois passou a usar outras marcas. Passei a gostar muito da Avent porque já vinha com um protetor de bico.

Chupeta Physio soft
Chupeta Physio soft – Comprar em: Americanas
Chupeta Avent
Chupeta bico redondo – Comprar em: Americanas

Chegou Livia e pensei: vou dar só se precisar, cada bebê é um. Muito pequena, prematura, todas as chupetas pareceriam enormes pra ela. Até que ela foi internada na UTI neonatal da Maternidade Perinatal com 20 dias de vida por um quadro de apnéia que nunca teve a causa muito esclarecida. Um belo dia cheguei na UTI e a vi chupando o biquinho de uma luva que fizeram especialmente pra ela. Autorizei o uso da chupeta porque ela tinha passado horas chorando e aquilo a confortava.

No início ela pegou melhor um bico arredondado, tipo bolinha, que não é ortodôntico mas adaptava muito melhor na sua boquinha de prematura. A fonoaudilóloga e as técnicas de enfermagem foram unânimes em recomendar essa chupeta porque ela facilita muito a adaptação, seu tamanho é bem menor… Depois que ela cresceu troquei pra um bico ortodôntico. Mas a fonoaudióloga foi bem clara: bico ortodôntico é jogada de marketing, não tem benefício realmente comprovado.

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Chupeta bico redondo – Comprar em: Americanas

Uma chupeta que ficou famosa é a Soothie da Avent. Com bico pequeno e semelhante ao bico materno, promete acalmar os recém-nascidos. Uma marca similar é a GumDrop da The First Years.

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Chupeta Soothie – Comprar em: MercadoLivre

Recente revisão de dois estudos publicada na Cochrane mostra que a chupeta não parece aumentar o risco de desmame precoce. Não percebi nenhuma alteração com meus filhos, que mamaram até um ano de vida. Mas o assunto é polêmico.

Meus dois filhos usaram chupeta até os dois anos. Consegui retirá-la aos poucos, dizendo que iam dá-la ao Papai Noel. Inclusive Papai Noel foi buscar a do Felipe em junho… Que não chorou mais de um dia por tê-la entregue ao boneco do Papai Noel, que levou para bebezinhos que estavam precisando. Já Livia, que entregou ao próprio Papai Noel no shopping, chorou um mês inteirinho, sentindo muita falta. Mas uma vez retirada, me livrei de todas e nunca mais ofereci de novo. Foi difícil, mas passou, sem traumas.

Sobre a introdução

Espere a questão da “pega” da amamentação estar bem resolvida e seu bebê estar mamando bem para introduzir. Tente aos poucos. Teste bicos diferentes. Eu insisti bastante até Felipe conseguir se adaptar. Ela caía e eu recolocava, várias vezes. Alguns bebês simplesmente não gostam. Mas se você achar que realmente vale a pena tentar, insista porque pode demorar a adaptação.

Sobre o uso

Esterilize diariamente, fervendo em água filtrada ou em um esterilizador. Se cair no chão, lave com água corrente e seque. Prefira as de silicone, ortodônticas e troque periodicamente. Use o mínimo de tempo necessário, apenas no momento do desconforto.

Sobre a retirada

Pediatras costumam achar aceitável o uso da chupeta até os dois ou três anos. Depois disso, todos são unânimes em só descrever malefícios físicos e emocionais.

Abaixo cinco dicas da revista Crescer para ajudar a retirar a chupeta do seu filho:

  • TENTE AOS POUCOS: Reduza o tempo que ele fica com o acessório, espaçando os intervalos. É uma forma de ele começar a se desacostumar.
  • FORA PRENDEDOR: Se costuma usar a chupeta presa na roupa, tire o prendedor já! O uso excessivo provoca danos na musculatura oral, que não é fortalecida de forma adequada. A arcada dentária também pode ficar deformada. 
  • FAÇA UMA TROCA: No caso de bebês, substitua a chupeta por algo de que ele goste ou pelo qual se interesse e que possa ser colocado na boca.
  • GOSTO RUIM: Deixe a chupeta estragar. Segundo os médicos, a criança vai perdendo o interesse porque o “gosto bom” acaba.
  • MARQUE O DIA: Combine um dia oficial para tirar a chupeta de vez. E não volte atrás. Senão ele vai entender que, sempre que quiser, você vai devolvê-la.

Utensílios

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Porta Chupetas – Comprar em: Americanas

Porta-chupetas: há vários bem estilosos. Os melhores são os de zíper, como esse da Fischer-Price, que não abre com facilidade. Há chupetas que já vem com protetores e eram essas que eu comprava, então o porta-chupetas teve pouco uso. Só compraria depois de saber se o bebê vai se adaptar à chupeta.

Prendedor de chupetas: evita que ela caia no chão – há alguns bonitinhos da marca MAM com velcro na ponta que têm o plástico removível e se encaixam em qualquer marca de chupeta. Só compraria depois de saber se o bebê vai se adaptar à chupeta.

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Prendedor de Chupetas – Comprar em: Americanas